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20 de fevereiro de 2018

Controlados


LES DÉPOSSÉDÉS DE L’INTERNET DES OBJETS, par François L.


L’un ne va pas sans l’autre : le monde des « big datas » (les gigantesques bases de données), et pour l’alimenter l’Internet des objets, dont l’acronyme anglais qui s’est imposé est IoT. Grâce à l’IoT et aux algorithmes qui vont s’en donner à cœur joie dans les bases de données, notre traçabilité s’annonce globale, aucun de nos gestes n’échappera à une surveillance sans nul doute bien intentionnée puisqu’elle portera aussi sur nos données médicales de base. En toute chose, il y a toujours du bon lorsqu’on le cherche !
Plus la masse des données sera importante, meilleurs seront les résultats fournis par les algorithmes qui l’exploreront, est-il garanti. Déjà, ces derniers fournissent une aide décisive à la décision quand ils ne la prennent pas eux-mêmes, sans que l’on ait voix au chapitre.
Cela ne manque pas de susciter de sérieuses inquiétudes, faute de contrôle sur ces processus, en se demandant s’il n’est déjà pas trop tard. La réponse est oui, peut-on dire sans s’aventurer !

19 de fevereiro de 2018

Bendito o sistema que tais dividendos dá !

Ao mesmo tempo que se acentuam as desigualdades e aumenta no mundo a precariedade laboral , os que enriquecem dormindo continuam bem
As empresas pagaram aos seus investidores um valor recorde o ano passado. Foram distribuídos pelas empresas a nível mundial dividendos de cerca de 1,3 biliões de dólares, avança na edição desta segunda-feira, dia 19 de Fevereiro, o Financial Times.

18 de fevereiro de 2018

CIA

Steven L. Hall, ex-chefe das operações da CIA na Rússia
O ex-funcionário da inteligência expressou que acredita que os Estados Unidos continuarão sua prática de ingerência informou New York Times neste sábado passado
"Nós temos feito esse tipo de coisa desde que a CIA foi criada, em 1947. […] Nós usamos cartazes, panfletos, correios, banners — o que você imaginar. Criamos informações falsas em jornais estrangeiros. Utilizamos o que os britânicos chamam de 'cavalaria do rei George': malas de dinheiro", afirmou Loch K. Johnson, ex-membro do Comité seleto do Senado dos EUA para estudar operações governamentais em relação às atividades de inteligência.
Ao interferir nas eleições, a CIA ajudou a derrubar líderes eleitos no Irão e na Guatemala na década de 1950, ao mesmo tempo em que planeia assassinatos de líderes políticos em várias regiões, de acordo com o jornal. 
Os Estados Unidos acusaram repetidamente a Rússia de interferir nas eleições presidenciais de 2016 e está investigando alegações de conluio entre a Rússia e a campanha do então candidato a presidente, Donald Trump.

As autoridades russas negaram as acusações de intromissão na eleição dos EUA. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que as acusações são "absolutamente infundadas". Por sua vez, a Casa Branca também reiterou que não há nenhuma prova que sustente as alegações de conluio entre a campanha de Trump e Moscovo durante a eleição.

17 de fevereiro de 2018

As negociatas com o Novo Banco

Sorrisos
Será que eles sorriem porque estão pessoalmente com as carteiras vazias ?
A ficção do Fundo de Resolução .
"O Fundo de Resolução terá de injectar mais capital no Novo Banco já este ano para manter rácios, avança o Expresso. De acordo com o jornal, o banco deverá apresentar prejuízos recorde em 2017 devido ao elevado montante de imparidades que terá que constituir. O valor dos prejuízos ainda não estará fechado mas deverá ultrapassar as várias centenas de milhões de euros e podem mesmo chegar aos milhares de milhões.
  E, de acordo com o jornal, o Governo já se preparou para a eventualidade de este ano ser necessário avançar com a injecção de capital por parte do Fundo de Resolução. E já haverá uma autorização do Conselho de Ministros para financiar o fundo e terá sido inscrita uma verba máxima de 850 milhões de euros no Orçamento do Estado para o efeito, este ano. 

"A dotação já está acautelada e deverá ser necessário accionar parte deste montante", afirmou uma fonte próxima do processo que não foi identificada pelo jornal."
A ficção para tapar os olhos aos contribuintes :
"O Governo só avançará com um empréstimo do Tesouro ao Fundo de Resolução se os fundos da instituição não forem suficientes para cobrir as imparidades geradas pelo Novo Banco, sabe o Negócios. Para isso, é preciso primeiro fechar as contas do banco e perceber qual a almofada com que o Fundo de Resolução está a trabalhar.   "

Daesh a história escodida

José Goulão
                               
Derrotado, mas não liquidado. O Estado Islâmico ou Daesh, por certo a organização criminosa de maior envergadura montada sob a fachada do «extremismo islâmico» para servir nas guerras de agressão e expansão lançadas este século, capitulou às mãos dos exércitos iraquiano e sírio, reforçados com o apoio de forças militares russas chamadas pelo governo legítimo de Damasco. Não, a chamada «coligação internacional anti-Daesh», comandada pelo Pentágono, nada teve a ver com o desfecho, antes pelo contrário, exceptuando o caso da sangrenta reconquista da cidade de Mossul, no Iraque.
Tornado ineficaz em termos de consolidação dos objectivos que originalmente lhe foram estabelecidos, designadamente o desmembramento do Iraque e da Síria e a remodelação das fronteiras estabelecidas no primeiro quartel do século XX naquela região do Médio Oriente, o Daesh está a ser reciclado para novas funções, definidas de acordo com os interesses transnacionais e globais de quem mais se tem servido dele, em primeiro lugar o Pentágono e a NATO.
Do «Califado» instaurado durante o ano de 2014 em territórios sírios e do Iraque, com centros nevrálgicos em Raqqa, Deir ez-Zor, Bukamal e Mossul, já nada resta para aquartelar os seus efectivos monstruosos: 240 mil mercenários com mil e uma origens, congregados sob as bandeiras do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (Daesh na sigla árabe). Entre esses, é bastante provável que os membros do contingente de 80 mil antigos soldados do exército de Saddam Hussein recrutados pelas forças norte-americanas de ocupação do Iraque, no âmbito da estratégia para criação de um «Sunistão» que concretizasse a divisão dos territórios do Iraque e da Síria, regressem às suas regiões de origem.

EUA ocupam ilegalmente uma parte da Síria

Sem mandato da ONU , sem pedido do governo Sírio os EUA ocupam uma parte importante da Síria 
com o apoio da França e Inglaterra . Sobre isto a comunicação social nada diz . Se fosse a Russia que barulho não faziam ... Depois mostram-se muito surpreendidos com actos terroristas nos seus territórios como se estes fossem de geração espontânea. Para eles o terrorismo de Estado não conta...
Lavrov:
"Eles [os Estados Unidos] têm estado continuamente no terreno desde há dois, três anos - praticamente desde que começou a intervenção da coligação liderada por Washington na Síria. Tem havido forças especiais americanas e outras unidades, em todo este tempo, na Síria, ilegalmente, sem qualquer convite de Damasco, nem nenhum mandato do Conselho de Segurança da ONU", considera.
 Segundo Lavrov, "é óbvio que os Estados Unidos têm provavelmente uma estratégia para ficar na Síria, para instalar as forças armadas lá, tal como fazem no Iraque e no Afeganistão, apesar de todas as promessas que fizeram. E ao instalarem-se na Síria, que é o que na prática estão a fazer, estão a isolar uma vasta fatia do território sírio, a infringir a soberania da república árabe síria e a criar quase uma autoridade local. Estão a tentar criar, de todas as formas possíveis, uma unidade autonómica com o apoio dos curdos".


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Gente Fina

Gente fina é outra coisa
Jorge Cordeiro


Os projectos que o CDS levou a debate parlamentar a pretexto da “protecção” dos idosos revelam parte, do muito que ainda estará por mostrar, de quem mede o seu padrão de iniciativa e intervenção política por esse esse pequeno mundo de ilusão e opulência onde coabita.
Conceber que os problemas reais, e em muitas circunstâncias dramáticos das condições de vida dos idosos, se resolveria por via da criminalização das famílias e, pasme-se, dessa prerrogativa infalível que se lhes facultaria com o deserdar de filhos e descendentes, só podia mesmo passar por aquelas mentes. Nada que deva surpreender. Tão só o produto natural de conviviabilidade em ambientes de fidalguia e abastância. Dito de outro modo, coisas de gente fina.
Mesmo quando se quer dar um ar “popular” e fazer uns discursos condoídos sobre pobres e desfavorecidos, a matriz de classe do que se é politicamente, é assim como o azeite: ou seja, afastadas as considerações sobre massa ou densidade que em última circunstância podiam desmentir um testado provérbio com séculos de vida, vem sempre ao de cima.
Ouvir Cristas a papaguear com ressonante sucesso mediático que «a “esquerda” abandona os idosos» ou «não protege a população mais frágil e vulnerável», entedeada com a derrota do seu exercício de hipocrisia parlamentar, é digno destes dias de folia. Não se invocará aqui a falta de vergonha que recomendaria a não saída à rua, a menos que sob a cobertura de uma das muitas e fantasiosas máscaras condizentes com a tradição do entrudo. A questão não está no plano moral. Desde logo porque em matéria de observância de costumes, espírito caritativo e cândidas intenções, Cristas, Mota Soares e corte restante, são gente de pedir meças a quem quer que seja. O que se deve invocar é este refinado cinismo político de quem tendo estado no governo anterior, titulando aliás o ministério respectivo, vir com ar condoído falar das condições de vida dos idosos depois de, durante quatro anos, não terem feito outra coisa do que lhes ter infernizado a vida.
O que se devia ouvir de Cristas e do CDS era a devida penitenciação, a que os cinquenta dias que medeiam o entrudo e o período pascal interpelariam, pelo que durante quatro anos andou a semear de agruras sobre milhões de reformados. Gente que de fingida memória curta julga assim poder desmemorizar os outros. Não há goma que apague o rasto de quem enquanto pôde mais não descortinou outra forma de proteger os idosos para lá do corte das suas reformas. Não há tempo que apague a “protecção” dada com o congelamento das pensões para mais de um milhão e duzentos mil reformados, o agravar do mecanismo de condição de recurso e a restrição de acesso ao complemento solidário do idoso, levando a que mais de 70 mil o tivessem perdido. Não há manipulação argumentativa que iluda que Cristas, e o governo PSD/CDS a que pertenceu, agravou as taxas moderadoras e fez com que 800 mil portugueses, muitos dos quais idosos, perdessem o direito à sua isenção.