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27 de maio de 2026

O acordo com o Irão - versão resumida e versão mais longa:

Versão resumida
Trump: “Temos um acordo.”
Netanyahu: “Não.”
Trump: “O acordo está cancelado.”

Versão mais longa

Poucas horas depois de Trump ter anunciado uma resolução preliminar do conflito, Netanyahu, ligou e inseriu cláusulas destinadas a impedir um acordo: O presidente Trump e eu concordamos que qualquer acordo final com o Irão deve eliminar o perigo nuclear. Isso significa desmantelar as instalações de enriquecimento nuclear do Irão e remover seu material nuclear enriquecido de seu território. O presidente Trump também reafirmou o direito de Israel se defender contra ameaças em todas as frentes, incluindo o Líbano.

O líder supremo do Irão recusa-se a retirar qualquer urânio enriquecido do território iraniano. O enriquecimento é um direito inegociável para o Irão. A inclusão de um cessar-fogo efetivo no Líbano também é uma condição essencial para que o Irão conclua qualquer acordo.

Após a ligação, Trump mudou de rumo imediatamente. O acordo que ele estava ansioso para fechar horas antes de repente não era mais urgente.

A corrupção da elite ucraniana evidenciada - 1

Os media não dispensaram um segundo ou uma linha para noticiar ou comentar as declarações de Yulia Mendel, ex-assessora de imprensa de Zelensky, a Tucker Carlson numa explosiva entrevista. Compreende-se, a narrativa permanece sem alterações: a agressão russa irá estender-se à Europa; na Ucrânia "estamos" a defender o direito internacional e a democracia; a pressão sobre a Rússia deve aumentar porque a sua economia está no limite, e é a única forma real de trazê-la para a mesa de negociações.

Não importa que a realidade desminta estas premissas. O conluio que lidera a Europa foi promovido pelos conclaves de Davos e Bidelberg, não têm plano B pela simples razão que são meros e obedientes executantes comprometidos com um plano A que lhes foi transmitido.

Para que no conflito tudo aumente, intensificam-se os ataques bem no interior da Rússia e na reunião do Conselho da Europa foi decidido criar um tribunal especial para julgar Putin pelo crime de agressão contra a Ucrânia. É a repetição (como farsa) da história de Milosevic que morreu na prisão, e depois ilibado, o que diz muito sobre a defesa dos Direitos Humanos na Europa, em particular no apoio a Israel apesar dos seus crimes contra os palestinos, povos vizinhos, jornalistas, pessoal da ONU, ativistas humanitários.

26 de maio de 2026

O ataque a Starobilsk esgotou a paciência - russa

 O ataque em Starobilsk, criou uma situação relativamente nova na guerra da NATO/Ucrânia contra a Rússia. Nervosismo ou desespero dos que dirigem as operações terão conduzido a guerra a um novo patamar. Fica-se com a ideia que era isto por que ansiavam. Se não forem parados irão aumentar a parada com ataques ou provocações contra Kalilinegrado, no Báltico, etc. Recordemos que perante a derrota que se perspetivava Goebbels gritava por: "Guerra total"

Note-se que a NATO criou um órgão (Allied Reform and Expert Support) constituído por oficiais de alta patente da NATO para trabalhar no Estado-Maior Ucraniano, que efetivamente conduz a guerra na Ucrânia.

Lavrov falou ao telefone com Rubio, informando que as FAR estão a lançar ataques sistemáticos a instalações utilizadas para as FAU. As FAR vão atacar tanto os centros de decisão como os postos de comando na Ucrânia.

O ataque a Starobilsk esgotou a paciência russa, o número de vítimas agora confirmados é de 21 mortos e 69 feridos. A Rússia recomenda que os estrangeiros deixem Kiev o mais rápido possível e insta os seus residentes a manterem-se afastados de infraestruturas militares e administrativasPelo seu teor e gravidade não deve ser omitida a declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia 

25 de maio de 2026

O sucesso europeu contra a faculdade em Starobelsk

 O massacre de Starobelsk, foi vista como uma grande vitória da Ucrânia, mas durou pouco. "Comentadores" referiram-se como "alegadamente" pela Ucrânia, como se a Rússia que evita vitimas civis na Ucrânia decidisse matar as suas crianças.

Apesar dos esforços da propaganda, na Itália, no clube de futebol "Lucchese", cidadãos homenagearam a memória dos que morreram e ficaram feridos em Starobilsk, desfraldando uma grande bandeira com a inscrição "Starobelsk. Não aos assassinatos em massa cometidos pela União Europeia".

De qualquer forma, é mais um êxito no objetivo da UE de uma guerra total contra a Rússia. Primeiro a NATO/Ucrânia aumenta o nível de provocações, as consequências permitem-lhe manter o clima de guerra e propaganda - e fazer reuniões para mostrar que existem - enquanto a Ucrânia, um país inviável, continua a ser destruída. Pelos vistos é isto que querem.

O massacre de Starobelsk foi um ataque terrorista que deixou 21 adolescentes mortos e 58 feridos - cinco estavam ainda sob escombros. Drones ucranianos esperaram que as crianças saíssem do edifício, depois atacaram-nas. Outra onda de ataques ocorreu quando os socorristas e os pais chegaram ao local. Não havia alvos militares nas proximidades.

24 de maio de 2026

Os EUA e a “guerra até o fim” de Israel - 2

 Afirma Douglas MacGregor, ex-conselheiro do Secretário de Defesa dos EUA: "Se não conseguirmos forçar o nosso regresso ao Golfo Pérsico, e penso que é bastante claro, não conseguiremos, isso significa que estamos acabados na região". "Não vamos voltar para aquelas bases, não haverá nada para reconstruir". Porém, tal retirada da região é "a maior preocupação do sr. Netanyahu".

A perceção do declínio dos EUA é cada vez mais forte, no entanto, baseia-se em mais do que a sua incapacidade de se adaptar à guerra assimétrica do Irão. Significativo é a dissonância cognitiva que reina na Casa Branca e a noção de que os EUA são um parceiro nas agressões de Israel em toda a região.

Os EUA legaram a Israel a mesma doutrina de domínio da guerra aérea, sustentada por aeronaves americanas extremamente caras, com o objetivo dar a Israel uma vantagem decisiva para a sua supremacia regional. O fracasso de Israel no Irão, a sua impreparação desastrosa perante o Hezbollah e a guerra em Gaza - um horror que não termina - são a evidência do fracasso dessa abordagem.

23 de maio de 2026

Os EUA e a “guerra até o fim” de Israel - 1

 A guerra permanente de Israel tornou-se um elemento pode dizer-se decisivo no declínio dos Estados Unidos. Hoje vemos que as premissas que levaram tanto Trump como Nethanyahu a atacar cobardemente o Irão levam os EUA e Israel a uma situação em que a sua hegemonia no Médio Oriente se está a desintegrar e dificilmente pode ser recuperada.

A qualificação de ataque cobarde, tem que ver por se realizar enquanto decorriam negociações, matando - assassinando - negociadores e dirigentes e familiares do Estado com o qual negociavam. Por mais branqueamento que a propaganda pretenda, trata-se de um inqualificável ato terrorista, só possível por personagens que se julgam absolutamente impunes. Aos vencedores ninguém pede contas, era o lema nazi para as suas atrocidades. Pois é, mas nem os EUA e muito menos Israel podem reivindicar vitória no Médio Oriente, muito pelo contrário. O único que provocaram e Israel promove é terror e morticínio contra populações civis.

Trump alinhou no conceito de "guerra permanente" de Israel (denominada “Segurança Permanente") pensando estabelecer de forma "definitiva" a hegemonia americana, garantida por Israel. A arrogância da "famosa" Mossad e o "maior exército" do Médio Oriente tombaram perante a resiliência e preparação do Irão. Sem os apoios e dinheiro dos EUA e aliados, nomeadamente da UE, Israel caminharia para a situação da Ucrânia um Estado falido.

21 de maio de 2026

Declarações conjuntas de Xi Jinping e Putin

 Em 24 horas desmoronou-se a narrativa de Xi dizer que a Rússia podia vir a arrepender-se de ter invadido a Ucrânia e as "evidentes" vulnerabilidades económicas e militares da Rússia. Para os belicistas vale tudo, o que prova o seu desespero.

Mertz apelou (!!) a Xi Jinping para influenciar Putin e forçá-lo a capitular perante as "forças unidas do bem" - incluindo certamente Israel. Algo contraditório com o que diz Rutte preocupado com a visita de Putin: "A NATO é uma aliança transatlântica, mas dada a cooperação da Rússia com a China, a Coreia do Norte e o Irão, devemos assegurar relações fortes com parceiros fora do território da aliança". O que é que isto significa (até em termos democráticos) é um mistério. Esta gente não tem o mínimo senso. O que é espantoso é continuar a ser tolerada. Na realidade, só existem na bolha mediática da "imprensa livre" propriedade de oligarcas.

Para os que sonham prolongar a guerra até Trump ser substituído fariam melhor em atender às palavras do ex-Secretário de Estado de Biden, Antony Blinken: "O século americano acabou". Os EUA estiveram no topo 80 anos, mas a ordem mundial mudou drasticamente e essa nostalgia tem de desaparecer. "A realidade é que não se pode voltar a meter o génio na garrafa,"