Soberania energética
Fernando Sequeira
O crescimento da procura das diferentes formas de energia final, e, em sequência, das diferentes formas de energia primária, tem sido espetacular, tendo nos últimos 50 anos sido multiplicado sensivelmente por três.
Os recursos energéticos assumem historicamente e de forma cada vez mais acentuada, um caráter claramente estratégico, absolutamente indispensável ao exercício da soberania e da afirmação da independência nacional, isto é, o dispor da capacidade, de forma inequivocamente autónoma de outros Estados ou de instituições supra ou transnacionais, de decidir do seu presente, mas particularmente do seu futuro, seja desde logo em situações de normalidade, seja particularmente em períodos de conflito e perturbação económica internacional profunda.
Ter no território nacional um potencial em energias primárias capazes de responder às necessidades energéticas da economia e da sociedade em geral, em termos de um aprovisionamento com elevados níveis de segurança, é indiscutivelmente uma questão central relativamente ao exercício da soberania.
Portugal tem apresentado uma elevada dependência energética, cuja, nas últimas décadas, se situava entre os 80 % e 90 %.
Nas últimas três décadas, o valor máximo da dependência energética foi atingido em 2005, com 88 %, tendo vindo a partir daí a decrescer sistematicamente, tendo atingido o valor mais baixo em 2014, com o valor de 72,4 %, perspetivando-se que tal descida prossiga.
Contudo, o nível de dependência energética não decorre somente da não ocorrência de alguns recursos endógenos, mas também da existência de um profundamente incorreto perfil de consumo, com especial ênfase para o atual sistema de transportes, no fundamental escorado na viatura privada, e em menor escala, nos edifícios.
A redução, que de alguma maneira começa já a apresentar um caráter estrutural, da dependência energética, radica, no fundamental, na utilização crescente de um vasto e diversificado mix de energias renováveis, base crescente da produção de energia elétrica em Portugal, mas também, embora em muito menor escala, do aumento da eficiência energética, particularmente na indústria transformadora.
A redução do nível de dependência energética, além de necessária, é completamente alcançável, seja atuando do lado da oferta, seja atuando do lado da procura.
O crescimento da procura das diferentes formas de energia final, e, em sequência, das diferentes formas de energia primária, tem sido espetacular, tendo nos últimos 50 anos sido multiplicado sensivelmente por três.
Os recursos energéticos assumem historicamente e de forma cada vez mais acentuada, um caráter claramente estratégico, absolutamente indispensável ao exercício da soberania e da afirmação da independência nacional, isto é, o dispor da capacidade, de forma inequivocamente autónoma de outros Estados ou de instituições supra ou transnacionais, de decidir do seu presente, mas particularmente do seu futuro, seja desde logo em situações de normalidade, seja particularmente em períodos de conflito e perturbação económica internacional profunda.
Ter no território nacional um potencial em energias primárias capazes de responder às necessidades energéticas da economia e da sociedade em geral, em termos de um aprovisionamento com elevados níveis de segurança, é indiscutivelmente uma questão central relativamente ao exercício da soberania.
Portugal tem apresentado uma elevada dependência energética, cuja, nas últimas décadas, se situava entre os 80 % e 90 %.
Nas últimas três décadas, o valor máximo da dependência energética foi atingido em 2005, com 88 %, tendo vindo a partir daí a decrescer sistematicamente, tendo atingido o valor mais baixo em 2014, com o valor de 72,4 %, perspetivando-se que tal descida prossiga.
Contudo, o nível de dependência energética não decorre somente da não ocorrência de alguns recursos endógenos, mas também da existência de um profundamente incorreto perfil de consumo, com especial ênfase para o atual sistema de transportes, no fundamental escorado na viatura privada, e em menor escala, nos edifícios.
A redução, que de alguma maneira começa já a apresentar um caráter estrutural, da dependência energética, radica, no fundamental, na utilização crescente de um vasto e diversificado mix de energias renováveis, base crescente da produção de energia elétrica em Portugal, mas também, embora em muito menor escala, do aumento da eficiência energética, particularmente na indústria transformadora.
A redução do nível de dependência energética, além de necessária, é completamente alcançável, seja atuando do lado da oferta, seja atuando do lado da procura.

