15 de setembro de 2026

O comboio

 Os negócios privados de Boris Johnson e outras  personalidades ocidentais na Ucrânia...

 Resposta da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, a uma pergunta da imprensa sobre as insinuações na imprensa estrangeira sobre um suposto ataque deliberado das Forças Armadas da Rússia a um comboio de passageiros, que transportava vários políticos e funcionários de países ocidentais (15 de setembro de 2026).

 Pergunta: A imprensa ucraniana e estrangeira divulgou informações de que, a 13 de setembro, as Forças Armadas da Rússia, durante ataques a alvos no oeste da Ucrânia, supostamente atacaram intencionalmente um comboio que partia de Kiev e transportava o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson, o ex-director da CIA David Petraeus e funcionários de vários outros países ocidentais. O que a senhora pode dizer sobre isso?

 Maria Zakharova: Sim, estamos cientes dessas notícias, bem como da reacção bastante estranha a elas por parte do Ministério da Defesa da Ucrânia, Sibiga, e de alguns políticos e diplomatas europeus.

Nesse contexto, gostaríamos de enfatizar, antes de tudo, que as nossas Forças Armadas, ao contrário das Forças Armadas da Ucrânia, não lutam contra a população civil, não atacam o transporte civil, não abrem fogo contra pessoas indefesas – mulheres, idosos e crianças.

Quanto aos ataques russos mencionados na imprensa, é verdade que os nossos militares os realizaram a 13 de setembro, mas exclusivamente contra alvos militares e infraestrutura de transporte e logística utilizada para fins militares pelo regime de Kiev, incluindo no oeste da Ucrânia.

 De acordo com os dados de controlo objectivo, esses ataques foram muito eficazes e bem-sucedidos. Já alertamos repetidamente que os nós ferroviários, depósitos e equipamentos ferroviários, especialmente as locomotivas, que são amplamente utilizados para transportar armas ocidentais para abastecer as Forças Armadas da Ucrânia, são alvos militares legítimos.

Não vamos comentar a campanha de relações públicas barata que foi desencadeada em torno da viagem de alguns personagens políticos que estavam próximos ao comboio militar atingido. O objectivo da campanha de informação é claro: tentar mais uma vez obter o fornecimento de armas para o regime de Zelensky, aterrorizando o cidadão europeu com uma suposta "ameaça russa às portas da OTAN".

Observamos que, em maio, alertamos repetidamente e até enviamos notas correspondentes ao corpo diplomático em Moscovo e através das nossas embaixadas no exterior, sobre a necessidade de cidadãos estrangeiros, incluindo diplomatas e membros das suas famílias, deixarem Kiev devido à transição das Forças Armadas da Federação Russa para ataques sistemáticos e consistentes contra instalações da indústria de defesa da Ucrânia, centros de comando e tomada de decisões na capital ucraniana e noutras cidades do país. Esses ataques, como lembrei, são realizados em resposta a ataques terroristas das Forças Armadas da Ucrânia contra civis e infraestrutura civil da Rússia.

Há muito tempo alertamos diversos "turistas políticos" e personalidades VIP ocidentais de que o regime de Zelensky os está a usar cinicamente como um "escudo humano" para proteger os seus comboios militares. Antes de algumas dessas viagens, recebemos, por canais diplomáticos, pedidos para garantir a segurança de determinadas pessoas.

 Respondemos consistentemente a essas solicitações, reiterando que os alertas públicos que divulgamos anteriormente continuam válidos, e que políticos e diplomatas ocidentais devem avaliar com seriedade os riscos existentes. Especialmente numa situação em que ninguém pode garantir a segurança das suas viagens em benefício de Kiev.

É notável que os representantes dos países ocidentais que estiveram na Ucrânia em negociatas ignoraram grosseiramente os avisos dos seus próprios governos para "não visitar de forma alguma" essa república pós-soviética. Além dos Estados Unidos, no final de agosto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, da Alemanha, dos Países Baixos, da Itália e de vários outros países europeus também fizeram esse apelo.

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