Com o fim da União Soviética os EUA adquiriram um poder geopolítico praticamente global. Um poder que lhes permitiu impor aos demais os seus critérios económicos, sociológicos e de políticas externas.
Os EUA dispõem de grandes vantagens sobre os outros povos. Do ponto de vista global, o seu poder financeiro alicerça-se no dólar como moeda internacional de reserva e troca, que o FMI e o BM gerem alavancando a posição de suserania dos EUA.
A existência de umas 800 bases militares disseminadas pelo mundo e sete esquadras navais com onze porta-aviões, garante aos EUA um poder não só militar, mas também político sobre os países que as acolhem e vizinhos.
ONG, Fundações, universidades, ligadas à CIA captam camadas sociais alinhadas com os EUA, promovem ativistas capazes de organizarem "mudanças de regime" e "revoluções coloridas". Os grandes media, na posse das oligarquias, têm a seu cargo a defesa e endoutrinação da ordem geopolítica definida pelos EUA, no sentido de congregar os interesses das oligarquias dos diversos países com as dos EUA, mantendo poder e influência.
Dispondo destas vantagens os EUA estabeleceram uma "ordem internacional baseada em regras", acima de leis internacionais já estabelecidas ou da Carta da ONU. Este poder, usando uma expressão clássica, é ainda dominante, mas não determinante.