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17 de outubro de 2023

Negociações, desarmamento ou...

 A nova guerra fria está declarada, porém muito mais perigosa que a anterior, dado que na anterior havia uma paridade que levou ao estabelecimento de tratados de limitação de armas. Agora os EUA veem o seu domínio fugir-lhe, aliados reticentes, caos e revolta nos subservientes. As suas ONG procuram ganhar apoios mas custam caro e são cada vez mais ineficazes. A realidade impõe-se.

Um relatório preparado para o Congresso propõe a preparação para uma guerra simultânea com a Rússia e a China (ver EUA para defender a paz preparam a guerra com a Rússia e a China)

Blincken, define a nova guerra fria num discurso: "Nossos concorrentes [Rússia e China] têm uma visão fundamentalmente diferente [da “visão liberal” ocidental](...) O contraste não poderia ser mais claro. E as apostas da competição que enfrentamos não poderiam ser maiores para o mundo e para o povo americano." Por isso esforçamo-nos "para alinhar nossos amigos para enfrentar os três testes definidores desta era emergente: competição, estratégia feroz e sustentável, ameaças existenciais a vidas e meios de subsistência e a necessidade urgente de reequilibrar o nosso futuro tecnológico e económico”.

Esta confissão de vulnerabilidade económica e tecnológica e a necessidade de mobilizar aliados para esta guerra pouco fria, sem se preocupar com a opinião das populações, que por definição têm de ter “visão liberal”, com a qual alinham os “socialistas”, tem pela frente a capacidade económica e militar da Rússia e da China. Em particular da Rússia que desenvolveu com êxito o herdado da União Soviética.

16 de outubro de 2023

Um testemunho convenientemente silenciado



Uma mulher israelita que sobreviveu ao ataque do Hamas aos colonatos perto da fronteira de Gaza, em 7 de Outubro, diz que civis israelitas foram “sem dúvida” mortos pelas suas próprias forças de segurança.

Aconteceu quando as forças israelitas travaram ferozes tiroteios com combatentes palestinianos no Kibutz Be'eri e dispararam indiscriminadamente tanto contra os combatentes como contra os seus prisioneiros israelitas.

“Eles eliminaram todos, inclusive os reféns”, disse ela à rádio israelense. “Houve fogo cruzado muito, muito pesado” e até bombardeios de tanques.

A mulher, de 44 anos, mãe de três filhos, Yasmin Porat, disse que antes disso, ela e outros civis foram detidos pelos palestinos durante várias horas e tratados “humanamente”. Ela havia fugido da rave “Nova” próxima.

Uma gravação da sua entrevista, do programa de rádio Haboker Hazeh (“This Morning”) apresentado por Aryeh Golan na emissora estatal Kan, tem circulado nas redes sociais.

A entrevista foi traduzida por The Electronic Intifada. Você pode ouvi-lo com legendas em inglês neste vídeo e uma transcrição está no final deste artigo:

Lembrar .Tratamo-los como cães , Dayan . Tratamo-los como animais , ministro de Bibi

https://www.aaronmate.net/p/the-roots-of-israels-ethnic-cleansing?utm_source=profile&utm_medium=reader2

(...)    

 Num funeral em 1956 de um soldado israelense morto por palestinos em Gaza, o general Moshe Dayan, um dos líderes militares mais famosos de Israel, aconselhou o seguinte:

Não lancemos hoje a culpa nos assassinos. Por que deveríamos deplorar o seu ódio ardente por nós? Durante oito anos eles estiveram nos campos de refugiados em Gaza, e diante dos seus olhos temos transformado as terras e aldeias onde eles e os seus pais viveram, na nossa propriedade. 

Dayan, tendo liderado as forças israelitas na campanha militar durante a fundação de Israel em 1948, reconheceu que o seu país teve origem na expropriação dos palestinianos e no roubo das suas casas. No entanto, seu reconhecimento não foi um ato de remorso. Em vez de tentar reverter ou reparar a expulsão forçada dos palestinos, Dayan prosseguiu decretando que Israel deveria manter a colonização com ainda mais agressão:

Somos uma geração que coloniza a terra e sem o capacete de aço e a boca do canhão não conseguiremos plantar uma árvore e construir uma casa... Não tenhamos medo de olhar diretamente para o ódio que consome e enche as vidas de centenas de árabes que vivem ao nosso redor. Não baixemos o olhar, para que os nossos braços não enfraqueçam. Esse é o destino da nossa geração. Essa é a nossa escolha – estar prontos e armados, fortes e fortes – ou então a espada cairá das nossas mãos e as nossas vidas serão abreviadas.

Nos quase 70 anos desde que Dayan pronunciou essas palavras, Israel deu-lhes atenção, expandindo o seu roubo de terras palestinianas e criando novas gerações de refugiados. Como reconheceu o B'Tselem, o principal grupo israelita de direitos humanos, em 2021, isto transformou Israel num “regime de apartheid” que “promove e perpetua a supremacia judaica entre o Mar Mediterrâneo e o Rio Jordão”.

Um momento fundamental para o regime de apartheid de Israel foi a conquista da Cisjordânia e da Faixa de Gaza em 1967, que colocou milhões de palestinianos sob ocupação militar israelita. Tal como fez em 1956, Dayan articulou com franqueza o que se tornou a política orientadora: “Vocês, palestinos, como nação, não nos querem hoje, mas mudaremos a vossa atitude, forçando-vos a nossa presença”. Sob o domínio israelita, disse o general israelita, os palestinianos ocupados “viverão como cães, e quem partir, partirá”.

Para Gaza, uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, esta ocupação israelita forçada confinou uma população de 2,3 milhões, mais de metade dos quais crianças, àquilo que o antigo primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, descreveu como “uma prisão ao ar livre”. ou o que o professor da Universidade Hebraica Baruch Kimmerling chamou de “o maior campo de concentração que já existiu”.

EUA para defender a paz preparam a guerra com a Rússia e a China

Uma comissão bipartidária nomeada pelo Congresso disse que os EUA devem preparar-se para possíveis guerras simultâneas com a Rússia e a China, expandindo suas forças convencionais, fortalecendo alianças e aprimorando o programa de modernização de armas nucleares (relatório da Comissão de Postura Estratégica). Este relatório vem com a suspeita de estar prevista a cooperação entre a Rússia e a China em armas nucleares: "Estamos preocupados (...) pode haver uma coordenação entre eles de alguma forma, o que nos leva a esta realização de duas guerras".

No prefácio do relatório, diz-se: "Reconhecemos as realidades orçamentais, mas também acreditamos que a nação deve fazer esses investimentos" “o Presidente e o Congresso devem "levar o caso ao povo americano" de que maiores gastos com defesa são um pequeno preço a pagar "para ter a esperança de impedir" uma possível guerra nuclear envolvendo Estados Unidos, China e Rússia. (https://www.reuters.com/world/us-must-be-ready-simultaneous-wars-with-china-russia-report-says-2023-10-12/)

Uma “esperança” que põe de parte o papel da ONU e da diplomacia. Estamos entendidos… Mas mostra também que os EUA reconhecem não ter neste momento capacidade para enfrentar a Rússia e a China e que atacar um seria atacar ambos.

O nervosismo em Washington não pode ser desligado de declarações de Putin, por exemplo na recente reunião do Clube Valdai: o ocidente “perdeu o sentido da realidade, cruzaram todos os limites possíveis.” “Esqueceram o que são autocontrole e compromisso, querem impor seus interesses a qualquer custo, e veremos o que virá daí”.

A displicência do seu discurso e sobretudo a referência a armas nucleares, fez perder as estribeiras em Washington, como quem diz: aqueles tipos que nós derrotámos atrevem-se a falar assim? Disse Putin:

"Não acho que alguém que tenha juízo são e memória clara pense em usar armas nucleares contra a Rússia". "Deixe-me lembrar que na doutrina militar russa existem duas razões para o possível uso de armas nucleares pela Rússia. A primeira é o uso de armas nucleares contra nós, portanto em retaliação". O segundo motivo é “uma ameaça à existência do Estado russo, mesmo que apenas armas convencionais sejam usadas”. “A partir do momento em que um lançamento de míssil é detetado, não importa de onde ele venha – de qualquer lugar nos oceanos ou de qualquer território – num ataque de retaliação, centenas de nossos mísseis aparecerão no ar e em várias direções ao mesmo tempo que nenhum inimigo terá chance de sobreviver.”

Por que fala Putin assim? Recorde-se desde já, que o armamento que a Rússia dispõe tem origem no desenvolvimento científico e técnico da União Soviética, que a propaganda vendia como irremediavelmente atrasado, face ao ocidente.

Já em 2004, Putin anunciava que a Rússia avançava para uma nova geração de armas e tecnologia. Na altura, os americanos e os súbditos da UE/NATO ignoraram-no, pensando que a Rússia poderia desmoronar-se a qualquer momento e que seriam capazes de desfrutar gratuitamente do petróleo, gás, combustível nuclear e outros produtos estratégicos russos para sempre. Pensavam que mesmo que a Rússia tentasse resistir, bastaria subornar alguns traidores – como Gorbachev ou Ieltsin – e tudo ficaria bem novamente. (Dimitri Orlov)

A arrogância e a ilusão que os media transmitiam era tão grande que a propaganda reduzia a Rússia a uma caricatura: Scholz dizia que os russos estavam a tirar os chips das máquina de lavar alemãs para utilizar nos mísseis; a sua economia tinha a dimensão da da Espanha; eram uma “bomba de gasolina com armas nucleares”, iria implodir com “a bomba atómica das sanções”.

A pesporrência dos comentadores sumiu-se, agora com rostos fechados, deparam-se com o afundamento da UE, que escondem aproveitando as lutas partidárias (democracia). Sabem que a Rússia detém um conjunto de armas estratégicas avançadas, para as quais o ocidente (os EUA) não têm defesa, como os Sarmat, Poseidon, Avangard, Buresvetnik, além dos Kinzal que transformam porta-aviões que custam fortunas, em peixes num barril. 

15 de outubro de 2023

 


Parte I 

A “bandeira falsa” de Netanyahu 

A maioria das pessoas, incluindo jornalistas de ambos os lados – mainstream e não mainstream – parecem acreditar que esta é uma guerra única, um ataque surpresa do Hamas, os “defensores” da Palestina.

Não é.

Ligar alguns pontos ao longo dos últimos 70 anos pode ajudar a compreender melhor o que está a acontecer no Médio Oriente, em Israel-Palestina – e em todo o mundo. Como o sangrento conflito Israel-Palestina se enquadra no panorama geral.

E se o Hamas 

" Resumo de 15 de outubro de 2023 na frente militar. Canal militar em inglês

▪️A principal mudança na frente foi a transição das forças armadas russas para ações ofensivas em grande escala. 

▪️O principal golpe visível foram as ações na frente de Avdeevsky. A Força Aérea Russa começou a abrir a área fortificada mais importante, preenchida com concreto durante anos, com ataques de artilharia em grande escala, e a aviação rapidamente suprimiu o poder de fogo inimigo do ar. As unidades de assalto atacam os ucrânianos por todos os lados, formando um caldeirão. Já foi relatado que todas as estradas que levam a Avdeevka estão sob controle de fogo da Força Aérea Russa.

A . Costa disse que não hesitou em condenar as acções do Hamas

Como também não hesitou em estar caldo durante todos estes anos em relação à prisão em céu aberto que é a faixa de gaza

 LEIA: a solução de um milhão de tendas no deserto.

Relatório de Economia Geopolítica

Israel está a limpar etnicamente os palestinianos, tentando forçá-los a sair de Gaza e a entrar no Egipto. 

Os Estados Unidos e a União Europeia apoiam a guerra de terra arrasada de Netanyahu e o Departamento de Estado opõe-se aos apelos à paz

BEN NORTON

15 DE OUTUBRO

O governo israelita está a realizar uma limpeza étnica em mais de um milhão de palestinianos, expulsando-os das suas casas em Gaza.

O plano do governo de extrema direita de Benjamin Netanyahu é forçar os palestinos a irem para o deserto na Península do Sinai, no Egito, onde viverão nas chamadas "cidades de tendas", segundo altos funcionários israelenses.

Ao mesmo tempo, Israel bombardeia brutalmente a sitiada Faixa de Gaza – uma das áreas mais densamente povoadas do planeta.

Israel teria atacado comboios de civis palestinianos que cumpriam a sua ordem de evacuação e fugiam de norte a sul da faixa de 40 quilómetros.