Linha de separação


11 de fevereiro de 2020

Uma plutocracia dirigida por uma oligarquia


We the People vs. US Elites
By Finian Cunningham
 -  The double-debacle of President Trump’s impeachment and the Democratic Party’s presidential candidate race shows the limit of an American article of faith: that its democracy is founded on the principle of “we the people”.
We the people” is more an aspiration, even a myth, rather than the existing reality. The reality is that citizens’ votes are not the primary driver of democratic rule. The nature of ruling power is determined by the elites: the tiny minority of ruling class that comprises super-rich political donors, corporate executives, Wall Street banks and highly concentrated news media.
America is not a democracy – at least not yet anyway – despite nearly 244 years of history as a modern state. It is a plutocracy run by an oligarchy. Such an observation is not a radical criticism. Former President Jimmy Carter came to the same conclusion. So did a study conducted by researchers from the prestigious US universities, Princeton and Northwestern.
Thus, the four-year exercise of citizens voting for president or members of Congress is more accurately a “selection”, not an election.

10 de fevereiro de 2020

O que diz agora o patusco do ministro do Ambiente ?

O ministro do Planeamento garantiu hoje, em Lisboa, que a verba de fundos europeus que estava destinada à linha circular do metro de Lisboa, recentemente suspensa, não ficará por utilizar, mesmo que não seja através do programa POSEUR.
“No nosso entender, a decisão ainda vai ser contestada, mas em caso de não possibilidade de utilização no POSEUR [Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos] hão de haver soluções para a alocação da verba em qualquer outro projeto ou programa do Portugal 2020”, avançou Nelson de Souza aos jornalistas, durante a cerimónia de apresentação da Bolsa de Recuperação.
Depois do terrorismo verbal a racionalidade.
Qual a primeira prioridade ? Uma linha circular para valorizar empreendimentos imobiliários ou a extensão do Metro para Loures e Alcantara ?
Costa já se esqueceu da Corrida entre o Burro e o Ferrari?

Democracia em Vertigem

Na disputa pelo prémio de Melhor Documentário no Oscar 2020, o brasileiro "Democracia em Vertigem " não levou a estatueta na noite deste domingo 9, durante cerimônia no Dolby Theatre, em Los Angeles (Califórnia), mas a cineasta Petra Costa conseguiu o feito de repercutir em todo o mundo a narrativa sobre a farsa que foi o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
A produção de Petra Costa tinha concorrentes fortes: Indústria Americana, de Steven Bognar e Julia Reichert; The Cave, de Feras Fayyad; For Sama, de Waad Al Kateab e Edward Watts; e Honeyland, de Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov. Quatro dos cinco indicados eram dirigidos por mulheres, algo inédito na premiação.
No pré-Oscar, chamado de ‘tapelho vermelho’, a cineasta declarou, em entrevista ao canal TNT: “O filme é uma carta de amor ao Brasil, ao país que eu sonhava que eu ia ter, e que eu cresci tendo a certeza de que a democracia era uma coisa certa né, resultado de uma vida de luta dos meus pais, e foi muito triste perceber desde aquela primeira manifestação que eu filmei, aquilo acontecendo, semente de fascismo que tava brotando nas ruas em alguns momentos e se alastrando. Então eu acredito que isso não é da alma brasileira. Eu acho que a gente é um povo que consegue lidar com as diferenças. Claro que tem algumas perversidades institucionais, como o racismo institucional, mas esse ódio não é da alma brasileira e eu espero que a gente consiga se curar disso”.
Questionada se o Brasil tem cura, Petra defendeu a política: “A cura do Brasil depende do voto de cada um. Eu não aguento mais ouvir as pessoas falando que político é tudo igual, que todo político rouba. Isso é o segredo para a gente continuar perpetuando desigualdades que a gente tem no Brasil”.
Um trecho inédito do filme foi divulgado neste domingo 9, com uma fala do então deputado federal Jair Bolsonaro, de 2016, dizendo que cortaria fundos para as artes já que os filmes brasileiros nunca chegam ao Oscar. 

Para que conste

"Mais de um terço das conquistas da esquerda foram à custa do PSD

Das 136 propostas de alteração dos partidos de esquerda que foram aprovadas no Parlamento, mais de um terço foram-no contra a vontade do PS. Os comunistas obtiveram a maior taxa de aprovação junto da direita. Considerando as propostas de todos os partidos, 30% passaram com coligações negativas."Negócios !0/2

7 de fevereiro de 2020

Capital infectado


Agostinho Lopes
A propósito dos Luanda Leaks e dos negócios de Isabel dos Santos vieram alguns, preocupados, lembrar a existência da importação de “capitais infectados” e dos graves problemas que daí decorriam para o país, transformado em lavandaria de dinheiro sujo. Tais capitais, pelos vistos, não deviam entrar no país sem a devida avaliação da conformidade com as normas da higiene financeira ou, pelo menos, só após devida pré-lavagem em paraíso fiscal de confiança, daqueles que estão na lista branca da UE. E juntaram ao rol dos capitais infectados, a par dos de Angola, os originários da China e da Venezuela. De  países com «regimes cleptocráticos», dizia um preocupado. Ora isto é absolutamente risível. 
A fila dos preocupados é interminável. Vai do chefe do Chega a inefáveis comentadores e jornalistas da nossa praça. Com uma marca distintiva comum: todos comungando da doutrina neoliberal e reverentes e obrigados da globalização financeira.
Os doutrinadores da livre circulação de capitais – porque nela está a salvação do país -, os silenciosos adeptos dos paraísos fiscais, os que não dizem uma palavra sobre  o monstro glutão da “Banca Sombra”, os entusiastas dos acordos de livre comércio, os defensores intransigentes das entidades reguladoras, das supervisoras, das auditoras, públicas e privadas, de toda a tralha do instrumental neoliberal para fazer de conta que regulam, supervisionam, auditam, fiscalizam segundo o interesse público e não para cobrir a exploração, o roubo, a extorsão do grande capital transnacional e financeiro,  descobrem agora, “espantados”, que tudo isso falhou e que há capital cuja bondade precisa de ser avaliada. 
Os ferozes pregadores das privatizações, concessões, liberalizações e leilão dos activos públicos estratégicos, descobriram que há capital e capital, e que há capital a quem não podemos confiar a nossa filha... Mas nunca sem explicar devidamente como fazem a filtragem, a separação, a escolha. Quem e com que critério se definem «regimes cleptocráticos»? Os que não obedecem aos EUA? Os que não abanam com a cabeça à UE? O bom capital é o que sai dos amigos da UE e dos EUA, como a Arábia Saudita e o Dubai? Devemos interrogar-nos sobre o capital chegado do Brasil??? Do que chegou via Oi e Camargo Correia para comprar e liquidar a PT e a Cimpor? Devemos questionar o dinheirinho que chega do Luxemburgo, este Estado-membro da UE, que teve como 1º Ministro um facilitador e lavador fiscal de fortunas que foi Presidente da Comissão Europeia? É mesmo garantido que o dinheiro que vem da Suíça, onde estacionava o «Monte Branco», e tinham (e têm) contas secretas Ricardo Salgado (há quatro anos que as autoridades portuguesas aguardam por informações!)  e outros ilustres compatriotas, é limpinho, limpinho? Serão capazes de explicar a cor, o cheiro e o rasto, dos investimentos da Black Rock e da Lone Star, entre outros? Tem selo branco de fiscalização e lavagem do Delaware?! Sacripantas!
Os ferrenhos promotores dos Vistos Gold (oh o ruído que aí vai por possíveis restrições…) , que não só não exigem um atestado de bom comportamento ao visado, nem um atestado de lavagem ao portador, que já vão nos 4.992 milhões de euros entre 2012/2019, assim pagando autorizações de residência a 8.207 impolutos cidadãos do mundo, que gostam de viver em Portugal,  julgam que há capitais bons e capitais maus…
É pena que, tão preocupados com a lavagem, se tivessem lembrado de permitir, e até obrigar, que os diferendos legais com investimentos “importados” no quadro do livre comércio fossem julgados em tribunais arbitrais, à margem das ordens jurídicas e sistemas judiciais nacionais...Tarde piaram!
E que dizer dos que agora se lembraram de que a «ética» deve estar presente nos negócios!?
Em qualquer lugar deste e do outro mundo deve haver uns milhares de capitalistas, amarrados à barriguinha, a rir-se. 

Registo: o texto não é uma qualquer bênção abonatória ou absolvição dos negócios de Isabel dos Santos. 
  
    

4 de fevereiro de 2020

A verdade sobre a economia de Trump

Stiglitz

En Estados Unidos se está instalando la idea de que será difícil derrotar electoralmente a Donald Trump porque, independientemente de las reservas que los votantes puedan tener sobre él, ha sido bueno para la economía estadounidense. Pero no hay nada más alejado de la verdad. 
Ahora que las élites empresariales del mundo viajan a Davos para su reunión anual, es un buen momento para hacernos una pregunta simple: ¿se habrán curado de la fascinación con el presidente estadounidense Donald Trump? 
Hace dos años, muy pocos líderes empresariales estaban preocupados por el cambio climático o molestos por la misoginia y el fanatismo de Trump. Pero la mayoría celebraba los recortes de impuestos a multimillonarios y corporaciones, y aguardaba con esperanzas sus iniciativas de desregulación de la economía, que permitirían a las empresas contaminar más el aire, enganchar a más estadounidenses a los opioides, tentar a más niños a comer productos que inducen diabetes y entregarse a tejemanejes financieros como los que provocaron la crisis de 2008. 
Hoy muchos directivos de empresas siguen hablando del crecimiento continuado del PIB y de los récords bursátiles. Pero ni el PIB ni el índice Dow Jones son buenos indicadores del desempeño económico: ambos callan en relación con lo que acontece a los niveles de vida de la ciudadanía de a pie, y no dicen ni una palabra sobre sostenibilidad. De hecho, el desempeño económico de Estados Unidos en los últimos cuatro años es el principal argumento contra la confianza en esos indicadores. 
Para hacernos una imagen correcta de la salud económica de un país, hay que empezar por mirar la salud de sus ciudadanos. Si son felices y prósperos, tendrán vidas sanas y más largas. Y en este aspecto, Estados Unidos es el país desarrollado con el peor desempeño. La expectativa de vida de los estadounidenses (que ya era relativamente baja) se redujo en cada uno de los dos primeros años de la presidencia de Trump, y en 2017, la tasa de mortalidad en la mediana edad alcanzó su nivel máximo desde la Segunda Guerra Mundial. No sorprende, porque ningún presidente hizo tanto para aumentar la cifra de estadounidenses que no tienen seguro de salud. Millones se han quedado sin cobertura, y en sólo dos años la proporción de estadounidenses sin seguro médico creció del 10,9% al 13,7% . 
http://estrategia.la/2020/02/03/los-acuerdos-comerciales-esos-virus-que-nos-gobiernan-con-un-tufillo-racista/
(...)
Las consecuencias de la epidemia de coronavirus
Un menor crecimiento del producto interior bruto (PIB) chino, disrupciones en la cadena de suministro mundial o complicaciones en las negociaciones comerciales con Estados Unidos son algunas de las consecuencias que, según los expertos, traerá la epidemia de coronavirus a la economía china.
Otro dato que debemos tener en cuenta es que el epicentro del brote está en la ciudad de Wuhan, capital de la provincia de Hebei, que es una de las más prósperas del país.
La demanda interna, el sector servicios y los pequeños negocios serán algunos de los infectados más graves por este virus nuevo que ya ha matado al menos a 306 personas en China y que ha hecho que la Organización Mundial de la Salud (OMS) declare la emergencia mundial por sexta vez en su historia.
El director de Investigación Económica de la financiera Ostrum AM, Philippe Waechter, recordó en un reciente informe que Wuhan es la sede de los principales productores nacionales de automóviles y acero, y en ella están presentes unas 300 de las 500 principales empresas del mundo en este sector.
Esta crisis tendrá por lo tanto consecuencias para multinacionales del sector como Tesla, que ha clausurado temporalmente su recién estrenada mega fábrica en Shanghái por órdenes de las autoridades.
El cierre de las 30 tiendas físicas del gigante sueco Ikea o de la mitad de los cafés de la cadena estadounidense Starbucks están siendo también algunos de los daños colaterales que están sufriendo las marcas extranjeras afincadas en China.

Las aerolíneas, muchas de las cuales están suspendiendo sus vuelos con China, serán otras de las grandes perdedoras. Según datos de la Asociación Internacional de Transporte Aéreo (IATA), la crisis del SARS les costó a las aerolíneas el 8 % de sus ingresos.
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Y los expertos también concuerdan y destacan que también se verán afectadas las negociaciones comerciales entre China y Estados Unidos, ya que, según expertos citados por el diario hongkonés South China Morning Post, Pekín podría «reducir su capacidad» de cumplir el acuerdo alcanzado el 15 de enero por el que se comprometió a aumentar en 200.000 millones de dólares sus importaciones desde EE. UU.