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21 de março de 2026

Atribuição de prémios da estupidez mediática

 A estupidez é contagiante como um vírus, porque examinar é muito mais penoso do que deixar-se levar pela propaganda mediática, embora "uma vida sem exame não mereça ser vivida" (Apologia de Sócrates - Platão).

Dado o êxito em colocarem importante parte das pessoas alinhadas contra os seus interesses individuais e coletivos é justo atribuírem-se prémios.

Prémio da estupidez especialista: "os iranianos estão a ver com bons olhos os bombardeamentos, em Beirute também“ "sabem que alguma coisa vai mudar" (quanto ao "regime").

Prémio de Carreira para a "nojeira" da nulidade intelectual propagandística - não acerta uma, mas continua. Recentemente especificou que o maior erro do Irão foi responder aos ataques do país mais poderoso do mundo. Embora esse país não seja capaz de defender as suas bases militares nem os seus porta aviões.

Três Menções Honrosas: 1 - Para os que consideram o "poderosos exército americano" e "a sua força avassaladora", como vista no Afeganistão e agora no imbróglio de Ormuz

 Alastair Crooke: "O Irão está impondo condições ao acesso ao Estreito de Ormuz e se preparou para uma guerra prolongada."


Análise exclusiva – Entrevista com Glenn Diesen (20 de março de 2026) Ver vídeo ao fundo

Numa entrevista esclarecedora, o ex-diplomata britânico e fundador do Conflicts Forum, Alastair Crooke, descreve uma resposta iraniana meticulosamente planeada ao longo de vinte anos. Longe de ser improvisada, a estratégia de Teerão combina ataques militares calibrados, pressão económica e choque psicológico para exaurir as capacidades americanas e israelitas e inverter o equilíbrio de poder no Oriente Médio.

1. Um plano faseado, concebido para durar

Crooke insiste: “Eles vêm planeando isso há 20 anos devido à probabilidade de um dia enfrentarem uma guerra com os Estados Unidos”.
O Irão não está mobilizando todo o seu arsenal de uma só vez. Está cuidadosamente cronometrando o lançamento de seus sofisticados mísseis (incluindo o hipersónico Fattah-2) para que o efeito máximo ocorra quando os estoques de interceptação ocidentais e israelenses estiverem esgotados (uma fase de “esgotamento” prevista para daqui a duas ou três semanas).

A Falsificação de informações . A CIA a trabalhar

Trump pediu que a Federação Russa deixasse de fornecer dados ao Irão . A Rússia disse que a sua vigilância era geral e que não estava afazer o que os EUA fazem com a Ucrânia . Perante isto os serviços secretos americanos venderam ao Político a noticia seguinte  e  , como sempre , ao abrigo de fontes anónimas :

"O Kremlin deixaria de compartilhar informações de inteligência com o Irão se Washington parasse de fornecer à Ucrânia informações de inteligência sobre a Rússia." -Politico!

20 de março de 2026

Encurralados

 Uma opinião

Como de costume, os "líderes" europeus estão encurralados; como Macron, gesticulam na sua gaiola.

Uma entrevista entre

@freddiesayers e a especialista em energia @HelenHet20

Helen Thompson, professora de Economia Política na Universidade de Cambridge, especialista em geopolítica e energia.

Helen explica por que os mercados podem estar errados ao presumir um retorno à normalidade assim que o Irão for neutralizado.

Ucrânia e Irão duas faces do mesmo projecto


Maj General Carlos Branco.

 Como na Ucrânia, em que os interesses de Washington não coincidiam com os de Kiev, também na guerra que opõe os EUA ao Irão, os interesses de Washington não coincidem com os de Telavive. Tanto num caso como noutro, o comportamento norte-americano encontra-se subordinado à consecução de uma grande estratégia de hegemonia global, não abandonada pela Administração Trump, enquanto o da Ucrânia e de Israel insere-se numa estratégia de âmbito local e/ou regional.

19 de março de 2026

Caminhando no fio da navalha nuclear

A ordem mundial segundo as "regras" do imperialismo americano entrou em colapso. A nova ainda não está estabelecida. Uma luta desenrola-se para decidir entre as grandes potências basicamente EUA e aliados e a China e Rússia para definir as novas regras. Vivemos atualmente neste interregno.

As pessoas apercebem-se que o mundo mudou, mas a grande maioria nem entende as causas nem tem ideia de como deveria ser o futuro de forma viável. Andaram iludidos com a necessidade de derrotar a Rússia, "mudar o regime" (obsessão imperialista) e derrubar Putin como criminoso de guerra.

O contexto ucraniano, a guerra dos EUA/NATO/UE contra a Rússia, veio mostrar as fragilidades políticas, militares, económicas e financeiras do ocidente. A realidade encarregou-se de evidenciar aquelas limitações enviando para o caixote do lixo o triunfalismo de comentadores que alardeavam estupidamente que a Rússia tinha conseguido unir ainda mais o bloco atlantista, enquanto a Europa se afundava. Agravando as divergências internas do bloco, os vassalos europeus recusam-se a participar na guerra no Irão. Perante esta "felonia" Trump ameaça abandonar a NATO!

16 de março de 2026

Doze Dias que Abalaram o Capital

Por trás dos comunicados militares e das imagens está uma realidade fundamental: a guerra move-se para os balanços dos bancos centrais, as linhas de produção do complexo militar-industrial e os mercados de energia. O aparelho industrial iraniano, ao apostar numa estratégia de saturação de baixo custo, conseguiu expor a vulnerabilidade financeira da arquitetura imperial.

Existe um confronto entre estruturas económicas antagónicas e lógicas produtivas. A coligação EUA-Israel representa a forma mais avançada do capitalismo militarizado, com sistemas altamente sofisticados, décadas de pesquisa financiada pelo Estado e enormes margens de lucro dos monopólios do armamento.

A estratégia do Irão baseia-se numa industrialização restrita, marcada por sanções, que levou à produção em massa de armas simples, robustas e baratas. Este diferencial, que poderia ser interpretado como atraso, tornou-se uma vantagem estrutural numa guerra de desgaste.

O drone Shahed-136 produzido por vinte mil dólares, exige que o adversário mobilize sistemas de intercetação cujo preço unitário varia de várias dezenas de milhar a quase um milhão de dólares. Cada vaga enviada pelo Irão obriga , mesmo para neutralizar vetores relativamente simples, que aparelho imperial tenha de consumir recursos tecnológicos e financeiros desproporcionais.

Esta dinâmica representa uma lei da guerra industrial: quando a reprodução do sistema defensivo é mais custosa do que a do ataque, o equilíbrio é quebrado.