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8 de dezembro de 2015

Pouca vergonha

Sublinhados
Estes  senhores são os mesmos que dão uns bitates sobre o que é bom para a economia portuguesa  e que agora em tempo natalício até deixam cair uns lamentos sobre a pobreza ,sobre as desigualdades sobre a justiça social .
O patrão da CIP não quererá fazer um comentário ....Não há um jornalista que lhe peça um comentário sobre este acto patriótico ?

 Antecipação de dividendos


"A Altri, a Corticeira Amorim e a Jerónimo Martins foram as primeiras empresas a anunciarem a sua intenção de distribuírem, ainda em 2015, parte das suas reservas livres acumuladas, o que inclui os dividendos que só deveriam ser pagos em 2016.
Seguiram-se entretanto, a Sonae, a Portucel e a Semapa, que também decidiram antecipar os seus dividendos.
De acordo com o analista da XTB, Pedro Ricardo Santos, em declarações à Lusa, "a incerteza fiscal para o ano de 2016 é a principal, se não a única, razão para estas decisões de gestão".
"A tomada de posse de um governo do Partido Socialista, com o apoio parlamentar da esquerda, deixa alguns receios relativamente à tributação de rendimentos de capitais, bandeiras da extrema-esquerda",  
Desta forma, segundo Pedro Ricardo Santos, antecipar o pagamento de dividendos garante aos acionistas a tributação dos mesmos à taxa atualmente em vigor.(...)
Segundo o analista, o regime em vigor faz alusão a um mínimo de 5% do capital próprio da empresa durante dois anos para que haja lugar a isenção, no entanto, "o acordo entre os partidos e o PS refere um regresso a um mínimo de 10% dos capitais próprios, aumentando a base de tributação".
Empresas que anunciaram até à data que vão pagar dividendos extraordinários até ao final deste ano:
Altri............... 25 cêntimos/ação
Corticeira Amorim... 24,5 cêntimos/ação
Jerónimo Martins.... 37,5 cêntimos/ação
Portucel.............1,813 cêntimos/ação
Semapa...............75 cêntimos/ação
Sonae................0,385 cêntimos/ação "  in Economico 

5 de dezembro de 2015

Sublinhados

Pare , Escute e Olhe !
A multilpicação de noticias , a overdose faz com que a opinião pública tenha dificuldade em seleccionar, reter  e reflectir sobre o que é mais essencial.


1)Jornalistas espiões !
Jorge Silva Carvalho, o antigo diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) e o principal dos cinco arguidos que estão a ser julgados por um coletivo de juízes no Campus da Justiça, em Lisboa, num caso que envolve violação de segredo de Estado, acesso indevido a dados pessoais, abuso de poder e corrupção disse que os serviços secretos tinham jornalistas e órgãos de imprensa.
Isto é noticiado com a  maior naturalidade no telejornal ...
Até agora não conhecemos nenhum comentário , nenhum reparo sobre tal afirmação,... 
A ser verdade é uma evidência que tais profissionais nunca se envolveram nem envolverão em campanhas de intoxicação e manipulação !
2 ) Querida Austeridade !
 O Diário económico de quarta feira 2 de dezembro titulava : "Cotadas do PSI 20 conseguiram um lucro de 2,5 mil milhões nos primeiros nove meses do ano. Face ao pior ano da crise ,2012 , os resultados duplicaram"
Pergunta inocente : e os salários e os impostos pagos por estas empresas como evoluíram ?


Ministra das finanças ou da manipulação de contas ?


Os últimos alertas da UTAO sobre a execução orçamental em 2015
A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), divulgou ontem a sua análise da execução orçamental dos 1ºs dez meses do ano, que a Direcção Geral do Orçamento tinha apresentado no passado dia 25 de Novembro.
Tal como vínhamos afirmando, a evolução das receitas e das despesas da Administração Pública nos últimos meses não perspetivava o alcançar da meta do défice de 2,7% no corrente ano e que foi tão badalada pelo Governo PSD/CDS, desde que essa meta foi por eles definida aquando da apresentação do orçamento de Estado para 2015 no final de 2014.
Ao que parece e de acordo com a nota da UTAO agora divulgada, confirma-se que após um défice orçamental das Administrações Públicas que estima em 3,7% nos 1ºs nove meses do ano, só uma melhoria muito substancial no défice orçamental do 4º trimestre permitiria assegurar o objectivo do défice orçamental de 2,7% anual, o que é de todo impossível tanto mais que o novo Governo que ontem viu aprovado o seu Programa de Governo tem menos de um mês para poder actuar e isso exigiria conseguir um défice orçamental no 4º trimestre de -0,3%, quando em igual período do ano passado foi de -1,9%.

O Umbigo do ex ministro dos submarinos e da Moderna

Com aquela presunção sonsa todo ele umbigo , o ex ministro dos submarinos e da Moderna  cavalgando o preconceito anti comunista disse na Assembleia da Republica que o governo tinha sido entregue ao PCP e à CGTP.
Com toda a verdade  poderia ter dito que o governo de que fez parte fez do ministério da agricultura uma extensão da CAP , do ministério da economia uma extensão da CIP , do ministério das finanças a extensão da Banca...e dos contribuintes os financiadores de toda esta máfia !

4 de dezembro de 2015

A CIP e a CAP : não toquem no que já se conseguiu...

A CAP com a habitual arrogância pronunciou-se por um governo de gestão...agora reconverteu-se ao novo governo para que não toque nos subsídios dos grandes proprietários nem nos privilégios da CAP...
A CIP fez o mesmo .
O seu presidente diz agora que não se deve mudar o quadro legislativo tributário , que  isso cria instabilidade...blá .blá...
Mas quando a direita alterou os impostos , ninguém o viu a esgrimir o argumento da instabilidade...
Pudera .... o grande capital ainda foi mais beneficiado...

O Silêncio quando o assunto não lhes interessa


Référendum danois: le silence des journaux

Le référendum qui s’est tenu au Danemark le jeudi 3 décembre, et qui a vu la victoire du « non » et des eurosceptiques, continue de soulever des interrogations multiples. La première concerne le faible retentissement médiatique de ce référendum. Assurément, nous sommes en campagne électorale en France. Mais, ce quasi-silence des médias est un objet d’étude à lui tout seul. La seconde interrogation porte sur le sens qu’il convient de donner à ce référendum. On voit bien que, dans les rares commentaires à son sujet on parle de « questions techniques ». Techniques, elles l’étaient assurément. Mais il faut être bien naïf, ou bien de mauvaise fois, pour ne pas se rendre compte que, derrière cette dimension « technique » la véritable question portait sur le processus d’intégration européenne.

Le silence des journaux

(...)

Ce relatif silence de la presse française traduit, et trahit, une gêne devant le résultat. Les danois, peuple européens, ont rejeté une proposition de plus grande intégration dans le cadre de l’Union européenne. Ils l’ont rejeté de manière très claire, ce qui a été reconnu par le gouvernement danois. (...). Ce référendum porte en lui une critique de l’européisme. C’est pourquoi il convient de faire silence dessus. Ah, elle est belle la presse libre en France ; elle est belle mais elle est surtout silencieuse quand il convient à ses propriétaires…

Une question technique ?
Dans les rares articles que les journaux, ou les autres médias français, consacrent aux résultats de ce référendum, on pointe avant tout la nature « technique » de la question posée : fallait-il remettre en cause les clauses dites « d’opting-out » négociées par le Danemark avec l’Union européenne pour permettre une meilleure coopération policière entre ce pays et les instances policières européennes (Europol pour les nommer). Mais, si l’énoncé de la question était assurément technique, il faut beaucoup d’aveuglement, bien de la cécité volontaire, pour ne pas voir que la réponse apportée par les danois fut avant tout politique.
Il convient ici de rappeler que ce référendum a connu une forte participation. Près de 72% des électeurs danois se sont déplacés pour voter, ce qui constitue un record dans des référendums portant sur l’Europe pour le Danemark. C’est bien la preuve que les danois ont compris que, derrière une apparence technique, la question était bien avant tout politique. D’ailleurs, cette dimension politique ressortait bien de la campagne qui se déroula avant ce référendum. Les questions de la suspension des accords de Schengen, de l’intégration européenne, des coopérations multiples, furent en réalité largement débattues.
Cette réponse donc politique que les électeurs danois ont apporté, elle a un sens très net : celui d’un refus de toute nouvelle intégration européenne. Face à des questions essentielles, comme celles concernant la sécurité, les danois ont clairement opté pour le maintien de leur souveraineté et le refus pour une plus grande intégration. Leur réponse traduit le profond désenchantement auquel on assiste quant à la construction européenne. Que ce soit dans le domaine de l’économie ou dans celui de la sécurité, que ce soit sur l’Euro ou les contrôles aux frontières, c’est bien à un échec patent de l’intégration que l’on est confronté. Or, la réponse des européistes à cet échec n’est pas de s’interroger sur ses causes mais de demander, encore et toujours, plus d’intégration. En fait, l’intégration européenne est devenue un dogme, une religion. Et celle-ci n’admet aucune critique, ne souffre aucune contradiction. C’est pourquoi les dirigeants poussent à une surenchère mortelle. Mais, c’est aussi pourquoi les peuples, qui bien souvent ne sont pas dupes d’un discours trop formaté pour être honnête, refusent justement cette surenchère et exigent qu’un bilan honnête et objectif de cette intégration soit fait.

3 de dezembro de 2015

O Menos Estado da direita. Afinal que (neo)liberalismo era este?!

O Portal das Finanças (1) emitiu a lista dos benefícios fiscais concedidos em 2014. Um exemplo das “reformas estruturais” e do “menos Estado despesista” que a direita e seus comentadores proclamam. É ouvir (quem tiver suficiente dose de masoquismo) por exemplo as soturnas catilinárias do sr. Medina Carreira, para quem o aumento da pobreza nunca é suficiente.
Os benefícios fiscais, isenções, deduções totalizam a linda quantia de 1 027,8 milhões de euros. Mas o rabo de fora da direita está nisto: 0,7% (de um total de 16 487 entidades) recebem mais de 47% do total! Além disto, os grandes grupos económicos estão representados várias vezes. Por exemplo, EDP 10 entidades, SONAE/Continente 12, Jerónimo Martins/Pingo Doce 6, etc.
Este processo de separação de atividades do mesmo grupo capitalista proporciona que possam obter também apoios concedidos a PME. É a “engenharia" fiscal e financeira…
Assim temos designadamente: “Benefícios Fiscais – 73 M€
Dos quais: Majoração á criação de emprego – 36,9 M€ (a precariedade subsidiada pelos contribuintes!) Majoração aplicadas a donativos – 23 M€ (mecenato idem…)
Deduções á Coleta – 363,4 M€ Dos quais: Grandes projetos de investimento – 29,5 M€
Incentivos fiscais em investigação e desenvolvimento empresarial - 85 M€
Apoio ao investimento -118,7 M€
Crédito fiscal extraordinário ao investimento – 62,5 M€
Dedução por lucros retidos e reinvestidos pelas PME – 46,9 M€ (tanto apoio ao investimento que em termos líquidos – descontando amortizações – é negativo!)
Entidades licenciadas na Zona Franca da Madeira – 16,1 M€
Isenções Fiscais – 381,8 M€
Dos quais: Pessoas coletivas de utilidade pública e de solidariedade social – 127,6 M€ (as mersericórdias levam grande fatia…)
Fundos de pensões e equiparáveis – 198,5 m€
Regime de Reduções de Taxa – 206,8 M€
Dos quais: Entidades licenciadas na Zona Franca da Madeira – 201,8 M€
Não deixa de ser importante verificar as verbas que o Estado entrega a entidades privadas para realizarem as funções sociais que a direita estava a alienar para os privados. Outros factos curiosos encontramos nos incentivos ao investimento numa situação em que não deixou de reduzir, ou nos incentivos à investigação (no qual é possível detetar situações ao nível da fraude) enquanto se cortou drasticamente o financiamento público na área. Um escândalo.
Às PME calham apenas algumas migalhas deste maná à custa da austeridade. Uma política progressista não deixará de prestar apoio ao sector privado em particular ás MPME – no âmbito de uma economia mista – porém não de uma forma cega que apenas favorece o grande capital, mas enquadrada no planeamento económico, como determina a Constituição, de acordo com critérios de prioridades e avaliação de custos e benefícios sociais.
1- http://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/dgci/divulgacao/estatisticas/Contribuintes_com_benef%C3%ADcios_fiscais_2014.htm