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4 de dezembro de 2011

A FINANÇA EOS GOVERNOS DA UE

NO JORNAL PÚBLICO E.S. HOJE

El poder financiero toma los Gobiernos de la UE

La mayoría de países de la Unión ha situado en puestos económicos clave a directivos de la banca de inversión. Cuatro excomisarios de Durao Barroso trabajan ahora para el sector 

PERE RUSIÑOL MADRID 04/12/2011 08:00 Actualizado: 04/12/2011 14:04
Algunos filósofos europeos tan reputados como Jürgen Habermas ya han advertido que lo que está en peligro ante el torbellino financiero en la UE no es sólo el euro. Va muchísimo más allá: se trata de la democracia misma.
Habermas lo expresó en una entrevista en Le Monde mientras dos primeros ministros elegidos en las urnas Yorgos Papandreu, en Grecia, y Silvio Berlusconi, en Italia eran sustituidos por los supuestos tecnócratas Lucas Papademos y Mario Monti, respectivamente: "La democracia en un solo país no puede siquiera defenderse contra los ultimátums de un capitalismo furioso que traspasan las fronteras nacionales", advertía el último gran filósofo de la Escuela de Frankfurt.
Papademos suma ocho años de vicepresidente del Banco Central Europeo (BCE) y otros ocho como gobernador del Banco Central griego. Y Monti, que aterrizó en Roma tras seis años asesorando a Goldman Sachs, ha colocado al frente de su equipo económico a Conrado Passera, máximo ejecutivo del banco Intesa Sanpaolo, y a Vittorio Grilli, ex directivo de Credit Suisse First Boston Group.
Pero la toma del poder político en la UE por parte de tecnócratas vinculados al sector financiero, coincidiendo además con la llegada a la cúspide del BCE de Mario Draghi, ex directivo de Goldman Sachs, no ha empezado este agitado noviembre. Desde mayo de 2010, con el primer rescate griego, los recortes coordinados en toda la UE y el incendio de la eurozona, los puestos económicos clave de los Gobiernos los van asumiendo directamente dirigentes con pasado en el mismo sector cuyos excesos, coinciden los expertos, provocaron la crisis.
Desde entonces, la mayoría de vacantes económicas se ha cubierto siguiendo este patrón (ver gráfico en la página siguiente): en Portugal, Dinamarca, Suecia, Letonia Y al menos 14 de los 27 países que integran la Unión ha situado ya a exbanqueros o gestores de fondos al frente del ministerio de Economía, Finanzas o del Banco Central.
"Lo que está sucediendo en Europa es un auténtico golpe de Estado financiero por parte de los mismos que causaron la crisis", opina Marshall Auerback, economista de la Universidad de Wisconsin. "El poder financiero quiere tener a los suyos en los puestos de decisión política porque se juega mucho; no es exagerado hablar de una dictadura financiera disfrazada", le secunda Alejandro Inurrieta, del Instituto de Estudios Bursátiles.
Auerback e Inurrieta comparten una rara característica: han sido, en cierta forma, insiders. El primero es gestor del hedge fund Madison Street Partners. E Inurrieta, que fue director general del Gobierno de José Luis Rodríguez Zapatero, formaba parte del núcleo más cercano al ministro de Industria Miguel Sebastián, uno de los colaboradores del presidente con mejor entrada en los mercados...

3 de dezembro de 2011

Delors acordou tarde

Agora são cada vez mais os que reconhecem que os erros da construção do Euro e o facto de que a economia portuguesa sofreria graves consequências negativas numa União Monetária com países como a Alemanha e com ium banco central comandada por esta.

L'euro sur de mauvaises bases dès son lancement, selon Delors

Leonhard Foeger
Leonhard Foeger
Les erreurs commises lors de la création de la zone euro sont en partie responsables de la crise de la dette, estime Jacques Delors dans un entretien publié vendredi par Le Daily Telegraph.
L'ancien président de la Commission européenne, qui est l'un des pères de la monnaie unique, juge en outre insuffisantes et trop tardives les initiatives des dirigeants européens actuels pour la soutenir.
La crise actuelle, dit-il, est imputable à "une erreur d'exécution" commise par les responsables qui ont supervisé l'introduction de l'euro. Ils ont délibérément fermé les yeux sur les faiblesses de certains Etats membres et sur les déséquilibres qui en découlaient, poursuit Jacques Delors, qui fut aux commandes de l'exécutif européen de 1985 à 1995.
"Les ministres des Finances refusaient de voir tout ce qui était désagréable et qu'ils auraient été contraints de régler.L.E.

2 de dezembro de 2011

TUDO A FAVOR DOS BANQUEIROS, NADA CONTRA OS BANQUEIROS

A Comissão Europeia resolveu facilitar de novo as ajudas públicas à Banca.
Depois da intervenção dos bancos centrais esta é mais uma medida de ajuda à banca e um impulso
á subida das suas cotações na bolsa. Mas o mercado interbancário continua práticamente sem fincionar e os depósitos dos bancos no BCE continuam a aumentar. A crise do endividamento privado também está longe de ser superado.———BRUXELLES

 assouplit les règles pour les aides publiques accordées aux banques La Commission européenne a prolongé pour 2012 le cadre spécial mis en place pour réguler les aides publiques apportées aux banques. Bruxelles allège les contraintes, en réduisant le coût des garanties publiques et en revoyant sa doctrine sur les cessions d'actifs. Créé en 2008 après Lehman Brothers, prolongé une première fois en 2010, le cadre européen dédié à la régulation des aides publiques aux banques va finalement être reconduit une année de plus. « Je sais que certains seront déçus de voir que le Etats membres sont plus résolus pour soutenir le système bancaire plutôt que d'autres secteurs. Mais tout le monde est conscient que si les banques sont paralysées, c'est toute l'économie qui est touchée. Les tensions grandissantes sur le marché de la dette souveraine justifient qu'on reconduise ce cadre », a justifié hier Joaquin Almunia, le vice-président de la Commission européenne en charge de la Concurrence. De 2008 à 2010, le volume des aides publiques dont ont bénéficié les banques approche 1.600 milliards d'euros, selon l'exécutif européen. Joaquin Almunia promet que ce régime sera suspendu « dès le retour à la normale sur les marchés ». Si le cadre est reconduit, les contraintes qui s'appliqueront aux banques sollicitant des subsides publics se voient sensiblement allégées. « Il faut tenir compte du contexte actuel des marchés », explique un officiel européen. Ainsi, Bruxelles veut limiter le coût des primes que les banques doivent payer aux Etats en contrepartie de leurs garanties.
Ah! grande Almunia,,, E paga o Zé

30 de novembro de 2011

Diziam eles que a Islândia entraria no caos...


Caso de sucesso da Irlanda?
Ou caso de sucesso da Islândia?


Vejamos alguns dados: o PIB em 2011 – A Islândia vai crescer 2,9%. A Irlanda apenas 1,2% e em 2012, as previsões da OCDE são de 2,4% para a Islândia e de apenas 1% para a Irlanda.

O desemprego é de 7% na Islândia (2011) e de 14,1% na Irlanda.
Em 2012 a OCDE prevê uma taxa de desemprego de 6,1% para a Islândia e, pasme-se de 14,1% para a Irlanda (que sucesso!!!).

O défice do Orçamento será de 5,4% para a Islândia em 2011 e de 10,3% para a Irlanda. Em 2012 a previsão da OCDE é de 3,3% para a Islândia e de 8,7% para a Irlanda.

A evolução do consumo em relação ao ano anterior será em 2011, para a Islândia de mais 3% e de menos 2,5% para a Irlanda (continua o sucesso!)

Em 2012, será de mais 3,1% para a Islândia e de 0,5% para a Irlanda (OCDE).

Quanto ao investimento ele será de +7% para a Islândia e de menos 6,3% para a Irlanda em 2011, e será (OCDE) de mais 14,2% para a Islândia e de menos2,7% para a Irlanda em 2012.

O chamado caso de sucesso da Irlanda é, como se vê ,um artifício propagandístico.
Mesmo o crescimento de 1,2% para 2011 e de 1,0% para 2012 – quase estagnação – verifica-se depois do PIB irlandês ter caído -7% em 2009 e menos 0,4% em 2010!

Acresce que muito do crescimento na Irlanda se deve à instalação de multinacionais americanas e outras que aproveitam impostos e mão de obra mais baixa do que a inglesa por exemplo, para aí se instalarem e colocarem os seus produtos na União Europeia. O que quer dizer que a diferença entre o PIB e o PNB, isto é, a riqueza que é criada na Irlanda e que aí fica é bem menor do que a de muitos outros países.

Depois como se vê, o desemprego vai atingir taxas inaceitáveis e o investimento apresenta também quebras muito significativas.

A falar-se de «caso de sucesso» servindo-nos dos mesmos critérios dos utilizados pelos propagandistas para a Irlanda, teríamos sim, de falar da Islândia.

Mas da Islândia não se fala. É um mau exemplo!

Recusou pagar os juros agiotas... e meteu os seus banqueiros na prisão.! 
E depois dos bem pensantes terem dito que com a recusa do pagamento dos juros a Islândia entraria no caos e seria banida dos mercados, como é que agora iam explicar tudo isto?
Silêncio, meus senhores.

29 de novembro de 2011

O PEQUENO DICIONÁRIO CRÍTICO – 37 - PRECARIEDADE E “EMPREGO PARA A VIDA”

Como é impossível moral e tecnicamente justificar a precariedade laboral, os delegados de propaganda do sistema, ou os que por ignorância fazem esse papel, servem-se de um conceito falacioso, para não lhe chamar idiota, o “emprego para a vida”, só desejável por gente preguiçosa.
Eça de Queiroz referiu-se aos ignorantes atrevidos. Vem isto a propósito, de ouvir dizer com ar displicente que “isso do emprego para a vida já acabou, e ainda bem”. São escutados, pelos jornalistas com ar de ignorância bacoca, talvez comprometida – sem se atreverem a contestar ou sequer inquirir sobre o significado das palavras. Claro que entendemos os srs. jornalistas, como dizia Voltaire: “é perigoso ter razão quando o governo não a tem”. Por isso, aqui está o “dicionário crítico”.
Verificamos que quem faz afirmações daquele teor ou é capitalista e neste caso entende-se, trata-se do seu papel na “luta de classes” que, tal como as bruxas, não se acredita, mas que existem, existem. Os outros, são gente com vários empregos, em regime de profissão liberal, governando-se bem, a maior parte das vezes à custa do “Estado gordo” - aliás emagrecido por este e outros motivos.
Em primeiro lugar, falar em “emprego para a vida” é um total disparate, pior, uma aleivosia por ignorância ou má fé. Acabou com a escravatura e com os servos da gleba, embora tal não seja em rigor classificado como “emprego”.
Normalmente quem isso refere são pessoas que não fazem a mínima ideia do que é o trabalho na esfera diretamente produtiva. Insultam os trabalhadores e são incapazes de imaginar o que é, como se organiza e se desenvolve o trabalho produtivo.
Não é raro vermos na televisão personagens, jovenzinhos fardados à “youpie”, barafustando pelo facto da falta de competitividade das empresas se deve a que os despedimentos não podem ser totalmente arbitrários e individuais. A sua veemência é proporcional à falta de razão. São afirmações que nem merecem contestação. A única coisa que se pediria a estes “especialistas em gestão” seria que justificassem o que dizem com dados numéricos e com estudos.
É que não faltam estudos sobre competitividade no Ministério da Indústria; a própria CIP em 2010 no seu Relatório sobre a Indústria Portuguesa em 10 recomendações para a competitividade (pág. 92 e 93) não menciona sequer a legislação laboral, e com razão.
“Emprego para a vida” é uma espécie de deformação semântica da segurança nas condições contratuais do trabalho. O que é grave é que com isto afirma-se com toda a displicência, arrogância e ignorância do que seja gestão, que com direitos os trabalhadores ficam sornas, desinteressados, incapazes, golpistas, desonestos. Em suma: são eles que exploram o patronato! Com a precariedade, trabalham melhor e mais afincadamente.
Trata-se de maniqueísmo do mais reaccionário que se vê desde o início do século XX. De um lado os trabalhadores, gente suspeita, mal formada, pronta a perverter e prevaricar, que deve estar sob “rédea curta”, do outro, os “empresários”, isto é, o grande capital, gente pura, abnegada, patriótica, a quem devem ser concedidos todos os direitos, com o mínimo de interferência do Estado: são eles o elemento motor do progresso. Na realidade, são como classe social elemento motor de crises financeiras, sociais e ambientais.
O mais curioso, é que quem lança diatribes contra o “emprego para a vida” ignora ou faz por ignorar que no período de maior ascenso da economia capitalista e nos países mais desenvolvidos vigorou o que eles apelidam de “emprego para a vida”, o que é falso como dissemos, tratava-se porém de um sistema de progressão nas carreiras interno das empresas, de incentivos, aproveitando a experiência, a iniciativa e a motivação dos trabalhadores. Tal foi visível nos principais países e empresas do Japão, da Alemanha, da França, mesmo nos EUA, em todos os países onde os sindicatos eram força determinante nas relações laborais e mesmo sociais. O fim da segurança dos trabalhadores e a limitação dos seus direitos foi também o fim da capacidade de progresso destas sociedades.
O “emprego para a vida” era nada mais do que ter carreiras estruturadas para fazer face às mutações tecnológicas, ao crescimento económico e à competição económica e social a que a existência do sistema socialista obrigava.
Claro que os direitos dos trabalhadores introduziam alterações nas relações de poder entre capital e trabalho favoráveis aos trabalhadores, tanto mais que o crescimento económico era conduzido essencialmente pelo Estado. Assim foram ultrapassadas as crises capitalistas desde o final os anos 50 do século passado até aos anos 80.
Na realidade, ao favorecer os interesses dos trabalhadores estava-se a favorecer os interesses de toda a sociedade. Situação que não se podia manter em termos capitalistas. A alteração veio com o processo subsequente, designado por neoliberalismo, que mostrou ser um desastre absoluto, para os países que o seguem.
As insaciáveis oligarquias protestam contra o “despesismo” que os trabalhadores representam com os seus direitos e despesas sociais, protestam contra o “escândalo” de quererem como trabalhadores segurança no seu emprego, caluniam dizendo que os trabalhadores “não querem trabalho, querem emprego”. Eles porém, acumulam lugares em Conselhos de Administração de empresas e fundações, recebem várias reformas milionárias, especializaram-se na redução de efectivos e enviar pessoas para o desemprego, em promover contratos ruinosos para o Estado e em programas que atiraram o país para o desastre económico e social.
Os trabalhadores neste contexto são despejados como lixo e depois tratados como parasitas sociais, que não querem trabalhar, potencialmente prevaricadores, sujeitos a parcos e limitados subsídios sempre contestados. É a isto que chamam as duras leis do mercado propagandeadas com arrogância e deturpando factos.
Não, “emprego para a vida”, quem o neste país tem é a legião de tartufos que mentira após mentira vai transitando de cargos políticos para o sector privado e vice-versa, acumulando vencimentos e pensões.

26 de novembro de 2011

TRÊS NOTAS SOBRE A GREVE GERAL

Que são também de solidariedade com todos que participaram tendo em vista um futuro melhor, pelo seu sacrifício, determinação e, em muitos casos, coragem em nome de todos os que não puderam participar, ficaram indiferentes e até dos que se opuseram.
1 – AS MENTIRAS DO GOVERNO
No seu estado de negação da realidade desta vez a mentira atingiu proporções idênticas às que o fascismo exprimia para ocultar e denegrir o movimento democrático e popular.
Este facto aliado às tentativas de a tornar um acontecimento espúrio revela o seu carácter fascizante, e obscurantista, mas também a fragilidade do seu poder e o sentimento de crescente impopularidade. Lembremo-nos que obtiveram a maioria através da mentira.
2 – A AUSÊNCIA DO PS
Quer na Assembleia da Republica quer nas intervenções do seu secretário-geral e de altos dirigentes a greve não existiu. O PS há muito se alheou dos anseios dos trabalhadores, do “mundo do trabalho” como era uso dizerem para evitar referir “movimento sindical”, como se ser trabalhador fosse uma coisa do “outro mundo”. Na realidade, assim vai sendo face ao desemprego e precariedade existentes, para o que bastante contribuíram e contribuem.
3 – OS COMENTADORES DO JORNALISMO SOB CONTROLO
Oscilaram entre colocar trabalhadores do Estado contra os das empresas privadas; jovens precários contra gerações anteriores com contratos de trabalho; desempregados contra sindicalizados.
Além disto, antes, durante e após, até serem mandados calar por quem manda, questionaram exaustivamente “para que serviu a greve?”, ou se “vai resolver alguma coisa?”.
Quanto a isto recordemos apenas duas frases. J.J. Rouseau, dizia referindo-se aos defensores do absolutismo: “são pagos pelos fortes para pregar aos fracos”.
W. Churchill, após a derrota dos nazis em El-Alamein, disse: “não, não foi o fim, nem sequer o princípio do fim, mas foi seguramente o fim do princípio”.
Também esta greve geral não foi o fim da luta contra a atual ditadura dos especuladores e usurários, mas foi um passo decisivo para o fim do princípio dos desmandos deste governo de direita e extrema direita que, como os de antes do 25 de Abril, está a destruir o país, aceleradamente.