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25 de novembro de 2018

Mais Estado de serviço público menos Estado do Lucro privado


Soberania energética              
Fernando Sequeira

O crescimento da procura das diferentes formas de energia final, e, em sequência, das diferentes formas de energia primária, tem sido espetacular, tendo nos últimos 50 anos sido multiplicado sensivelmente por três.

Os recursos energéticos assumem historicamente e de forma cada vez mais acentuada, um caráter claramente estratégico, absolutamente indispensável ao exercício da soberania e da afirmação da independência nacional, isto é, o dispor da capacidade, de forma inequivocamente autónoma de outros Estados ou de instituições supra ou transnacionais, de decidir do seu presente, mas particularmente do seu futuro, seja desde logo em situações de normalidade, seja particularmente em períodos de conflito e perturbação económica internacional profunda.

Ter no território nacional um potencial em energias primárias capazes de responder às necessidades energéticas da economia e da sociedade em geral, em termos de um aprovisionamento com elevados níveis de segurança, é indiscutivelmente uma questão central relativamente ao exercício da soberania.

Portugal tem apresentado uma elevada dependência energética, cuja, nas últimas décadas, se situava entre os 80 % e 90 %.

Nas últimas três décadas, o valor máximo da dependência energética foi atingido em 2005, com 88 %, tendo vindo a partir daí a decrescer sistematicamente, tendo atingido o valor mais baixo em 2014, com o valor de 72,4 %, perspetivando-se que tal descida prossiga.

Contudo, o nível de dependência energética não decorre somente da não ocorrência de alguns recursos endógenos, mas também da existência de um profundamente incorreto perfil de consumo, com especial ênfase para o atual sistema de transportes, no fundamental escorado na viatura privada, e em menor escala, nos edifícios.

A redução, que de alguma maneira começa já a apresentar um caráter estrutural, da dependência energética, radica, no fundamental, na utilização crescente de um vasto e diversificado mix de energias renováveis, base crescente da produção de energia elétrica em Portugal, mas também, embora em muito menor escala, do aumento da eficiência energética, particularmente na indústria transformadora.

A redução do nível de dependência energética, além de necessária, é completamente alcançável, seja atuando do lado da oferta, seja atuando do lado da procura.

24 de novembro de 2018

Um défice alimentar inaceitável

“Por um Portugal com futuro. Por uma alternativa patriótica e de esquerda.”
24 Novembro 2018, Setúbal
Intervenção de João Frazão, membro da Comissão Política do Comité Central

Soberania Alimentar

O objectivo de garantir a Soberania Alimentar, entendida como direito de cada povo, do nosso povo, de produzir o que entende e precisa para a sua alimentação, é parte integrante e fundamental da alternativa patriótica e de esquerda por que lutamos.
Vivemos uma situação contraditória e inaceitável.
Portugal tem a maior zona económica exclusiva da União Europeia, mas o saldo na balança comercial de pescado é negativo em mais de mil milhões de euros.
A nossa dieta tem nos cereais um elemento fundamental, mas o trigo que produzimos dá apenas para os primeiros 15 dias do ano e o milho para 4 meses.
Produzimos do melhor arroz carolino, mas vemos entrar no País mais de cem mil toneladas de arroz.
Somos capazes de produzir as melhores carnes de bovino, da mirandesa à alentejana, mas importamos mais de 180M € em carne.
A batata nacional não se vende a 10 cêntimos que seja, mas comemos mais de 300 mil toneladas de batata francesa ou espanhola.
Mesmo que a política de direita tenha encerrado mais de 90% das explorações leiteiras, somos ainda auto-suficientes em leite cru, e podemos produzir muito mais, mas compramos mais de 50 mil toneladas de queijo e de 75 mil toneladas de leite, no estrangeiro e estão a pagar para que produzamos menos.
Continuamos a assistir a juras de amor eterno por parte da grande distribuição à produção nacional, mas basta entrar num grande supermercado para ver a laranja, não do Algarve, mas de Espanha, o borrego, não do Alentejo, mas da Nova Zelândia, a batata doce, não do Litoral Alentejano, mas dos EUA, as uvas, não do Douro, mas do Chile.
Ou, como dizia um produtor de Moimenta da Beira que não consegue vender as suas maçãs, ao seu filho é oferecida, na escola, uma maçã francesa, adquirida pela central de compras do Ministério da Educação.
E mais, um país que produz azeite da melhor qualidade, de forma sustentável, transformou-se num grande produtor de azeite industrial, em modo superintensivo, esgotando as terras onde é produzido, pondo em causa a saúde das populações envolventes e explorando mão-de-obra quase escrava.

23 de novembro de 2018

Á Consideração da CIP & Marcelo

A CIP e Marcelo não quererão opinar sobre esta informação ? Não haverá um jornalista do Público /Continente que lhes peça um comentário e no seguimento ouvir o ministro do trabalho e António Costa . Ora aqui está um bom tema para  "A Antena aberta"  da RDP e TSF.
Apostamos singelo contra dobrado que nem Cristas , nem Rio dirão por moto próprio uma palavra

Num debate sobre competitividade em Matosinhos ontem :

"Dono da Colunex: “Portugal é atractivo porque paga salários de terceiro mundo” 

O dono da fabricante de colchões Colunex garante que na China as costureiras dos seus clientes “ganham 30% a 40% mais do que as costureiras em PortugalComo estamos perto do Natal e da santa hipocrisia não faltará muito para que Marcelo repita os números de visitaaos sem abrigo , sopa dos pobres , jantar de Natal...Talvez fossede lhe lembrar esta afirmação ou o valor do salário mínimo !

22 de novembro de 2018

Por detrás da cortina

La Unión Europea busca un acuerdo con Trump para proteger su industria automovilística 

En secreto y sin mandato parlamentario están en curso negociaciones comerciales entre la Unión Europeas y los Estados Unidos, que podrían crear un TTIP por la porta  trasera.https://www.elsaltodiario.com/acuerdos-comerciales/union-europea-busca-acuerdo-comercial-trump-proteger-industria-automovilistica
Bruselas y Washington están buscando un acuerdo para eliminar los aranceles en bienes industriales y avanzar en la “cooperación reguladora”, un nombre engañoso que disfraza un mecanismo que reduce la capacidad normativa de los Estados y otorga poderes sin precedentes a las grandes empresas para influir en la gestión de nuevas leyes o regulaciones.(...)

Espionagem

Avanços federalistas

En el marco de su Política Común de Seguridad y Defensa, la Unión Europea dispone de un ‎pequeño servicio de inteligencia que depende de la Alta Representante de la Unión para Asuntos ‎Exteriores y Política de Seguridad, la italiana Federica Mogherini. Esa unidad de inteligencia ‎al parecer se limita a producir informes y síntesis basados en datos provenientes de fuentes ‎satelitales pero no dispone de capacidades para el espionaje humano. ‎
La Unión Europea dispone ahora de un programa llamado “Cooperación Estructurada ‎Permanente” (PESCO, siglas en inglés). Aunque estaba incluida en el Tratado de Lisboa, la PESCO ‎no entró en vigor sino en 2017. Su objetivo es crear capacidades comunes, a pesar de que ‎no existe un ejército europeo. La PESCO no funciona por consenso sino según un complejo ‎sistema de mayoría calificada que otorga un poder de veto al tándem franco-alemán. ‎

Terrorismo de Estado e assassinatos a mando do Império


De 1945 até hoje, 20 a 30 millhões de mortes consumadas pelos USA

É um facto, não é uma análise, nem mesmo uma opinião: a “ordem internacional livre e aberta”, promovida desde 1945 pelos Estados Unidos, custou a vida de 20 a 30 milhões de pessoas em todo o mundo. Nenhum presidente, seja qual for, conseguiu mudar o ritmo desta máquina da morte.
No resumo de seu último documento estratégico - 2018 National Defense Strategy of the United States of America (cujo texto completo é um segredo) - o Pentágono afirma que “depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e os seus aliados instauraram uma ordem internacional livre e aberta para salvaguardar a liberdade e os povos da agressão e da coerção”, mas que “agora esta ordem está a ser minada a partir do interior pela Rússia e pela China, que violam os princípios e as regras das relações internacionais”. Alteração completa da realidade histórica.
O Prof. Michel Chossudovsky, Director do Centre for Research on Globalization, recorda que estes dois países, hoje classificados como inimigos, são aqueles que, quando eram aliados dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, pagaram a vitória do Eixo nazi-fascista Berlim-Roma-Tóquio com o preço mais elevado em vidas humanas: a União Soviética, cerca de 26 milhões e a China, 20 milhões, em comparação com pouco mais de 400 mil dos Estados Unidos.
Com esta premissa, Chossudovsky, do Global Research, apresenta um estudo documentado por James A.Lucas, sobre o número de pessoas mortas pela série ininterrupta de guerras, golpes de Estado e outras operações subversivas efectuadas pelos Estados Unidos, desde o final da guerra, em 1945, até hoje: estima-se de 20 a 30 milhões [1]. Cerca do dobro do número de vítimas da Primeira Guerra Mundial, cujo centenário acaba de ser celebrado em Paris, com um “Fórum da Paz”. Além dos mortos, incluímos os feridos, que muitas vezes são deixados com deficiências: alguns especialistas estimam que, por cada pessoa que morreu na guerra, outras 10 ficam feridas. Isto significa que os feridos provocados pelas guerras USA atingem centenas de milhões. À quantidade estimada no estudo adiciona-se um número inquantificado de mortes, provavelmente centenas de milhões, provocados desde 1945 até hoje, pelos efeitos indirectos das guerras: fomes, epidemias e migração forçada, escravidão e exploração, danos ambientais, roubo de recursos às necessidades vitais a fim de cobrir as despesas militares.
O estudo documenta as guerras e golpes realizados pelos Estados Unidos em mais de 30 países asiáticos, africanos, europeus e latino-americanos. O que revela que as forças militares dos EUA são directamente responsáveis por 10 a 15 milhões de mortes, causadas por grandes guerras: as da Coreia e do Vietname e as duas contra o Iraque. Outros 10 a 14 milhões de mortes foram provocadas pelas guerras ‘por procuração’, conduzidas pelas forças armadas aliadas, treinadas e comandadas pelos USA no Afeganistão, em Angola, no Congo, no Sudão, na Guatemala e noutros países. A Guerra do Vietname estendeu-se ao Camboja e ao Laos, causou um número de mortes estimado em 7,8 milhões (além de um grande número de feridos e lesões genéticas nos orgãos reprodutores, devido à dioxina espalhada pelos aviões de guerra USA). A guerra ‘por procuração’, na década de oitenta, no Afeganistão, foi organizada pela CIA que treinou e armou, com a cola-boração de Osama bin Laden e do Paquistão, mais de 100.000 mujaidin para combater as tropas soviéticas caídas na “armadilha afegã” (como mais tarde a definiu Zbigniew Brzezinski, salientando que o treino dos mujaidin havia começado em Julho de 1979, cinco meses antes da invasão soviética do Afeganistão).
O golpe mais sangrento foi organizado na Indonésia, em 1965, pela CIA: forneceu aos esquadrões da morte indonésios, a lista dos primeiros 5.000 comunistas e outros a serem mortos. O número de abatidos é estimado entre meio milhão e 3 milhões.
Esta é “a ordem internacional livre e aberta" que os Estados Unidos, independentemente dos que presidem à Casa Branca, procuram alcançar para “salvaguardar os povos da agressão e da coerção”.

Um precedente inaceitável e perigoso


Silvano satisfeito com abertura de inquérito por parte do Ministério Público

“Espero que, ao contrário do que infelizmente se vai tornando normal, este anúncio não se arraste por muito tempo e tenha uma decisão em tempo judicial útil”, afirmou o secretário-geral social-democrata."
Para se safar de um procedimento indefensável o secretário geral do PSD optou por outra habilidade que revela o seu carácter : recorrer a outro órgão de soberania...
Uma vergonha e um precedente perigoso..
Primeiro sacrificou uma deputada que aceitou fazer o papel de distraída , agora quer tornar natural que o ministério Publico investigue a AR. E o Presidente da Assembleia acha isto normal...Depois queixem se da Republica dos juízes