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4 de fevereiro de 2025

 China tem como alvo marcas do Google e dos EUA à medida que a guerra comercial se intensifica

Bloomberg

  • Tarifas de 10% de Trump sobre a China entram em vigor, desencadeando retaliações
  • Pequim impõe contra-tarifas e leva EUA à OMC
  • Proprietário do Google, Tommy Hilfiger e Calvin Klein entre os alvos chineses
  • Tarifas da China surgem enquanto Trump adia tarifas sobre Canadá e México
  • Preços do petróleo caem, ações futuras dos EUA e da Europa caem, yuan baixa e torna as exportações mais competitivas.

A resposta rápida da China às tarifas dos EUA mostra claramente que Pequim estava se preparando para esse confronto. As novas tarifas atingem uma série de produtos dos EUA, incluindo carvão e gás natural liquefeito, que são taxados em 15%. Petróleo bruto, maquinário agrícola, carros de grande cilindrada e vans agora enfrentam uma tarifa de 10%. Veja a lista completa  aqui  .

8 de janeiro de 2025

Perguntas indiscretas

1 Por que será que a Senhora Úrsula  Van der Lien da Comissão europeia nunca pronunciou uma palavra de  condenação de Israel . Por que será este tão longo silêncio ? E por que será que esta mesma senhora que tanto glorifica a politica europeia cancelou à ultima hora a visita à Polónia com a desculpa de uma gripe oportuna depois de saber que os agricultores lhe preparavam uma boa recepção ?

2 Agora foi a vez do sonante e não menos arrogante liberal Trudeau ir à vida no Canadá. Por que será que todos os grandes defensores da continuação da guerra da Ucrânia caiem sucessivamente ?

3 Por que será que que o recente primeiro ministro Inglês dito trabalhista é cada vez mais desconsiderado , sem carisma  e impopular na opinião publica e  o antigo líder expulso do partido  Jeremy Corbin .  apesar das sucessivas campanhas do lóbi sionista , é cada vez mais popular ?

4 Por que será que a União Europeia com a Ucrânia a afundar se militarmente e politicamente ainda não se deu conta do ridículo dos seus pacotes de sansões para dar uma ideia de força e unidade quando ontem anunciou o décimo sexto pela senhora Luís Albuquerque , a cara da Troika e das portas giratórias que teve honras de entrevista no telejornal do canal publico para anunciar tão grande feito : o 16º pacote de sanções à Rússia ! E quem está em queda  social , política e economicamente é precisamente o Jardim de Borrel 

6 de junho de 2014

Dizem que anda por aí um «novo Marx»

A propõsito de um livro de Thomas Picketty
Mão amiga fez-me chegar «'às mãos» - por via electrónica – um artigo de Sérgio Aníbal publicado no jornal PÚBLICO em 24 de Maio (se não estou em erro).
Tem por título «Anda por aí um novo Marx»... Referindo-se ao ultimo grito dos sucessos editoriais – eu invejoso me confesso – o livro de Thomas Picketty, «Capital no Século XXI»
Segundo nos diz Sérgio Aníbal, «"Maior livro da última década” e “brilhantemente revolucionário” ou “lengalenga ideológica bizarra” e “espantosamente ignorante” foram alguns dos adjectivos usados para descrever a obra de Piketty».
Confesso que já ando a ficar «excitado» (para não dizer «farto»...) com esta mania do «novo Marx»...
Ainda não tive pachorra (se chegar a ter...) para ler o referido livro e portanto estas reflexões são elaboradas para serem lidas (se isso chegar a acontecer, claro...) com algum «sal e pimenta»...
Thomas Pickety - por aquilo que já li – conseguiu coligir informação mais do que suficiente para demonstrar – empiricamente – aquilo que muitos andam a denunciar há décadas: as desigualdades crescentes na distribuição da riqueza global. Só por isso já valeu a pena o trabalho elaborado por Thomas Picketty!
Mas, no que diz respeito a explicação teórica sobre as causas dessa crescente desigualdade parece confundir «efeitos» com «causas»... Talvez seja por isso que se sente - dizem - pouco confortável com a comparação com Marx.
Passo a citar de novo o autor do artigo
«A fórmula, a mais discutida no debate económico dos últimos meses, escreve-se como r>g, em que r é a taxa de retorno do capital e g é a taxa de crescimento da economia. A tendência de longo prazo, diz Piketty, é a de que r supera g»...
Por outras palavras, a tendência de longo prazo, dizem que diz Picketty, é a de que «a taxa de lucro excede a taxa de crescimento da economia como um todo»...
Como explicação para um fenómeno historicamente recorrente (ou seja, não é sempre assim...), é caso para dizer. NADA DE MAIS ERRADO!...
Em primeiro lugar não vi ainda qualquer referência ao caracter oscilatório (e dinâmico) das «ondas de evolução» da história económica... Ondas de Kuznetts, ou de outros quaisquer...
Por coincidência ando já há umas semanas a reler – paulatinamente - um livro que li já há uns 20 anos justamente sobre esta temática. «The Long Wave in the World Economy» de Andrew Tylecote. Este autor afirma-se como «não marxista» (e de facto não é...), mas isso não impede que o livro contenha muita informação interessante e reflexões válidas sobre a noção de «onda» na evolução da Economia global.
Voltando ao livro de Picketty, este outro autor, pelos vistos, não explica - ou não aborda - porque razão às vezes as «coisas» sobem e às vezes as «coisas» descem...
O que verdadeiramente acontece é que quando a taxa de crescimento da economia começa a abrandar (por via do esgotamento progressivo das oportunidades de investimento - é como eu prefiro designar a famigerada «lei da queda tentencial da taxa de lucro»...) o grau de apropriação do valor excedente que vai sendo criado por parte dos «donos» e «gestores» do sistema, esse grau de apropriação, começa - necessariamente - a aumentar. Por outra palavras, se o «bolo» aumenta «mais devagarinho» - e quem parte e reparte e não fica com a melhor parte (...) -  então aquilo que sobra para os «outros» é necessariamente mais relativamente reduzido... «Elementar meu caro Watson»...
Repito, salvo uma leitura integral do livro do Picketty - não sei se terei pachorra - por aquilo que já li (que foi apenas o «quanto baste»...) Picketty confunde «efeitos» com «causas»...
Segundo também li, Thomas Picketty, para se distanciar de Karl Marx (não era preciso...) terá afirmado algo como «que nem sequer tinha conseguido ler "O Capital" até ao fim»... Pois... ler - e compreender - Marx (e a sua análise do Capitalismo!...) é de facto uma chatice...Mas não precisava de ser!
 http://www.publico.pt/economia/noticia/anda-por-ai-um-novo-marx-1637139