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7 de novembro de 2015

Sempre o mesmo



                                                       Dos jornais
                                                                      





"␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣""
␣␣ Mais de cem empresários subscreveram um manifesto a apelar “à união de todos”. Entre os subscritores contam-se Peter Villax, Vasco de Mello, Francisco Van Zeller, João Pereira Cou- tinho, Pedro Teixeira Duarte, Manuel de Mello Champalimaud, Alexandre Relvas, João Portugal Ramos, Duarte Champalimaud e Filipe de Mello"


Estes grandes patriotas com a pátria na carteira dizem se preocupados com a incerteza , com os atrasos que esta provoca...
É um recado para  Cavaco ?
São os mesmos ou os filhos dos mesmos que a seguir ao 25 de Abril apresentaram um plano fabuloso de investimentos para desenvolver o país , os mesmos que anos depois foram a Belém defender as privatizações com os centros de decisão nas mãos de nacionais para logo desenvergonhadamente ,no dia seguinte, as venderem a estrangeiros , os mesmos que criaram fortunas com os favores de sucessivos governantes desde o tempo da outra senhora ...
Preocupados com a pátria ou com os seus privilégios , as suas especulações , os seus lucros , as suas fugas aos impostos os seus ofshores  e as suas negociatas com o Estado ?

6 de novembro de 2015

Não estraguem o que já foi feito !

Não estraguem o que já foi feito diz a coligação de direita e os seus comentadores mercenários..
 Diz o Portas , o Coelho ...mas também a CIP : não estraguem o que já foi conseguido na legislação laboral , na redução dos salários , no congelamento dos salários .
Diz também a CAP verdadeira extensão do Ministério de Cristas : não estraguem os ricos subsídios , não introduzam , limites,"plafons " aos milhares que recebemos  da UE para aumentar os subsídios aos pequenos e médios agricultores...
Dizem os banqueiros : não estraguem a continua drenagem de milhares de euros á custa dos contribuintes  para a nossa capitalização e desendividamento , perdão, para a nossa desalavancagem.
Dizem os gestores doas empresas beneficiárias das rendas excessivas , das parcerias público privadas , dos acordos de swaps,.. não interrompam o que corre tão bem .
Dizem os especuladores bolsistas e não só , não venham com impostos que limitem o continuarmos a enriquecer enquanto dormimos...
Dizem os Mercados , a Comissão Europeia   as empresas de Rating : não toquem , na dívida pública que matem o pais colonizado e a trabalhar  para a elevada rentabilidade dos diversos fundos financeiros
E todos em uníssono tentam criar o pânico sobre o desastre imaginário de um governo que ponha em causa o statu quo ,   para fazer esquecer o desastre real em que estamos !

5 de novembro de 2015

A Comissão Europeia a intervir na situação política nacional

Em ano de eleições aumentou o poder de compra e o consumo privado...milagre!!!


Previsão de Outono da Comissão Europeia para a Economia Portuguesa
A Comissão Europeia (CE) divulgou hoje as suas previsões de Outono para a União Europeia no seu conjunto e para cada um dos países que a integram.
No caso português a Comissão reviu em ligeira alta a previsão de crescimento do PIB para 2015 de 1,6% para 1,7%, ao mesmo tempo que para 2016 a revisão foi em ligeira baixa de 1,8% para 1,7%.
Em relação à anterior previsão da Primavera passada , a alteração mais significativa nas previsões agora apresentadas prende-se com os diferentes contributos dados pelas várias componentes do PIB na óptica da despesa.
Enquanto nas suas previsões da Primavera a Comissão Europeia previa um crescimento do PIB nacional de 1,6%, com o consumo privado a crescer 2,0%, o consumo público a cair 0,3%, o investimento a crescer 3,5%, as exportações a crescerem 5,3% e as importações a crescerem 4,7%. O que em termos agregado conduzia a um contributo da procura interna para o crescimento do PIB de 1,4%, enquanto a procura externa líquida (exportações-importações) contribuía com 0,2%.
Nas previsões agora apresentadas o crescimento previsto para o PIB em 2015 assenta exclusivamente na procura interna que cresce 2,3%, enquanto a procura externa líquida caia 0,5%.
De uma perspectiva de crescimento económico em que a procura externa líquida daria um contributo positivo para esse crescimento, as exportações seriam neste caso e como este governo defende um dos motores do nosso crescimento, passou-se para um modelo de crescimento em que é a procura interna e em especial o consumo e o investimento, os motores do crescimento que se perspectiva para o nosso país em 2015 e também em 2016 e 2017.
Nestas suas previsões a Comissão Europeia reconhece que o forte conteúdo importado das nossas exportações dificulta o ajustamento externo da nossa economia, particularmente num contexto em que também a procura interna cresce a um ritmo elevado. Dito de outra forma a Comissão Europeia reconhece que dada a fragilidade do nosso aparelho produtivo, incapaz de responder às nossas necessidades internas de consumo e investimento e à aposta nas exportações, qualquer crescimento mais elevado destas variáveis induz directamente um crescimento das importações e consequentemente um aprofundamento do desequilíbrio externo.  
Em termos orçamentais a CE estima que o défice orçamental em Portugal atinja em 2015 os 3% do PIB. A ligeira melhoria registada em comparação com as anteriores previsões da Primavera que apontavam para um défice de 3,1%, resultam segundo a CE das melhorias registadas na evolução da receita fiscal e do mercado de trabalho. No caso da receita fiscal essa melhoria deve-se à aceleração do crescimento do consumo privado, enquanto o melhor funcionamento do mercado de trabalho segundo a CE levou a que a despesa com o subsídio de desemprego tenha sido inferior ao esperado.
Para a dívida pública a CE estima que após ter atingido as 130,2% do PIB em 2014, esta possa baixar para 128,2% no final de 2015, para 124,7% no final de 2016 e para 121,3% no final de 2017.
A CE nesta sua breve previsão para a economia chama a atenção para os riscos resultantes de um agravamento do cenário macroeconómico internacional e refere ainda que um prolongado período de incerteza política pode afectar a confiança das empresas e dos consumidores.  
Algumas notas em torno destas previsões da CE:
1.     Embora a CE reconheça nestas suas previsões um abrandamento da nossa economia no 3º trimestre do ano, depois de ter crescido no 1º semestre a um ritmo anual em torno dos 1,5%, a verdade é que a sua previsão para 2015 é agora de um crescimento do PIB de 1,7%, ligeiramente superior ao estimado antes.
2.     A CE nas suas previsões para o défice orçamental em 2015 não parece levar em conta alguns alertas provenientes da execução orçamental até Setembro, que apontam para um abrandamento no crescimento das receitas fiscais, nem considera a possível necessidade de reforço de capital para o Novo Banco resultante dos testes de stress que estão a decorrer. Normalmente um fim de ciclo político traz à tona despesa pública até aí escondida.
3.     A CE ignora literalmente o impacto que a situação da VW possa ter sobre os resultados das exportações alemãs e até mesmo portuguesas. Sobre esta matéria há um silêncio de chumbo, embora todos saibamos o peso que essas mesmas exportações têm na balança comercial alemã e portuguesa.
CAE, 05 de Novembro de 2015

25 de outubro de 2015

A tradição da direita…é o que sempre foi

A tradição da direita são as desigualdades “lagarta gorda em terra mesquinha” (Aquilino Ribeiro) com os 25 mais ricos a deterem quase 10% do RN. Pobreza exposta à caridade que serve para evitar que os ricos não sejam como os camelos que não passam pelo fundo de uma agulha (segundo o Evangelho).
Ter direitos laborais não faz parte da tradição da direita, tendo de ser sempre reduzidos por prejudicarem a “competitividade” (a direção da UGT, como é sua tradição, apoia…). O argumento é o mesmo desde o século XIX e os direitos foram arrancados somente através de duras lutas sindicais e populares.
A tradição da direta é não haver “Estado Social”, por isso comentadores esmeram-se a demonstrar que não é mais possível existir, de acordo com as regras europeias. As regras são para cumprir as funções sociais do Estado, não. Educação, saúde, cultura é para quem pode pagar, quanto aos outros a Igreja católica que trate deles. É a tradição…
A tradição da direita é o obscurantismo e a negação da cultura – veja-se como o PSD/CDS a seguiram…
A tradição da direita é a salazarista manipulando e tripudiando sobre os resultados eleitorais. Para Cavaco Silva, (o PR que desconhecia os Lusíadas e confundia a Utopia, baseada nas descrições de um marinheiro português, com a Montanha Mágica ou Os Buddenbrook…) inepto, inculto, conflituoso, (em competição da asneirada e reacionarismo com Américo Tomás) os governos devem ser eleitos segundo a tradição…
A tradição da direita é a mentira que a comunicação social ao seu serviço. repete sem questionar e foi assim que PSD/CDS passaram de 27 ou 28% nas sondagens para 38%, graças ao adiamento das eleições, que foi contra tudo o que a direita e o PR defendiam antes.
A sua propaganda seguiu a tradição fascista do “caminhando para uma vida melhor” (programa da EN) enquanto o país ficava cada vez mais atrasado e desigual.
A tradição da direita é a emigração forçada em massa, o PSD/CDS seguiram-na, incentivaram-na…
A tradição da direita quanto a liberdade e democracia tem o mesmo carácter que as “liberdades feudais” que os senhores feudais reclamavam quando eram tomadas medidas a favor dos interesses populares.
A sua tradição é a das “medidas de segurança” (estilo PIDE) com que querem tirar direitos constitucionais aos partidos à esquerda do PS – ou mesmo ao PS se este se inclinar para a esquerda.
O único argumento da direita é a tradição, a tradição do atraso da incompetência e das políticas destrutivas de tudo o que é social, coletivo.
A tradição em política é das ideias mais estúpidas a que a direita se agarrou na sua decadência ideológica e reacionarismo. Se assim fosse, Portugal nunca chegaria a ser um país, não lutava pela independência em 1383-1385, não a recuperaria em 1640 – data que querem esquecer – nem faria uma Constituição em 1820, nem derrubaria a ditadura fascista no 25 de ABRIL.
Não, desta "tradição" basta.  A verdadeira tradição do país que lutou pela liberdade e pelo progresso é e será: Fascismo nunca mais, 25 de ABRIL, sempre!

 

20 de outubro de 2015

Comunicação social, eleições...”liberdade de imprensa”

O escandaloso espetáculo da comunicação social que assume declaradamente posições a favor do governo da direita,mostra o que é: sem independência, sem princípios. Mostra ao serviço do que está e de quem está. Sendo o PCP, o PEV e o BE, fundamentais quanto ao futuro governo, são escandalosamente ignorados e referidos sempre pelo ponto de vista de terceiros. Nunca são referidos como partidos que defenderam a Constituição, muito ao contrário da coligação de direita sendo esta questão totalmente omissa dos «debates».
Eis a comunicação social do neoliberalismo/neofascismo a nu:
 
"Nos dias de Marx, a religião era o ópio das massas. Hoje são os media." Paul Crig Roberts
"Os media ocidentais, uma colecção de pessoas que mentem para viver. A razão porque o Ocidente não tem futuro é que o Ocidente já não tem media, só propagandistas das agendas governamentais e corporativas e apologistas dos seus crimes. Um editor de um grande jornal alemão escreveu um livro, no qual declara que não só ele próprio serviu a CIA como transmissor confiável das mentiras de Washington, como todo jornalista importante na Europa também o faz." Paul Craig Roberts
"Chama-se liberdade de imprensa, o direito exclusivo que têm certos potentados ou certos malfeitores, graças à sua fortuna ou às suas chantagens de influir na opinião do país (…). Cada dia se imporá com maior clareza que o liberalismo económico é uma das formas mais revoltantes do privilégio e despotismo”." Raul Proença, O fundador da Seara Nova, 
"A opinião pública deve aprender a tolerar a desigualdade comoum meio de atingir uma maior prosperidade para todos." Lord Griffiths, vice-président de Goldman Sachs,
A CIA controla todos os que têm importância nos principais medias." William Colby, antigo iretor da CIA
"Comprar um jornalista custa menos que uma boa «call-girl», apenas duzentos dólares por mês» Um agente da CIA em discussão com Philip Graham do Washington Post, a propósito de encontrar jornalistas dispostos a trabalhar para a CIA
"A informação tornou-se um produto como qualquer outro. Um jornalista dispõe tanto poder sobre a informação comouma caixa de supermercado sobre a estratégia comervial do seu empregador." Serge Halimi
"E para que outra coisa são pagos os tagarelas sicofantas que não sabem jogar nenhum outro trunfo científico a não ser que em suma na economia política não é permitido pensar?” Carta de Marx a Ludwig Kugelmann, 11 de Julho de 1868

9 de outubro de 2015

A tradição

 Nas ultimas eleições  só os portugueses que se abstiveram são o dobro dos que votaram na coligação de direita o que só por si nos dá a dimensão  ultra minoritária  da sua representação no povo português.
Não tenho dados mas estou convencido que paralelamente a coligação de direita tem , no universo eleitoral , a esmagadora maioria dos associados da CIP , CAP, CCP, a esmagadora maioria dos comentadores políticos, a esmagadora maioria  dos directores dos jornais , directores de informação e quejandos..
E estes para quem a Constituição é elástica dizem agora que a tradição é chamar a formar governo o partido mais votado. A tradição para estes senhores passa a lei suprema e substitui a Constituição. Como é tradição  haver também ora um governo do PSD ora um governo do PS com ou sem a muleta do CDS o melhor é acabar com as eleições . Ponto final .

8 de outubro de 2015

Desrespeito pela maioria ataque à democracia

Ai que vêm aí os comunistas , ai que os vermelhos podem ir para o governo ... 
Os serventuários do capital , na comunicação social , perante a posição do PCP em relação à formação de um governo que exprima a maioria da vontade do povo português verificada nas urnas revelam o seu servilismo e as  suas concepções de democracia .
Por exemplo, o Director do Diário de Noticias ainda não sabe que Constitucionalmente   o que conta para se constituir governo não é ser o partido ou a coligação mais votada mas sim as maiorias que se formam e a Helena Garrido em neurose de esterismo plumitivo ainda não percebeu que com a politica seguida Portugal tem mais uns largos anos de estagnação , endividamento e acentuação da dependência.
A formação de um governo da Coligação de direita seria o maior desrespeito pela vontade popular expressa nas urnas nas últimas eleições. 
Mas estes belos democratas que andaram a comentar as eleições como se fosse uma corrida  têm agora muita dificuldade em aceitar que o partido que ficou á frente teve uma significativa derrota e que a sua política foi rejeitada pela esmagadora maioria do povo português . Mas apesar de ter sido rejeitada pela maioria estes senhores e o Conselheiro Acácio  de Belém querem que ela continue,  querem que a minoria governe porque esse é o desejo e o interesse dos grandes senhores do dinheiro .
 Pobre país  , pobre democracia , asquerosos  "Cães de Guarda " !