Linha de separação


30 de julho de 2014

Em nome dos direitos do homem

O outro dizia: quando ouço falar de cultura puxo logo da pistola !
Quando ouço americanos , britânicos , franceses ...  muito indignados com a violação dos direitos humanos em tal ou tal país, não puxo da pistola como dizia o fascista , mas interrogo-me logo sobre que interesses estão em jogo - petróleo e outros- nesse país.
Em nome dos direitos humanos e da democracia o Iraque e a Líbia- para falar em casos recentes- foram invadidos, sofreram mortos e destruições sem conta e estão hoje num autentico caos , numa situação muito mais grave no plano  social , económico , de segurança e dos " direitos humanos ".
Mas que interessa . O petróleo ficou nestes dois países directa ou indirectamente sob o comando dos americanos...
Grandes democratas !!!

23 de julho de 2014

Cavaco ,as privatizações e o PSD


A alienação da nossa soberania ao serviço da oligarquia

Com as privatizações Cavaco, com a anuência do PS granjeou prestígio e poder. Foi o herói da grande burguesia nacional que financiou e apoiou generosamente as suas campanhas eleitorais.

Com Cavaco nasceu o BPN, o BPP onde os grandes empresários e figuras de proa do PSD encheram os bolsos.

Hoje os resultados das privatizações são cada vez mais visíveis.

O Patriarca do “Pingo-Doce” que dizia que no sector privado não havia corrupção, nem má gestão como no Estado diz agora a propósito da falência do Grupo Espírito Santo que arrasta centenas de empresas com milhares de trabalhadores: o efeito é “brutal, brutal, brutal...”.

Os resultados das privatizações estão à vista : a EDP, a REN e a Fidelidade são chinesas, a ANA é francesa, o BPI  é hispano-angolano, a Cimpor é brasileira, a GALP é metade angolana...

Vamos ficar sem uma única seguradora nacional.

São cada vez mais os milhões que saem em lucros e dividendos para o estrangeiro .

O país sem política cambial, monetária e praticamente sem política orçamental, vendeu a sua soberania à oligarquia financeira e tem um “Conselheiro Acácio” na Presidência da República.



20 de julho de 2014

A eleição de Junkers, o BES e os “consensos”

“Assim como uma mão lava a outra e ambas lavam o cu, temos de nos apoiar uma ao outro”. Assim dizia o administrador para o velho em “O velho que lia romances de amor” de Luís Sepúlveda.
Eis o que nos veio à memória perante o cenário da eleição de J-C Junkers, apoiado pela direita e pela social-democracia/socialismo reformista, pelo “radical” (!) Syriza e pelo Marinho Pinto. Mas a frase aplica-se também ao caso BES exemplo mais recente de como o sistema financeiro se tornou uma verdadeira cloaca de corrupção, fraude, arrogância gangsterística protegido pelos governos neoliberais e pelas instituições financeiras internacionais representadas entre nós pela troika.
A pseudo regulação existente a nível nacional e internacional tem o exclusivo objetivo de garantir a especulação, a agiotagem, a fuga pra paraísos fiscais do que é extorquido à força de trabalho. Se assim não fosse, outros teriam sido os relatórios do FMI, da troika, os avaliações da solidez financeira dos bancos, a “regulação do B de P.
Garantem que não há problemas, que está tudo bem, e periodicamente há escândalos e os Estados são chamados a intervir para proteger a fortuna de gente que procede como reles vigaristas, mas em dimensão incomensuravelmente maior. São instituições geridas por gente com ordenados milionários e arrogância de sobra no que diz respeito à austeridade, aos salários e aos direitos laborais. Põem e depõem governos, escolhem governantes, decidem políticas.
Sim, uma mão lava a outra: bastou J-C Junkers dizer umas baboseiras sobre “crescimento e emprego”, periodicamente repetidas e que contradizem tudo o que sempre defendeu para direita e social-democracia/socialismo reformista se prostrar a seus pés e os profissionais da deturpação na comunicação social aplaudirem.
O papel de toda esta gente ao serviço do neoliberalismo é “limpar o cu” à finança. Ouvir o PS a interpelar o governador do B de P sobre o GES/BES é “mutatis mutandis” ouvir o PSD a interpelar Vítor Constâncio acerca do BPN. Que credibilidade merece o sr. Seguro com as suas declarações após a conversa com o governador do B de P. Portou-se como um idiota chapado ou quiz fazer dos outros idiotas.
Depois temos “fora de portas e à porta fechada”, como consta de um fado, os acordos sobre o euro, o tratado orçamental, o tratado de comércio livre EUA-UE – o prego que falta, segundo eles, para liquidar o estado democrático e tornar o país uma colónia gerida pelas transnacionais, e sobre o qual da parte do PS só temos ouvido eleogios.
Depois das eleições, finda a ridícula querela no PS, PS e PSD, preparam novos “consensos” e coligações mais o CDS. E eis como a frase de Luís Sepúlveda tem toda a aplicação nos tempos que correm.
Para os fazer recuar só a luta popular e que se traduza em votos expressos..

16 de julho de 2014

Chamam-lhe políticas de austeridade !

Políticas de concentração e centralização de capitais disfarçadas de austeridade para todos...
Temos tido a alienação da nossa soberania em beneficio da oligarquia financeira.
Á medida que o tempo passa começa a ser cada vez mais evidente que o grosso das medidas de ditas de austeridade têm estado ao serviço da capitalização e desendividamento da Banca , melhor ao serviço dos banqueiros e grandes accionistas . E como começa a ser mais evidente também são cada vez mais os comentadores encartados a descobrirem o óbvio !
 Tudo isto a propósito da notícia do Público de hoje :



Um quarto da riqueza de Portugal está nas mãos de 1% da população

Estudo de economista do BCE mostra que o peso da fortuna dos mais ricos ainda é maior do que se julgava






"Entre os nove países da zona euro analisados, Portugal é o terceiro país com uma maior concentração da riqueza, apenas atrás das Áustria e da Alemanha.
O debate em torno das questões da distribuição do rendimento e da riqueza passou a ocupar lugar de destaque a nível internacional nos últimos meses, especialmente após a publicação nos Estados Unidos, do livro “Capital no Século XXI” de Thomas Piketty. Nessa obra, o economista francês defende, com base em dados retirados das administrações fiscais de vários países do Mundo, que se tem vindo a registar desde o início dos anos 80 um agravamento acentuado na desigualdade da distribuição dos rendimentos e da riqueza. A tendência é particularmente forte nos EUA, mas também se verifica na Europa. Piketty diz que este é um fenómeno que resulta do facto de a rentabilidade obtida pelo factor capital crescer a um ritmo superior à economia e que tende a prolongar-se caso não sejam tomadas medidas correctivas, como o agravamento dos impostos sobre os mais ricos."

14 de julho de 2014

NO PE O SYRIZA APELA AO VOTO EM JUNKERS

Era de esperar. A propaganda orquestrada a nível europeu apresentava o Syriza de “extrema-esquerda” e “antieuropeísta”. A opinião pública foi agitada antes das eleições para o PE com as alterações que a vitória do Syriza na Grécia podia ocasionar nas políticas europeias.
Era apenas uma manobra – diríamos a do costume – para tirar votos à esquerda consequente e canalizar votos para um partido cuja prática – nem é preciso falar de teoria porque não a tinha – não era nem “antieuropeia” e muito menos de “extrema-esquerda”, o que quer que isto queira dizer.
Agora Tsipras, chefe do Syriza, apelou a que no PE se votasse em Jean-Claude Junkers candidato da direita para a Comissão Europeia. (1) Razões: a direita tinha obtido a maioria nas eleições! Não, isto ultrapassa o “cretinismo parlamentar” de que falava Marx, é simplesmente traição a tudo o que fingiu que defendia. Nem sequer o facto da maioria dos eleitores de se ter abstido incomoda esta falsa social-democracia de “esquerda”. Afinal, para alguma coisa devem ter servido as conversas com a D. Merkel…
O Siryza está pois a descoberto: não passa de um PASOK (o PS grego) recauchutado, para semear ilusões de que vai convencer a oligarquia a ser “boazinha”. Eis o que acontece a quem mete o marxismo na gaveta (do leninismo nem se fala).
O Syriza ganhou de facto as eleições na Grécia, embora perdendo votos. O PCG apesar da modesta votação subiu em percentagem e votantes.
E são estas casos que nos fazem pensar nas guerras de alecrim e manjerona no PS. J. Seguro e companhia vão disfarçando o incontido desejo de se aliarem ao PSD e entretanto vão dizendo o que for preciso para não ficar atrás da propaganda do adversário.
A. Costa fala em alterar os tratados de UE, mudar a arquitetura do euro, etc. Está a plagiar o PCP, mal, mas adiante. A questão é o “como”. Fala em aplicar de forma inteligente o absurdo, iníquo e classificado como estúpido, tratado orçamental que só interessa à Alemanha e mais dois ou três países. Isto sim, é uma verdadeira “quadratura do círculo”, de facto só há uma forma inteligente de o aplicar: é não o aplicar.
Nada indica que a Alemanha esteja disposta a alterar algo além de cosmética, mas até agora nem isso. Muito pelo contrário, quer o reforço destas políticas e um “ministro das finanças da UE” ao serviço dos seus exclusivos interesses. Portanto a questão que se põe ao sr. Costa é: qual o plano B? Ou o seu plano B é fazer como o chefe do Syriza?
Quanto ao BE, saem mais uns, dá a ideia que querem apanhar boleia na carrinha do A. Costa. É normal. Esta esquerda libertária pensa que é possível mudar a sociedade sem ideologia, sem organização e sem disciplina. Depois é o que se vê, e tudo em nome da unidade, por agora…

 

12 de julho de 2014

Os aldrabões encartados

O 1º Ministro tem repetido que o governo não vai entrar com dinheiro publico no BES .
Por sua vez o irrevogável ministro dos submarinos confessa pela primeira vez que os portugueses já pagaram de mais por "erros ! " do sistema financeiro procurando com esta afirmação dar a ideia que não mais acontecerá .
Ora o sistema financeiro ainda há pouco recebeu deste governo mais uma prebenda a dos créditos fiscais contabilizado no Orçamento engrossando o défice e a dívida e será uma prebenda de alguns milhões paga pelos contribuintes.
Continuam a ser concedidos suculentos benefícios fiscais à custa do Orçamento e a Caixa tem entrado em operações de financiamento aumentando a sua exposição a créditos duvidosos ...
Dos contribuintes tem  também vindo o dinheiro para pagar os lautos juros que a banca recebe ao investir em dívida pública ; os custos do dinheiro da troika ,os 78 mil milhões que custam milhões em juros ; os milhões para pagar os Swaps e os milhões para pagar as trafulhices no BCP, no BPN , BPP, no BANIF ... Os tais " erros ! "  que fala pudicamente o irrevogável P. Portas.

11 de julho de 2014

Comércio Externo

A fragilidade do comércio externo português e um aparelho produtivo incapaz de dar resposta a um aumento da procura interna !


Nota sobre o comércio externo de mercadorias nos primeiros  cinco meses de 2014
1. Os dados do comércio externo de mercadorias entre Janeiro e Maio do corrente ano são marcados, comparativamente com o mesmo período de 2013, pela queda das exportações em -0,9% (menos 187 milhões de euros), pela subida das importações em +2,3% (mais 541 milhões de euros) e consequentemente pelo agravamento em 728 milhões de euros do saldo negativo da nossa balança de mercadorias.
2. A nossa balança comercial de mercadorias apresentava nos 1os cinco meses de 2013 um saldo negativo de -3 368 milhões de euro para passar a apresentar em igual período de 2014 um saldo negativo de -4 096 milhões de euros. Um agravamento de 21,6% neste saldo negativo da balança comercial de mercadorias. Uma análise das exportações e importações por 17 grandes grupos de produtos disponibilizada pelo INE permite-nos de forma mais pormenorizada analisar essa evolução:
2.1. As exportações de combustíveis minerais que correspondem às exportações de refinados de petróleo, depois de terem mais do que duplicado as vendas nos últimos 4 anos, fruto da entrada ao serviço de uma nova unidade de refinação de petróleo da GALP em Sines, caíram nos últimos 5 meses 38%, uma queda no volume de vendas neste período de 808,8 milhões de euros. Esta foi uma queda determinante para evolução negativa das exportações e foi o resultado da paragem para manutenção durante cerca de 45 dias da unidade de refinação. Ela espalha bem o nosso elevado nível de dependência das exportações de pouco mais de meia dúzia de grandes empresas (Petrogal, Volkswagen Autoeuropa, PortucelSoporcel, Repsol, Continental Mabor, Bosch, Somincor ).
2.2. As exportações de pastas celulósicas e papel caíram também 3,8%, uma queda que se reflectiu na venda de menos 37,5 milhões de euros;