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3 de janeiro de 2013

As finanças do Vaticano

O banco de Itália proibiu a utilização de cartões de crédito no vaticano!
Razões :Lavagem de dinheiro , infiltrações criminosas....O vaticano ainda não adoptou as normas internacionais anti reciclagem de dinheiro " sujo "! E Esta ?

La Banque d'Italie a ordonné à la Deutsche Bank Italia, gestionnaire sur le territoire du Vatican du réseau des appareils permettant les paiements électroniques, de désactiver tous les terminaux car elle ne disposait pas des autorisations nécessaires pour effectuer ce type d'opérations. Selon des sources de la Banque d'Italie citées par la presse, le Vatican n'ayant pas encore atteint les normes internationales de lutte contre le recyclage d'argent, les terminaux sur son territoire ne peuvent pas être gérés par une banque de droit italien, comme c'est le cas de la Deutsche Bank Italia.

Infiltrations criminelles

Les musées du Vatican et donc la fameuse chapelle Sixtine, mais aussi la pharmacie vaticane, le bureau de philatelie et les quelques magasins qui y existent n'acceptent désormais plus que les espèces et les chèques, ainsi que le seule carte de crédit de la banque vaticane, le IOR. Le porte-parole du Vatican, père Federico Lombardi, a assuré que « des contacts sont en cours » avec d'autres prestataires de service et que « l'interruption de l'utilisation des cartes bancaires devrait être de courte durée », selon le Corriere della Sera .
Le Vatican s'est engagé sous Benoît XVI dans un processus pour rendre plus transparentes ses finances, notamment sa banque, l'Institut pour les oeuvres de religion (IOR), qui ont été dans le passé l'objet de très graves infiltrations criminelles.
Le Saint-Siège avait ainsi décidé l'été dernier de recruter un expert de renommée internationale, le Suisse René Brülhart, en matière de lutte anti-blanchiment d'argent sale. M. Brülhart a été le directeur de la « Financial Intelligence Unit » (FIU) du Liechtenstein pendant huit ans.
Début juillet, un rapport de Moneyval, le groupe d'experts du Conseil de l'Europe compétent sur les questions de recyclage d'argent, avait estimé que les autorités vaticanes avaient accompli « un très long parcours en un laps de temps très court », mais que du travail restait à faire.
SOURCE AFP

Sua Excelência o Dr Cavaco


As grandes novidades cavaquistas

1. Cavaco descobriu agora que estamos numa espiral recessiva! Grande descoberta!
Quando no ano passado o PCP dizia que o país estava numa espiral recessiva e numa espiral de medidas de austeridade Cavaco Silva assobiava para o lado e até chegou a dizer que no segundo semestre (de 2012) Portugal entraria em crescimento! Foi o que se viu.
Também se referiu que sem crescimento não vamos lá. Mas como vamos ter crescimento digno desse nome com a espiral de medidas de austeridade , com as principais empresas nas mãos do estrangeiro,com as pequenas e médias empresas a serem sugadas pela banca?

2 Sem qualquer demonstração disse que a anulação de parte da dívida colocaria o país numa grave situação e depois coma maior desfaçatez concluiu que ninguém quer essa situação! Mas deixou transparecer que era necessário que a UE concedesse a Portugal melhores condições....isto é menores taxas de juro e....

3. Numa das suas habilidades toscas diz que os partidos que assinaram o acordo com a troika representam 90% dos deputados! Uma maneira (falsa) de dar a entender que representam a vontade da maioria do povo.
Os três partidos da troika representam 85% dos votos expressos e menos de 50% do universo eleitoral. Basta somar os votos no PCP, BE e abstenção.
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4 Por último, assinalar a grande surpresa com que Cavaco Silva nos brindou. Então não é verdade que o Sr. Presidente promulgou o Orçamento e pediu a verificação da constitucionalidade sucessiva em vez da preventiva! Ninguém estava à espera disto!!!

Mais uma factura para os contribuintes


A nacionalização do BANIF

Mais uma nacionalização encapotada para realizar a máxima capitalista neoliberal: nacionalizar os prejuízos e privatizar os lucros!
O Estado injectou 1,1 mil milhões e vai ficar com 60% do BANIF, durante 6 meses. Em Junho os privados subscreveram um aumento de capital de 450 milhões e voltam a controlar 40% do Banco, mas o Estado continuará a ser o maior accionista e a controlar este Banco.
Dos 1 100 milhões de euros, 700 milhões são subscrições de acções do BANIF (a 0,01 euros cada) e 400 milhões de obrigações cocos que se podem transformar em acções (capital contingente). Só esta parte vence juros. A anterior só terá direito aos dividendos.
O Estado só terá direito a nomear um administrador não executivo! Um membro no Conselho Fiscal... Uma vergonha!
Esta é mais uma nacionalização de alto risco para o dinheiro dos contribuintes. O Banco não só não tem activos suficientes como dificilmente vai gerar proveitos aceitáveis para devolver o dinheiro ao Estado!
Depois do BPN e do BPP, depois dos empréstimos ao BPI e ao BCP temos agora o BANIF.
Mas então estes senhores que dizem que o mercado é que é o grande regulador por que é que não deixam funcionar o mercado? Como se trata dos banqueiros mandam o mercado às urtigas e optam pelo mais directo intervencionismo ! 

31 de dezembro de 2012

QUE PARTE DA DIVIDA PÚBLICA É ILEGITIMA-ODIOSA?

O conceito de divida ilegítima divida odiosa deve ser tido em conta na análise relativa ao endividamento nacional. Segundo a teoria do direito internacional uma dívida é geralmente considerada como odiosa se responde aos seguintes critérios:
- Foi contraída sem consentimento geral da população do Estado credor
- Não serviu para responder às necessidades dessa população
- O credor teve conhecimento destes factos
O prof. George Catrougalos publicou recentemente um texto sobre a divida grega (1) sobre o qual vale a pena refletir. Diz-nos ele que embora estas definições não sejam reconhecidas nos tribunais, em 2007 tinham sido identificadas 12 instâncias em que tinha sido invocada sem nunca ter sido rejeitada como não fazendo parte do direito internacional.
Sendo ilegítima-odiosa a parte da dívida contraída sem qualquer benefício para os povos, temos o caso nomeadamente de verbas destinadas a compensar bancos privados pelas suas perdas em resultado de ações especulativas ou mesmo fraudulentas; verbas resultantes de rendas monopolistas - caso das PPP, da descapitalização do Estado devido à livre transferência de capitais e rendimentos para paraísos fiscais, ou a resultante do pagamento de juros de usura sobre a dívida existente.
O memorando da troika foi assinado por um governo demissionário e concretizado por um governo cujos partidos que o apoiam fizeram campanha eleitoral dizendo o contrário do que depois fizeram, quando tinham total conhecimento daquelas condições visto que também o subscreveram. Podemos, pois, dizer que o povo não só não deu o consentimento como claramente se manifestou contra as mesmas.
Podemos também dizer que os credores tinham perfeito conhecimento desta situação e da inconstitucionalidade das medidas impostas, obrigando quando nestas condições a medidas alternativas adicionais para obter os mesmos resultados.
Refira-se ainda que a Convenção Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais considerou, que “medidas internacionais visando responder à crise da dívida devem plenamente ter em conta a necessidade de proteger os direitos económicos, sociais e culturais entre outros através da cooperação internacional”. Este princípio é reconhecido pela Convenção de Viena de 1969 sobre o direito dos tratados, e é aplicável como tal a todos os tratados internacionais.
Com base em dívidas que podem ser classificadas como odiosas está a impor-se aos povos da Europa a agenda neoliberal do capital financeiro especulador e rentista.
Um após outro os políticos do sistema caem no desprezo dos povos: F. Hollande, poucos meses depois de eleito, apresentando-se como sendo contra a austeridade - mais outro com base na mentira – ao impor a mesma agenda, a sua popularidade cai para 36%. Mais outro país no “bom caminho” que os “mercados gostam”…Agora só falta comparar com o discurso do PS.
 
1 - www.cadtmorg - La dette grecque à la lumière du droit constitutionnel et du droit international - 6 décembre par George Katrougalos - est professeur de droit public à l’Université Démocrite.
 

30 de dezembro de 2012

A Presidência Irlandesa


             A Irlanda quer aproveitar a presidência da U.E. para renegociar a sua divida.
              Publicamos notícia , a traduzir em breve :


Traditionnellement, les gouvernements qui héritent de la présidence semestrielle de l'Union européenne ne font pas de vagues. S'ils fixent quelques priorités politiques à leur mandat, ils évitent de profiter de ce forum éphémère pour imposer leur agenda et défendre leurs intérêts nationaux.
L'Irlande a décidé de faire tout le contraire. Bien décidé à sortir dès cette année du programme d'assistance que les Européens et le FMI lui ont imposé en novembre 2010, et surtout à renouer rapidement avec la croissance, le gouvernement d'Enda Kenny s'est forgé un programme sur mesure, entièrement centré sur ces deux objectifs. Le premier ministre irlandais souhaite obtenir avant l'échéance du mois de mars, en pleine présidence de l'Union, un accord de restructuration de sa dette bancaire - les fameux 31 milliards de « promissory notes » que Dublin avait injectés dans l'Anglo Irish Bank et dont les conditions de remboursement sont jugées punitives en Irlande. Les négociations n'ont jamais abouti. « Ce serait bien plus facile pour nous de retourner sur les marchés financiers dans la seconde moitié de 2013 », a lancé Enda Kenny, qui met ainsi une pression importante sur la Banque centrale européenne et sur ses partenaires européens. Il sera difficile pour ces derniers, en effet, de saluer les efforts d'assainissement budgétaire de l'Irlande durant ce semestre et d'encourager les autres pays sous programme à se montrer aussi vertueux si, en contrepartie, ils ne font rien pour alléger ses contraintes.
Or, compte aussi rappeler Dublin, les dix-sept dirigeants de la zone euro ont accepté en juin dernier de permettre au mécanisme de secours européen (le MES) d'aider directement les banques de la zone euro en difficulté. L'Allemagne a souhaité que soit instauré au préalable un mécanisme de supervision unique des banques, Ce sera fait courant 2013. Rien n'empêche donc plus « de réfléchir à la question des actifs qui pourraient être concernés par cette recapitalisation », a indiqué Enda Kenny il y a quelques jours, et encore moins d'étudier dans quelle mesure les banques irlandaises pourraient être recapitalisées rétroactivement, « ce qui allégerait d'autant le poids de la dette du pays et contribuerait à ramener la confiance et les investissements », a -t-il ajouté.
Car ce qui manque le plus cruellement à l'Irlande, après un ajustement budgétaire de 30 milliards d'euros (soit 20 % du PIB), dont 80 % des efforts ont porté sur la baisse des dépenses de l'Etat, c'est la croissance, qui ne devrait pas dépasser 0,7 % cette année. Elle est pourtant indispensable pour résorber le toujours énorme déficit public irlandais (8,6 % du PIB) et sa dette - qui culminera à 121 % cette année. C'est pourquoi priorité sera donnée, durant la présidence irlandaise à « la stabilité, [aux] emplois et [à] la croissance ». Rejoignant ainsi les préoccupations françaises, l'ambition est d'« améliorer la compétitivité globale, de promouvoir la croissance économique et de créer des emplois », a souligné le ministre des Affaires étrangères, Eamon Gilmore, en présentant le programme de la présidence. «  Nous avons chez nous un taux de chômage des jeunes de 29 %, il est de 58 % en Grèce, de 50 % en Espagne. Nous allons faire du débat sur cette question centrale et de la propagation des bonnes pratiques utilisées en Europe un objectif majeur de notre présidence », a-t-il ajouté.

27 de dezembro de 2012

Espanha nacionaliza

Nacionalizar deixou de ser uma palavra banida !
A direita no poder continua a nacionalizar bancos... Claro que se trata de nacionalizar os prejuízos para depois se privatizar os lucros...





La première phase de transfert d'actifs provenant des quatre banques nationalisées, Bankia, Catalunya Bank, NovaGalicia et Banco de Valencia, a commencé et devra être achevée d'ici la fin de l'année.

AFP
AFP
Les quatre banques espagnoles nationalisées, dont le géant Bankia, ont transféré 36 milliards d'euros d'actifs toxiques à la structure de défaisance Sareb, créée en Espagne pour assainir le secteur financier, ébranlé depuis l'éclatement de la bulle immobilière. Condition imposée par Bruxelles pour accorder en juin une aide au secteur bancaire espagnol pouvant aller jusqu'à 100 milliards d'euros, la création de cette 'bad bank' doit permettre d' absorber les actifs immobiliers à risque des banques et des caisses d'épargne espagnoles afin de les aider à assainir leurs bilans. NovaCaixaGalicia a été la dernière à indiquer, mercredi, à l'autorité boursière espagnole (CNMV) qu'elle transférerait 5 milliards d'euros à la Sareb d'ici au 31 décembre. Avant elle, Bankia et sa maison-mère, BFA, avaient annoncé le transfert de 22,3 milliards d'euros, CatalunyaCaixa, de 6,7 milliards et le petit établissement Banco de Valencia, vendu fin novembre à CaixaBank pour un euro symbolique, de 1,9 milliard d'euros.

La Sareb gèrera un total de 55 milliards d'euros d'actifs

Dans une deuxième phase, d'ici à fin février 2013, la structure de défaisance recevra les actifs en provenance de banques en difficulté mais non nationalisées, essentiellement Liberbank et Caja3. Un montant à hauteur d'environ 15 milliards d'euros, souligne le Frob, le fonds public d'aide aux banques en difficulté. Les responsables de la Sareb ont indiqué que le montant total des actifs qu'elle devra gérer serait d'environ 55 milliards d'euros. Elle n'acceptera que les actifs immobiliers d'une valeur nette comptable de plus de 100.000 euros et les prêts immobiliers de plus de 250.000 euros. Le capital initial de la Sareb, bouclé le 18 décembre, est détenu à 55% par des investisseurs privés et à 45% par le Frob , pour un montant total de 955 millions d'euros.
Les banques espagnoles souffrent de leur forte exposition au secteur immobilier, sinistré depuis l'éclatement de la bulle en 2008. Leur taux de créances douteuses , principalement des crédits immobiliers susceptibles de ne pas être remboursés, a enregistré en octobre un nouveau record, à 11% du total des crédits, selon les chiffres publiés par la Banque d'Espagne.
SOURCE AFP

25 de dezembro de 2012

Memória .

Causas da austeridade . Corte de subsídios ...
Fala-se muitas vezes nas pulgas - carros de ministros.. despesas de entidades públicas inaceitáveis...-para deixar passar os elefantes    Na verdade essas despesas que naturalmente devem ser denunciadas , são trocos quando comparado com os elefantes como é o caso do BPN - o Banco do PSD e de Cavaco Silva.
Lembrando :

1993 - A fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito, com negócios na banca de investimento dá origem à criação do BPN, vocacionado para a banca de investimento.
1998 - O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do PSD Oliveira e Costa, que ocupou o cargo num dos governos liderados por Cavaco Silva, assume a liderança do BPN, transformando-o num banco comercial. Nesse ano, é criada a Sociedade Lusa de Negócios (SLN), 'holding' destinada a agregar os investimentos não financeiros do grupo.
02 de Novembro de 2008 - O Governo anuncia que vai propor ao Parlamento a nacionalização do BPN, devido à descoberta de um 'buraco' de 700 milhões de euros, que durante anos foi ocultado do supervisor através do Banco Insular de Cabo Verde
Dias Loureiro garante desconhecer existência do Banco Insular, bem como de irregularidades no BPN e afirma que pediu ao Banco de Portugal "especial atenção" ao BPN em 2002, tendo sido desmentido pelo antigo vice-presidente do banco central, António Marta.
19 de Julho - O ex-ministro da Saúde Arlindo Carvalho e dois administradores da sociedade Pousa Flores foram constituídos arguidos no caso BPN.

Caras do BPN deram 130 mil para campanha do Presidente

por DN.pt29 abril 2012

Lista presente nas contas do Tribunal Constitucional mostra que onze figuras com ligações à SLN contribuíram com 6% dos donativos particulares da campanha de 2006, que no total rondaram os dois milhões de euros.

O BPN atingiu o coração do cavaquismo. Utilizando a expressão "tiro ao Cavaco", da autoria de Marcelo Rebelo de Sousa, o processo BPN é claramente uma das balas mais perigosas para o atual Presidente da República (PR). Além dos negócios com o banco (ainda que altamente lucrativos, todos legais) e de ex-ministros seus estarem envolvidos, o DN descobriu 11 figuras ligadas à Sociedade Lusa de Negócios (SLN) entre os financiadores da corrida de Cavaco Silva a Belém em 2006.

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"Correio da Manhã" escreve que o Grupo BPN financiou, no tempo de José Oliveira e Costa, a compra de casas de luxo na Quinta do Lago, no Algarve, e em São Paulo, no Brasil. As moradias foram adquiridas com créditos de quase 5,4 milhões de euros do Banco Insular, que era detido pelo BPN, a duas sociedades offshore sediadas no Wyoming, nos Estados Unidos.
Como estas firmas não pagaram aqueles empréstimos, o Estado, no âmbito da venda do BPN ao BIC, comprou esses créditos tóxicos e terá agora de os recuperar. Com juros, a dívida total ronda os 5,7 milhões de euros.