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29 de outubro de 2026

As lutas populares na construção de reais alternativas

 A luta popular é uma base fundamental para a mudança do sistema económico e social vigente. Sem a consciencialização da necessidade de construir alternativas consistentes ao sistema instituído, pode ser - e com probabilidade será - revertida pela oligarquia e seus agentes políticos.

"Comentadores" esforçam-se por passar para a opinião pública que se trata de manifestações ilegais organizadas por "desordeiros", escamoteando as causas e ainda mais as alternativas. São na realidade lutas plenamente justificadas. Por exemplo, os jovens licenciados ganham no início da sua vida profissional menos que há 25 ou 30 anos. É assim que funciona a "economia de mercado" em que as pessoas são também objeto de mercado. Os jovens europeus estão a compreender que o seu futuro será - já está a ser - pior que a vida de seus pais. 

A luta por melhorias nas condições sociais é parte fundamental da tomada de consciência das ameaças à democracia a que a política de direita conduziu e da necessidade do retorno aos princípios do 25 de ABRIL e do seu reforço. 

As medidas propostas pelo governo resumem-se a subsidiar inquilinos e dar incentivos a construtores e senhorios, deixando intactas as rendas das casas.  Estão de acordo com as regras da "economia de mercado", não interferindo nos lucros, mesmo rentistas e nada alterando quanto à especulação imobiliária! As rendas permanecem descongeladas e os fundos imobiliários têm meios de não pagar impostos.

28 de outubro de 2026

 

Como o conflito ucraniano, o realinhamento estratégico da Rússia e a ascensão da China estão pondo fim a séculos de domínio europeu no cenário internacional.

Alexandre Mercouris

22 de outubro de 2026

Este ensaio é uma versão revisada e adaptada de uma apresentação e discussão subsequente conduzida pelo autor. A transcrição foi reorganizada para maior clareza, legibilidade e facilidade de publicação, preservando, ao mesmo tempo, a essência dos argumentos originais.


Introdução: Geopolítica na Era dos Monstros

Estamos testemunhando uma profunda transformação do sistema internacional. A ordem geopolítica que prevaleceu durante séculos, centrada na Europa e moldada pela competição entre as grandes potências europeias, está começando a ruir. As consequências vão muito além do conflito na Ucrânia ou da deterioração das relações entre a Rússia e o Ocidente. Envolvem uma redistribuição fundamental do poder econômico, político e estratégico, acompanhada por uma crise nos próprios fundamentos sobre os quais a política externa ocidental se baseou por tanto tempo.

26 de outubro de 2026

Acerca da auto destruição em curso na UE

 

Não exageremos... Analistas dizem que "se as elites ouvirem a rua e voltarem a dar prioridade à educação, aos serviços públicos e à justiça económica, esta crise poderá tornar-se uma oportunidade para reformar o projeto europeu."

Ora aqui está a solução! Reformas - mas eles conhecem outra coisa? - para manter o projeto europeu, desde o início colonialista/neocolonial e ultraliberal. É isto que os deixa saudosos e ver se novamente lá chegam... "reformando". Em resumo, uma oportunidade para "mudar alguma coisa e ficar tudo na mesma". Falam em "se", mas fogem ao "como"! E socialismo? Nem pensar!

O socialismo é um avanço em relação ao capitalismo, tão evidente que na Europa, houve progresso social quando era praticado algum keynesianismo e medidas sob a pressão sindical motivada pela esquerda, que hoje, para aterrorizar a opinião pública, se chama de "radical" - e assim será quando vai ás suas raízes e não é oportunista.

Porém, em capitalismo mesmo quando devido à sua luta o proletariado melhora as condições de vida a (sua) insegurança aumenta (Engels), porém independentemente disto, aumenta a pobreza relativa - a maior parte da riqueza é absorvida pelo grande capital. Com o liberalismo, mais de 90% como tem sido documentado.

25 de outubro de 2026

A venda de património público e a especulação

O bairro da Graça dá nos elementos precisos das razões da crise da habitação 

Três grandes espaços que foram públicos estão  a ser transformados em hotéis .  O Quartel da Graça, a Prisão das Mónicas  e o Hospital militar . A distância entre o Hotel do quartel e o da prisão das Mónicas é de 150 metros . A distância entre este e o do hospital militar é de cerca de 300 m. 
Numa pequena área vão se concentrar três mega hotéis com espaços que dariam para muita habitação e outros equipamentos coletivos para o apoio à  população.
Os espaços são de tal dimensão que mesmo construindo hotéis dariam para construir muitos fogos com rendas acessíveis e controladas .
 Quais são os responsáveis? 
O Bloco Central das negociatas : PS , PSD e quem saiu do seu interior , o Chega do Ventura . A nível autárquico os presidentes  do município lisboeta , Costa , Medina e  Moedas e os vereadores do Chega.
Isto é um escândalo  ...
 O Chega para desviar as atenções do seu apoio à nova lei do arrendamento proposta por Montenegro diz que a culpa da falta da habitação é da imigração , escondendo que foi precisamente  a falta de habitação , de creches , e de salários decentes que levou milhares e milhares de jovens portugueses para o estrangeiro criando uma brutal falta de mão de obra que continua a persistir . 
E o que se vê é que a especulação imobiliária  continua e os ministérios que detêm grandes espaços são os primeiros a promovê-la .
Francisca Napolitano

24 de outubro de 2026

O Bloco Central das negociatas



Recordar

Amadora-Sintra

Contrato leonino assinado com o Grupo Mello em 1995 já depois das eleições de Outubro de 1995,

mas antes da tomada de posse do Governo Guterres/PS. Durante anos foi um regabofe de falta de

controlo com o Grupo Mello a cobrar o que queria (e a conivência dos Governos PS que fizeram vista

grossa). Quando entrou o Governo Durão Barroso/Paulo Portas, e perante as denúncias do Tribunal

de Contas, da IGF (e do PCP) e até de dirigentes regionais do Ministério da Saúde, o Ministro Luís

Filipe Pereira (oriundo precisamente do Grupo Mello) avançou para o Tribunal Arbitral (previsto

claro no contrato e sem recurso para os tribunais gerais). Cada parte (grupo Mello e Ministro da

Saúde oriundo do mesmo grupo) nomeou um árbitro e ambos escolheram um presidente, por acaso

um homem do PSD. Resultado: em vez de o Grupo Mello pagar o que devia, o Tribunal Arbitral

concluiu que era o Estado que tinha ainda de pagar 75 milhões de euros.

Parcerias público privadas da saúde



Foi o Governo Barroso/Portas/Santana que avançou com estas parcerias na área da saúde e o

processo foi depois continuado e concretizado em definitivo pelos governos seguintes de Sócrates.

São os casos do Hospital de Cascais (Grupo HPP- Caixa Geral de Depósitos), Braga (Grupo Mello),

com os problemas que são conhecidos, e em breve Loures (Grupo Espírito Santo – abre em Janeiro).

Os contratos são mais uma vez chorudos e envolvem não só a remuneração do investimento de

construção e equipamento durante 30 anos, como a exploração da direcção clínica dos hospitais

durante 10 anos. Nem as originárias Project Finance Iniciatives da Tatcher e seus seguidores, onde se

inspiraram, incluíram esta segunda parte.

23 de outubro de 2026

Estudo da economista Asma Benhenda

 Todos eles são bons professores.

17 euros, publicado pela Fayard

Uma escolha da sociedade

Asma Benhenda

E se os professores não fossem o problema, mas a solução?
É possível construir uma escola mais eficaz e justa, fornecendo aos professores os recursos e as condições de trabalho compatíveis com seu papel no desenvolvimento intelectual e cívico de seus alunos.

As investigações nas ciências sociais são unânimes em demonstrar que, depois dos pais, as pessoas mais decisivas no futuro de uma criança são seus professores.

O impacto que causam nas gerações futuras é a maior alavanca política para combater as desigualdades sociais.


No entanto, com muita frequência, esse papel não se reflete nem no debate público nem nas decisões políticas.

Nós somos oposição

 O Secretário geral do PS diz que o PS é oposição ao governo...

Quando um SG se vê obrigado a lembrar que é oposição ao governo está tudo dito.
O problema é que estes sacristãos da moderação que se apresentam como esquerda acabam sempre por fazer a política dos dominantes e a desacreditar a esquerda pela não resolução dos problemas mais sentidos pelos trabalhadores e população em geral.
No entanto , chegada a altura das eleições , empolam o perigo 
do Chega e do Ventura para canalizar o voto dos anti fascistas naquilo que chamam o mal menor , ou o voto útil . Útil sim para quem os recebe 
A política do Il , do PSD , do CDS é muito diferente  do Chega? 
Enquanto não se quebrar esta dinâmica do voto no mal menor , do voto dito útil , não haverá mudança efectiva da política nas questões essenciais. Foi assim que Costa teve a maioria absoluta
E é esse truque de barrar o caminho ao Chega , de se  votar no mal menor que levará o Chega ao poder e á desagregação e descrédito  de toda  a "esquerda" e ao enfraquecimento da esquerda a sério  que lhe poderia fazer frente.
A cena vai repetir se...
Francisca Napolitano