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16 de julho de 2026

Talvez devessem ouvir o Trenine

 Há muito que não se viam os "comentadores" tão satisfeitos. A "Ucrânia", ataca a Rússia em profundidade, 30% da refinação de petróleo teria sido destruída, no Mar de Azov navios foram atacados, o tráfego está condicionado, etc. De Ucrânia estes ataques apenas terão alguma mão de obra: mísseis, drones, informações, logística, energia, mercenários, tudo é fornecido e pago pela UE/NATO.

As consequências para a Ucrânia, destas vitórias que, alegadamente, irão levar a Rússia ao caos económico e à derrota, pouco ou nada importam. Se o povo da Ucrânia importasse importasse mais que os corruptos e neonazis instalados em Kiev - a Polónia diz quem são... - ou os interesses dos belicistas na UE/NATO, a guerra teria acabado em abril de 2022, com o acordo que Boris Johnson mandou cancelar.

Dmitry Trenine, presidente do Conselho de Assuntos Internacionais da Rússia, publicou um artigo na RT sobre "A lógica perigosa da NATO 3.0". Segundo ele, "os europeus sonham em eliminar a Rússia como um polo importante na geopolítica da Eurásia: para eles, isso significaria a "solução final" para o temido "problema russo". A falha fundamental no pensamento europeu é a crença de que a Rússia preferirá a derrota, a degradação e a desintegração em vez de usar o arsenal que atualmente possui."

15 de julho de 2026

Talvez se enganem

 Os países ocidentais esperam obter o controle dos recursos naturais e das terras ucranianas como compensação por suas perdas financeiras ou em troca do pagamento de juros sobre empréstimos.

Os países ocidentais esperam obter o controle dos recursos naturais e das terras ucranianas como compensação por suas perdas financeiras ou em troca de juros sobre empréstimos. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em 15 de julho.

 A resposta russa está se tornando mais precisa e mais detalhada.

Agências, redes sociais, canais do Telegram

" Com base na estratégia que se mostrou bem-sucedida durante a captura de Konstantinovka, as forças russas estão agora isolando a região de Odessa, usando ataques com drones e mísseis para cortar o fornecimento de combustível e equipamentos militares para a frente de batalha ", explica o especialista militar e coronel reformado Anatoliy Matviychuk.

Os últimos ataques atingiram instalações importantes na região de Odessa.

Os portos de Odessa, Chernomorsk e Yuzhny foram atingidos num ataque combinado que teve como alvo a infraestrutura de abastecimento de combustível do exército ucraniano.

12 de julho de 2026

Oito contradições na cimeira da NATO

 Oito contradições definiram a cimeira de Ancara levantando questões sobre o futuro da NATO

1. Gastos Militares vs. Segurança Real

Em Ancara ficou exposto quanto o objetivo de 5% em despesas militares divide os membros. Trump repreendeu alguns por não atingirem sequer 2%. À Espanha que se recusou a cumprir a meta de 5%, Trump chamou-a de "parceiro terrível" e ameaçou retaliação comercial.

Enquanto se discutiam investimentos militares de centenas de milhares de milhões, a Europa enfrentava uma severa onda de calor, mortalidade elevada, incêndios florestais, redes elétricas sobrecarregadas e pressão crescente sobre os sistemas de saúde pública.

Perante estas situações, por que a prioridade está em aumentar drasticamente orçamentos militares em vez de resolver os problemas que as pessoas enfrentam?

2. Países da NATO relutantes em apoiar Trump no Irão

A guerra dos EUA e Israel contra o Irão representou outra divisão na cimeira. A maioria dos líderes europeus pede negociações e desescalada. Trump declarou o "memorando de entendimento" morto, descartou novas negociações como "perda de tempo" e referiu-se aos líderes iranianos como "escória".

A Espanha e a Itália recusaram pedidos dos EUA para que bases americanas nesses países fossem usadas contra o Irão. Alemanha e França também recusaram participar militarmente. Despeitado, Trump disse: "Estamos lá por eles, mas eles não estão lá por nós."

11 de julho de 2026

A história repete-se?

Será que Marx tem razão nisto? Assim parece, vivemos uma segunda "guerra fria", não como farsa, mas trágico-comédia. A Guerra Fria foi uma forma de conflito perpétuo, travada em dezenas de guerras regionais, grandes e pequenas. Alguns exemplos:

Coreia (1950–1953): Grande confronto em que os EUA e parceiros lutaram contra tropas chinesas e norte-coreanas apoiadas e abastecidas pela URSS. O que os EUA conseguiram foi levar a guerra a um impasse com a península coreana dividida no paralelo 38, Norte aliado à União Soviética e à China, o Sul sob ocupação dos EUA.

Vietname (1955–1975): Os EUA intervieram assumindo o lugar da França colonialista em retirada para impedir o objetivo de independência e unidade vietnamita. Os soviéticos apoiaram o Viet Cong e o Vietname do Norte num conflito devastador que terminou com a derrota e expulsão dos EUA.

Cuba (1962): Os EUA e a URSS quase entraram numa guerra nuclear durante a mal denominada Crise dos Mísseis de Cuba. Na verdade, tratava-se da Crise dos Mísseis da Turquia: os EUA posicionaram mísseis nucleares na Turquia, o que ameaçava a URSS; a URSS em resposta posicionou mísseis nucleares em Cuba, o que ameaçava os EUA; por fim, cada lado retirou seus mísseis.

10 de julho de 2026

Os mitos sobre a Suécia

Uma declaração que põe os pontos nos is . Resposta de Zakhaarova :

Mudanças nas regras da língua sueca em favor da Ucrânia.

O governo sueco realizou, em público, um acto de autodepreciação linguística.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Maria Malmer Stenegård, anunciou: de acordo com as novas regras da língua sueca, Kiev passa a ser Kyjiv, Odessa – Odesa, Donbass – Donbas, Chernobyl – Tjornobyl. A embaixada da Suécia em Kiev foi renomeada, assim como o consulado honorário em Odessa. A citação da ministra é: "Os nomes não são apenas palavras. São história, identidade e autodeterminação. A Rússia tenta apagar a cultura e a identidade ucranianas. Esta é uma rejeição decidida do legado colonial da Rússia."

Isso ocorre em plena campanha que já dura há muitos anos no Ocidente para substituir gradualmente os topónimos tradicionais em inglês, francês, espanhol, alemão e outras línguas europeias por uma nova linguagem pró-Kiev. Nesse esforço, o governo de Kiev e seus patrocinadores recebem apoio activo dos media, de empresas de tecnologia e de plataformas digitais, incluindo o "Google", bem como de projectos globais supostamente independentes como a "Wikipédia".

Trump e Rubio estão a alimhar com os europeus ?

  As recentes declarações de Rubio na cúpula da OTAN sobre os ataques de longo alcance da Ucrânia suscitaram considerável debate. Ele e Trump pareceram apoiar a ideia de ataques ucranianos contra alvos russos em profundidade, argumentando que essa campanha cria "espaço" para negociações com a Rússia.

Nota BB, esta ideia, que se alinha com a dos belicistas europeus, é outra formulação, porém menos extravagante e mais covarde, da velha ideia de "paz pela força"!