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18 de setembro de 2022

A Rand Corp. explica por que temos uma guerra e um suicídio económico

 Por que é que a UE e o RU estão a cometer um suicídio económico e desindustrializar-se? Não é porque os políticos como Scholz, Macron, etc., sejam estúpidos ou ignorantes. Corrupto e desonestos, talvez. Eles sabem exatamente o que estão fazendo. Tudo faz parte do plano para desindustrializar uma das concentrações industriais mais eficientes (a Alemanha).

Trata-se da Grande Reinicialização de Klaus Schwab, tornando a UE completamente dependente dos EUA tanto em energia quanto em tecnologia. A história de um suposto plano dos EUA para drenar recursos da UE para sustentar a sua economia foi relatada pelo Nya Dagbladet. O jornal sueco alegou que obteve um documento confidencial da RAND Corporation, intitulado “Enfraquecendo a Alemanha, fortalecendo os EUA”. O relatório, produzido em janeiro deste ano, delineou um cenário de como os EUA poderiam ajudar a sua economia em dificuldades drenando recursos dos seus aliados europeus. A suposta trama envolvia incitar a Rússia a atacar a Ucrânia, o que forçaria a UE a impor sanções à Rússia e dissociar as suas economias da energia russa. 

O documento pode ser consultado aqui: https://nyadagbladet.se/wp-content/uploads/2022/09/rand-corporation-ukraina-energikris.pdf

O relatório da RAND é rotulado como "Confidencial". A lista de distribuição inclui o Chefe de Gabinete da Casa Branca, o Assistente do Presidente para Assuntos de Segurança Nacional, Departamento de Estado, CIA, Agência de Segurança Nacional e o Comité Democrático Nacional.

Eis algumas passagens e comentários do autor do texto, em referência (1): O estado atual da economia dos EUA não sugere que ela possa funcionar sem apoio financeiro e material de fontes externas [própria definição de um império parasitário!]. A política de flexibilização quantitativa, à qual o FED recorreu regularmente nos últimos anos, bem como a emissão descontrolada de dinheiro durante os bloqueios Covid de 2020 e 2021, levaram a um aumento acentuado da dívida externa e a um aumento da oferta de dólares [ a própria definição de altas taxas de inflação].

A contínua deterioração da situação económica provavelmente levará a uma perda da posição do Partido Democrata no Congresso e no Senado nas próximas eleições a serem realizadas em novembro de 2022. O impeachment do presidente não pode ser descartado nessas circunstâncias, que deve ser evitado a todo custo. [destaques a negrito do autor do texto]

Há uma necessidade urgente de recursos para a economia nacional, especialmente para o sistema bancário. Somente os países europeus vinculados aos compromissos da UE e da NATO poderão fornecê-los sem custos militares e políticos significativos para nós. [Os EUA ficaram sem países do terceiro mundo e em desenvolvimento para violar e pilhar.]

O maior obstáculo para isso é a crescente independência da Alemanha. Embora ainda seja um país com soberania limitada, há décadas que se vem movendo consistentemente para eliminar essas limitações e tornar-se um Estado totalmente independente. Esse movimento é lento e cauteloso, mas constante. A extrapolação mostra que o objetivo final só pode ser alcançado em várias décadas. No entanto, se os problemas sociais e económicos nos Estados Unidos aumentarem, o ritmo poderá acelerar significativamente.

Vulnerabilidades na economia alemã e da UE

Um aumento no fluxo de recursos da Europa para os EUA pode ser esperado se a Alemanha começar a experimentar uma crise económica controlada. O ritmo de desenvolvimento económico na UE depende quase sem alternativa do estado da economia alemã.

O atual modelo económico alemão baseia-se em dois pilares. Acesso ilimitado a recursos energéticos russos baratos e à energia elétrica francesa barata, graças à operação de centrais nucleares. A importância do primeiro fator é consideravelmente maior. A interrupção do fornecimento russo pode criar uma crise sistémica que seria devastadora para a economia alemã e, indiretamente, para toda a União Europeia

Devido às dificuldades da coligação, a liderança alemã não está no controle total da situação no país. Graças às nossas ações precisas, foi possível bloquear o comissionamento do gasoduto Nord Stream 2, apesar da oposição de lobistas das indústrias siderúrgica e química. No entanto, a dramática deterioração dos padrões de vida pode encorajar a liderança a reconsiderar sua política e retornar à ideia de soberania europeia e autonomia estratégica.

A única maneira viável de garantir a rejeição da Alemanha ao fornecimento de energia russo é envolver ambos os lados no conflito militar na Ucrânia. Nossas ações futuras neste país inevitavelmente levarão a uma resposta militar da Rússia. Os russos obviamente não poderão deixar sem resposta a pressão maciça do exército ucraniano sobre as repúblicas não reconhecidas do Donbas. Isso permitiria declarar a Rússia agressora e aplicar-lhe todo o pacote de sanções preparado de antemão.

1 - https://thesaker.is/why-is-germany-committing-suicide-the-same-reasons-why-the-eu-uk-is-being-deindustrialized/ por David Chu

A RAND, detalha as “Consequências Esperadas” das perdas para a Alemanha. Assim: Declínio do PIB, 3 a 4% ao ano; desemprego pode atingir 200 a 400 mil trabalhadores; desligar Estados Europeus de relações com a China; queda do euro; benefícios para os EUA em 4 a 5 anos, 7 a 9 milhões de milhões de dólares.

É caso para dizer: Entendido?

16 de setembro de 2022

A guerra Nato – Rússia – Contexto atual

Conforme dissemos anteriormente, a ofensiva Nato/Ucrânia, parou, tentativas de retomar têm sido anuladas. O próprio Stoltenberg o reconhece: “o contra ataque da Ucrânia foi muito eficaz, mas isto não é o fim da guerra, temos de estar preparados para um longo caminho.”

Desde o fim de fevereiro um total de mais de 47 mil toneladas de material foram entregues para a Ucrânia. O exército ucraniano é na realidade um exército Nato composto por ucranianos, mercenários e “conselheiros” Nato. A organização e os equipamentos são Nato, que tem proporcionado milhares de milhões de dólares em equipamento e treino. Dezenas de milhares de efetivos foram e estão a ser treinados pela Nato.

Neste contexto, a guerra prosseguirá até a Ucrânia esgotar a sua vontade de lutar e morrer, a Nato esgotar a sua capacidade de continuar a fornecer material e dinheiro ou a Rússia esgotar a sua disposição de combater um conflito inconclusivo na Ucrânia. O resultado são mais forças ucranianas e russas mortas, mais civis mortos e mais equipamentos destruídos.

As baixas que a Ucrânia sofreu e sofre são insustentáveis. A Ucrânia está a esgotar as suas reservas estratégicas, e eles terão que ser reconstituídos se a Ucrânia tiver alguma aspiração de continuar a guerra. A Rússia, por sua vez, perdeu nada mais do que um espaço indefensável. As baixas russas foram mínimas e as perdas de equipamentos foram prontamente substituídas.

De acordo com um documento assinado pelo Comandante das Forças Armadas da Ucrânia, general Zaluzhny, até o início de julho de 2022, 76 640 soldados ucranianos tinam sido mortos (dez semanas depois, devem ser quase 100 000). Com os feridos graves geralmente numa proporção de 1 para 1, isso significa que até 200 000 tropas de Kiev podem ter sido postos fora de ação permanentemente. E isso não inclui desertores, capturados e desaparecidos em ação, o que poderia fazer outros 50 000.

Isto confirma relatos anteriores de que o total de vítimas de Kiev, aqueles que estão permanentemente fora dos combates, são uns horríveis 250 000. Os hospitais ucranianos estão transbordando. Muitos feridos foram enviados para hospitais na Polónia, que também estão lotados, pelo menos no leste.

Por outro lado, a Rússia e aliados parecem ter perdido desde o início cerca de 10 000 mortos, incluindo milícias Donbass. Isso pode significar até 25 000 fora da luta do seu lado, Isto é, um décimo das baixas de Kiev. Com perdas tão grandes em Kiev, muitos acham que Zelensky e seus patrões em Washington e Londres são de fato culpados de crimes de guerra. Ref. - A Turning-Point Once Every 500 Years | The Vineyard of the Saker

Estima-se que 17,7 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária na Ucrânia, (quase 60% da população atual) incluindo 6,6 milhões que tiveram que fugir de suas casas e agora estão em outras partes do país. Muitos sofrem de traumas, enquanto a guerra continua a destruir vidas. Milhões de outros deixaram a Ucrânia para encontrar segurança em países vizinhos – 6,4 milhões de pessoas buscaram proteção na Europa. A maioria das pessoas que fugiram são mulheres, crianças e idosos, enquanto homens capazes são obrigados a permanecer no país.

Mulheres e meninas enfrentam taxas altas de violência, incluindo sexual perpetrada por soldados, tendo acesso limitado aos cuidados de saúde e apoio psicológico que precisam. As crianças, estão particularmente em risco de tráfico e exploração. Os preços de habitação vertiginosos e os custos crescentes da energia estão a levar as pessoas a questionarem-se se pode manter esta situação.

O apoio a ucranianos diminuí em muitos lugares - na Polónia, por exemplo, em 1 de julho, o governo encerrou em grande parte seu esquema de assistência que fornecia para famílias que hospedavam refugiados. Muitos refugiados e pessoas deslocadas na Ucrânia enfrentam preocupações sobre como continuar suas vidas – encontrar dinheiro para pagar bens essenciais como comida e medicamentos, fornecer educação para seus filhos e manter-se aquecido quando chegar o inverno. Ref. - Ukraine crisis: six months on the impacts of war continue to devastate lives | Oxfam International

Compare-se o que atrás se disse com as políticas da UE: von der Leyen quer sanções cada vez mais drásticas à Rússia, levando à ameaça de uma grave crise energética europeia neste inverno. Pediu a rápida adesão à UE para a Ucrânia, notoriamente o país mais corrupto da Europa e longe de atender aos padrões da UE; proclamou que “a Rússia entrará em decadência económica, financeira e tecnológica, enquanto a Ucrânia está marchando em direção a um futuro europeu”. A Ucrânia está “combatendo nossa guerra”.

A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, quer também “arruinar a Rússia”. “As pessoas vão para a rua e dizem que não podemos pagar os preços de energia, e eu digo: ‘Sim, eu sei, então vamos ajudá-lo com medidas sociais. […] Ficaremos ao lado da Ucrânia e isso significa que as sanções também permanecerão, mesmo que seja muito difícil.” Numa sondagem recente 77% dos alemães são a favor de esforços diplomáticos para acabar com a guerra – o que deveria ser da responsabilidade de Baerbock, mas ela não mostra interesse em diplomacia, apenas em “fracasso estratégico” para a Rússia – não importa quanto tempo leve. Ref. - DIANA JOHNSTONE: The Specter of Germany Is Rising – Consortium News

Estamos tramados com esta gente...

14 de setembro de 2022

A guerra Nato – Rússia – Situação em 13-9

 Basicamente o que dissemos anteriormente está correto. O que mostra que as nossas fontes são fiáveis. Aliás para ter informação correta a primeira coisa é não ligar ao que os media dizem. Falaram em debandada russa, que a Rússia sofreu uma derrota esmagadora e a OME estava a entrar em colapso; a Visão (do sr. Delgado) dizia que as tropas ucranianas avançavam à velocidade da luz”. Nem de propósito – o homem acerta sempre ao lado – quatro centrais elétricas ucranianas tinham sido postas fora de serviço, levando a falhas de energia em sete regiões e sobrecarga nas restantes. (Intel Slava Z – Telegram13/9)

Enquanto a ofensiva de Kherson foi repelida, com as forças ucranianas sofrendo pesadas perdas em homens e materiais, quando o exército ucraniano atacou na região de Kharkov alguns dias depois, a Rússia foi apanhada de surpresa e a ofensiva de Kharkov tornou-se um grande sucesso com milhares de quilómetros quadrados de território anteriormente ocupado pelas tropas russas colocadas de volta sob controle ucraniano.

Para a Ucrânia, as enormes perdas sofridas, combinadas com os danos limitados infligidos à Rússia, significam que a ofensiva de Kharkov é, na melhor das hipóteses, uma vitória de Pirro, que não muda a realidade fundamental de que a Rússia está vencendo, e vencerá, o conflito na Ucrânia. Mas o custo para estender esta guerra tornou-se muito maior para todas as partes envolvidas. (Scott Ritter)

Em suma, o avanço ucraniano tem sido muito lento e carece de um caminho claro para alcançar objetivos operacionais. A Rússia já começou a implantar enormes reservas e o medo aparece entre os ucranianos mais conscientes operacionalmente. Um jornalista ucraniano na frente tinha isso a dizer: "Há lutas intensas perto de Kupyansk, pior do que Balakleysky. Estamos tendo grandes perdas. O inimigo está transferindo enormes reservas por via aérea. O céu está cheio de aeronaves. Ouvindo sobre tudo isso, um sentimento assombroso de uma emboscada surge na alma. E se tudo isso realmente for uma emboscada de nível estratégico?"

Em um sentido operacional, o recuo russo não é uma catástrofe. A Rússia tem poder de fogo e mobilidade para esmagar essas ofensivas. O problema é que permite que a Ucrânia retome temporariamente os assentamentos, o que expõe os civis nessas áreas a mortes de represália, como ocorreu em Bucha. 

Em primeiro lugar, a ofensiva ucraniana em torno de Kharkov representa uma das mais graves falhas dos serviços de informações (inteligência militar). Parece que quando a Ucrânia iniciou seus ataques ao longo da linha Kherson, a Rússia assumiu que esta era a tão esperada ofensiva, e apressou reservas e reforços para esta frente. Uma falha de inteligência dessa magnitude sugere deficiências tanto na capacidade da Rússia de coletar dados de informações, como na incapacidade de produzir avaliações oportunas e precisas para a liderança russa. 

De qualquer forma, esta guerra não vai parar tão cedo, e a NATO/Ucrânia continua a preparar-se para futuras ações ofensivas. A Rússia continua a tentar vencer a guerra com uma implantação de força mínima e ataques de precisão, poupando infraestruturas críticas. Embora a derrota das contraofensivas atuais demonstre que ainda está no caminho da vitória, a mera existência dessas contraofensivas sugere que a Rússia terá de aumentar a sua força no terreno aproveitando-se do seu significativo poder de geração de força - e negar à Ucrânia o acesso aos centros populacionais populacionais, ou então a vitória pode muito bem ser mais lenta e mais cara do que o necessário. (Big Serge)

Os combates continuam. mas sem sucesso para as forças NATO/Ucrânia. A travessia do rio Oskol, na direção de Kupyansk, foi repelida. O ataque a Davydov Brod foi também repelido. Forças russas avançaram de Kodema e tomaram Nikolaevka-2 próximo da autoestrada Artemovsk-Dzerzhinsk. O atque russo a Zaitsevo estava em curso.

Um dos grandes objetivos da NATO/Ucrânia é a tomada da região e da central de Zaporozhye. Vários ataques foram sucessivamente repelidos, mesmo antes da ofensiva. Foi agora detetada uma imensa acumulação de forças e material.

A tentativa de atravessar em embarcações o rio Dnieper, foi também repelida por helicópteros através de mísseis anti tanque Vikhr. Os ataques a Liman foram repelidos ontem (11/9) com pesadas perdas. O mesmo aconteceu na direção de Seversky, onde foi tentado romper as defesas russas na direção de Lisichansk.

De acordo com os últimos relatórios, a retirada do grupo da área ao sul de Izyum foi concluída com sucesso. As unidades de retaguarda que detiveram o inimigo também conseguiram recuar (de forma organizada, apesar das perdas). Reagrupando as tropas nas áreas de Balakleya e Izyum. (Intel Slava Z – Telegram 12 e 13/9)



11 de setembro de 2022

A guerra Nato -Rússia – 2 - A ofensiva

 A ofensiva da Nato tem-se mostrado relativamente bem sucedida, na quarta e quinta vaga referidas anteriormente, se não tivermos em conta os custos humanos e materiais. Várias aldeias e cidades foram conquistadas, embora numa zona limitada da frente, designadamente Kerson, Balakleya, Izyum. Os ataques a Liman foram repelidos. O mesmo acontece na direção de Seversky, Lisichansk e Veliky Burluk.

Os confrontos prosseguem, pelo que há que aguardar o resultado em alguns locais. A Rússia (guardas russos – Rosgvardiia - e unidades aéreas) defronta fortes agrupamentos de tropas ucranianas e contingentes de mercenários estrangeiros, treinados para este efeito.

Por seu lado a Rússia está a concentrar elevados efetivos e poder aéreo para conter o ataque. Além disto, os avanços ucranianos tiveram já um elevado custo em pessoal e material.

A Nato e Kiev planeiam levar a ofensiva até um fim vitorioso, cujo objetivo não é apenas chegar às fronteiras da Ucrânia em 2013, mas também a queda do atual governo na Rússia. O plano dos estrategas dos EUA/Nato tem em vista mostrar aos países e povos da UE/Nato que estão a vencer e que os sacrifícios pedidos “valem a pena” e devem ser prosseguidos.

Antony Blinken, Secretário de Estado dos EUA, esteve em Kiev antes da ofensiva. Com o prestígio de Biden e do Partido Democrata em queda é essencial apresentar uma vitória no terreno, antes das eleições de novembro para o Congresso, mesmo não sabendo o que se seguirá. Não menos importante, trata-se também de justificar perante os contribuintes para que servem os 228 milhões de dólares por dia, de ajuda militar entre fevereiro e agosto de 2022, além do que é proporcionado por países europeus e FMI, alimentando uma brutal guerra por procuração que já causou dezenas de milhares de mortes.

Há uma triste ironia no facto de que americanos ignorantes penduram bandeiras ucranianas em apoio do regime nazi de Kiev, enquanto os seus próprios governantes estão basicamente cometendo genocídio contra os povos da Ucrânia!

De qualquer forma, o melhor que a Nato mostra poder fazer é realizar um ataque com um imenso custo de vidas humanas. As dificuldades para as tropas atacantes aumentam agora. Em primeiro lugar, a logística, que se estende por dezenas de quilómetros e não é tão fácil providenciar os fornecimentos às tropas. Em segundo lugar, as perdas são grandes e não podem ser ignoradas. E em terceiro lugar, o comando russo está gradualmente tomando consciência da situação e novas reservas procuram estabilizar a frente.

Do lado da Rússia erros foram cometidos em aspetos do planeamento operacional e mesmo estratégicos. Um grande erro foi cometido na tentativa de cerco a Kiev. Houve perdas e o comando russo compreendeu que primeiro tinham de ser libertadas cidades pró-russas como Odessa e Krakiv.

A guerra de exaustão pretendida pela Nato, estava pelo contrário a correr favoravelmente à Rússia, potenciando a exaustão económica e social não só do regime de Kiev, mas de todo o “ocidente”. Tanto mais que no terreno a Rússia se limitava a efetivos muito inferiores aos dos adversários. A autoconfiança russa está refletida no recente discurso de Putin no fórum económico Euroasiático, perante representantes de 98 nações - de que apresentaremos posteriormente excertos significativos.

Os EUA verificaram então que a sua estratégia os levava não só ao desastre económico como ao isolamento, já que na ONU apenas 54 dos 193 países apoiaram uma declaração criticando a Rússia. Enquanto o “ocidente” investia fortemente material e politicamente na Ucrânia, a Rússia ia destruindo esses seus esforços e construía paulatinamente com a China o novo mundo multipolar.

Nesta situação os EUA compreenderam que tinham de alterar a sua estratégia mesmo correndo riscos, mas aproveitando as falhas da Rússia no terreno e o seu excesso de confiança. É o que está em curso.

Esta ofensiva não passa contudo sem críticas do lado ucraniano. Questiona o ex-secretário adjunto da Aliança Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, general Serhiy Krivonos: “Temos o direito de perguntar às autoridades por que temos centenas de milhares de feridos e mortos? O que fizeram para salvar suas vidas? Cada vez mais cidadãos perguntarão à liderança do país por que tantos soldados estão morrendo.

No final de agosto, um documento assinado pelo comandante das forças armadas da Ucrânia, general Valerii Zaluzhny, chegou às redes sociais. De acordo com esse documento, até ao início de julho de 2022, 76 640 soldados ucranianos foram mortos e 42 704 ficaram feridos. Na época, 7 244 soldados ucranianos foram capturados, e 2 816 deles estavam desaparecidos. A Rússia perdia cerca de 1 500 homens por mês.

Ref. - Update on the Ukrainian attack towards Kupiansk (and some week-end music) | The Vineyard of the Saker
- Intel Slava Z – Telegram
- https://thesaker.is/interview-with-yuri-podolyaka/



8 de setembro de 2022

A guerra entre a Nato e a Rússia - 1

 Longamente preparada, utilizando praticamente todos os meios táticos da Nato, uma ofensiva foi desencadeada no Sul da Ucrânia. Neste momento está em curso uma terceira vaga ou tentativa de penetração. Frustradas as duas primeiras, com elevadas baixas e destruição de material, a nova vaga foi reforçada fazendo intervir reservas e mais meios, registando-se ganhos territoriais. Atualmente, a Ucrânia interrompeu as operações ofensivas em larga escala na direção de Kherson devido às perdas sofridas, concentrando-se contra Balakleya, onde a Rússia reforçou a defesa, e também Izum.

Entretanto a Rússia não parou a ofensiva no Donetsk – ao contrário do esperado – continuando a expulsar tropas de Kiev dessas zonas.

As baixas ucranianas têm sido muito elevadas como é óbvio dado o poder de fogo inferior, apesar do material fornecido pela Nato, e total domínio dos céus pela Rússia. Segundo o The Washington Post para cada 3 projéteis ucranianos há 20 projéteis russos e as perdas de pessoal são de 5 para 1.

Em resumo, a primeira vaga de ataque da Ucrânia, com grupos de forças especiais foi completamente desbaratada: aproximadamente 5 000 efetivos. A segunda onda: imediatamente após a primeira, com unidades regulares, aproximadamente 10 000 efetivos, foi também eliminada. A terceira e quarta vaga estão em andamento agora, com forças especiais adicionais. Número aproximado de participantes: 10 000. A quinta vaga, agora trazida da retaguarda: é composta por forças do exército e de defesa territorial. Número aproximado: 20 000. Estão sofrendo pesadas baixas sujeitas à artilharia de precisão russa.

Note-se que o comandante chefe das Forças Armadas da Ucrânia e o seu Estado-Maior, advertiram Zelensky que uma ofensiva em duas direções estratégicas poderia ter consequências desastrosas, com grandes perdas de efetivos e equipamentos, podendo conduzir a uma enorme escassez de armas pesadas e unidades experientes. O pessoal vendo as grandes perdas, será moralmente afetado se o resultado territorial não for alcançado e mantido. Há um enorme risco de que o exército russo esteja esgotando as Forças Armadas da Ucrânia, atraindo e eliminando as unidades mais prontas para o combate. Ao mesmo tempo, uma tentativa da Rússia de proceder a uma contra-ofensiva tem alta probabilidade de sucesso. As Forças Armadas da Ucrânia não terão mais reservas para conter o "ataque" e começará um colapso completo da defesa, pelo menos nas duas direções estratégicas.

Porém, segundo observadores esta ofensiva tem razões políticas mais do que militares, estando ligada à reunião da Nato em Ramstein. O Pentágono irá anunciar a transferência de mais 675 milhões de dólares em armas para a Ucrânia, incluindo munições para os HIMARS e é necessário apresentar resultados. Mas estes resultados são uma tragédia em primeiríssimo lugar para o povo ucraniano, de que só podemos imaginar o sofrimento.

Apesar de em algumas áreas, as Forças Armadas da Ucrânia terem conseguido avançar 20 e em determinados pontos 30 quilómetros de profundidade no território sob controlo russo, um grande número de efetivos ucranianos e equipamentos continuam a ser atingidos perto de Balakleya. Grandes concentrações de tropas ucranianas foram destruídas nas direções de Kherson e Kharkov e Balakliya.

(dados e informações segundo Intel Slava Z – Telegram em 7 e 8/9)

A partir do momento, nas primeiras semanas do conflito, em que se verificou que não se tratava apenas de desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia, mas sim de uma guerra entre a Nato e a Rússia, a estratégia russa alterou-se.

Para compreender a posição da Rússia nesta situação, temos de lembrar a doutrina militar soviética, em que o esgotamento do inimigo se torna em certas circunstâncias mais importante que o domínio do território.

Esta guerra não acaba pela vitória ou destruição militar de um deles, dado que estamos perante potências nucleares (se for possível controlar os loucos que vagueiam pela Casa Branca). Acabará pelo esgotamento económico e social de uma das partes. Por isso, o objetivo russo é sobretudo destruir material, centros de comando, infligindo baixas, apelando à rendição de tropas, apesar de na prática ser difícil Dado o controlo de mercenários estrangeiros, efetivos da Nato e dos grupos nazis.

Assim, apresentamos uma atualização de Ukronazis quem é quem dado que na imagem não estava incluído o importante Right Sector – ver Ukronazi “good terrorists” – a who’s who (infographic) UPDATED! | The Vineyard of the Saker