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29 de janeiro de 2026

Make Europa Great Again...

 Para isto, dizem, a Europa tem de falar a uma única voz. Precisam de um chefe. Para quê? Para derrotar a Rússia, para fazer frente a Trump, para se imporem frente à China. Bastaria que todos os países fossem "bons alunos" da CE e seus burocratas, como Portugal e seus "europeístas convictos".

A votação por unanimidade está a atrasar a UE, diz Kallas, não admira que uns "comentadores" tenham de seguida feito esta "descoberta". A Kallas propõe acabar com a unanimidade em questões de política externa e segurança, as votações seriam por maioria qualificada (como?). "A unanimidade nem sempre nos permite responder com a rapidez que corresponde às necessidades atuais. Existem diferenças entre os estados membros, no entanto, não podemos permitir que pela unanimidade o poder de veto de um país determine as políticas dos outros." Por outras palavras, os países da UE não têm direito a ter interesses próprios nem soberania para exerce-los. A burocracia trata disso, aos "bons alunos" resta-lhes abanar a cabeça.

O problema é que ninguém se entende nesta Europa em que ainda há pouco tempo propagandistas exultavam dizendo que a única coisa que a Rússia tinha conseguido era unir todos os países como nunca antes. Fantasias que não resistiram à realidade: os russos como maus que são, não quiseram ser derrotados.

 A Europa financia o crescimento, os armamentos e a dominação americana com mais de 10 trilhiões de dólares! Os europeus ricos financiam a dominação dos EUA sobre a Europa.

28 de janeiro de 2026

O Ouro ... O relógio do Juízo final ... Os sábios do Banco de Portugal ... DeepSeek

 O gráfico mais interessante sobre rendimentos financeiros é o que compara o retorno do ouro com o retorno total do S&P 500 desde 1º de janeiro de 2000.  O retorno do ouro quase triplicou em comparação com o das ações; a diferença é impressionante.

27 de janeiro de 2026

Entrevista de Agostinho Miranda



Ligado ao sec­tor da ener­gia desde os anos 1980, Agos­ti­nho Miranda, espe­ci­a­lista em direito da ener­gia e da arbi­tra­gem, fez boa parte da sua car­reira nos EUA, onde che­gou a direc­tor jurí­dico e admi­nis­tra­dor de empre­sas do grupo Stan­dard Oil Cali­for­nia, hoje Che­vron. Em entre­vista ao PÚBLICO, con­si­dera que um dos tra­ços de Donald Trump é a “petro­ma­nia”, evi­dên­cia de que as ope­ra­ções exter­nas que desen­ca­deia visam bai­xar o preço do bar­ril do petró­leo. E que na Vene­zu­ela o Pre­si­dente norte-ame­ri­cano quis garan­tir para as petro­lí­fe­ras ame­ri­ca­nas o domí­nio das recen­tes des­co­ber­tas de hidro­car­bo­ne­tos na região de Esse­quibo, na Gui­ana, que Nico­lás Maduro decla­rou em 2025 ser o 24.º estado da Vene­zu­ela. Já o con­fronto com a China na área energé­tica visa, entre outras coi­sas, tra­var a perda de infuên­cia do “petro­dó­lar”, que está sob a ame­aça dos BRICS, fórum de coo­pe­ra­ção entre gran­des eco­no­mias emer­gen­tes.

26 de janeiro de 2026

Davos à deriva no mundo multilateral

 Davos 2026 foi um caleidoscópio demente, com uma série de eventos francamente assustadores, incluindo o encontro entre as grandes empresas de tecnologia e a finança entre a Palantir e a BlackRock. Houve a confusão do “Plano Mestre” para Gaza de Trump. Houve ainda o que os media do Ocidente consideraram um discurso visionário do primeiro-ministro canadiano Mark Carney, resumido numa citação de Tucídides (“Os fortes fazem o que podem, e os fracos sofrem o que devem”) para ilustrar a “rutura” da “ordem internacional baseada em regras”, morta há mais de um ano. Depois - para rir - há a carta de 400 multimilionários reivindicando mais “justiça social”. Tradução: eles estão aterrorizados com o colapso do neoliberalismo que os enriqueceu.

O discurso de Carney foi um artifício astuto e sensacionalista para enterrar a “ordem internacional baseada em regras”, o eufemismo para o domínio total da oligarquia financeira. Carney agora reconhece uma “rutura” – que supostamente será remendada pelas “potências médias”, principalmente o Canadá e alguns países europeus (sem o Sul Global).

 Michael Roberts  

Economia dos EUA: por trás da pompa

No meio de  toda a retórica bombástica e às ameaças sobre a Groenlândia no seu discurso em Davos, o presidente dos EUA, Trump, fez uma série de declarações sobre o sucesso da economia americana, que, é claro, se devia a ele. "O crescimento está explodindo, a produtividade está disparando, o investimento está em alta, a renda está aumentando, a inflação foi derrotada", disse ele à plateia da elite política e financeira mundial. "Somos o país mais quente do mundo." (E ele não estava se referindo ao aquecimento global.)

Trump afirmou que a economia dos EUA estava crescendo "fenomenalmente ", a mais de 4% ao ano em termos reais, e a previsão para o próximo trimestre era ainda maior, acima de 5% ao ano. A inflação estava caindo rapidamente, permitindo que o Federal Reserve reduzisse sua taxa básica de juros, o que deveria ter sido feito não fosse a relutância daquele "idiota" presidente do Fed, Jay Powell, que Trump insistia em dizer que seria substituído em breve.

O colonialismo Verde

 Colonialismo verde ou revolução eléctrica suja: a exploração imprudente do Ocidente dos minerais do Sul Global


Os EUA e a Europa falam muito sobre as alterações climáticas, veículos eléctricos e energia renovável — mas a realidade por trás da 'revolução verde' é tudo menos limpa.

Enquanto os governos ocidentais promovem veículos eléctricos e energia solar, os minerais que alimentam estas tecnologias — lítio, cobalto, níquel, manganês e outros — têm um custo humano e ambiental assustador no Sul Global.