Linha de separação


31 de janeiro de 2015

Uma opinião a ter em conta


Neste artigo Sapir não avança com a possibilidade do Syriza ceder e contentar -se com a suavização do pagamento da dívida e das medidas ditas de rigor...


L'Allemagne entre deux maux

29 janvier 2015
Par 
Angela Merkel - CC PPEOn commence seulement aujourd’hui à bien mesurer ce que la victoire de SYRIZA peut signifier pour le zone Euro. En réalité, cette victoire met l’Allemagne au pied du mur et fait éclater son double langage quant à la zone Euro. Privée de marges de manœuvres néanmoins, l’Allemagne peut réagir violemment et provoquer, indirectement, la dissolution de la zone, même si elle en est la principale bénéficiaire aujourd’hui. Pour comprendre cela, il faut rappeler ici quelques points.

La victoire de Syriza

La victoire, véritablement historique, de SYRIZA en Grèce a propulsé son chef, le charismatique Alexis Tsipras sous le feu des projecteurs. Il convient de rappeler que ce parti est en réalité une alliance regroupant des anciens gauchistes, des anciens communistes, des écologistes, et des anciens socialistes. Ce qui a fait le ciment de cette improbable alliance, et qui explique son succès, avec plus de 36% des suffrages exprimés, est en réalité bien plus profond, mais aussi plus complexe, que la “question sociale”. Non que cette dernière ne soit importante, voire tragique. On comprend le refus d’une austérité meurtrière qui ravage la population grecque depuis 2010. Mais il y a aussi la question de la souveraineté nationale. Le refus de la soumission aux injonctions de Bruxelles et de la commission européenne, qui s’est exprimé dès le lendemain de l’élection, est une dimension très importante de la victoire de SYRIZA. La question sociale, sur laquelle se focalisent les commentateurs français, pour importante qu’elle soit, n’explique pas tout. En réalité, SYRIZA s’est engagé dans un combat pour le souveraineté du peuple grec contre les bureaucrates de Bruxelles et de Francfort, siège de la Banque Centrale Européenne. La victoire de SYRIZA annonce peut-être celle de PODEMOS en Espagne au début de cet automne. Et, tout comme dans SYRIZA, la composante souverainiste est loin d’être négligeable dans PODEMOS, ou encore dans le parti irlandais qui briguera lui-aussi la victoire au début de 2016, le SIN FEINN.
Au-delà du symbole, il y a des actes. Et les premiers actes de Tsipras ont été des signaux très forts envoyés aux autorités de Bruxelles. Tout d’abord, il a constitué son gouvernement en passant une alliance avec le parti des « Grecs Indépendants » ou AN.EL. Beaucoup considèrent que c’est une alliance hors nature de l’extrême-gauche avec la droite. Mais ce jugement reflète justement leur incompréhension du combat de SYRIZA et sa réduction à la seule question sociale. Ce qui justifie l’alliance entre SYRIZA et les « Grecs Indépendants », c’est justement le combat pour la souveraineté de la Grèce. Tsipras, dès son premier discours, a parlé de l’indépendance retrouvée de son pays face à une Union Européenne décrite ouvertement comme un oppresseur. Le deuxième acte fort du nouveau gouvernement, qui n’a eu aucun écho dans la presse française mais qui est fondamental, a été de se désolidariser justement de la déclaration de l’UE sur l’Ukraine. Une nouvelle fois, comme on pouvait s’y attendre, l’UE condamnait la Russie. Tsipras a dit, haut et fort, que la Grèce n’approuvait pas cette déclaration, ni sur le fond ni dans sa forme.

30 de janeiro de 2015

O retrato de uma política de classe


25,9% dos portugueses,  2 milhões e setecentos mil, eram pobres em 2013

O INE divulgou hoje os resultados provisórios do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento dos portugueses, realizado em 2014 sobre os rendimentos de 2013, ao mesmo tempo que na Assembleia da República o Primeiro Ministro no debate quinzenal, se vangloriava dos “bons resultados” orçamentais e económicos obtidos desde que este Governo entrou em funções em Junho de 2011.
Tal como se previa, dado o enorme aumento de impostos suportado pelos trabalhadores, pensionistas e reformados em 2013, dados os cortes nos salários, pensões e apoios sociais e os elevadíssimos níveis atingidos pelo desemprego neste ano, a percentagem da população a viver abaixo do limiar de pobreza foi a mais elevada desde que estes Inquéritos às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) são realizados, 25,9%.
Dada a quebra do rendimento monetário líquido dos portugueses desde 2009, apesar da inflação não ter parado de aumentar de 2010 a 2013, a mediana do rendimento monetário líquido caíu e consequentemente não sendo feita a sua correcção de acordo com a inflação, o limiar de pobreza cai também e distorce-se o cálculo do nº de portugueses a viver abaixo desse limiar. Para ultrapassar esta distorção o INE procedeu à ancoragem da linha de pobreza à mediana do rendimento monetário líquido de 2009 e a partir daqui procedeu à sua actualização com base na variação dos preços (inflação).
Com base na linha de pobreza ancorada em 2009, observa-se o aumento da proporção dos portugueses em risco de pobreza ao longo dos últimos 5 anos. Enquanto em 2009 eram 17,9% os portugueses a viver abaixo do limiar de pobreza (1 milhão e oitocentos e noventa e três mil), em 2013 os portugueses a viver na pobreza são já 25,9% (2 milhões e setecentos e um mil). Nos últimos 4 anos (entre 2010 e 2013) a taxa de pobreza agravou-se 45% e cerca de 808 mil portugueses caíram na pobreza, enquanto nos últimos 3 anos (2011,2012 e 2013) período que coincidiu na sua quase totalidade com a intervenção da Troika, a taxa de pobreza aumentou 30% e cerca de 629 mil portugueses foram atirados para a pobreza.
Os resultados deste Inquérito às Condições de Vida e Rendimento reflectem também o impacto que os cortes no montante e duração do subsídio de desemprego aprovados por este Governo, têm sobre os rendimentos dos desempregados, tendo contribuído para que muitos deles tenham caído na pobreza. Se em 2010, de acordo com estes Inquéritos, 36% dos desempregados eram pobres, em 2013 40,5% dos desempregados são pobres.
O congelamento do salário mínimo nacional, o congelamento e corte da esmagadora maioria dos salários e apoios sociais e o aumento da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, faz também com que para uma percentagem razoável de trabalhadores, ter trabalho possa não ser suficiente para não se ser pobre. Em 2013 10,7% dos trabalhadores eram pobres.
Por último refira-se ainda que os resultados deste Inquérito às Condições de Vida e Rendimento mostram que em 2013 aumentou o fosso na distribuição dos rendimentos entre os portugueses.
Em 2013, os portugueses 10% mais ricos, ganhavam 11,1 vezes mais do que, os portugueses 10% mais pobres, quando em 2012 esse rácio era de 10,7 vezes e em 2010 era de 9,4 vezes. De ano para ano acentua-se o desequilíbrio na distribuição do rendimento entre os portugueses e o nosso país é um país cada vez mais desigual e injusto.
CAE, 30 de Janeiro de 2015
José Alberto Lourenço   

28 de janeiro de 2015

Ucrânia, espelho do nazifascismo

As declarações em 8 de janeiro, do primeiro-ministro ucraniano Yatsenyuk, a um canal de televisão alemão, são o espelho dos golpistas nazifascistas que tomaram o poder em Kiev. Disse então: "não vou permitir aos russos marcharem através da Ucrânia e da Alemanha, como fizeram na segunda guerra mundial." “Todos nós nos lembramos muito bem da invasão soviética da Ucrânia e da Alemanha, e temos de evitá-lo."
É este governo que a UE apoia.
O governo de Kiev, voltou costas ao povo, levou o país à bancarrota, uma clique nazifascista corrupta, cruel, sanguinária continua a perpetrar crimes de guerra.
Sobrevive roubando gás natural destinado ao resto da Europa e com o dinheiro que o FMI vai cedendo para continuar a guerra civil enquanto o povo vegeta na miséria.
O exército desmoralizado continua a sofrer derrotas, os líderes vingam-se na população civil. Seguem os exemplos dos seus mentores.
Agora o Financial Times, adverte que a Ucrânia está em risco de colapso. O FMI identificou um défice de 15 mil milhões de dólares, para a Ucrânia continuar a guerra. O FMI advertiu os governos ocidentais que este défice precisa ser coberto dentro de semanas para evitar o colapso financeiro.
A propósito: alguém ouviu um comentário do PS, crítico aos golpistas de Kiev e aos seus crimes. Bem, tanto como no golpe das Honduras em que até gente ligada à “Internacional Socialista” foi presa, jornalistas assassinados, outros exilados.
Os chamados silêncios ensurdecedores.
Ver mais em

26 de janeiro de 2015

Draghi, um dia nas corridas – ao euro

Draghi recebe uma chamada do (seu) patrão da hiperfraudulenta Goldman Sachs.
- Então, já estás a fazer o que mandámos?
- A Alemanha não deixa.
- Quero lá saber dos alemães. Perderam a guerra e se não fossemos nós eram todos comunistas.
- Mas há as regras do BCE…
- Pusemos-te aí para garantir o nosso dinheiro e essa coisa a que chamam UE está cada vez pior.
- Vou ver o que posso fazer.
- Qual quê? Andas há dois anos a dizer o mesmo e não fazes nada. Resolve como quiseres, senão ainda a “esquerda radical” toma conta disso com a mania do "modelo social europeu" e depois que fazemos? Mandamos os marines ou apoiamos os neonazis como na Ucrânia?!
E foi assim. Draghi, anuncia então o chamado “quantitative easing” (QE) de 60 mil milhões de euros por mês, num total de 1,1 milhões de milhões até setembro de 2016.
Trata-se de imprimir euros para salvar o lixo especulativo que ao fim de 7 anos não desaparece, pelo contrário é como os cogumelos no outono, cresce por “geração espontânea” pela especulação.
Mas é mais dívida, 20% são à conta do BCE, 80% à conta dos Estados ao prorata da sua quota no BCE. Isto depois de um conjunto de medidas falhadas, sempre apresentadas como salvadoras, desde taxas de juro próximas de zero para a banca privada, à compra de ativos tóxicos e á transformação de dívida privada em dívida pública.
Agora o BCE põe a funcionar a impressora de notas como último recurso e a propaganda desatou a elogiar o comportamento da economia dos EUA, - de que isto é uma cópia imperfeita - quando 93% da ténue recuperação económica beneficiou os 10% mais ricos, os mais pobres continuaram a ficar mais pobres e o desemprego voltou a aumentar.
Trata-se de encher de liquidez a finança e os monopólios da concorrência "livre e não falseada" da UE, os tais que com o petróleo a menos de metade, os combustíveis na bomba descem apenas alguns cêntimos.
Quanto á queda do euro para as exportações os efeitos serão praticamente nulos, já que o comércio se faz 70% na UE e mesmo fora do euro as outras moedas alinham. Por outro lado no comércio para fora da UE temos a concorrência das desvalorizações dos outros países europeus.
A implosão da união monetária está – continua – na ordem do dia, independentemente do Siriza, que é apenas o síndroma.
O que Draghi, vai fazer é subsidiar a especulação deixando cair as taxas de juro a zero injetando dinheiro no mercado financeiro. O que Draghi não diz é que QE nunca conseguiu atingir a meta de inflação de 2% pretendida, nem nos EUA, nem no Reino Unido, nem  no Japão e quando terminar o QE as cotações voltarão aos valores baixos iniciais, tal como ocorreu nos EUA com o QE3.  (Mike Whitney)
Nada está previsto para aumentar a procura,os erros da “economia do lado da oferta” permanecem, agravam-se. O sistema bancário da UE está seriamente descapitalizado. A sua reestruturação só é possível anulando as dívidas existentes e a partir daqui aumentar a procura com base no aumento dos salários e dos impostos ao grande capital para acabar com a especulação .

23 de janeiro de 2015

O Dinheiro o dinheirinho é tão bonito o ladrão !


A hipocrisia ! As Chicotadas !


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Mort du roi Abdallah : Hollande ira samedi « présenter ses condoléances » en Arabie saoudite

LES ECHOS | 

Le président français a commis une gaffe en annonçant qu'il se rendrait aux obsèques du roi, au moment où celui-ci était enterré.(...)

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Depois da manif de Paris em "defesa da liberdade de imprensa , o socialista Hollande vai à Arabia Saudita prestar homenagem a um regime que prende e condena jornalistas a chicotadas :

Blogger saudita que “insultou o Islão” recebeu as primeiras chicotadas

Raif Badawi, co-fundador do site Rede Liberal Saudita, foi condenado a dez anos de prisão e 1000 chicotadas. As primeiras foram aplicadas numa praça pública

22 de janeiro de 2015

Medidas do BCE

Afinal sempre era possível tomar estas medidas - compra de dívida pública pelo BCE - como o PCP afirmava .
 Era uma questão política .... Se tivessem sido tomadas, na altura , embora não resolvesse a questão do Euro , do investimento e das negativas políticas ditas de austeridade ,  o que é certo é que o nível da dívida pública e o peso do serviço da dívida seria hoje bem menor... Não resolviam como não resolvem ,só por si , o problema do desenvolvimento económico, mas tinha impedido que a dívida atingisse pela especulação os insustentáveis níveis actuais . Afinal o PCP tinha razão!
Mas já vêem tarde as medidas do BCE.... e a dívida é a que é !
 Mas ninguém levanta a questão de imputar tais custos - serviço das dívidas dos países periféricos - aos que a elas se opuseram , designadamente à Alemanha e ao BCE do Sr Trichet... ! É caso para dizer : "Alemanha, BCE  e Directório das grandes potências que paguem a crise ..." Hoje as medidas agora tomadas servem mais os bancos , o jogo de casino - a especulação feita por estes  - do que o relançamento económico...
Permanece a questão central : como aumentar o investimento e o crescimento económico sem aumentar o poder aquisitivo das massas  ? 
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Publicamos hoje opiniões sobre as medidas tomadas pelo BCE que vamos tentar traduzir :


LE NON-ÉVÉNEMENT DE LA BCE : AIDER CEUX QUI N’EN ONT PAS BESOIN, par François Leclerc

Billet invité.
La BCE a annoncé aujourd’hui un programme d’achat de titres de plus de mille milliards d’euros, qui va démarrer en mars prochain pour se poursuivre jusqu’en septembre 2016 (sauf retour durable dans les clous des anticipations d’inflation avant cette échéance). Il est présenté à son avantage comme représentant 60 milliards par mois, mais ce montant inclut les achats déjà réalisés et ne représentera qu’environ 41 milliards d’euros d’achat de titres de dette publique par mois. Ces titres seront achetés par les banques centrales nationales, au prorata des participations à son capital, et ne seront portés au bilan de la BCE qu’à concurrence de 20% d’entre eux. La mutualisation du risque sera d’autant plus limitée que l’achat éventuel des titres grecs n’a pas été tranchée et pourrait même être exclue par la suite, leur notation les rendant si besoin inéligibles. A noter toutefois que la BCE n’a pas déclenché les hostilités.
Ce dispositif fait la part belle aux principaux actionnaires de la BCE, Allemands en tête, qui vont prioritairement profiter de la baisse des taux de leur dette sur le marché en raison des achats massifs de la BCE, et non à ceux qui en auraient le plus besoin. Pour le reste, les effets du programme sont loin d’être assurés. Les marchés financiers ont en effet anticipé le lancement du programme, qu’ils attendaient ardemment : les taux obligataires sont déjà très bas, l’euro s’est sans attendre largement déprécié, et le prix des actions a retrouvé son plus haut cours de 2008.
Dans ces conditions, le déclenchement du mécanisme vertueux qui pourrait contribuer à une relance économique n’a rien d’assuré, d’autant que le projet de plan d’investissement de la Commission Juncker qui devrait l’accompagner est parti sous de mauvais auspices. Les banques vont par contre pouvoir se délester des titres obligataires qui vont leur être achetés et utiliser les liquidités que cela va leur procurer sur les tables du grand casino. Un cadeau complémentaire leur a été fait avec l’abaissement du taux des prêts TLTRO, qui passe de 0,15 à 0,05%, soit une quasi gratuité. Huit opérations de prêt, dont deux se sont déjà déroulées avec un succès mitigé, sont prévues d’ici juin 2016.
Depuis Davos, Angela Merkel a déjà averti qu’il ne faudrait pas que la BCE fasse « dévier du chemin des réformes », car la faiblesse accrue des taux obligataires qui va résulter des achats massifs des banques centrales de l’Eurosystème ne va pas être une incitation à poursuivre les « réformes structurelles » en soulageant partiellement les gouvernements de la pression du marché.
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19 de janeiro de 2015

Viva a Crise e as medidas ditas de Austeridade !


DOCUMENT - Dans un nouveau rapport sur les inégalités, l’ONG Oxfam dénonce la poursuite de la concentration de richesses aux mains de quelques riches fortunés. La thématique des inégalités sera évoquée dans le discours sur l’état de l’Union de Barack Obama, mardi.

A deux jours de l’ouverture du Forum de Davos, l’Organisation Non Gouvernementale (ONG) Oxfam jette un nouveau pavé dans la marre. Si les tendances récentes se poursuivent, «l’an prochain, le patrimoine cumulé des 1% les plus riches du monde dépassera celui des autres 99 % de la population ». En d’autres termes, les 80 personnes les plus riches du monde détiendront donc autant de patrimoine que 3,5 milliards d’autres personnes réunies.
L’an dernier à la même époque, l’ONG avait déjà défrayé la chronique en annonçant que les 85 personnes les plus riches possédaient autant que la moitié la plus pauvre de la population mondiale. Or, en 2010, le nombre était de 388 personnes... Avec son nouveau rapport, Oxfam ne fait que mettre en lumière la poursuite de la concentration des richesses aux mains de quelques personnes les plus fortunées et l’explosion des inégalités.
L’étude intitulée « Insatiable richesse », publiée aujourd’hui, montre que la part du patrimoine mondial détenu par les 1 % les plus riches est passée de 44 % en 2009 à 48 % en 2014, et dépassera les 50 % en 2016. En 2010, la fortune nette des 80 personnes les plus riches au monde s’élevait à 1.300 milliards de dollars. En 2014, le montant atteignait 1.900 milliards, soit une augmentation de 50 % en l’espace de 4 ans.

Inégalités extrêmes

En 2014, les membres de cette élite internationale possédaient en moyenne 2,7 millions de dollars par adulte. Parallèlement, les richesses des 50 % les moins bien lotis ont reculé en 2014 par rapport à 2009, souligne Oxfam qui, pour réaliser son étude, s’est appuyé sur les statistiques publiées chaque année par le Crédit Suisse et par le Magazine Forbes. Le document montre ainsi que, entre mars 2013 et mars 2014, la richesse de Warren Buffet a augmenté de 9 %, celle de Michael Bloomberg de 22 % ou encore celle de Carl Icahn de 23 %...
« L’ampleur des inégalités mondiales est tout simplement vertigineuse et, malgré les questions brûlantes qui font l’actualité, le fossé entre les grandes fortunes et le reste de la population se creuse rapidement », souligne Winnie Byanyima, directrice générale d’Oxfam.