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22 de setembro de 2026

O que é preciso é manipular a malta! - 1

 Cantava-se - e punha-se em prática - "o que é preciso é avisar a malta!", esclarecer, compreender a realidade. Manipular é o contrário: não é simplesmente mentir ou deturpar é também distrair, desviar do essencial, obscurecer factos e conceitos.

Três exemplos das alterações geopolíticas que os media preferem ignorar, continuando a potenciar a agenda da extrema direita mais as "derrotas" da Rússia (ou o seu ataque à Europa): os Houtis, Israel-Palestina, a reunião dos BRICS, que não mereceram mais que apressadas referências nos media, visto não encaixarem nas "narrativas".

Quanto aos Houthis:  Houve "uma vitória muito importante para o lado dos maus" no Estreito de Bab el-Mandeb (Azeredo Lopes, CNN). Deixemos a questão do maniqueísmo político para outra oportunidade. Os Houthis, ocupando a vital cidade portuária de Mokha e tomando várias ilhas importantes no Mar Vermelho, capturam toda a costa iemenita no Mar Vermelho, permitindo-lhes o controlo do Estreito de Bab el-Mandeb. Este rápido avanço dos Houthis no Iémen, representa uma derrota para a Arábia Saudita e Israel abrindo caminho para uma nova arquitetura geopolítica no Médio Oriente.

21 de setembro de 2026

A resposta da Rússia aos drones falhados da Ucrânia para perturbar as eleições

 As forças russas realizaram ataques noturnos contra centros logísticos, armazéns e portos ucranianos, bem como contra navios utilizados em prol das forças armadas ucranianas. A situação económica do país é cada vez mais alarmante

Que  metas foram atingidas.

– Segundo informações independentes, os ataques atingiram o centro logístico da BDU na cidade de Schastlivoye, na região de Kiev, onde eram armazenados e distribuídos produtos para uso militar.

– As forças russas também atacaram uma estação de distribuição de gás na cidade de Boyarka, na região de Kiev, que fornecia gás para empresas da indústria de defesa ucraniana.

– Um navio cargueiro que transportava suprimentos alimentares para as forças armadas ucranianas foi atingido no porto de Odessa.

– As forças russas também atacaram a infraestrutura portuária utilizada para descarregar e armazenar equipamentos militares no porto de Izmail, na região de Odessa.

A Rússia é uma super potência militar



 O euro representa um problema estrutural para a França e os países mais pequenos: eles o utilizam sem controle (o banco central alemão, em Frankfurt, detém o controle total). Esse sistema rígido contrasta com o sistema mais flexível dos BRICS, cujas moedas nacionais são lastreadas em ouro.

20 de setembro de 2026

Os Estados Unidos na África: Prevenindo a Emancipação, Mantendo a Dominação (1957-2026)

Quando a onda de movimentos de independência africanos começou no final da década de 1950, os Estados Unidos enfrentaram uma situação sem precedentes. Os impérios coloniais europeus que haviam dominado grande parte do continente desde o final do século XIX estavam se desintegrando rapidamente. Em menos de duas décadas, dezenas de novos estados conquistaram a soberania; no entanto, aos olhos de muitos líderes africanos, essa independência política era apenas um primeiro passo. Líderes como Kwame Nkrumah em Gana, Patrice Lumumba no Congo, Ahmed Ben Bella na Argélia, Julius Nyerere na Tanzânia, Modibo Keita no Mali e Sékou Touré na Guiné-Conacri defenderam a ideia de que a verdadeira emancipação também envolvia o controle dos recursos naturais, a industrialização, a cooperação entre os estados africanos e a redução da dependência das antigas potências coloniais. Mais tarde, Thomas Sankara, em Burkina Faso, acrescentou a questão do cancelamento da dívida a essa lista.

Larry Johnson escreve de Moscovo

Larry Johnson, antigo analista da CIA, escreve sobre a sua visita a Moscovo, relatando o que viu e ouviu. A sua primeira impressão é a distância entre a realidade e o descrito pelos media. Moscovo e São Petersburgo são prósperas, modernas e vibrantes. As ruas são limpas e seguras. Não estão como grandes cidades dos EUA cheias de sem abrigo ou mendigos.

No Ocidente diz-se que a Rússia está à beira da rutura, as cidades em crise. O que vejo é uma economia, apesar das sanções, indo melhor que as ocidentais: as prateleiras estão cheias, os restaurantes lotados. As pessoas trabalham, gastam, constroem.

A imprensa ocidental não se atreve a dizer isto. Há anos que prevê uma crise financeira russa que não acontece, como é visível na Avenida Nevsky em São Petersburgo ou na Rua Tverskaya em Moscou. Não há corrida bancária nem rublo em queda livre. As sanções deveriam destruir o país foram um fracasso. Compare-se o clima nessas ruas com Londres ou a decadência das grandes cidades americanas. Como e porquê se supôs que a Rússia não sobreviveria às sanções?

19 de setembro de 2026

 

Vai ser mesmo até ao último ucraniano?

A complexidade da resposta aumenta quando se insere na equação aquilo que na resolução de conflitos se designa por “momento maduro”, ou seja, o momento em que o conflito está pronto para ser negociado e em que a probabilidade de sucesso de um processo diplomático aumenta significativamente.

Mais de quatro anos passados e a guerra na Ucrânia continua sem fim à vista. Se os EUA não conseguiram atingir os seus desígnios estratégicos – o poder no Kremlin não claudicou, a economia russa não soçobrou, as elites não se mobilizaram para derrubar Putin e, pelo contrário, este reforçou o seu poder, – também as forças russas não foram capazes de infligir uma derrota estratégica a Kiev.

A Rússia interveio na Ucrânia, em 2022, inicialmente para impedir que a população russa do Donbass fosse vítima de um desfecho dramático que se encontrava iminente, tendo desse modo ficado gorado o seu objetivo de manter o Donbass na Ucrânia e conseguir assim garantir um número de votantes que permitisse eleger um “novo Yanukovych”. Putin esteve quase a consegui-lo em Istambul (abril de 2022). A Ucrânia teria mantido a sua integridade territorial, amputada da Crimeia, e o Donbass teria adquirido um estatuto de autodeterminação, no seio da Ucrânia; a guerra não teria passado de uma “escaramuça”.

18 de setembro de 2026

Arrastar a Europa para a Guerra



Uma declaração de que a burguesia europeia deve agir independentemente do governo Trump para afirmar seus interesses predatórios globalmente, inclusive travando uma guerra contra a Rússia na Ucrânia e uma guerra comercial contra a China.
Robert Stevens,

17 de setembro de 2026

Como funciona o sistema - 2

 Fase V: Bloqueio logístico. Se as sanções não surtirem efeito, tenta-se fechar vias de circulação de mercadorias privando o país da capacidade de exportar. São utilizadas forças navais da NATO, a CIA e o MI6, grupos de sabotagem, mesmo pessoas desesperadas ou simplesmente estúpidas dispostas a causar danos a troco de pagamento.

Gasodutos são sabotados, portos marítimos são atacados, centrais nucleares são alvo de ataques. É imposto um regime de inspeção a embarcações em águas internacionais, com apreensão e venda da carga, sob suspeita de contrabando ou violações de sanções.

As seguradoras ocidentais são proibidas de trabalhar com embarcações com destino ao país alvo. Sem seguro, as embarcações não podem entrar nos portos do país, o que complica a logística e torna o comércio menos lucrativo. É exercida pressão política e militar para fechar estreitos-chave, como o Bósforo, estreitos no Báltico e o Estreito de Ormuz.

Mas estes esforços podem resultar em contra-medidas não menos eficazes, se os portos continuarem funcionando, mesmo com capacidade temporariamente reduzida? A Rússia pode facilmente impedir a “frota-sombra” do RU e outros países da UE/NATO de navegarem por rotas que contornam o território russo. E se o Estreito de Ormuz e o Estreito Bab el Mandeb forem bloqueados prejudicando a logística ocidental?

16 de setembro de 2026

Luliia Mendel Spectator

 Para os americanos que acompanharam o conflito russo-ucraniano, os últimos meses devem ter parecido muito estranhos. Durante as duas primeiras semanas do verão, a narrativa vinda de Kiev – divulgada por muitos meios de comunicação ocidentais – afirmava que a Ucrânia estava vencendo.

Então, pouco depois da Cimeira da OTAN em julho, Kiev anunciou que não possuía os interceptores necessários para evitar uma catástrofe de inverno.

A Ursula das vacinas e da militarização da Europa

1  A Ursula sem vergonha dá mais uma cambalhota

A Ursula van Der Lein afirmou que  a Uniao Europeia está na primeira linha do apoio à Palestina.
A União Europeia com o seu silêncio e inação em relação ao genocídio na Palestina foi conivente e um aliado objectivo de Israel e só quando viu que a esmagadora maioria da opinião publica estava com a Palestina é que mudou o discurso tal como o governo português
Descaramento não lhes falta.
Francisca Napolitano

2 Na CNN um Alberto Cunha diz que a Rússia continua a testar os limites da União Europeia para justificar a aldrabice dos drones que têm caido na Europa
Não faz a pergunta, quem ganha e quem perde com estes casos dos drones? A quem aproveita?
A Rússia não se vê o que possa ganhar
Mas já os países que querem militarizar a Europa a farsa dos drones dá - he todo o jeito
Ana. Souza

A SiC de Bildeberg

 Na SIC noticias Luis Ribeiro faz uma diatribe contra o PCP por não ter aprovado o voto de pesar de Pavlo Sadokha  Este como se sabe chegou a defender a  ilegalização fo PCP e era como se sabe também um admirador de Bandera um reconhecido nazi

 A SIC, Bildberg, Berlusconi  cada vez mais secaria e mentirosa
Depois queixa se que perde audiências
Ana Souza~



15 de setembro de 2026

A grande Farsa e Guterres

 Guterres.

" O legado de Guterres como Secretário-Geral da ONU (que está a deixar o cargo) ficará para sempre na história como um exemplo de parcialidade e dos tão criticados "duplos padrões".

Infelizmente, há muitos exemplos disso. Um caso flagrante é a posição do Secretariado da Organização Mundial em relação à encenação orquestrada pelo Ocidente e executada pelo regime de Kiev em Bucha, a 2 de abril de 2022.

Em vez de uma análise imparcial do que aconteceu, e de uma simples verificação dos factos, Guterres, conscientemente e em violação do princípio fundamental de neutralidade que deve guiar o principal administrador da ONU, apoiou a campanha antirussa baseada em acusações infundadas e mentiras descaradas.

O comboio

 Os negócios privados de Boris Johnson e outras  personalidades ocidentais na Ucrânia...

 Resposta da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Maria Zakharova, a uma pergunta da imprensa sobre as insinuações na imprensa estrangeira sobre um suposto ataque deliberado das Forças Armadas da Rússia a um comboio de passageiros, que transportava vários políticos e funcionários de países ocidentais (15 de setembro de 2026).

 Pergunta: A imprensa ucraniana e estrangeira divulgou informações de que, a 13 de setembro, as Forças Armadas da Rússia, durante ataques a alvos no oeste da Ucrânia, supostamente atacaram intencionalmente um comboio que partia de Kiev e transportava o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson, o ex-director da CIA David Petraeus e funcionários de vários outros países ocidentais. O que a senhora pode dizer sobre isso?

 Maria Zakharova: Sim, estamos cientes dessas notícias, bem como da reacção bastante estranha a elas por parte do Ministério da Defesa da Ucrânia, Sibiga, e de alguns políticos e diplomatas europeus.

Como funciona o sistema - 1

 Dimitri Orlov escreve sobre o funcionamento do sistema do Ocidente, os meios utilizados contra os países que se recusam a fazer o que os EUA ou a Europa mandam. 

Portugal é um país do ocidente, mas não deixa de ser um país dominado pelos poderes ocidentais hegemónicos e podemos reconhecer como a seguir ao 25 de ABRIL as tentativas de desenvolvimento independente e soberano foram alvo das ações descritas nas fases iniciais do processo aqui mencionado.

Um país declarado “antidemocrático” pode não ser mais antidemocrático do que qualquer nação ocidental na qual os eleitores não decidem praticamente nada de importante. "Antidemocrático” é simplesmente ser desobediente, tal como,direitos humanos” são pretexto para pressão de governos, eles próprios, incorrigíveis violadores dos direitos humanos.

É uma fachada hipócrita de eufemismos escondendo um sistema destinado a forçar as nações a submeterem-se. Um sistema que inclui políticos, transnacionais, bancos, seguradoras, agências de rating, universidades, instituições financeiras. Um país adotar um caminho de soberania ou um espaço económico alternativo, passa a ser alvo de ataques, geridos por Washington, Londres e Bruxelas. O fracasso numa etapa faz o processo avançar para a seguinte, até à destruição económica e política da entidade rebelde ou sua rendição completa e incondicional cumprindo os ditames imperiais.

14 de setembro de 2026

5%

 Financial Times

Breaking news: The 10-year US Treasury yield hit 5% on Monday for the first time since 2023, as surging oil prices battered government bonds across the world. ft.trib.al/4FpUuos

O ciclo financeiro continua sua marcha implacável, sem pausa, sem platô ou estabilização; o crédito, a dívida e a valorização dos ativos financeiros seguem sem trégua. Os investidores estrangeiros desempenham um papel significativo nessa frenética especulação.

O relatório "Fluxo de Fundos Z.1 no 2º trimestre de 2026" descreve um sistema que continua a gerar dívida e alavancagem enquanto as avaliações de ações explodem.

A dívida não financeira (DNF) continua a crescer a um ritmo alarmante, particularmente no que diz respeito a títulos do Tesouro e títulos de agências, bem como a acordos de recompra. Empréstimos de Wall Street, fundos do mercado monetário, títulos, ativos das famílias e seu patrimônio líquido estão todos em alta.

Durante o segundo trimestre, o DNF (Demand Needs Facility - Faturamento Não Operacional) atingiu uma taxa anualizada ajustada sazonalmente (TCAS) de US$ 4,289 bilhões, abaixo do recorde de US$ 4,851 bilhões registrado no primeiro trimestre, mas significativamente acima dos US$ 2,682 bilhões do segundo trimestre de 2025.

Cada vez que alguém do circulo de Zelensky é apanhado este é convidado de um chefe de Estado para desviar as atenções

A corrupção soma e segue

Kravchenko viaja para o exterior.

O procurador-geral deixou o país, escreveu Sergei Sternenko, ex-conselheiro do ministro da Defesa, no Telegram.

Mais tarde, Kravchenko declarou no Telegram que estava numa viagem de negócios ao exterior, sem revelar o local.

Segundo o jornal Ukrainskaya Pravda, que citou fontes das forças de segurança, Kravchenko cruzou a fronteira num carro oficial no meio da noite.

12 de setembro de 2026

Incentivos para prolongar a guerra na Ucrânia

 

Por que não acaba a guerra na Ucrânia? Seria no interesse de todos, Ucrânia, Europa, Rússia, Estados Unidos. Mas a desconfiança instalou-se de tal forma que ninguém consegue recuar das posições que assumiu.

Diz Lavrov: "A dominação ocidental durou 500 anos e nunca foi uma luta justa. Prosperou às custas dos outros." "Eles não querem desaparecer e, por isso, dominam por meio de métodos completamente desonestos." Enfim, uma maneira diplomática de dizer capitalismo ladrão.

É muito improvável que o conflito termine num futuro próximo, pois serve os interesses imediatos dos diretamente envolvidos, impedindo uma resolução pacífica. A sobrevivência política de Zelensky está intrinsecamente ligada à perpetuação da guerra. Operando num quadro ditado pelas potências ocidentais, a sua legitimidade e continuidade como governante dependem inteiramente de seu alinhamento com as estratégias da UE/NATO.

Se tentasse negociar a paz ou aceitar as exigências russas, enfrentaria a eliminação imediata não apenas das potências ocidentais, mas também das poderosas milícias nacionalistas e batalhões de extrema-direita, vinculados a ideologias e simbolismos neonazis, totalmente opostos a qualquer acordo com a Rússia.

Assim, Zelensky deve continuar a guerra para satisfazer os patronos ocidentais, que financiam e armam Kiev, e apaziguar os elementos nacionalistas que o eliminariam se mostrasse fraqueza. Qualquer movimento em direção à paz torna-se politicamente impossível e fisicamente perigoso.

10 de setembro de 2026

A expansão geopolítica da China

 No seu livro "A Governança da China", diz Xi Jinping: "a modernização com características chinesas é uma modernização socialista liderada pelo Partido Comunista Chinês, e não uma modernização de qualquer outro tipo."

Essa modernização é um sucesso. Tirou quase 800 milhões de chineses da pobreza. A modernização capitalista gera pobreza, quando não absoluta, relativa das massas trabalhadoras, crescentes desigualdades tanto no nível nacional quanto entre países. O histórico avanço global da China melhorou o padrão de vida, não apenas dos mais pobres, mas de todo o povo chinês, a fim de alcançar uma prosperidade comum, um passo importante na modernização ao estilo chinês. Quase metade dos pedidos de patentes no mundo são chineses, três vezes mais que os pedidos dos Estados Unidos. A China forma 1,5 milhões de engenheiros todos os anos.

A Global Times atribui as conquistas do país a uma grande diversidade de capacidades de produção local; uma maior orientação para investimentos de longo prazo; uma flexibilidade muito maior no financiamento, devido a instituições públicas financeiras, únicas. A ascensão da China transformou-a de um dos países mais pobres do mundo numa potência capaz de desafiar os Estados Unidos numa única geração. Não se trata de copiar processos, mas estuda-los e aprender com o seu exemplo é fundamental.

9 de setembro de 2026

A renda . A divida . A fuga para a frente até quando . A farsa do Financial Times

Os governos do capital criaram um monstro de 2 trilhões de dólares — um fardo de serviço da dívida que devora a arrecadação de impostos 

O Financial Times acredita ter descoberto um monstro. Apenas fotografou o sintoma

Nos Estados Unidos, no Reino Unido e na França, o pagamento da dívida supera a verba destinada à defesa; mais de uma dúzia de países da OCDE encontram-se na mesma situação.

Comentadores com humor

Só por humor alguém pode dizer a propósito do encontro com Trump, que Xi Jinping tem interesse em aparecer junto das grandes lideranças atuais (Jorge Tavares da Silva, CNN). Mas quais "grandes lideranças" ao pé da China?! Acaso se referem à Leyen e ao Costa, metidos num autocarro no aeroporto de Pequim, como meros turistas e recambiados no dia seguinte quando previam dois dias de reunião?!

Se há líderes junto dos quais Xi quer ser visto é ao lado de Putin, ou nas fotos das reuniões da OCX (Organização de Cooperação de Xangai) ou do BRICS. Devia-se explicar aqueles "especialistas" que não estamos em 1884, quando as potências colonialistas dividiam em Berlim o mundo entre si, nem em 1991, no "fim da História". A OCX é, a maior associação regional do mundo, com metade da população do planeta.

Segundo Pepe Escobar a OCX não é um mero fórum de discussões, mas as bases de um sistema económico que Washington não pode controlar. A Rússia, a China, o Irão e seus parceiros expandem o comércio nas suas próprias moedas (o comércio da Rússia com os países da OCX ultrapassou os 400 mil milhões de dólares, 98% realizado em moedas nacionais) ligando corredores de transporte e energia e construindo suas próprias instituições de desenvolvimento. Esses projetos transformam a OCX na base económica de uma Eurásia multipolar, cada vez mais distanciada das sanções dos EUA e da exclusão financeira.

8 de setembro de 2026

 A histeria russófoba ocidental, que fantasia sobre o desejo da Rússia de se expandir pela Europa, é simplesmente risível para um historiador.

O choque psicológico que aguarda os europeus será a constatação de que a OTAN foi criada não para nos proteger, mas para nos controlar.


Emmanuel Todd

“Nossa russofobia não tem nada a ver com a Rússia em si. É uma fantasia, uma patologia das sociedades ocidentais, uma necessidade interna de imaginar um monstro russo.”