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17 de novembro de 2015

As carragas de Belem


Cavaco diz que em 87 esteve cinco meses em governo de gestão...a abrir a porta para uma solução que quer impor
Habilidades, sofismas que ficam mal a um Presidente que devia pautar a intervenção pela seriedade e pelo rigor.
Não se pode comparar o incomparável
Em 87 a dívida pública era de apenas 56% do PIB, não estávamos no Euro, não havia Tratado Orçamental, o Banco de Portugal podia financiar a dívida do Estado e o crescimento era de 7,6%, repito 7,6% do PIB.
 E o Presidente da República podia dissolver a A.R.
Hoje, quando estamos esmagados pelo peso da dívida, quando o Presidente  acena com a ameaça dos mercados e dizia que o país não pode viver com um Orçamento em duodécimos ,agora que lhe dá jeito o país afinal pode esperar, pode ficar 9 meses com um governo de gestão, que não há problemas com o Orçamento em duodécimos, nem com os mercados...
As contradições de Belém para salvar o seu PSD só poderão ser entendidas pelas cagarras e por mais ninguém.


13 de novembro de 2015

O Descaramento do PSD e do CDS


A estimativa do INE mostra claramente que as importações em volume continuam a ser maiores que as exportações , no entanto o deputado porta voz do PSD continuou tal como o faz Portas a falar mentirosamente , no motor das exportações . Desde a entrada da Troika até julho deste ano a  queda do PIB foi de 5,5% . Apesar de partirmos de um ponto muito baixo , apesar do preço do petróleo e da desvalorização do Euro a economia portuguesa não sai da cepa torta...





Nota sobre a estimativa rápida do PIB do 3º trimestre de 2015

De acordo com o INE, o PIB estagnou no 3º trimestre em relação ao 2º trimestre com uma variação 0,0% e cresceu 1,4% comparativamente com o 3º trimestre do ano anterior.
Ao mesmo tempo na zona euro esse crescimento em cadeia foi de 0,3% e em termos homólogos de 1,6%.
Com a informação agora disponibilizada pelo INE é possível afirmar que com grande probabilidade Portugal não irá crescer em 2015 mais do que 1,4%, ritmo de crescimento inferior ao previsto pelo governo demitido (1,6%), pelo Banco de Portugal (1,7%), pela Comissão Europeia (1,7%), pelo Fundo Monetário Internacional (1,6%) e pela OCDE (1,7%).
Para a evolução registada no PIB no 3º trimestre e em termos homólogos contribuiu positivamente a procura interna, apesar da desaceleração do investimento e do consumo privado e contribuiu negativamente a chamada procura externa líquida, devido a um crescimento em volume das importações superior ao das exportações.
O que estes resultados agora divulgados mostram foi que a nossa economia no 3º trimestre do ano e ao contrário do que o governo demitido PSD/CDS em plena campanha eleitoral afirmava, não se encontra em fase de franco crescimento, mas antes em fase de desaceleração e estagnação. A mentira tem sempre perna curta e não foi preciso muito tempo para que a realidade se sobrepusesse a ela.
Além do mais não podemos ignorar que a evolução positiva registada no PIB desde o 2º semestre de 2014, beneficia muito fortemente da queda do preço das matérias-primas e em particular da redução em mais de 40% do preço do barril de petróleo brent. Se assim não fosse a economia portuguesa permaneceria estagnada neste período ou quanto muito teria um crescimento dito rastejante (entre 0 e 1%).
O grande desafio que se vai colocar ao novo governo de iniciativa do PS será sem duvida interromper as políticas de austeridade, de empobrecimento, de cortes nos direitos laborais e sociais, de concentração de riqueza, de venda das principais empresas ao sector privado e a aposta na devolução de salários e pensões aos trabalhadores e ao povo, na reposição dos direitos laborais, na luta contra a precariedade, no relançamento do investimento na educação, na saúde, na cultura e na ciência. Uma aposta numa nova estratégia económica assente no crescimento e no emprego, no aumento do rendimento das famílias e no investimento público e privado.
CAE, 13 de Novembrode 2015
José Alberto Lourenço

10 de novembro de 2015

Não têm emenda

Três patriotas  condecorados por Cavaco , três grandes empresas , Corticeira Amorim , Jerónimo Martins e Altri vão usar as suas reservas de capital para distribuir até ao final do ano mais de 319 milhões de euros em dividendos extraordinários e outros que deveriam entregar em 2016 
Qual a razão ?
Querem evitar os riscos fiscais ...
Clarificando : não querem pagar eventuais aumentos de impostos que  um novo governo com apoio do PCP e Bloco venha a introduzir.
Percebe-se por que é que eles dizem tal como o governo : não estraguem o que já foi conseguido com o sacrificio dos portugueses .Sacrificio não deles que ganharam e muito com a crise e que ainda querem fugir aos impostos . São os amigos de Belém.

9 de novembro de 2015

A estratégia da direita e o PREC 2

A direita ameaça: um governo PS com apoios à esquerda seria o PREC 2 (Paulo Portas). Portas revela a estratégia que a direita se propõe seguir. Sabe que para 70 ou 80% da população, da qual a maioria não seria ainda nascida ou não teria idade para o qualificar devidamente, o PREC teria sido uma espécie de terrorismo de Estado sob a égide do PCP.
Não admira que assim seja, é esta a imagem que a comunicação social passa ou deixa passar. Na realidade, 90% da informação veicula conceitos da direita e grande parte da restante não ia além de uma equidistância. Veremos como isto está a mudar.
Após a grandiosa manifestação popular dos 100 000 em seis de junho, a direita orquestrou na comunicação social controlada a sua estratégia, através da mentira, ocultação ou manipulação de dados, com o apoio descarado de comentadores e jornalistas que fez o PSD-CDS passar em poucos meses de 27 ou 28% nas sondagens para 38%.
Mas a confortável equidistância da maior parte caiu. Hoje é o mais primário reacionarismo que aparece da parte de pseudo intelectuais, que a direita adora e que aparecem como cavernícolas da política como o sr. António Barreto a insurgir-se contra a dependência do governo de uma maioria na AR acusada de ser “inútil, inoperante e incapaz”, de “ preguiçosos” lê-se num destrambelhado artigo no DN.
Outros consideram a solução PS apoiado á esquerda “ilegal”. Porquê? Não segue a tradição… Sousa Tavares diz que é “politicamente abusivo”, “seria preciso saber que é esta a vontade dos eleitores do PS para que não fosse abusivo. Mas a questão não é posta para acordos à direita, nem mesmo entre o CDS e PSD que diziam antes coisas completamente diferentes em relação à UE.Helena Matos critica o PCP "estalinista", que "até está presente no 1º de MAIO em Cuba"! Etc., etc.
O dito PREC, Processo Revolucionário em Curso, foi usado como arma ideológica contra as forças progressistas, através da calúnia. Oculta-se que nesse período foram estabelecidos os direitos laborais e sociais, salário mínimo, embrião de serviço nacional de saúde, criados mecanismos de apoio às PME, etc., além de que ter sido elaborada uma Constituição progressista.
Tudo isto face à conspiração da direita, à sabotagem económica dos monopólios, dos esforços da dita “extrema-esquerda” objetivamente aliada à direita no combate às forças consequentes na defesa do 25 de ABRIL. Tudo para desestabilizar o país a afastar largas camadas da população do que era efetivamente um processo revolucionário no sentido de alterar as estruturas económicas e sociais provenientes do fascismo.
A direita, aliada à extrema-direita, passou ao terrorismo, algo completamente omitido. Em Portugal, entre Maio de 1975 e meados de 1977 foram cometidas quase 600 ações terroristas: quase uma por dia, bombas, assaltos, incêndios, espancamentos, atentados a tiro. Mais de uma dezena de mortes, dezenas de feridos, milhares de pessoas perseguidas, aterrorizadas, às quais ou às famílias não foi dada qualquer compensação ou satisfação. A muralha do silêncio e cumplicidades é uma humilhação para as vítimas e famílias.
A partir destas ofensivas procedeu-se à divisão do MFA, como garante do processo em curso. A direita já ensaia e promove a divisão do PS até este viabilizar um governo PSD-CDS. Nesta altura o PS deixará de fazer sentido na vida nacional.

7 de novembro de 2015

Sempre o mesmo



                                                       Dos jornais
                                                                      





"␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣␣""
␣␣ Mais de cem empresários subscreveram um manifesto a apelar “à união de todos”. Entre os subscritores contam-se Peter Villax, Vasco de Mello, Francisco Van Zeller, João Pereira Cou- tinho, Pedro Teixeira Duarte, Manuel de Mello Champalimaud, Alexandre Relvas, João Portugal Ramos, Duarte Champalimaud e Filipe de Mello"


Estes grandes patriotas com a pátria na carteira dizem se preocupados com a incerteza , com os atrasos que esta provoca...
É um recado para  Cavaco ?
São os mesmos ou os filhos dos mesmos que a seguir ao 25 de Abril apresentaram um plano fabuloso de investimentos para desenvolver o país , os mesmos que anos depois foram a Belém defender as privatizações com os centros de decisão nas mãos de nacionais para logo desenvergonhadamente ,no dia seguinte, as venderem a estrangeiros , os mesmos que criaram fortunas com os favores de sucessivos governantes desde o tempo da outra senhora ...
Preocupados com a pátria ou com os seus privilégios , as suas especulações , os seus lucros , as suas fugas aos impostos os seus ofshores  e as suas negociatas com o Estado ?

6 de novembro de 2015

Não estraguem o que já foi feito !

Não estraguem o que já foi feito diz a coligação de direita e os seus comentadores mercenários..
 Diz o Portas , o Coelho ...mas também a CIP : não estraguem o que já foi conseguido na legislação laboral , na redução dos salários , no congelamento dos salários .
Diz também a CAP verdadeira extensão do Ministério de Cristas : não estraguem os ricos subsídios , não introduzam , limites,"plafons " aos milhares que recebemos  da UE para aumentar os subsídios aos pequenos e médios agricultores...
Dizem os banqueiros : não estraguem a continua drenagem de milhares de euros á custa dos contribuintes  para a nossa capitalização e desendividamento , perdão, para a nossa desalavancagem.
Dizem os gestores doas empresas beneficiárias das rendas excessivas , das parcerias público privadas , dos acordos de swaps,.. não interrompam o que corre tão bem .
Dizem os especuladores bolsistas e não só , não venham com impostos que limitem o continuarmos a enriquecer enquanto dormimos...
Dizem os Mercados , a Comissão Europeia   as empresas de Rating : não toquem , na dívida pública que matem o pais colonizado e a trabalhar  para a elevada rentabilidade dos diversos fundos financeiros
E todos em uníssono tentam criar o pânico sobre o desastre imaginário de um governo que ponha em causa o statu quo ,   para fazer esquecer o desastre real em que estamos !

5 de novembro de 2015

A Comissão Europeia a intervir na situação política nacional

Em ano de eleições aumentou o poder de compra e o consumo privado...milagre!!!


Previsão de Outono da Comissão Europeia para a Economia Portuguesa
A Comissão Europeia (CE) divulgou hoje as suas previsões de Outono para a União Europeia no seu conjunto e para cada um dos países que a integram.
No caso português a Comissão reviu em ligeira alta a previsão de crescimento do PIB para 2015 de 1,6% para 1,7%, ao mesmo tempo que para 2016 a revisão foi em ligeira baixa de 1,8% para 1,7%.
Em relação à anterior previsão da Primavera passada , a alteração mais significativa nas previsões agora apresentadas prende-se com os diferentes contributos dados pelas várias componentes do PIB na óptica da despesa.
Enquanto nas suas previsões da Primavera a Comissão Europeia previa um crescimento do PIB nacional de 1,6%, com o consumo privado a crescer 2,0%, o consumo público a cair 0,3%, o investimento a crescer 3,5%, as exportações a crescerem 5,3% e as importações a crescerem 4,7%. O que em termos agregado conduzia a um contributo da procura interna para o crescimento do PIB de 1,4%, enquanto a procura externa líquida (exportações-importações) contribuía com 0,2%.
Nas previsões agora apresentadas o crescimento previsto para o PIB em 2015 assenta exclusivamente na procura interna que cresce 2,3%, enquanto a procura externa líquida caia 0,5%.
De uma perspectiva de crescimento económico em que a procura externa líquida daria um contributo positivo para esse crescimento, as exportações seriam neste caso e como este governo defende um dos motores do nosso crescimento, passou-se para um modelo de crescimento em que é a procura interna e em especial o consumo e o investimento, os motores do crescimento que se perspectiva para o nosso país em 2015 e também em 2016 e 2017.
Nestas suas previsões a Comissão Europeia reconhece que o forte conteúdo importado das nossas exportações dificulta o ajustamento externo da nossa economia, particularmente num contexto em que também a procura interna cresce a um ritmo elevado. Dito de outra forma a Comissão Europeia reconhece que dada a fragilidade do nosso aparelho produtivo, incapaz de responder às nossas necessidades internas de consumo e investimento e à aposta nas exportações, qualquer crescimento mais elevado destas variáveis induz directamente um crescimento das importações e consequentemente um aprofundamento do desequilíbrio externo.  
Em termos orçamentais a CE estima que o défice orçamental em Portugal atinja em 2015 os 3% do PIB. A ligeira melhoria registada em comparação com as anteriores previsões da Primavera que apontavam para um défice de 3,1%, resultam segundo a CE das melhorias registadas na evolução da receita fiscal e do mercado de trabalho. No caso da receita fiscal essa melhoria deve-se à aceleração do crescimento do consumo privado, enquanto o melhor funcionamento do mercado de trabalho segundo a CE levou a que a despesa com o subsídio de desemprego tenha sido inferior ao esperado.
Para a dívida pública a CE estima que após ter atingido as 130,2% do PIB em 2014, esta possa baixar para 128,2% no final de 2015, para 124,7% no final de 2016 e para 121,3% no final de 2017.
A CE nesta sua breve previsão para a economia chama a atenção para os riscos resultantes de um agravamento do cenário macroeconómico internacional e refere ainda que um prolongado período de incerteza política pode afectar a confiança das empresas e dos consumidores.  
Algumas notas em torno destas previsões da CE:
1.     Embora a CE reconheça nestas suas previsões um abrandamento da nossa economia no 3º trimestre do ano, depois de ter crescido no 1º semestre a um ritmo anual em torno dos 1,5%, a verdade é que a sua previsão para 2015 é agora de um crescimento do PIB de 1,7%, ligeiramente superior ao estimado antes.
2.     A CE nas suas previsões para o défice orçamental em 2015 não parece levar em conta alguns alertas provenientes da execução orçamental até Setembro, que apontam para um abrandamento no crescimento das receitas fiscais, nem considera a possível necessidade de reforço de capital para o Novo Banco resultante dos testes de stress que estão a decorrer. Normalmente um fim de ciclo político traz à tona despesa pública até aí escondida.
3.     A CE ignora literalmente o impacto que a situação da VW possa ter sobre os resultados das exportações alemãs e até mesmo portuguesas. Sobre esta matéria há um silêncio de chumbo, embora todos saibamos o peso que essas mesmas exportações têm na balança comercial alemã e portuguesa.
CAE, 05 de Novembro de 2015