A Rússia interveio na Ucrânia, em 2022, inicialmente para impedir que a população russa do Donbass fosse vítima de um desfecho dramático que se encontrava iminente, tendo desse modo ficado gorado o seu objetivo de manter o Donbass na Ucrânia e conseguir assim garantir um número de votantes que permitisse eleger um “novo Yanukovych”. Putin esteve quase a consegui-lo em Istambul (abril de 2022). A Ucrânia teria mantido a sua integridade territorial, amputada da Crimeia, e o Donbass teria adquirido um estatuto de autodeterminação, no seio da Ucrânia; a guerra não teria passado de uma “escaramuça”.