A autora - lily357 - faz intervir no texto o fator chinês ignorado nos media. A China tem fornecido apoio económico e diplomático à Rússia. O comércio chinês com a Rússia tem aumentado 25% ao ano desde 2022. A cooperação tecnológica chinesa permitiu alternativas à tecnologia ocidental. A integração no sistema financeiro chinês CIPS (Cross-border Interbank Payment System) e com o yuan, proporcionou alternativas aos sistemas ocidentais e ao dólar.
A China não forneceu armas nem tropas, mas tem linhas vermelhas, comunicadas por declarações do governo, media estatais e outros canais. A linha vermelha chinesa é que a Rússia não deve ser derrotada militarmente pelo ocidente, isto significaria a destruição da arquitetura multipolar dos BRICS, da OCS, da Iniciativa do Cinturão e Rota e outros instrumentos de competição estratégica com os Estados Unidos. Significaria a infraestrutura da NATO posicionada ao longo da fronteira norte da China, dando aos EUA uma profundidade estratégica muito ampliada. Significaria que a base crítica de energia e recursos minerais da Rússia seria capturada pelos interesses ocidentais, em vez de estar disponível para a China. Significaria também a eliminação ou redução do veto russo no CS da ONU e que a China teria de enfrentar os EUA sozinha sem o peso diplomático, económico e militar que a Rússia acrescenta à posição multipolar.