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18 de setembro de 2020

Quem está por trás da juíza que julga Assange

 Emma Arbuthnot é a Magistrada (Chief Magistrate) que, em Londres, instruiu o julgamento de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, onde aguarda uma condenação de 175 anos de prisão por “espionagem”, ou seja, por ter publicado, como jornalista investigador, provas dos crimes de guerra dos EUA, incluindo vídeos das mortes de civis no Iraque e no Afeganistão.

No processo, atribuído à Juíza Vanessa Baraitser, todos os pedidos de defesa foram rejeitados. Em 2018, depois das acusações de agressão sexual na Suécia caducarem, a Juíza Arbuthnot recusou-se a anular o mandado de prisão, para que Assange não pudesse obter asilo no Equador.

Arbuthnot rejeitou as conclusões do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre a detenção arbitrária de Assange. Também não foram escutadas as do responsável da ONU contra a tortura: “Assange, detido em condições extremas de isolamento injustificado, mostra os sintomas típicos de uma exposição prolongada à tortura psicológica”.

Em 2020, enquanto milhares de detidos foram transferidos para prisão domiciliária como medida anticoronavírus, Assange foi deixado na prisão, exposto ao contágio em condições físicas comprometidas. No tribunal, Assange não pode consultar os advogados, mas é mantido isolado numa gaiola de vidro blindada e ameaçado de expulsão se abrir a boca. O que está por trás dessa persistência?

Arbuthnot tem o título de “Lady”, sendo consorte de Lord James Arbuthnot, um conhecido “falcão” Tory, anterior Ministro das Compras da Defesa, ligado ao complexo militar-industrial e aos serviços secretos. Lord Arbuthnot é, entre outras coisas, Presidente do Conselho Consultivo britânico da Thales, uma multinacional francesa especializada em sistemas militares aeroespaciais e membro da Montrose Associates, especializada em inteligência estratégica (cargos altamente pagos). Lord Arbuthnot faz parte da Henry Jackson Society (HJS), um influente think tank transatlântico ligado ao governo e aos serviços secretos dos EUA.

Em Julho passado, o Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, falou numa mesa redonda do HJS em Londres: desde 2017, quando era Director da CIA, ele acusa o WikiLeaks, fundado por Assange, de ser “um serviço de espionagem inimigo”. A mesma campanha é conduzida pela Henry Jackson Society, acusando Assange de “semear dúvidas sobre a posição moral dos governos democráticos ocidentais, com o apoio de regimes autocráticos”. No conselho político da HJS, ao lado de Lord Arbuthnot, estava até recentemente, Priti Patel, a actual Secretária do Interior do Reino Unido, responsável pela ordem de extradição de Assange.

A campanha de extradição de Assange, dirigida por Lord Arbuthnot e outros personagens influentes, está essencialmente ligada a Lady Arbuthnot.

Foi nomeada pela Rainha como * Magistrada Chefe, em Setembro de 2016, depois do WikiLeaks ter publicado, em Março,  os documentos mais comprometedores para os EUA. Entre estes, os emails da Secretária de Estado, Hillary Clinton, que revelam o verdadeiro propósito da guerra da NATO contra a Líbia: impedir que a Líbia usasse as suas reservas de ouro para criar uma moeda pan-africana alternativa ao dólar e ao franco CFA, a moeda imposta pela França às 14 antigas colónias.

O verdadeiro “crime” pelo qual Assange é julgado é o de ter aberto fissuras na parede de silêncio político-mediática que cobre os verdadeiros interesses das elites poderosas as quais, operando no “Estado profundo”, jogam a carta da guerra. É esse poder oculto que sujeita Julian Assange a um processo judicial, instruído por Lady Arbuthnot que, como tratamento ao acusado, recorda os da Santa Inquisição.

Se for extraditado para os EUA, Assange será submetido a “medidas administrativas especiais” muito mais duras do que as britânicas: ficará isolado numa pequena cela, não poderá contactar a família nem falar, nem mesmo por meio de advogados que, se levarem uma mensagem sua, serão incriminados. Por outras palavras, será condenado à morte.

Manlio Dinucci

Artigo original em italiano :

Quem está por trás do juiz que tenta Assange

il manifesto, 15 de Setembro de 2020

Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos


A Bolivia e a golpista

O ex-presidente boliviano Evo Morales destacou que a renúncia já está decidida há muito tempo, a única coisa que resta a fazer é negociar sua impunidade, afirmou.

A presidente de facto da Bolívia, Jeanine Áñez , renunciou a sua candidatura às eleições gerais de 18 de outubro na quinta-feira    , sob o pretexto de evitar a vitória do Movimento ao Socialismo (MAS).

A presidente garantiu em mensagem gravada publicada em sua conta no Twitter que tomou essa decisão pelo "bem maior", para evitar uma dispersão do bloco oposto ao MAS que favoreceria uma vitória daquele partido no primeiro turno.

Áñez, que revelou sua candidatura à presidência no dia 24 de janeiro, anunciou esta noite a interrupção de sua campanha, acompanhado por Samuel Doria Medina, seu companheiro de chapa na aliança dos Juntos.

O impopular presidente ficou em quarto lugar com 10,6% de intenção de voto na última pesquisa, publicada quarta-feira, bem abaixo do candidato do MAS, Luis Arce, que registrou 40,3%. 

Bolivia




A polarização observada entre o MAS e os golpistas está se intensificando, enquanto Carlos Mesa tenta manter um perfil discreto que o ajude a ganhar votos de uma direita desencantada com um governo transitório que desmorona após quase um ano de escândalos de corrupção e má gestão de a crise de saúde.
As últimas pesquisas são favoráveis ​​ao MAS-IPSP, que tem como candidato presidencial o ex-ministro da Economia, Luis Arce Catacora. O partido do movimento Evo Morales obteve 26,2 por cento no recente estudo de Mori (o único que acertou o resultado do referendo de 21 de fevereiro de 2016), que quando ponderado pela filtragem apenas dos votos válidos chega a 37 , 3 por cento, em comparação com 24,2 por cento para Carlos Mesa ou 14,4 por cento para Jeanine Áñez. Ou seja, Luis Arce estaria perto de ser eleito presidente no primeiro turno, desde que alcance 40% dos votos válidos e uma diferença de 10 pontos sobre Mesa, o que pode acontecer com uma boa campanha eleitoral e se os golpistas não descerem até Áñez. da corrida presidencial. Caso 40 por cento não seja alcançado, ou o atual presidente decline e Mesa se aproxime de menos de 10 pontos de diferença, o segundo turno seria inevitável e, nesse caso, 14 por cento dos líderes golpistas, somados ao do O "cívico" Fernando Camacho (12,4 por cento) lidera a intenção de votar na cidade mais populosa do país, Santa Cruz, o conservador Chi Hyun Chung (5,9 por cento) ou o homem do Departamento de Estado da Bolívia Tuto Quiroga (3,8 por cento) se uniria contra Evo Morales e Luis Arce, causando a derrota certa do MAS.

Duas semanas antes da eleição, no dia 4 de outubro, será realizado o debate entre os candidatos presidenciais, organizado pela Associação Nacional de Jornalistas da Bolívia, a Confederação de Empresários Privados da Bolívia, a Fundação Jubileu, a Universidade Mayor de San Andrés uma rede de mídia. Os 14 dias após o debate serão fundamentais tanto para os diferentes setores consolidarem seu voto, quanto para a possível queda de Jeanine Áñez.
Enquanto isso, no governo golpista, tentam por todos os meios lavar sua imagem e manchar a imagem de Evo Morales e do MAS; e eles apresentaram uma queixa da Procuradoria Geral do Estado ao Tribunal Penal Internacional acusando Evo de cometer crimes contra a humanidade. Os autores físicos e intelectuais dos massacres de Sacaba e Senkata, onde mais de 30 pessoas foram mortas a balas das forças de segurança, acusam o ex-presidente boliviano da morte de mais de 40 pessoas por falta de oxigênio durante os bloqueios de estradas do mês de agosto.
Ao mesmo tempo, e após uma viagem aos Estados Unidos de Arturo Murillo, Ministro de Governo, onde se reuniu 
Junto com o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, representantes do Departamento de Estado e dos senadores republicanos Ted Cruz e Marco Rubio, a empresa estadunidense CLS Strategies, vinculada aos serviços de inteligência americanos, começou a operar na Bolívia e, supostamente, chegará a Aconselhar o governo de "transição" boliviano em questões relacionadas à "democracia".
De forma complementar, e de acordo com vazamentos do ambiente de gabinete, os golpistas têm sobre a mesa uma proposta de eliminação do cadastro legal do MAS-IPSP, juntamente com uma análise do que tal ato implicaria em termos de mobilização e resposta social. A aposta é clara: um segundo turno entre Carlos Mesa e Jeanine Áñez, onde só haveria um vencedor: os Estados Unidos e seus interesses na Bolívia.
Nas ruas, pelo menos entre a classe média urbana, a sensação é de que se queria uma mudança, mas não assim, e isso está fazendo com que Mesa se mova para a direita para conquistar o maior voto ultra que não se sente mais representado por Áñez, que por sua vez poderia fazer com que o voto mais moderado do centro se aproximasse do MAS, porque entre o dilema de pensar como e quando eles foram melhores, em setembro de 2019 (as eleições foram em outubro e o golpe em novembro de 2019) ou em setembro 2020, fica claro que essa classe urbana tinha melhores condições sociais e, sobretudo, econômicas, há um ano.

De novo a Venezuela

 Trump precisa de um acto externo que lhe dê algum impulso eleitoral . Operações de desestabilização da Venezuela estão em curso com o apoio dos governos das Honduras , Chile , Brasil , Colombia e Guiana que pode servir de aguilhão 

Varios barcos cheios de combustível foram bloqueados , militares porto riquenhos estão nas honduras com marines numa operação Venezuela, Pompeo visita o Brasil tendo na agenda a Venezuela e na ONU uma missão fantasma tendo por relator um advogado ligado a Pinochet e ao actual presidente Chileno . Tudo orquestrado por Trump / Cia no sentido de preparar a opinião publica para mais acções de desestabilização- Por cá a RTP deu eco ao dito relatório e ressuscitou o Guaidó...

Nuevas reacciones se conocen sobre el reciente informe elaborado por una Misión Internacional Independiente de la Organización de Naciones Unidas (ONU); el cual contempla señalamientos sobre supuesta violación de derechos humanos en Venezuela.

Esta vez, la opinión pública internacional centra su atención en la solvencia moral de uno de los abogados que redactó el documento de 411 páginas, donde acusa al gobierno venezolano de incurrir en detenciones arbitrarias, tortura y otras acciones que califican como delitos de lesa humanidad.

Se trata de Francisco Cox, un abogado penalista chileno que cuenta en su historial profesional la defensa de Jovino Novoa; un alto funcionario de la dictadura de Augusto Pinochet.

Por otra parte, el abogado corredactor del informe de la ONU también respaldó al actual presidente Sebastián Piñera y se le vincula como muy cercano al canciller chileno, Andrés Allamand; cuyo gobierno desconoce al presidente constitucional venezolano, Nicolás Maduro Moros.

Por sua vez la periodista antichavista venezolana radicada en Miami, Patricia Poleo, ha disparado nuevamente contra el “líder” impuesto de la oposición venezolana Juan Guaidó, esta vez, revelando una trama de extorsión a empresarios a expensas de su artificial e inexistente gobierno.

Los cada vez más intrincados eventos de corrupción del gobierno paralelo de Guaidó sostenido por poderosos factores en el extranjero, de la mano estadounidense, suponen una afrenta contra los bienes nacionales y el legítimo control del Estado venezolano sobre ellos.

Dichos recursos son también la manzana de la discordia entre factores políticos y empresariales fuera de Venezuela; además de ello, causa de extorsiones, presiones y chantajes mutuos, que emergen tal como disputas carroñeras.

Todo esto tiene lugar mediante la trama de “recuperación” de los bienes venezolanos en el extranjero del “gobierno fake”, que una vez colocados en manos de funcionarios de Guaidó fuera de Venezuela, se mantienen al margen de las instituciones venezolanas, sin rendir cuentas y bajo turbias modalidades de negocios.

Sicarios económicos en el Caribe

Poleo reveló una serie de documentos que dan cuenta de la conformación de un consorcio denominado Caribbean Recovery Assets (CRA) conformado por las empresas LockinCapital y Global Risk Management, cuyos directores son Jorge Reyes y Pedro Antar.

CRA, creado estrictamente para ir a la cacería de bienes nacionales en el Caribe, guarda las características de ser el rostro corporativo para actuar, como un tercer actor, en la ejecución de acciones “administrativas” del “gobierno paralelo” de Guaidó.

Venezuela, a través de PDV Caribe, tiene un rango de porcentaje capital entre 25% y 60% en empresas fundadas en 12 países del Caribe, que son parte de la plataforma de bienes y servicios de Petrocaribe para la distribución de combustible en el marco de dicho tratado de cooperación energética. Estos bienes serían el “objetivo” de estas operaciones de corsarios financieros pseudo legales.

Guiana

El secretario de Estado estadounidense, Mike Pompeo, inició este jueves su gira por Suramérica, en medio de críticas por el carácter injerencista de su visita a varias naciones.

Surinam es la primera parada del funcionario, quien llega también a Guyana, Brasil y Colombia. En estas dos primeras naciones, es la primera vez en varias décadas que un funcionario de tan alto rango llega de visita en representación de EE.UU.

Respecto a Guyana, el viaje del jefe de la diplomacia estadounidense tiene lugar a sólo mes y medio de la instauración del Gabinete encabezado por el presidente, Irfaan Ali. El mandatario guyanés destacó que este sería un intercambio extremadamente importante en un momento clave y cuando el país “explora varias iniciativas para acceder al capital”.

El Movimiento por la Justicia Social (MSJ), partido de Trinidad y Tobago, expresó su preocupación y cuestionó los motivos del secretario de Estado de EE.UU.

Al respecto, el líder político de la formación, David Abdulah, dijo que teme que esta visita esté destinada a permitir que el territorio de Guyana sea utilizado para propiciar una intervención militar en Venezuela. “Sería un rechazo absoluto a la posición de la Comunidad del Caribe, Caricom, de que el Caribe será una zona de paz”, aseguró el líder.

Además, destacó que el presidente estadounidense, Donald Trump, no ha ocultado su deseo de ver un cambio de Gobierno en Venezuela y dijo que si el Ejecutivo recién electo de Guyana cede, eso iría en contra de la posición de respeto por la soberanía de los estados nacionales.

Mientras, la Organización para la Victoria del Pueblo (OVP) aseguró mediante un editorial de prensa, que se opone a la visita del diplomático estadounidense.

“Creemos que el propósito principal es persuadir al régimen del PPP para que permita que Guyana sea utilizada para atacar a Venezuela. Estados Unidos ya ha contado con la ayuda de Brasil y Colombia, dos miembros del rebelde Grupo de Lima, para rodear a Venezuela», especifica el documento.

“Exigimos que el Gobierno del PPP rechace cualquier propuesta de Mike Pompeo que pisotee la soberanía de Guyana y Venezuela y el derecho otorgado por Dios a la autodeterminación”, concluye el mensaje.

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16 de setembro de 2020

A Taxa de Lucro no Império

 

https://thenextrecession.wordpress.com/2020/09/13/the-us-rate-of-profit-before-the-covid/

Mchael Roberts -15/9

A taxa de lucro dos EUA antes do COVID

Todos os anos, procuro medir a taxa de lucro dos EUA. Os dados oficiais dos EUA já estão disponíveis para atualizar a medição da taxa para 2019.

Existem muitas maneiras de medir a taxa de lucro (para as várias formas, consulte http://pinguet.free.fr/basu2012.pdf ). Eu tenho uma maneira e você pode verificar e replicar meus resultados consultando o excelente manual que explica meu método, gentilmente compilado por Anders Axelsson da Suécia.   

Os leitores do meu blog e de outros jornais sabem que prefiro medir a taxa de lucro olhando a mais-valia total em uma economia em relação ao capital privado total empregado na produção; estar o mais próximo possível da fórmula original de Marx de s / C + v. Portanto, tenho o que chamo de medida de 'economia total', baseada na renda nacional total (menos depreciação) para mais-valia; ativos fixos privados não residenciais líquidos para capital constante; e adicionar a remuneração dos empregados ao capital variável. Isso é o que pode ser chamado de taxa de lucro geral ou bruta. A taxa de lucro será menor se olharmos apenas para o setor corporativo, ou o setor corporativo não financeiro, antes ou depois dos impostos, etc.

A maioria das medidas marxistas exclui qualquer medida de capital variável com o fundamento de que a "remuneração do empregado" (salários mais benefícios) não é um estoque de capital investido, mas um fluxo de capital circulante. E isso não pode ser medido facilmente a partir dos dados disponíveis. Não concordo que seja uma restrição e G Carchedi e eu temos  um trabalho não publicado sobre esse ponto.      Mesmo assim, dado que o valor do capital fixo constante em comparação com o capital variável é cinco a oito vezes maior (dependendo se você usa uma medida de custo histórica ou atual), a adição de uma medida de capital variável ao denominador não altera o tendência ou pontos de inflexão na taxa de lucro significativamente (embora mude o nível absoluto). Isso também se aplica ao restante do capital circulante, ou seja. estoques (estoque de bens não acabados e intermediários) ou 'capital de giro'. Eles deveriam e poderiam ser adicionados como capital circulante ao denominador da taxa de lucro, mas não o fiz porque os resultados seriam um pouco diferentes.

Em contraste, Brian Green fez um trabalho poderoso na medição do capital circulante e sua taxa de giro para a economia dos Estados Unidos, a fim de incorporá-lo à medida da taxa de lucro. Ele considera isso vital para estabelecer a taxa de lucro adequada e também como um indicador de recessões prováveis. Você pode considerar a utilidade do trabalho de Green em seu site aqui:  https://theplanningmotive.com/ . Tudo o que eu diria é que adicionar capital circulante aos ativos fixos no denominador da taxa de lucro não faz muita diferença para o resultado da medição da taxa de lucro dos Estados Unidos. (:::)

9 de setembro de 2020

A Nato o braço armado do Império

 


Por que razão a Itália instala os seus caças na Lituânia

Sejam quais forem os governos, o projecto anti-russo da NATO progride inexoravelmente. Parece que ninguém tem o controlo e que a Aliança tem vida própria. De facto, está a ocorrer a concretização da distribuição metódica nuclear nos países bálticos, nas fronteiras da Rússia e da Bielo-Rússia.







Prevê-se que o tráfego aéreo civil na Europa irá diminuir este ano, 60% em comparação com 2019, devido às restrições para a Covid-19, colocando em risco mais de 7 milhões de empregos. Em compensação, aumenta o tráfego aéreo militar.

Na sexta-feira passada, 28 de Agosto de 2020, seis bombardeiros estratégicos B-52 da US Air Force sobrevoaram num só dia, todos os 30 países da NATO na América do Norte e na Europa, acompanhados nos diversos trajectos por 80 caça-bombardeiros dos países aliados. Este grande exercício denominado “Céu Aliado” - disse o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg - demonstra “o poderoso compromisso dos Estados Unidos para com os Aliados e confirma que somos capazes de desencorajar a agressão”. É evidente a alusão à "agressão russa" na Europa.

Os B-52s, transferidos em 22 de Agosto da Base Aérea de Minot, no Dakota do Norte, para Fairford, na Grã-Bretanha, não são os velhos aviões da Guerra Fria usados apenas para as paradas militares. Continuamente modernizados, conservaram o seu papel de bombardeiros estratégicos de longo alcance. Agora ainda estão mais aperfeiçoados.

➢ A Força Aérea dos Estados Unidos, com uma despesa de 20 biliões de dólares, equipará 76 aviões B-52s com motores novos, em breve, que permitirão aos bombardeiros voar 8.000 km sem reabastecimento durante o voo, cada um carregando 35 toneladas de bombas e mísseis convencionais ou nucleares.

➢ A Força Aérea dos Estados Unidos, no passado mês de Abril, encarregou a Raytheon Co. de construir um novo míssil de cruzeiro de longo alcance, armado com uma ogiva nuclear, para os bombardeiros B-52.

Com estes e outros bombardeiros estratégicos de ataque nuclear, incluindo o B-2 Spirit, a US Air Force realizou pela Europa, mais de 200 surtidas desde 2018, principalmente sobre o Báltico e sobre o Mar Negro perto do espaço aéreo russo. Os países europeus da NATO participam nestes exercícios, em particular a Itália.

Quando, em 28 de Agosto, um B-52 sobrevoou o nosso país, os caças italianos juntaram-se a ele para simular uma missão de ataque conjunto. Imediatamente a seguir, os caça-bombardeiros Eurofighter Typhoon da Força Aérea Italiana partiram para instalar-se na base de Siauliai, na Lituânia, apoiados por cerca de cem soldados especializados. A partir de hoje, 1 de Setembro, irão permanecer nessa base durante 8 meses, até Abril de 2021, para "defender" o espaço aéreo do Báltico.

É a quarta missão de "polícia aérea" da NATO, realizada no Báltico pela nossa Força Aérea. Os caças italianos estão prontos 24 sobre 24 horas para lutar, para levantar voo ao sinal de alarme e interceptar aviões "desconhecidos", que são sempre aviões russos a voar entre algum aeroporto interno e o enclave russo de Kaliningrado, através do espaço aéreo internacional sobre o Báltico.

A base lituana de Siauliai, onde estão instalados, foi modernizada pelos Estados Unidos, que triplicaram a sua capacidade investindo de 24 milhões de euros. O motivo é claro: a base aérea fica a apenas 220 km de Kaliningrado e 600 km de São Petersburgo, distância que um caça tipo Eurofighter Typhoon percorre em poucos minutos.

Por que é que a NATO está a intoduzir perto da Rússia, estas e outros aviões de capacidade dupla, convencional e nuclear?

Claro que não é para defender os países bálticos de um ataque russo que, se acontecesse, significaria o início da guerra mundial termonuclear. O mesmo aconteceria se os aviões da NATO atacassem no Báltico, cidades russas limítrofes. A verdadeira razão para esta prática é aumentar a tensão, fabricando a imagem de um inimigo perigoso - a Rússia, que se prepara para atacar a Europa.

Esta é a estratégia de tensão concretizada por Washington, com a cumplicidade dos governos e dos parlamentos europeus e da própria União Europeia. Esta estratégia envolve um aumento crescente das despesas militares em detrimento das despesas sociais.

Um exemplo: o custo de uma hora de voo de um caça Eurofighter foi calculado pela mesma Força Aérea em 66.000 euros (incluindo a depreciação do avião). Montante, em dinheiro público, superior a dois salários brutos médios por ano.

Cada vez que um Eurofighter decola para "defender" o espaço aéreo do Báltico, queima dois empregos numa hora, em Itália.

Tradução 
Maria Luísa de Vasconcellos
Fonte
Il Manifesto (Itália)

29 de agosto de 2020

Auditorias por medida.


Auditorias por encomenda...? Quem ousa pôr em causa o Fundo Abutre que tem lucrado com a gestão do Novo Banco ? 

Devia ter sido entregue em julho, mas deverá ser a 31 de agosto que o relatório final da auditoria da Deloitte ao Novo Banco vai chegar às mãos do Governo. A informação é avançada na edição desta sexta-feira pelo Jornal Económico, que cita fonte próxima do processo.
Deverá concluir!!!
"A auditoria, que incide sobre a gestão do BES e do Novo Banco entre 2000 e 2018, deverá concluir que os problemas do Novo Banco estão relacionados com a gestão anterior à resolução que, em agosto de 2014, deu origem ao "banco bom". Ou seja, que as dificuldades do Novo Banco foram herdadas da gestão de Ricardo Salgado. " .JN . O Novo Banco , o "banco bom " sem problemas como diziam Carlos Costa , Passos Coelho , Maria Luis & Portas...Herança recebida por Centeno que depois não o integrou na Caixa e se submeteu docilmente à pressão de Bruxelas . Uma estória de "bankganters" ,com fim anunciado:" Os portugueses pagam o banco , quem fica com ele dsão os americanos do Fundo abutre e com grande probabilidade quem depois ficará com ele é o Santander "