Linha de separação


11 de março de 2026

Ponto da situação da guerra contra o Irão - 2

Pode resumir-se: Trump quer acabar com a guerra, que prosseguiu de forma muito diferente do que pensava, incluindo os custos; Nethanyau quer que a guerra continue... à custa dos Estados Unidos; O MNE do Irão Abbas Araqchi diz que "a guerra só acaba quando e como dissermos." O nuclear é a incógnita desta equação.

Em Washington as declarações são contraditórias e inconsequentes; em Teerão mais confiantes. Apesar da arrogância inicial as instalações militares subterrâneas iranianas armazenando milhares de mísseis e equipamentos permanecem intactas.

O assassinato de Ali Khamenei, familiares e dirigentes do Estado, reunidos para analisar conversações que os EUA consideravam promissoras, mais que um crime foi uma estupidez. Em termos políticos os crimes podem ser ignorados, a estupidez não, especialmente se se traduzir em elevados custos económicos e financeiros.

Israel tem agora uma guerra que pode ter 3 ou 4 frentes, com a intervenção do Hezbollah, das milícias iraquianas, dos Houthis. Em 9 de Março, o Hezbollah assumiu a responsabilidade por 124 ataques a alvos israelitas com mísseis e drones.

10 de março de 2026

Mais dores de cabeça para o Oligarca narcisista

 Por que Trump hesita e Macron recua no Estreito de Ormuz?

 Veículos subaquáticos não tripulados iranianos movidos a baterias de lítio: o Azhdar e drones subaquáticos assimétricos, uma ameaça crescente para grandes navios.

Veículos Subaquáticos Não Tripulados (UUVs, na sigla em inglês), ou drones subaquáticos autónomos, representam um dos desenvolvimentos mais disruptivos na guerra naval moderna.

Como apontou um analista recentemente, esses sistemas se tornarão uma grande ameaça para qualquer embarcação de grande porte, especialmente em áreas confinadas e estratégicas como o Estreito de Ormuz.

O Irão, pioneiro na assimetria naval, já possui modelos operacionais ou avançados, incluindo o Azhdar ("Dragão" em persa), um veículo submarino não tripulado (UUV) movido a bateria de íon-lítio que ilustra perfeitamente essa revolução silenciosa.

Dois vídeos a ver . Duas opiniões a ter em conta

 1


2


Ponto da situação da guerra contra o Irão - 1

A coligação EUA-Israel afirma ter eliminado 60% dos lançadores de mísseis do Irão , dominar algo como 70% do espaço aéreo e destruir navios da marinha iraniana. Registam-se intensos bombardeamentos sobre Teerão, instalações ligadas ao Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos (CGRI), uma refinaria e instalações de armazenamento petrolíferas, causando graves problemas ecológicos e saúde, com uma nuvem tóxica está a deslocar-se para a Ásia Central. Uma instalação nuclear terá também sido atacada.

No seguimento desta estratégia a coligação, diz preparar um bombardeamento massivo ao Irão. Fala-se também num golpe de comandos sobre uma pequena ilha iraniana importante pelas instalações petrolíferas.

Dado que o hábito é uma segunda natureza, Israel faz aquilo que melhor sabe: bombardear populações civis, como o Hospital Gahndi em Teerão e ataques a zonas residenciais no Irão e no Líbano. 

O ataque israelo-americano, decapitou a liderança do Irão enquanto decorriam negociações, matando os seus familiares, o ataque a uma escola de raparigas no sul do Irão resultou em 160 mortes, levaram o Irão a ultrapassar ditas "linhas vermelhas".

Descontando o exagero dos 60% dos lançadores destruídos (vários, alvos fictícios) os ataques iranianos não têm diminuído, pelo contráriocomIrão desencadeando no 8º dia de guerra a 29ª onda de mísseis, atacando Israel e bases e instalações de pessoal dos EUA.

9 de março de 2026

Compreender a cultura quando se pensa que com facilidade se pode remover o regime

 


A baixa tendencial da taxa de lucro. As perdas de mercado . As ameaças aos privilégios do dólar

 Tentar sair do declínio e da crise pela guerra . Tempos perigosos para a humanidade .

A SUBORDINAÇÃO DA CHINA E "O GRANDE JOGO"

A "Doutrina Trump" visa manter a superioridade militar dos EUA sobre a China, ao mesmo tempo que coloca os EUA numa posição em que possam impedir a China de aceder à energia e aos mercados de que necessita para sustentar o seu crescimento e, consequentemente, a sua trajetória como superpotência.

 Pontos a sublinhar da entrevista que o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, concedeu ao canal de televisão NBC News e declaração de Trump 


Nenhuma força externa pode interferir na eleição do líder supremo do Irão, é um assunto do povo iraniano;

O Irão sabe que o ataque a uma escola em Minab foi obra dos EUA, é ridículo ouvir afirmações de que Teerão supostamente é responsável pelo bombardeamento;

O Exército do país persa toma represálias contra bases militares dos EUA e abstém-se de atacar outras instalações nos países do golfo Pérsico;

Os EUA e Israel desencadearam uma guerra contra o Irão sem sequer explicar o motivo da sua agressão;