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5 de agosto de 2026

Auditando a afirmação: "A Rússia está a perder."

É o que comentadores vão dizendo sem análise, sem argumentos. Uma autora, lily357, responde a estas suposições vazias quanto a factos

1 - A Rússia tomou a maior parte de Pokrovsk e Myrnohrad, no Donetsk, em 2025 e 2026, completando o cerco ao cinturão defensivo central do Donbass, a linha de defesa mais forte da Ucrânia. A frente desloca-se a favor da Rússia cerca de 250 a 500 km2 por mês, dependendo dos meses e da zona. O avanço russo é lento, mas consistente nos últimos dois anos, sem interrupção. A contraofensiva ucraniana de 2023 não conseguiu retomar nenhum território significativo, a de 2025 foi abandonada devido à falta de recursos.

A campanha de ataques profundos da Ucrânia contra refinarias de petróleo russas, reduziu a capacidade de refinação russa em cerca de 10 a 15%, no auge das interrupções. Um dano real, obrigando a redirecionar exportações de petróleo e arranjos alternativos de refinação. Estes ataques não produziram um efeito estratégico nem alteraram a trajetória militar.

Estimativas ocidentais de elevadas baixas russas não condizem com os dados demográficos e de recrutamento de ambos os lados. A mobilização forçada ucraniana - homens arrancados das ruas por gangues de recrutamento - representam a falta de efetivos militares. O recrutamento russo supera as perdas, dado o fluxo de voluntários, evitando uma mobilização extraordinária.

4 de agosto de 2026

Esta semana, o mercado americano está sendo microgerenciado: os excessos são prolongados graças a resgates direcionados. O contágio dos incêndios por agora está descartado.

BRUNO B.

Em 31 de julho de 2026, o Wall Street Journal e a CNBC noticiaram a ruína do fundo de hedge Situational Awareness, liderado por Leopold Aschenbrenner, ex-pesquisador da OpenAI que se tornou profeta da superinteligência artificial.

O fundo caiu cerca de 67% desde o início de julho, após fortes perdas em ações relacionadas à inteligência artificial.

2 de agosto de 2026

A fraude neoliberal

O que se vai passando no país e nesta UE do nosso descontentamento, leva-nos a retomar algumas ideias já aqui expostas. O neoliberalismo abriu caminho para um neofascismo. Forneceu à classe multimilionária e às multinacionais a cobertura ideológica para empobrecer a classe trabalhadora, impor austeridade, minar instituições democráticas, corromper partidos políticos nos seus princípios e promessas.

O neoliberalismo empurrou milhões de pessoas marginalizadas e desesperadas para os braços da extrema direita, outras foram levadas para processos auto destrutivos de dependência de drogas e jogos a dinheiro, consequências da frustração pessoal, precariedade, sentimento de inutilidade social e desilusão. Lamentavelmente as próprias vítimas não a associam ao neoliberalismo.

Os media promovem a agenda da extrema-direita e as suas falsas indignações de puritanismo político, não descansando enquanto do já degradado edifício constitucional oriundo do 25 de ABRIL não restar pedra sobre pedra. Para que tudo isto vingue a luta de classes desencadeada pela oligarquia é dada como não existente, mesmo para alguns que se dizem de esquerda.

A classe multimilionária permanece intocável e todo poderosa. Os doze mais ricos do mundo possuem mais riqueza do que a metade mais pobre. O neoliberalismo foi concebido para aumentar desigualdades e poder monopolista. O seu recurso é alimentar o extremismo, fomentar divisões sociais e culturais e minar instituições democráticas.

1 de agosto de 2026

Um golpe contra a Espanha que embora tenha sido ordeira quanto à Ucrânia se opôs a Trump e a Netanyahu

A mão da CIA e da Mossad e o regime corrupto de Marrocos

 O Estreito da Chantagem: Como Marrocos está tentando militarizar a ameaça migratória contra a Europa.

Existe uma verdade histórica incómoda que a diplomacia moderna prefere ignorar: a Península Ibérica sempre foi a fronteira da Europa contra a turbulência política do Norte da África. Da queda do Império Romano à Reconquista, o destino da Espanha foi frequentemente selado pelas areias movediças — e o […]

 Humor. IA, a mais recente miragem de um capitalismo em crise endógena.

Tudo se encaixa perfeitamente.

O crescimento implacável da dívida, a participação crescente dos lucros no valor acrescentado, a estagnação dos salários reais, o disparo dos mercados de ações, o recurso constante a políticas monetárias não convencionais, o colapso do consenso político, a polarização e a ascensão do populismo: esses fenómenos não são meros acidentes ou disfunções temporárias. Eles expressam e revelam a crise endógena do capital.

30 de julho de 2026

A "nova fase" na guerra na Ucrânia

 Os "comentadores" dizem que não há alterações no terreno e vão fantasiando sobre as baixas russas, fazendo por ignorar a incapacidade de defesa da UE/NATO e as destruições que em retaliação a Rússia causa na Ucrânia.

A Rússia foi designada como uma ameaça de longo prazo para a Europa, afirmou o Comissário da UE para Defesa, Andrius Kubilius, argumento qb para aumentar os gastos militares, cortando em prestações sociais, investimento produtivo e infraestruturas.

A campanha de ataques à Rússia prossegue tendo como objetivo a sua desestabilização económica e social. Em 25 de julho, drones atacaram 22 regiões da Rússia, em áreas de retaguarda russas. Observadores russos destacam que Rússia ainda não respondeu contra a retaguarda Ucraniana - a Europa - porém a Rússia está condenada a fazê-lo para forçar a Europa a render-se - consideram. Ou seja, independentemente das razões de cada qual, o belicismo ganha forças encaminhando-se para uma guerra global.

Lavrov, diz que o Ocidente com armamento de longo alcance promove esta fase como um "ponto de viragem" para "infligir uma derrota estratégica à Rússia" e "descolonizar a Rússia", o que implica abertamente o desmembramento do nosso país". Com 45% das ogivas nucleares existentes, Putin diz que tem os meios e a força para o que está em curso e o que vier.

28 de julho de 2026

Mudanças verificadas na guerra na Ucrânia

Segundo "comentadores" a Rússia está a entrar (tal como o Irão...) em colapso. Tanto num caso como noutro aqueles "regimes" não lhes fazem a vontade, consequentemente transformam-se em inimigos.

Há no entanto mudanças nesta guerra, que parecem centrar-se na perda de credibilidade de Washington no Kremlin. Lavrov afirmou que, nas negociações em Anchorage, Trump propôs a Putin que terminasse a guerra, sob a condição das FAU se retirarem do Donbass, o presidente russo concordou. Zelensky recusou-se a retirar as tropas e os EUA nada fizeram para forçar Kiev cumprir o tinham acordado. Isto é, os EUA não tomaram nenhuma medida necessária para a solução que eles próprios tinam proposto. Rubio terá dito a Lavrov que são necessárias novas ideias, pois as anteriores não foram aceitas pela Ucrânia. (!) Algo semelhante se passou com o Memorando de Entendimento entre os EUA e o Irão.

As "novas ideias" são o apoio de Trump aos ataques a refinarias de petróleo russas, áreas marítimas, etc., afirmando que é uma "escalada que leva ao fim da guerra". Os EUA iriam transferir uma licença para a Ucrânia produzir mísseis Patriot e adquirir drones ucranianos. Também elogiou Zelensky, afirmando que ele iria "construir um grande país" (?!) embora no contexto de um acordo com os EUA sobre minerais.