Segundo sondagens 33% dos eleitores propõem-se votar no que tem sido
revelado como politicamente um mentiroso compulsivo. A promoção
deste figurante de uma agenda pelo domínio absoluto dos interesses
da oligarquia sem peias democráticas e constitucionais (mesmo
expurgada do que mais progressista continha do espírito
antimonopolista do 25 de ABRIL) tem sido feita por certa imprensa,
TV, sites da extrema-direita organizados.
Como foi divulgado,
em 5 meses no ano passado, o figurante teve 18 grandes entrevistas em
TV sem contraditório (além de rádios). Os seus procedimentos foram
caracterizados numa TV por alguém (nome não retido) como de
"bully". Isto é, por norma agressivo, porém se realmente
contestado ou desmascarado, vitimiza-se.
A sondagem revela o
nível de despolitização a que a "democracia liberal"
conduziu a população. O papel do PS neste processo não pode ser
ignorado, até porque democraticamente é necessário para uma
decisiva mudança de rumo. É dramático que parte importante da
população tenha esquecido que todos os benefícios sociais que a
direita vai reduzindo e contornando foram obtidos pelas iniciativas e
lutas da esquerda, digamos, coerente.
Para satisfazer a
oligarquia e o neoliberalismo da UE, o PS deixou o campo democrático
enfraquecido, face às investidas da reação antidemocrática que se
evidencia no neofascismo. Estes reacionários servem-se do descalabro
económico e social e geopolítico das políticas de direita para
empurrar o país para a extrema-direita.