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21 de agosto de 2018

Trump insiste para americano ver

O presidente dos Estados Unidos voltou esta segunda-feira a apontar baterias à Reserva Federal, criticando o banco central por não o ajudar a impulsionar a economia norte-americana. Numa entrevista à Reuters, Donald Trump também repetiu críticas à União Europeia e à China, acusando estas economias de manipularem as suas moedas. Baixou as expectativas sobre as negociações com Pequim nas tarifas comerciais e admitiu novo encontro com o presidente da Coreia do Norte.

"Não, não estou entusiasmado com a subida de juros da Fed. Não estou entusiasmado", afirmou o presidente dos EUA numa entrevista publicada pela Reuters na noite desta segunda-feira. Em Julho, Trump já tinha lançado fortes críticas à Fed, quebrando uma tradição dos presidentes do país não comentarem a política monetária dos bancos centrais.

Censura à TELE SUR

O Facebook anunciou que retirou as contas em inglês do canal de televisão pan-americano TeleSur.
A 7 de Agosto de 2018, Mark Zuckerberg, director do Facebook, coordenou pessoalmente com a Apple, Google, Spotify e YouTube (mas não com o Twitter) a supressão das contas ligadas a Alex Jones e à InfoWars devido a «conspiracionismo». Ele pensa suprimir também a «propaganda comunista» (sic).
Criado por iniciativa do Presidente Hugo Chávez, TeleSur era um canal público de informação contínua comum com a Argentina, a Bolívia, Cuba, o Equador, o Uruguai e a Venezuela. No entanto, no decurso dos últimos anos, a Argentina e o Equador retiraram-se dele.
Em 2005, no seguimento do Congresso Axis for Peace organizado por Thierry Meyssan em Bruxelas, o TeleSur, então dirigido por Aram Aharonian, idealizou uma parceria com a Al-Jazeera. Mas, foi nesse altura que o canal catari mudou de linha editorial para se tornar o porta-voz dos Irmãos Muçulmanos. Depois, um acordo foi concluído com Angola, Guiné-Bissau e Moçambique para programas em língua portuguesa, e é realizado um intercâmbio de programação com o canal libanês Al-Mayadeen.
O TeleSur produz igualmente informação em inglês que Mark Zuckerberg entende eliminar da Rede. É, com efeito, indispensável para o comando dos EUA na América Latina (US SouthCom) impedir as autoridades venezuelanas de mostrar aos cidadãos norte-americanos a sua visão da crise que atravessa o seu país [1].
Aquando do ataque à actual Sérvia, em 1999, a OTAN bombardeou a televisão jugoslava. Durante o ataque ao Afeganistão e ao Iraque, o Presidente Bush havia encarado bombardear a Al-Jazeera no Catar, mas o Primeiro-ministro britânico, Tony Blair, anunciou-lhe que ia retomar em mão o canal, junto com os Irmãos Muçulmanos. Aquando do ataque israelita ao Líbano em 2006, os Estados ocidentais tinham interdito o canal do Hezbolla Al-Manar, e o Tsahal (FDI) bombardeou-o. Em 2011, a OTAN bombardeou o canal nacional da Líbia.
Tradução R.V.
Alva

20 de agosto de 2018

O Império e a América Latina

A visita de Mattis e a subserviência do governo Temer

José Reinaldo Carvalho

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, realizou na semana passada um giro latino-americano, visitando Brasil, Argentina, Chile e Colômbia.

Os objetivos foram muito além do balanço e elaboração de planos de incremento das relações bilaterais entre a nação imperialista do Norte e os países visitados. Não por casualidade, todos quatro, além de terem governos de turno neoliberais, conservadores, entreguistas e, no caso brasileiro, golpista, fazem parte do chamado Grupo de Lima, um arranjo diplomático artificial, criado especialmente para fazer provocações e produzir fatos que justifiquem uma ação intervencionista contra o governo venezuelano. 

Para enfatizar o interesse estratégico, que nunca cessou nem se reduziu, para com a região latino-americana e caribenha, os Estados Unidos declararam 2018 como o "Ano das Américas", uma espécie de reedição da Doutrina Monroe (1823) e do Corolário Roosevelt - proclamada durante o mandato de Theodore Roosevelt (1901-1909). Naquela altura, tratava-se de afirmar a liderança estadunidense na América Latina em rivalidade com as potências europeias. Hoje, o imperialismo estadunidense não esconde sua preocupação com a China, cuja parceria com a região intensifica-se e consolida-se cada vez mais. Por isso, o comunicado do Pentágono ressalta o objetivo de fazer com que o "hemisfério ocidental seja um lugar de colaboração, próspero e seguro" (...) "Os Estados Unidos estão pensando a longo prazo sobre a América do Sul, conscientes de que o êxito e a segurança das futuras gerações depende de quanto construamos bem uma relação de confiança com nossos sócios do hemisfério occidental", disse Mattis. 

Ao governo subserviente e entreguista de Michel Temer, Mattis enviou a clara mensagem de que é preciso ter cuidado ao escolher seus sócios, aludindo à China. Exortou, assim, os usurpadores do Planalto e do Itamaraty a "estreitar laços com os Estados Unidos", com base nos "valores compartilhados". 

Dando sequência aos esforços para associar o governo submisso de Michel Temer aos desígnios intervencionistas dos EUA para com a Venezuela, o chefe do Pentágono seduziu as autoridades de Brasília referindo-se à "liderança" do gigante do Cruzeiro do Sul, que foi instado a enfrentar o "regime opressor" do presidente Nicolás Maduro. 

Coincidentemente, como que já aplicando o roteiro traçado por Mattis, o ministro da segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann inicia nesta segunda-feira visita à Colômbia, pretextando discutir estratégias de ampliação da segurança nas fronteiras e conhecer projetos que contribuíram para a redução da violência e tráfico de drogas naquele país. A agenda tem amplitude e peso político considerável, incluindo conversações com autoridades sobre temas estratégicos, que vão além dos ligados à segurança pública. 

Em sintonia com os objetivos da viagem de Mattis, o recém-empossado presidente colombiano, Iván Duque, ressaltou que foi "muito produtiva" a reunião que manteve com o chefe do Pentágono. "Dialogamos sobre temas relacionados com a segurança do hemisfério", ressaltou.  

A visita de Jungmann à Colômbia, aliás, ocorre na sequência de ações xenófobas violentas realizadas em território brasileiro contra venezuelanos que cruzaram a fronteira em razão das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país vizinho. As forças progressistas e patrióticas do Brasil devem manter-se em guarda para evitar que, mancomunado com o Departamento da Defesa do governo Trump, o governo Temer leve o Brasil a participar de ações provocadoras na fronteira contra a Venezuela que deem pretexto para cumprir os objetivos intervencionistas de Washington. Não se deve esquecer que foi o próprio presidente dos Estados Unidos quem afirmou não descartar a opção militar entre as medidas que pode tomar contra governo do presidente Nicolás Maduro.  

A pauta de Mattis no Brasil teve também como um dos principais temas a reivindicação estadunidense de apossar-se da Base de Alcântara. “Escolhemos o Brasil, não porque devido a um feliz acidente geográfico se encontra na linha do Equador mas porque queremos trabalhar com os brasileiros, nosso vizinho hemisférico com o qual compartilhamos valores políticos, além de sua impressionante orientação tecnológica”, disse em entrevista coletiva depois de sua reunião com seu par brasileiro.

Não é a primeira vez que Washington manifesta a intenção de fincar suas garras sobre este ponto do estado do Maranhão. Já o fez durante o governo antinacional do ex- presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), período em que a base de Alcântara ficou à disposição dos EUA, situação que foi revertida durante os governos progresistas no país, primeiro sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) e depois com Dilma Rousseff (2011-2016).

O embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, secretário geral do Itamaraty de 2003 a 2009, ressaltou em entrevista ao site Sputnik: “O objetivo principal norte-americano é ter uma base militar no território brasileiro na qual exerçam sua soberania, fora do alcance das leis e da vigilância das autoridades brasileiras, inclusive militares, e onde possam desenvolver todo tipo de atividade militar”. 

A visita de Mattis ao Brasil e outros três países da América do Sul foi reveladora dos objetivos militares dos Estados Unidos, já manifestada em outras ocasiões, inclusive em novembro do ano passado quando pela primeira vez a superpotência norte-americana participou em manobras militares em território amazônico brasileiro, na tríplice fronteira entre nosso país, a Colômbia o Peru.  

As Forças Armadas e os patriotas brasileiros não devem permitir que nosso país fique tão vulnerável à ofensiva estadunidense e utilizado como instrumento desta.Portal Vermelho

um comissário dito socialista

O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, assegurou hoje, um dia antes do encerramento do programa de resgate à Grécia, que a austeridade "acabou", mas que o país deve continuar a aplicar reformas económicas.
O socialista Moscovici podia dizer nos que  reformas são essas ? Não tem vergonha na cara ?

19 de agosto de 2018

Socorro !


Agostinho Lopes
É urgente combater as alterações climáticas. A subida das temperaturas em Agosto não só provocou a excepção do Incêndio Florestal de Monchique (António Costa dixit) (à semelhança de todas as excepções de fogos de verões passados a começar em 2017, Pedrogão e Beiras, depois do Caramulo, de Tavira/S. Brás de Alportel, Gerês (várias excepções), Serra da Estrela, etc), como aquece a moleirinha de políticos e jornalistas ou vice-versa, e a mioleira pastosa passa a debitar enormidades.
Por exemplo A. Costa, não só inventou a “excepção” de Monchique, decorrente das alterações climáticas, como descobriu que «as empresas têm de perceber que têm de alterar estas estruturas salariais» pois «Não é possível pagarem tanto a quem está no topo e tão baixo a quem está nos outros escalões». Vamos esperar pelo arrefecimento climático para que o 1º Ministro explique ao País, como e quando as empresas vão «perceber». Deixa-se uma sugestão: uma alteração das leis laborais, repondo pelo menos a relação de forças capital/trabalho de antes da Troika (bom, bom era ir até antes da 1ª reforma de Vieira da Silva/Guterres), fazer funcionar em pleno a contratação colectiva e um próximo e adequado aumento do SMN, percebam ou não as empresas.
Por exemplo. Manuel Carvalho, novel director do Público, assinou mais um notável Editorial (13AGO18), em que entusiasmado pelas sondagens que dão uma maioria dos círculos eleitorais do Reino Unido contra o Brexit - certamente com a mesma fiabilidade das que tinham acertado no resultado do referendo do Brexit, provavelmente as mesmas “sondadoras” – descobriu que na “mais velha democracia da Europa” os eleitores britânicos, certamente cidadãos ignorantes, talvez analfabetos e boçais, foram no dito referendo «manipulados pelos agentes do populismo e das democracias iliberais do Leste, pelas notícias falsas e pela demagogia»! Um espanto. Logo, há que fazer o que é norma na UE: repetir referendos (ou eleições) até que os votos estejam de acordo com os Tratados. Aliás, segundo a boa doutrina do Presidente da Comissão Juncker «não há democracia fora dos Tratados» (a propósito do voto não do povo grego à proposta da Troika no referendo de 5 de Julho de 2015).
Por exemplo, Teresa de Sousa (Público, 08AGO18), que não sabendo para que lado se há-de virar, às alterações climáticas irá parar. O Presidente Trump ameaça que as empresas europeias que não saírem do Irão não farão negócios nos EUA. E logo uma joia da coroa, a Daimler-Benz «Exactamente à mesma hora (…)» em que a «Comissão anunciou que não autorizava as empresas europeias a retirar-se do Irão, sob pena de as levar à Justiça», «anunciava que iria sair do Irão.» Não se faz. Sobretudo à mesma hora. Outras como a Airbus, Total, PSA e Renault, com grandes investimentos no Irão, já tinham comunicado que iam cavar, a esse “indefectível” europeísta chamado Macron. Que terá dito, segundo Teresa, «As empresas funcionam a longo prazo (…)». Notável. Compungida Teresa, tem que aceitar: «(…) a economia americana continua a ser um colosso cujo comportamento afecta o mundo inteiro.» Logo, para bom entendedor…
Socorro! Venha chuva. Pelo menos uma morrinha refrescante!  

Quando a manutenção pode esperar - Itália

Resultados das concessões a privados , das Parcerias Públicas Privadas , das políticas ditas de austeridade. Itália um Exemplo .
As acções da Autostrade per l'Itália não param perder valor desde o acidente de terça-feira e a concessionária da Ponte Morandi, em Génova, multiplica-se em compensações pelo colapso da estrutura.
Giovanni Castellucci, presidente-executivo da Autostrade, escolheu o dia dos funerais da maior parte das vítimas para fazer a primeira conferência de imprensa desde a tragédia.
Questionado sobre se a empresa iria fazer um pedido de desculpas formal, Castellucci respondeu que "desculpas e responsabilidades estão diretamente ligadas" e diz que vai aguardar pelo resultado do inquérito oficial à queda da ponte antes de assumir qualquer culpa.
O responsável máximo da concessionária anunciou a constituição do fundo de 500 milhões para fazer face às necessidades imediatas da cidade e das vitímas - uma verba independente de compensações futuras que venham a ser determinadas pela Justiça.
No terreno, a par da operação de resgate, equipas de técnicos e bombeiros trabalham para garantir a segurança da estrutura remanescente.
O governo italiano iniciou já o processo de revogação da concessão à Autostrade per l'Italia. Sobre este assunto Castellucci recusou fazer qualquer comentário.

18 de agosto de 2018

O Banco Mundial ao serviço do Império


http://www.cadtm.org/Breve-historia-de-las-relaciones-del-Banco-Mundial-el-Fondo-Monetario

Breve historia de las relaciones del Banco Mundial, el Fondo Monetario Internacional y el gobierno de Estados Unidos con Nicaragua

17 de agosto por Eric Toussaint
América Central es considerada por el gobierno de Estados Unidos como una parte de su zona de influencia exclusiva. La política seguida por el Banco Mundial en término de préstamos a los países de la región ha estado directamente influenciada por las opciones políticas de Washington. El caso de Nicaragua y Guatemala en el curso de los años 50 es ejemplar.«Uno de los principales países prestatarios (con el Banco Mundial), desde el punto de vista del número de préstamos era Nicaragua, un país de un millón de habitantes controlado por la familia Somoza. “Washington y los Somoza consideraban que su relación era mutuamente beneficiosa. Estados Unidos apoyaba a los Somoza y éstos apoyaban a Estados Unidos en las votaciones en las Naciones Unidas o en los organismos regionales. Somoza ofreció el territorio nicaragüense como base de entrenamiento y de partida de las fuerzas cubanas en el exilio que en 1961 participaron en el desastre de la Bahía de Cochinos en 1961” (Anthony Lake, Somoza Falling, Houghton Mifflin, 1989, p. 18). Entre 1951 y 1956, Nicaragua recibió nueve préstamos del Banco Mundial y otro más en 1960. En 1953 se instaló una base militar estadounidense, desde la cual se lanzó la operación de la Central Intelligence Agency (CIA) que permitió la destitución del presidente Jacobo Arbenz, que había legalizado el Partido Comunista de Guatemala y amenazaba con expropiar los haberes de la United Fruit Company. La propia Guatemala, con un población tres veces superior a la de Nicaragua, y aunque había sido uno de los países que recibieron una misión de estudio del Banco (publicada en 1951), tuvo que esperar hasta 1955 para recibir su primer préstamo, después de la caída de su régimen “comunista”.» [1] 
El 12 de abril de 1961, mientras Estados Unidos preparaba una expedición militar contra Cuba desde territorio nicaragüense, [2] que lanzaría cinco días más tarde, la dirección del Banco Mundial decidió conceder un préstamo a Nicaragua sabiendo perfectamente que el dinero serviría para reforzar el poder económico del dictador. Fue parte del precio que se debía pagar por su apoyo a la agresión contra Cuba. A continuación se transcribe un extracto del informe oficial interno de la discusión entre dirigentes del Banco, durante aquel mismo día: [3] (Continuar a  ler clic em cima)