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19 de julho de 2024

Lavrov depois da reunião do Conselho de Segurança

* A federação russa não larga  o tema Bucha e exige que lhe indiquem o número de mortos  e  nomes . Até agora nada o que cada vez mais confirma a encenação que foi servida aos dirigentes ocidentais em peregrinação a zelensky *

Um texto essencial para compreender o mundo.

 Lavrov:

Estou feliz em te ver de novo.

O primeiro ponto que abordámos ontem durante o debate público foi dedicado à discussão dos fundamentos conceptuais das relações internacionais, do multilateralismo e da multipolaridade.  Chamámos a atenção para o facto de o sistema criado após a Segunda Guerra Mundial e baseado no papel central da ONU estar gradualmente a desgastar-se.

A minha presença em Nova Iorque explica-se pelo facto de, no âmbito  da nossa presidência  , terem ocorrido ontem e hoje dois acontecimentos centrais: os debates públicos (  ). Não só os membros  do Conselho de Segurança  , mas também todas as delegações interessadas puderam participar. Você pode ver que um grande número de participantes estava lá

Espero que você tenha lido minhas  palavras  , assim como as dos outros participantes. Não pensávamos que conseguiríamos chegar a acordo sobre a maioria das questões, dada a actual tensão na cena internacional e a evolução da relação entre o “Ocidente colectivo” e a maioria global.

Embora não tivéssemos ilusões, creio que foi uma discussão útil. Pelo menos a grande maioria dos participantes concordou que havia problemas. Muitos expressaram avaliações que coincidem com a nossa visão de uma ordem mundial multipolar objectivamente emergente,  que é delineada no meu  discurso  .


Segunda conclusão:  é certo que este debate continuará. O interesse por este assunto é óbvio e continua a crescer.  Iremos apoiá-lo ativamente e organizar discussões adicionais sobre este tema, não só na ONU, mas também noutras instâncias multilaterais. Incluindo em plataformas como o G20, em associações como o  BRICS  , a  SCO  , nos nossos contactos com organizações regionais na Ásia, África e América Latina.

18 de julho de 2024

 Brasil 111

1 Os países do “bilião de ouro” querem manter o Sul Global subjugado e sugar tudo de todas as regiões do mundo. Para estabelecer uma ordem neocolonial, a NATO declara, na verdade, o direito de usar a força em qualquer parte do planeta,  sob o pretexto de exportar a democracia, proteger os direitos humanos ou combater o terrorismo."
 disse o embaixador russo nos EUA, Anatoly Antonov, resumindo a Cimeira da Aliança, que terminou na capital americana.

 O diplomata russo disse que a cimeira de Washington mostrou que os países da NATO “embarcaram irrevogavelmente no caminho do confronto e da preparação para a guerra”.

 Brasil 111

Resposta à cimeira de propaganda dos EUA  , a fazer de conta que querem negociar a Paz
Lavrov deixou claro que a Rússia não tem intenção de participar na “nova conferência de paz” sobre a qual Zelensky está esbracejando. Segundo Lavrov, existem “abordagens inaceitáveis” para a Rússia .

Sim, há uma série de razões objetivas para isso.

1. A Suíça como tal obviamente não é adequada, uma vez que a Suíça não é um país neutro. Pelas mesmas razões, é pouco provável que a Rússia participe em qualquer conferência realizada em território da OTAN (com a possível excepção da Turquia).

Michael Brenner*

 O impensável está se tornando pensável.  A Guerra nuclear. As provocações dos EUA são a principal razão para isso. Desesperados e ansiosos por manter o seu estatuto de líderes mundiais, as elites das relações exteriores da América embarcaram numa aventura cada vez mais arriscada. Ao provocar constantemente a China e a Rússia numa tentativa vã de preservar a sua posição hegemónica contra as forças da História, a América está a pôr em perigo a si própria e ao resto do mundo.

Numa altura em que todos os cenários de conflito que prevêem a perspectiva de guerra entre potências nucleares estão em ascensão, é apropriado pensar com a cabeça fria. Portanto, aqui está uma série de fatos sobre a realidade nuclear que vale a pena considerar.

17 de julho de 2024

Em Gaza, vivemos um horror absoluto.

 Ziad Medoukh, professor de francês nas universidades de Gaza, poeta e escritor, decidiu permanecer em Gaza. Eis o que declarou numa entrevista a  Radio France Internationale. "enquanto a polícia dos governos ocidentais prendem por antissemitismo aqueles que denunciam este massacre." (1) Neste texto o professor mostra o que o fascismo é capaz, protegido pela "democracia liberal".

As universidades da cidade foram parcial ou totalmente destruídas pelo exército israelita. Há dias, recebemos panfletos do ar e mensagens nos nossos telefones, enviadas pelo exército de ocupação [israelita]. Antes, pediam para evacuar distrito por distrito, zona por zona. Mas, desta vez, pediram à população da Cidade de Gaza que deixasse a área. Desde quinta-feira, os israelitas retiraram-se dos bairros do leste da cidade, mas continuam as operações no centro e sul da Cidade de Gaza. Nossa única fuga foi para o oeste. Como eu, 90% da população da Cidade de Gaza encontrou refúgio na costa, nos bairros perto do mar. Cerca de 50 000 famílias partiram para o centro de Gaza, mas a maioria, quase 450 000 palestinos, está concentrada no oeste da cidade.

16 de julho de 2024

 O QUE PODEM OS EUROPEUS 

ESPERAR DA NOVA ADMINISTRAÇÃO TRUMP?
por Carlos Matos Gomes 

Analisar uma situação tem algumas regras, a primeira é conhecer as intenções dos chefes, os seus interesses e o seu modo de conduzir as suas forças na ação. A política é a guerra por outros meios e a guerra é a política por outros meios.

O que sabemos de Trump: ele representa a oligarquia cujos interesses se situam no mercado interno. Essa oligarquia defende a reindustrialização da América, a produção de riqueza no CONUS (Continent US) — os produtos a serem produzidos nos EU estão em competição com os da China, e não com a Rússia. Logo, o competidor-inimigo é a China que produz a baixo custo os produtos que a América produz mais caro com a mesma ou menor qualidade, caso de automóveis, eletrónica de consumo, têxteis, metalurgia, entre outros.

Assim vai o mundo - a atual geopolítica - 2

 Os crentes do "atlantismo" estão desorientados. Não concebem que os EUA já não possam fazer o que bem entendam sem que os confrontem com leis internacionais, tenham de cumprir compromissos assumidos e que quem discorde dos seus atos possa reagir. O mundo dos "atlantistas" parece desmoronar-se na ausência do deus ex machina. Nunca lhes passou pela cabeça que ao fim de dois anos e dos "comentadeiros" terem várias vezes derrotado a Rússia, estivessem na situação atual.

Não concebem que não compete aos EUA dirigirem o mundo. Assim, temos três guerras pela frente: na Europa, no Médio Oriente, no Extremo Oriente sobre Taiwan, que se transformariam numa única, a 3ª Guerra Mundial.

A Rússia contestar a expansão da NATO para a Ucrânia e outros países do Leste e Nórdicos, não são os EUA faltarem a compromissos, mas um ditador russo querer tirar a liberdade a outros países, como se a liberdade de uns não terminasse onde começa a liberdade dos outros ou, neste caso, a sua segurança.