Afirma Douglas MacGregor, ex-conselheiro do Secretário de Defesa dos EUA: "Se não conseguirmos forçar o nosso regresso ao Golfo Pérsico, e penso que é bastante claro, não conseguiremos, isso significa que estamos acabados na região". "Não vamos voltar para aquelas bases, não haverá nada para reconstruir". Porém, tal retirada da região é "a maior preocupação do sr. Netanyahu".
A perceção do declínio dos EUA é cada vez mais forte, no entanto, baseia-se em mais do que a sua incapacidade de se adaptar à guerra assimétrica do Irão. Significativo é a dissonância cognitiva que reina na Casa Branca e a noção de que os EUA são um parceiro nas agressões de Israel em toda a região.
Os EUA legaram a Israel a mesma doutrina de domínio da guerra aérea, sustentada por aeronaves americanas extremamente caras, com o objetivo dar a Israel uma vantagem decisiva para a sua supremacia regional. O fracasso de Israel no Irão, a sua impreparação desastrosa perante o Hezbollah e a guerra em Gaza - um horror que não termina - são a evidência do fracasso dessa abordagem.
