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31 de agosto de 2019

Uma carta e uma noticia abafada

Um alto quadro do banco HSBC demitiu se em fins de julho e explicou porquê numa carta publica dirigida à humanidade.Esta noticia foi abafada e censurada internamente nas principais agências de informação.
Publicamos a sua opinião:https://mrmondialisation.org/un-cadre-dhsbc-demissionne-publiquement-avec-une-lettre-ouverte-a-lhumanite/?fbclid=IwAR1NiWuhwYzloA6ZIWm2mWCeEcIDe-4AkFPh4JHlIoygQHJg5v1SULYkeP8

« Je prends en ce jour la décision de démissionner publiquement à travers cette lettre ouverte ! »Jérémy Désir est un « quant », un mot utilisé dans le milieu de la finance pour désigner un analyste quantitatif. Toujours pas clair ? Les quants, ce sont des ingénieurs spécialisés dans l’application de méthodes mathématiques et statistiques de haut vol à des problèmes de gestion financière. Vulgairement : maîtriser les chiffres pour maximiser les profits. Hier encore, l’homme travaillait au siège de la banque HSBC au département des risques, une position prestigieuse dans le milieu de la finance.
Mais voilà, le décalage entre la réalité de la crise écologique et les objectifs de l’entreprise et du milieu financier en général était devenu trop lourd que pour être humainement supportable. Dans sa lettre, il dénonce la passivité grossièrement déguisée de son employeur, HSBC. Il accuse de l’intérieur les manœuvres des puissances financières pour « maintenir cet obscurantisme capitaliste meurtrier ».
Mais il ne s’arrête pas là. L’expert livre surtout un rapport de 50 pages décrivant l’inadéquation criante de la réponse des banques à la crise climatique et ce pourquoi on ne sauvera plus l’humanité en préservant le statut quo.

26 de agosto de 2019

Hong Kong - o que eles não dizem.

Os protestos cada vez mais anti-China de Hong Kong seguem o padrão das “revoluções coloridas” levando países ao caos. A rede por trás das manifestações foi cultivada com a ajuda de milhões de dólares do governo dos EUA, e gente local ligada a Washington.

Mesmo depois que a lei de extradição - que se justificava - ter sido retirada as demonstrações degeneraram em cenas de provocação e exigências impossíveis de satisfazer por qualquer Estado. Centenas de desordeiros mascarados ocuparam o aeroporto de Hong Kong, assediaram viajantes e agrediam violentamente jornalistas e policiais. Nada disto é relatado nos media da oligarquia.
Vejamos alguns dos protagonistas, seduzidos pela “american way of life” de Hollywood e pelo poder dos oligarcas.
- Joshua Wong, 22 anos alardeado nos media ocidentais como "defensor da liberdade", promovido através de seu documentário na Netflix e recompensado com o apoio dos EUA. Por trás de porta-vozes televisivos como Wong estão elementos mais extremistas, como o Partido Nacional de Hong Kong, cujos membros participaram nos protestos agitando a bandeira dos EUA. Este partido banido oficialmente apela à independência de Hong Kong, objetivo dos radicais de Washington.
- Jimmy Lai, "chefe dos media de oposição", descrito como o Rupert Murdoch da Ásia, mistura de jornalismo de estilo tabloide obsceno, fofocas de celebridades e uma forte dose anti-China. Lai investiu milhões de dólares nas manifestações de 2014. Lai esteve recentemente em Washington, coordenando ações com membros equipe de Trump, incluindo John Bolton.
E-mails revelaram que Lai entregou mais de US $ 1,2 milhão para partidos políticos anti-China. Milhões de dólares foram entregues para projetos de mudança de regime pelo National Endowment for Democracy (NED) para organizações políticas anti-China.
Lai é o fundador e acionista maioritário da Next Digital, a maior empresa de media de Hong Kong, usada para proclamar “o fim da ditadura" chinesa”.
- Edward Leung. 28 anos, dirigente do partido pró-independência brandiu bandeiras coloniais britânicas e assediou turistas chineses da parte continental. Em 2016, foi visto com autoridades diplomáticas dos EUA num restaurante local.
- Andy Chan, ativista pró-independência do Partido Nacional de Hong Kong, proibido, combina o ressentimento contra os chineses com pedidos para que os EUA intervenham. Embora não tenha ampla base de apoio, atraiu uma atenção internacional desproporcional. Chan pediu que Trump intensifique a guerra comercial e acusou a China colonizar e realizar uma "limpeza nacional" contra Hong Kong.
- Joey Gibson, fundador da Patriot Prayer, apareceu recentemente num protesto anti-extradição em Hong Kong, transmitindo o evento para dezenas de milhares de seguidores. “Precisamos saber que a América nos apoia. Ao apoiar-nos, os Estados Unidos também estão semeando a sua autoridade moral, porque somos o único lugar na China, que compartilha seus valores, que é a mesma guerra que têm com a China ”.
- Martin Lee, um dos aliados de Lai, teve uma audiência com Pompeo, outros líderes dos EUA, incluindo Nancy Pelosi e o ex-vice-presidente Joseph Biden.
Wong, Martin Lee, e Benny Tai Lee, professor de Direito da Universidade de Hong Kong, foram homenageados pela Freedom House, uma organização de direita financiada pela NED.
A visita de Wong proporcionou a ocasião para dois dos neoconservadores mais agressivos do Senado, Marco Rubio e Tom Cotton, apresentarem a "Lei dos Direitos Humanos e Democracia de Hong Kong".
 

 

20 de agosto de 2019

Um escândalo sem sobressaltos

Um grupo de 11 influentes personalidades no mundo do trabalho , sindicalistas , membros de Comissões de trabalhadores , trabalhadores de empresas estratégicas, dirigentes de Uniões Sindicais, a "Tertulia "nasceram com Sócrates e já levam 10 anos de reuniões com tudo quanto é poder.
No arranque da "Geringonça " Costa passou a mensagem para os sossegar
Cavaco e Marcelo Chegaram a levar " A Tertulia " para Belém.
" A Tertulia " reune se sob sigilo."!
Desde 2009 mobilizaram para os seus jantares debate ( sempre no restaurante Vela Latina , em Lisboa, junto ao Tejo) , presidentes da Republica , primeiros ministros , ministros das Finanças , da Economia e Negócios Estrangeiros , autarcas....
Esta noticia publicada num semanário de grande tiragem há 15 dias não provocou nenhum sobressalto democrático. As mais altas figuras do Estado reunem se com um grupo secreto . prestam contas  à margem da Assembleia da Republica , do escrutino público é noticiado com grande destaque e, passados 15 dias, nenhum comentador sentiu a necessidade de perguntar :o que é isto?  Que democracia é esta ? 
Com que sentido democrático um Presidente da Republica vai prestar contas a um grupo secreto ...
Isto só significa que a fusão do Estado com os interesses do mundo do trabalho  é tão evidente e de tal ordem, que se considera perfeitamente normal tais reuniões , encontros e prestações de contas.
 E assim, uma notícia destas, mesmo em termos garrafais passou por uma não noticia  que muitos leram apressadamente ou já esqueceram.
 Se o noticiado fosse como o relatamos, não tenham dúvidas que já tinha caído o Carmo e aTrindade ,comentadores , televisões , debates tinham ocupado com o tema o espaço mediático durante estes dias. As declarações de espanto , de indignação ,de exigência de esclarecimentos e de reunião urgente da A.Republica suceder-se iam...
Mas caro leitor a notícia contem um pequeno lapso e uma omissão.
Onde está "11 influentes personalidades do mundo do trabalho", leia se 11 influentes personalidades do mundo económico , dos negócios e do pensamento "liberal" politicamente situados no "Bloco Central ", das negociatas, acrescento meu. 
A omissão : o jornal de grande tiragem é o Expresso , página 10,  de 10 de Agosto ! Carlos Carvalhas

19 de agosto de 2019

A Guerra no Iémen pode ser dada como terminada

Após meses de bombardeamentos, sofrimentos inenarráveis contra o povo iemenita, a guerra está perdida para o Estado terrorista da Arábia Saudita - patrocinador da Al-Qaeda e afins - ao qual os países da NATO tudo permitem, pois além de outras “qualidades” de agente do imperialismo no Médio Oriente, gasta milhares de milhões de dólares na compra de armamento aos mesmos.
Sim estrategicamente a Arábia Saudita perdeu a guerra no Iêmen. Não tem defesa contra novas armas que os Houtis no Iémen adquiriram, ameaçando os centros económicos sauditas. Drones lançados pelos houtis do Iémen atacaram um enorme campo de petróleo e gás na Arábia Saudita no sábado, causando o que foi descrito como um "fogo limitado", num segundo ataque recente a essa indústria.
Recordemos que recentemente as tropas dos Emiratos Árabes Unidos se retiraram do Iémen senão totalmente, quase. Tal foi noticiado, mas houve o cuidado da “informação” nada dizer sobre as razões.
Este último ataque foi a Shaybah a cerca de 1 200 quilómetros do território controlado pelos Houthi. O drone UAV-X dos Houtis, tem um alcance de 1.500 quilómetros ameaçando nomeadamente os campos de petróleo da Arábia Saudita e uma central nuclear em construção nos Emiratos.
Esta ameaça aos interesses económicos sauditas vem numa altura em que segundo o FMI a Arábia Saudita tem um défice orçamental de 7%.
Os drones e mísseis que os Houti usam são cópias de projetos iranianos com a ajuda de especialistas do Hezbollah do Líbano.
Os drones estão programados para atingir uma latitude e longitude específicas e não podem ser controlados uma vez fora do alcance do rádio. sendo difíceis de rastrear por radar, podendo atacar baterias de mísseis Patriot sauditas, assim como tropas inimigas.
Os sauditas terão de concordar comnegociações de paz e fazer frente ao pedido do Iémen quanto a indemnizações.
Quanto ao Irão tem não apenas mísseis balísticos para atacar bases sauditas, mas também drones contra os quais os sistemas de defesa dos EUA são mais ou menos inúteis. 
 
Ver - Moon Of Alabama, Long Range Attack On Saudi Oil Field Ends War On Yemen

 

15 de agosto de 2019

Coisas que eles (não) dizem - 16

Penso que as preocupações que cada pessoa tem definem não só a sua maneira de ser, mas a sua condição. A pobreza a fome as guerras deveriam ser preocupações fundamentais no campo social. Porém todas estas questões são tratadas - quando são - da forma mais inócua possível, sendo de imediato superadas pela agenda imperialista, precisamente causa daquelas questões.
Em 2018 o número de pessoas com fome no mundo aumentou para 821,6 milhões, 11% da população mundial. Juntamente com as pessoas com insegurança alimentar moderada, a FAO estima que o número chegue a 2 mil milhões de pessoas no mundo, 26,4% da população mundial.
Segundo a OIT o desemprego reduziu-se no seguimento da ligeira recuperação da crise, porém as condições de trabalho não melhoraram. Mais de 700 milhões de pessoas vivem na extrema ou moderada pobreza apesar de terem emprego”,
Meio milhão de pessoas morrerão se a guerra no Iémen se estender até 2022. Uma em cada quatro crianças iemenitas está desnutrida.
Jean Ziegler, em 2006 Relator das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, declarou que “todas a crianças que atualmente morrem de fome morrem assassinadas”. Em cada cinco segundos, morre de fome uma criança com menos de 10 anos (mais de 6 milhões - um holocausto por ano, perante a indiferença dos mediáticos “bem falantes”).
Mesmo com o mundo produzindo alimento suficiente para toda a população do planeta, em cada 4 segundos uma pessoa morre de fome (7,8 milhões). A UNICEF lançou um alerta: 1,4 milhão de crianças correm o risco de morrer de fome em quatro países: Iémen, Nigéria, Somália e Sudão do Sul. Todos países ricos em matérias primas e sob agressão imperialista.
Mais alguns números: 149 milhões de crianças com menos de 5 anos (21,9%) têm atraso no crescimento; 49,5 milhões (7,3%) têm insuficiências de peso.
Contudo, segundo a Forbes Magazine o número de ultraricos triplicou de 793 em 2006, para 2 000 em 2018, bem como a sua riqueza de 2,6 milhões de milhões para 9,1 milhões de milhões.
Os EUA gastam 1 milhão de milhões de dólares por ano, desde há 20 anos, para fins militares; . Centenas de milhares de seres humanos foram raptadas ou iludidas e levadas para a escravatura (incluindo a sexual) que atinge atualmente 46 milhões de seres humanos; 15 750 000 de pessoas foram forçadas a deslocarem-se pela guerra, perseguições ou fome.
Eis, enfim, algumas das facetas do "admirável mundo novo" capitalista.
Notas
https://news.un.org/pt/story/2019/07/1680101
https://nacoesunidas.org/oit-desemprego-cai-no-mundo-mas-condicoes-de-trabalho-nao-melhoram/
https://nacoesunidas.org/oit-desemprego-cai-no-mundo-mas-condicoes-de-trabalho-nao-melhoram/
https://news.un.org/pt/story/2019/06/1676641
ttps://www.unric.org/pt/questoes-humanitarias-novedades/7084
https://observatorio3setor.org.br/noticias/cada-4-segundos-uma-pessoa-morre-de-fome-no-mundo/
https://fr.wfp.org/communiques-de-presse/rapport-de-lonu-la-faim-dans-le-monde-persiste-alors-que-lobesite-continue-de
http://www.informationclearinghouse.info/50873.htm