Linha de separação


14 de setembro de 2024

Querem a guerra total?

 Isto berrava Goebbels no Palácio dos Desportos em Berlim, apoiado por uma turba ululante de fanáticos nazis, quando o Exército Vermelho se aproximava das fronteiras alemãs. Era o reconhecimento desesperado da retirada nas várias frentes e que nenhum dos objetivos tinham sido alcançados.

A decisão de autorizar ataques em profundidade ao território russo revela isso mesmo: a confissão da derrota dos objetivos delineados mesmo antes do golpe de 2014 em Kiev. A opinião publica foi sendo anestesiada - ou drogada - com sucessivas mensagens de sim, não, talvez, porém salientando sempre a sua necessidade e justificação pela lógica da habitual dupla moral.

Perante a declaração de Putin de que tal decisão representava a NATO entrar diretamente em guerra contra a Rússia, os propagandistas cumpriram o seu papel de porta-voz dos belicistas. No essencial, seguem o que Biden disse: "devemos desvalorizar as ameaças de Putin". Uns dizem que não há nada de novo e se trata de uma declaração para consumo interno. Há quem diga que ocidente ficaria numa posição ridícula perante o mundo se deixasse a Rússia vencer. É assim mesmo. Querem a guerra total? Querem... Pelos vistos não sabem o que sejam mísseis hipersónicos para os quais a NATO não tem defesa e cargas nucleares.

Em "Aumentando as apostas na Ucrânia", John Wight, escritor e analista político inglês, escreve: Este é o contexto sombrio em que deve ser visto o mais recente desenvolvimento de escalada do conflito na Ucrânia entre a Rússia e o Ocidente.

O Exército Israelita usa os palestinianos como escudos humanos nos tuneis de Gaza

 Nossas vidas são mais importantes que as deles ”: Os residentes de Gaza, não suspeitos de terrorismo, são detidos e enviados como escudos humanos para revistar túneis e casas antes que os soldados das FDI entrem, à vista de oficiais israelenses de alto escalão, dizem várias fontes. A IDF afirma que esta prática é proibida.

Fonte: Haaretz, Yaniv Kubovich, Michael Hauser Tov

Uma nova escalada da guerra com consequências imprevisíveis

 O aviso do presidente Putin na quinta-feira passada de que a NATO se encontraria em estado de guerra com a Rússia se deixasse Kiev livre para lançar ataques nas profundezas da Rússia com armas ocidentais reacendeu os receios de uma escalada da crise na Ucrânia rumo a uma guerra nuclear global.

A Casa Branca optou por agir como se não tivesse ouvido o aviso de Putin, com a porta-voz de Biden, Karine Jean-Pierre, dizendo aos repórteres na quinta-feira que não entraria em "hipóteses" ou "deliberações de política interna" depois de ser questionada sobre o grau de "preocupação". ”de Washington.

Os anglo-saxões estão nos a arrastar para a guerra

A decisão da Ucrânia de bombardear a Rússia com mísseis ATACM será tomada hoje na Casa Branca?

Os Estados Unidos já manifestaram a sua vontade de o fazer.

Se isso vai acontecer será discutido hoje numa reunião em Washington entre o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente dos EUA, Joe Biden .

O resultado desta reunião poderá influenciar significativamente a continuação da guerra na Ucrânia. Os Estados Unidos,

a Grã-Bretanha e a França já entregaram mísseis e mísseis de cruzeiro à Ucrânia.

Com a decisão de hoje, o seu âmbito de acção poderá alargar-se.

Isto teria ultrapassará outra linha vermelha, talvez decisiva. A ideia de tentar resolver conflitos num mundo dominado por armas com ainda mais armas acarreta um perigo mortal.

É por isso que precisamos de uma mudança imediata de rumo: passar da escalada e das armas para o desarmamento e soluções diplomáticas que sejam um sinal claro de paz. Blog de B.B

13 de setembro de 2024

MackDraghi voltou à cidade

 O sr. Draghi é daquelas pessoas que em tudo o que se mete deixa pior do que estava, mas sai sempre muito prestigiado. Foi diretor da famigerada Goldman Sachs conhecida pela emissão de derivativos financeiros tóxicos que contribuíram para a crise financeira iniciada em 2007, foi presidente do BCE e primeiro-ministro (não eleito) de Itália que se manteve em completa estagnação económica e mais dívida. É o "burocrata perfeito", à Maquiavel.

Em 2015 como presidente do BCE, emitiu 60 mil milhões de euros por mês, o "quantitative essing" ou emissão temporária de liquidez, para salvar o sistema financeiro do descalabro. O "êxito" desta medida foi tal que em março de 2016, o BCE aumentou esta emissão para 80 mil milhões, e começou a incluir obrigações de empresas no âmbito da compra de ativos e anunciou novos empréstimos a custo que chegou a zero ou mesmo negativo aos bancos. Estas e outras medidas enriqueceram a banca não tiraram a UE da estagnação e da perda de competitividade. Sem ser de admirar, pouco tempo decorrido com tanta liquidez improdutiva - "eles não sabem nem sonham" o que é capital fictício - o BCE aumentava os juros, um filme já visto noutras paragens.

12 de setembro de 2024

As eleições na grande oligarquia americana

 Os debates são sempre apresentados como um desafio de futebol . As propostas contam pouco . Uma boa maneira de vender papel audiências e publicidade e alienar a opinião publica A comunicação social favorável a Trump diz que foi este que ganhou , a favorável a Harris diz que foi esta ...

Eleições nos EUA: um debate tendencioso e medíocre

Acho difícil estar interessado nas eleições americanas porque elas ignoram todas as verdadeiras questões que aí são colocadas. E então você teria que gastar tanto tempo tentando encontrar alguma verdade por trás dessa confusão de bobagens mentirosas que não valeria a pena o investimento intelectual, pelo menos neste estágio.

Como a China vê o relatório Draghi

Nota : o que vai para canhões não vai para manteiga

 “Será que o “relatório Draghi” oferece a solução que a Europa realmente necessita?

Por Global Times

Publicado em: 11 de setembro de 2024  

O ex-presidente do Banco Central Europeu e primeiro-ministro italiano Mario Draghi apresentou um relatório em Bruxelas na segunda-feira intitulado “O Futuro da Competitividade Europeia”. Neste relatório, ele apela à UE para “mudar radicalmente”.

Será a “receita” proposta por Draghi num contexto de extrema preocupação na UE sobre o declínio da sua competitividade realmente o que a Europa precisa?

A principal preocupação do relatório é o declínio da competitividade da Europa. A Europa enfrenta hoje um dilema sem precedentes, com um crescimento económico lento, uma competitividade industrial em declínio e uma baixa confiança empresarial. Como resultado, a Europa começou a explorar várias “receitas” para enfrentar os seus desafios.