Os senhores do BCE estão de férias e ainda não encontraram um dia para " examinar " a nova administração da Caixa . Muitos afazeres . A Caixa que espere !
Mas alguém tem dúvidas que se em vez de Centeno se tratasse do ministro das finanças do governo alemão o BCE já tinha decidido . Se fosse necessário, até na noite de natal se reuniam, com ou sem rabanadas !
CCarvalhas
Linha de separação
4 de janeiro de 2017
A Caixa e a soberania nacional
Em período de poucas notícias, o vazio na presidência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) após a saída de António Domingues e antes da esperada tomada de posse de Paulo Macedo voltou a colocar a CGD no topo informativo, com os media e respectivos comentadores e analistas a abordarem a situação sob diversos ângulos, excepto um: o da soberania nacional.
De facto, todo este processo em torno da nomeação das novas administrações da CGD e dos seus presidentes, o cessante e o indigitado, não foi nem é um bom exemplo de gestão política governativa e tem servido às mil maravilhas para alimentar a campanha em torno do banco público e dos que o pretendem privatizar, no todo ou em parte.
Mas, se a situação de vazio na presidência da CGD não devia acontecer, sobretudo na situação delicada que vive com o processo de recapitalização e mesmo do ponto de vista político, a verdade é que a razão da sua existência prende-se com a perda de soberania nacional. Isto é, mais grave que o próprio vazio é a razão da sua existência não depender de um processo de decisão do Estado português mas sim de Frankfurt, do Banco Central Europeu (BCE).
Como é sabido, a supervisão dos maiores bancos portugueses passou para o BCE em Janeiro do ano passado, no âmbito da aplicação da União Bancária e que implicou alterações de regras, com a consequente cedência de mais esta parcela de soberania às instituições europeias e que obrigam o Governo de António Costa a negociar com o BCE no sentido de obter luz verde para a nova administração da CGD, coisa que a instituição dirigida por Mario Draghi ainda não fez.
Entretanto, pode ser que os comentadores e analistas de serviço encontrem também tempo e espaço para abordarem a renovação, por mais seis meses, do escandaloso contrato de consultoria celebrado entre o Banco de Portugal e o ex-governante Sérgio Monteiro, para liderar o processo de venda do Novo Banco.
No total, o ex-Secretário de Estado dos Transportes do governo PSD/CDS que liderou a privatização de empresas estratégicas e rentáveis como a ANA - Aeroportos de Portugal ou os CTT - Correios de Portugal, vai receber mais de 450 mil euros por um contrato de ano e meio de trabalho celebrado ainda no tempo do governo de Passos Coelho e Assunção Cristas!
j Lourenço
3 de janeiro de 2017
Marcelo e a “economia digital”
Na sua Mensagem de Ano Novo” o PR enunciou um
conjunto de boas intenções que deseja que o governo realize no futuro. Não
fugindo ao papel habitual dos “comentadores” nem sequer aflorou o “como” ou algumas
das condições e condicionantes do que disse.
Nestas intenções incluiu a “economia digital”.
É duvidoso que saiba exatamente o que isso quer dizer, e qual o papel da
Portugal nessa “economia”. Não entrando em pormenores técnicos a “economia
digital” ou antes a “digitalização da indústria”, refere-se à chamada “4ª revolução
industrial”, 4.0 ou 4 i”.
Pretende-se usar as mais avançadas
tecnologias da informação, comunicação e localização (TICL), robótica, nanoeletrónica, tecnologias de fabrico
avançadas, etc. Assim a concepção, a produção, controlo de
qualidade, armazenamento, expedição, gestão podem ser realizadas através da
ligação de redes informáticas, em diferentes partes ou países por
subcontratantes ou tarefeiros “altamente qualificados”. Uma fábrica
pode estar no Bengladesh e ser gerida, comandada, controlada de Berlim.
Os próceres do grande capital exultam com
estes delírios tecnológicos. Na UE fala-se em 110 mil milhões de euros de
“redução de custos”!? Tudo isto é apresentado como grande vantagem para o
“consumidor” permitindo oportunidades de inovação, pequenas séries, maior
importância com detalhes ao gosto dos clientes, por exemplo em carros topo de
gama e equipamento de luxo...Mas as oportunidades não deixam de vir com ameaças: a revolução tecnológica terá um impacto negativo para os que se atrasarem”.
É um processo “com um mínimo de
intervenção humana”, em que a “fábrica” está dispersa e não existe mais uma concentração
de trabalhadores. Enfim, pretendem atingir o ideal capitalista da fábrica sem
operários e o fim do sindicalismo.
Perante isto o patronato e seus ideólogos na CIP dizem que a relação com
o trabalho tem de ser muito diferente do passado. “Os sistemas sociais estão desadequados”. A
revolução tecnológica vê a flexibilidade laboral como uma virtude, em que um
trabalhador pode ter hoje horário completo, depois parcial, hoje empregado amanhã desempregado.
Os que não se adaptarem enfrentarão “o desemprego e a desigualdade salarial”.
Contudo, burocratas e capitalistas sentem
que a maior dificuldade aos seus planos é o sindicalismo de classe. Nesta dita “economia
digital” não existem pessoas dotadas de vontade e aspirações: são uma espécie
de “plasticina” moldada ao sabor de uns seres superiormente iluminados. Outra forma de fascismo que também se apresenta como “modernidade”. Porém está há muito demonstrado
que nenhuma “revolução tecnológica” salva o capitalismo das suas contradições e
crises. Não esquecendo, como disse Marx, que na fábrica sem operários ”o
capital deixaria de ser capital”.
Na sua busca de maiores lucros
apenas ao grande capital transnacional são acessíveis os investimentos, os
custos de arranque destes processos ainda na fase experimental, exigindo
enormes quantidades de produção para se tornarem rentáveis (claro que é de rendas
monopolistas que falamos). Tudo isto só é possível ao grande capital transnacional
que irá colonizar países dependentes nas condições previstas pelos chamados “tratados
de comércio livre”. O que tem isto a ver com as
necessidades e interesses do nosso país? Nada. Será como na integração na UE o
aumento da dependência e mais destruição do nosso tecido produtivo.
31 de dezembro de 2016
O BCE decide à La Carte e dá uma prenda de Natal ao Deutsch Bank
A Alemanha é a Alemanha !
O BCE para mostrar aos alemães que o seu fechar de olhos ao financiamento pelo Estado Italiano do Monte dei Pashi - contrariando as regras europeias em vigor (bail,in) , foi uma exepção decidiu agora mostrar firmeza e , contrariamente a todas as estimativas avançadas , decidiu que este banco precisava de ser capitalizado entre 5 a 8,8 milhares de milhão de euros.
O ministro da economia italiano reagiu negativamente . Disse que recebeu do BCE uma carta com cinco linhas e três números e quer explicações sobre como se chegou àqueles valores .
Esta decisão é ainda mais incompreensível em Itália quando se soube que esta semana o BCE resolveu mostrar se particularmente generoso com o Deutsch Bank baixando a exigência de 10.76 do rácio CET-tier 1 até agora em vigor , para 9,5% .
Esta diminuição , vai permitir ao banco alemão , que conheceu um ano turbulento e sobre o qual há justificadamente as maiores desconfianças quanto à sua solidez , distribuir generosos dividendos e bónus aos seus dirigentes ! Tais prebendas seriam impossíveis sem a decisão do BCE de baixar a exigência do Rácio . Uma vergonha .
Os beatos do Europeísmo não têm comentários a fazer ?
Na Itália compreende-se mal esta generosidade do BCE , face à dureza mostrada em relação ao Monte di Paschi , tanto mais que neste banco os créditos de cobrança duvidosa resultam de empréstimos à economia real em dificuldades enquanto os créditos duvidosos e as dificuldades do Deutsh Bank resultam sobretudo das atividades especulativas,
Dois pesos e duas medidas.
A Alemanha é a Alemanha !
O BCE para mostrar aos alemães que o seu fechar de olhos ao financiamento pelo Estado Italiano do Monte dei Pashi - contrariando as regras europeias em vigor (bail,in) , foi uma exepção decidiu agora mostrar firmeza e , contrariamente a todas as estimativas avançadas , decidiu que este banco precisava de ser capitalizado entre 5 a 8,8 milhares de milhão de euros.
O ministro da economia italiano reagiu negativamente . Disse que recebeu do BCE uma carta com cinco linhas e três números e quer explicações sobre como se chegou àqueles valores .
Esta decisão é ainda mais incompreensível em Itália quando se soube que esta semana o BCE resolveu mostrar se particularmente generoso com o Deutsch Bank baixando a exigência de 10.76 do rácio CET-tier 1 até agora em vigor , para 9,5% .
Esta diminuição , vai permitir ao banco alemão , que conheceu um ano turbulento e sobre o qual há justificadamente as maiores desconfianças quanto à sua solidez , distribuir generosos dividendos e bónus aos seus dirigentes ! Tais prebendas seriam impossíveis sem a decisão do BCE de baixar a exigência do Rácio . Uma vergonha .
Os beatos do Europeísmo não têm comentários a fazer ?
Na Itália compreende-se mal esta generosidade do BCE , face à dureza mostrada em relação ao Monte di Paschi , tanto mais que neste banco os créditos de cobrança duvidosa resultam de empréstimos à economia real em dificuldades enquanto os créditos duvidosos e as dificuldades do Deutsh Bank resultam sobretudo das atividades especulativas,
Dois pesos e duas medidas.
A Alemanha é a Alemanha !
26 de dezembro de 2016
Alepo e a decadência moral dos media
A
França e a Alemanha que choram os seus mortos em ataques terroristas, viram os seus media e governantes derramarem lágrimas – de raiva? – pela derrota na Síria
das seitas que assassinaram os seus cidadãos.
Os media falsearam informações da
ONU para promoverem calúnias. Veicularam informações como sendo da ONU, a
afirmar que civis, incluindo mulheres e crianças, tinam sido mortas pelas
forças sírias ao entrarem em casas do leste de Alepo. Ora, o departamento de
Direitos Humanos da ONU apenas referiu que “fontes” e “relatórios” o tinham a
firmado – sem indicar nem as fontes nem os alegados relatórios. http://www.informationclearinghouse.info/46028.htm
No
entanto, desde o inicio da guerra que havia relatos de entidades independentes
dos grandes media e potências envolvidas, que testemunhavam terríveis
assassinatos e terror cometidos por jihadistas que inclusivamente matavam
médicos e destruíam hospitais. (http://dissidentvoice.org/2013/05/fact-finding-mission-concludes-proxy)
Estes relatos foram escamoteados pelos media. Porém sabia-se em 2012: “Após um ano de
propaganda contra a Síria e mentiras, fragmentos da verdade começam a ser
revelados O país está a lutar contra um pesadelo de limpeza étnica, religiosa e
massacres. http://www.legrandsoir.info/l-avenir-de-la-syrie-liberee-nettoyage-ethnique-religieux-et-genocide-countercurrents.html
Mentiram vergonhosamente sobre a
evacuação de Alepo suspensa (tal como já tinha acontecido em agosto) pela recusa
dos jihadistas. Tal como de se servirem da população como escudo humano. Outra
vergonha foi ignorarem uma conferência da missão da ONU na Síria, com a
participação da jornalista independente Eva Bartlett, que prestou os seguintes
esclarecimentos: não havia nenhuma organização internacional no terreno em
Alepo. As notícias eram veiculadas a partir de Londres pelo “Observatório dos
Direitos Humanos na Síria”, gerida por um antigo militar britânico (foi
dito o nome) financiado pelos EUA. Mentem quando dizem que o governo ataca
civis, quando os civis que saem de Alepo dizem o contrário. http://www.informationclearinghouse.info/46018.htm
E perante isto indignava-se o Sr.
Daniel Oliveira (a tal “esquerda” de que os media gostam) (Eixo do Mal 17/12)
por a Síria ser “entregue a dois criminosos” (el-Assad e Putin). Note-se que a Rússia
só se envolveu no conflito ao fim de quatro anos, enquanto os governos
ocidentais alimentavam desde o início os grupos extremistas armados. E fê-lo a pedido das autoridades
legítimas do país apenas quando surgiu uma ameaça real da Síria ter o mesmo
destino do Iraque ou da Líbia, reforçando decisivamente o Estado Islâmico.
Pelos vistos a lista dos democratas do sr. DO inclui os que prosseguem a agenda de Kissinger, assim definida :
"temos de nos livrar de Allende, ou perderemos a nossa credibilidade no
resto do mundo”. Desde 1945, 69 países sofreram invasões, governos foram
derrubados, movimentos populares suprimidos, populações bombardeadas, economias
destruídas” (John Pilger). O destino de el-Assad seria o mesmo de Kadhafi, S. Hussein,
dirigentes progressistas do Afeganistão, etc., de Lmumba a Allende.
Assad, não poderia aguentar-se
não tivesse o apoio da maioria do seu povo. Após a tomada de Alepo disse (parafraseando
De Gaulle na libertação da Paris): “Alepo ultrajada, Alepo atormentada, mas
Alepo libertada! Libertada pelo seu povo, porque é a Síria que luta. A Síria
eterna”. https://www.legrandsoir.info/malgre-le-terrorisme-et-ses-allies-alep-martyrisee-alep-outragee-mais-alep-liberee.html
24 de dezembro de 2016
Monte de Paschi Siena- MPS - e o BANIF
O Movimento 5 estrelas é o movimento 5 estrelas , a Liga Norte è a Liga Norte e a Itália é a Itália , como diria o Presidente da Comissão Europeia , Claude Juncker .
O Monte de Paschi não arranjou os 5mil milhões de euros e o governo Italiano teve de intervir tornando-se o maior accionista do Banco . Mais uma nacionalização dos prejuízos para amanhã se privatizar os lucros. Mais uma vez os contribuintes a pagarem os prejuízos e as vigarices .
Toda a lenga lenda do Bail in , de que com a União Bancária os contribuintes não seriam mais chamados a apagar os fogos foi por água abaixo . Mas não só . O governo Italiano decidiu que os pequenos investidores e depositantes , a maioria da Toscana região de Renzi, seriam garantidos a 100%.
O Banco Central Europeu e a Comissão europeia não levantaram entraves ao contrário do que aconteceu com o Banif .
Calados que nem ratos
Nem o colérico ministro das fianças alemão se ouve ... curioso !
É preciso barrar o caminho ás forças que podem pôr em causa o sacrossanto euro . A Itália é a Itália !
O problema é que não é só o banco MPS , mas também o Popular de Veneza , o Veneto Banca e tantos outros ,
Especialistas consideram que serão necessários 52 mil milhões euros para estabilizar o sistema bancário Italiano . O Parlamento Italiano aprovou uma verba de 20 mil milhões . Não vai chegar. Aguardamos os capítulos seguintes .
Para já a intervenção do Governo Italiano revelou:
1)Que afinal foi possível ultrapassar as regras da União Bancária
2)Que os dois pesos e duas medidas continuam a presidir ao BCE e à Comissão Europeia .
3)Que mais uma vez são os contribuintes- os tais que viviam acima das suas possibilidades - que vão pagar a factura .
E quanto à contabilização desta intervenção - défice e /ou dívida , ficamos a aguardar o que dirá Bruxelas a esta florentina fórmula : "intervenção por precaução" . Uns artistas ...
Será que os beatos do europeísmo e os teólogos do neoliberalismo não têm nenhum comentário a fazer?
O Monte de Paschi não arranjou os 5mil milhões de euros e o governo Italiano teve de intervir tornando-se o maior accionista do Banco . Mais uma nacionalização dos prejuízos para amanhã se privatizar os lucros. Mais uma vez os contribuintes a pagarem os prejuízos e as vigarices .
Toda a lenga lenda do Bail in , de que com a União Bancária os contribuintes não seriam mais chamados a apagar os fogos foi por água abaixo . Mas não só . O governo Italiano decidiu que os pequenos investidores e depositantes , a maioria da Toscana região de Renzi, seriam garantidos a 100%.
O Banco Central Europeu e a Comissão europeia não levantaram entraves ao contrário do que aconteceu com o Banif .
Calados que nem ratos
Nem o colérico ministro das fianças alemão se ouve ... curioso !
É preciso barrar o caminho ás forças que podem pôr em causa o sacrossanto euro . A Itália é a Itália !
O problema é que não é só o banco MPS , mas também o Popular de Veneza , o Veneto Banca e tantos outros ,
Especialistas consideram que serão necessários 52 mil milhões euros para estabilizar o sistema bancário Italiano . O Parlamento Italiano aprovou uma verba de 20 mil milhões . Não vai chegar. Aguardamos os capítulos seguintes .
Para já a intervenção do Governo Italiano revelou:
1)Que afinal foi possível ultrapassar as regras da União Bancária
2)Que os dois pesos e duas medidas continuam a presidir ao BCE e à Comissão Europeia .
3)Que mais uma vez são os contribuintes- os tais que viviam acima das suas possibilidades - que vão pagar a factura .
E quanto à contabilização desta intervenção - défice e /ou dívida , ficamos a aguardar o que dirá Bruxelas a esta florentina fórmula : "intervenção por precaução" . Uns artistas ...
Será que os beatos do europeísmo e os teólogos do neoliberalismo não têm nenhum comentário a fazer?
23 de dezembro de 2016
Desapareceu, enfim a PAZ !
A batalha de Mossul desapareceu dos noticiários . Só bombas boas e sem efeitos colaterais . Nem uma lágrima , nem um comentário dos nossos ciaticos e sionistas comentadores de serviço.
Informação isenta.
Informação isenta.
That is not journalism. That is what George Orwell called ‘Newspeak’.
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