Dimitri
Orlov escreve sobre o funcionamento do sistema do Ocidente, os meios utilizados contra os países que se recusam a fazer o que os EUA ou
a Europa mandam.
Portugal
é um país do ocidente, mas não deixa de ser um país dominado
pelos poderes ocidentais hegemónicos e podemos reconhecer como a
seguir ao 25 de ABRIL as tentativas de desenvolvimento independente e
soberano foram alvo das ações descritas nas fases iniciais do processo aqui
mencionado.
Um
país declarado “antidemocrático” pode não ser mais
antidemocrático do que qualquer nação ocidental na qual os
eleitores não decidem praticamente nada de importante.
"Antidemocrático”
é
simplesmente
ser
desobediente,
tal como,
“direitos
humanos” são
pretexto para pressão de governos, eles próprios, incorrigíveis
violadores dos direitos humanos.
É uma
fachada hipócrita de
eufemismos escondendo
um
sistema destinado a forçar as nações a submeterem-se.
Um
sistema
que
inclui políticos, transnacionais, bancos, seguradoras, agências de
rating,
universidades,
instituições financeiras. Um
país adotar
um
caminho de
soberania
ou um espaço económico alternativo, passa a ser alvo de ataques,
geridos
por Washington,
Londres e Bruxelas. O
fracasso numa
etapa faz o processo avançar
para a
seguinte, até à
destruição económica e política da entidade rebelde ou sua
rendição completa e incondicional cumprindo
os ditames imperiais.