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2 de maio de 2026

Importante. A iminente crise energética e alimentar

A iminente crise energética e alimentar: análises de Jacques Sapir

 Numa série de tweets publicada em 2 de maio de 2026, Jacques Sapir, um especialista reconhecido da politica económica Rússa e em questões monetárias e energéticas, pinta um quadro particularmente alarmante e bem documentado da atual crise económica global.

Sapir, professor da EHESS e da Universidade Estatal de Moscovo, utiliza os dados mais recentes de organizações internacionais (FMI, Banco Mundial, Agência Internacional de Energia) para demonstrar que a comunidade económica internacional ainda subestima a escala e a duração das próximas perturbações nos mercados de energia e de matérias-primas estratégicas.

Estaremos todos lembrados...

Gen . Carlos Branco

Estaremos todos lembrados da satisfação do chanceler alemão Merz com o ataque de Israel ao Irão, em junho de 2025. Segundo ele Israel estava "a fazer o trabalho sujo da Europa, por ela". Em fevereiro de 2026, não manifestou nenhuma incomodidade com o ataque de Trump ao Irão, nunca questionou a sua ilegalidade. Agora que é claro (como já era na altura para alguns) que a guerra se está a saldar numa derrota estratégica monumental, expondo as imensas vulnerabilidades norte-americanas, as militares em particular, Merz comporta-se como os ratos em fuga dos navios que se estão a afundar.

Veio despudoradamente afirmar que teve sempre dúvidas sobre a guerra: os norte-americanos estão a ser “humilhados” nas negociações com o Irão (foi inclusivamente ao ponto de admitir que a Ucrânia terá de ceder território à Rússia); Washington tem falta de estratégia, carece de uma estratégia clara para resolver a guerra no Médio Oriente; os iranianos são claramente mais fortes do que o esperado (ver Reuters, AFP, Deutsche Welle). É fixe beneficiar-se das guerras da América quando elas correrem bem, e lavar as mãos da guerra quando correrem mal.

A reindustrialização

Se quisermos reindustrializar, primeiro precisamos destruir o capital antigo, as rendas, o capital fictício, o capital simbólico e, sobretudo, as elites que personificam a velha ordem e a ineficiência.

O capitalismo é um sistema de acumulação infinita de capital, movido pelo lucro e não pela satisfação de necessidades.

Elites como Draghi, por exemplo, publicam relatórios, generosamente pagos para afirmar o óbvio, que levam a becos sem saída: "tudo o que temos que fazer é", "devemos" reindustrializar as economias europeias. E despejam somas colossais de dinheiro nisso!

29 de abril de 2026

Acumulam se os factores de risco

 

Níveis recordes de endividamento de fundos de hedge no mercado de recompra (REPO): um risco sistémico para os títulos de tesouro dos EUA

Em 29 de abril de 2026, a Kobeissi Letter alertou a comunidade financeira sobre um número sem precedentes: os empréstimos de recompra (repo) por fundos de hedge atingiram um recorde histórico de US$ 3,4 trilhões.

28 de abril de 2026

Isto ainda acaba mal e aqui na Europa

 Entrevista de Karaganov: Antes de mais nada, devemos agir contra a Europa Ocidental, que iniciou uma guerra contra a Rússia.

EXTRAIR

 Sergei Karaganov: É por isso que a Rússia deve considerar um ataque nuclear contra a Europa Ocidental. 

Uma guerra nuclear limitada é possível, e podemos recorrer a ela e sairemos vitoriosos. A amargura, é claro, permanecerá, porque o uso de armas de destruição em massa e as consequentes mortes de crianças constituem um peso imenso. Mas repito: se não detivermos o Ocidente, que se tornou selvagem — os Estados Unidos fazem parte disso, mesmo que estejam agindo com mais cautela agora, embora estejam incitando Israel contra os árabes e incendiando toda a Eurásia meridional ao se retirarem da região —, se não os detivermos, o mundo perecerá numa grande guerra termonuclear.

Acerca do fecho do Estreito de Ormuz

 O assassinato de líderes e negociadores por duas vezes pelos EUA, enquanto decorriam negociações, aliás bastante favoráveis ao que os EUA diziam pretender, ultrapassa tudo que mesmo historicamente se verificou. Repare-se que nas infindáveis especulações do "comentadores" isto é simplesmente dado como não existente.

A estupidez que lidera o império e vassalos revela-se ao assassinar gente que ainda por cima eram os mais flexíveis nas negociações. Agora dos atuais 13 membros do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, apenas 2 são ditos “reformistas”.

Os EUA tentam reiniciar negociações, mas a sua "estratégia" tem-se baseado em: pressão máxima; prazos sucessivamente adiados; ameaças vociferantes de destruir as infraestruturas do Irão -ou a sua própria civilização. (!) Teerão mostrou frieza e foi muito claro em não se intimidar, não há negociações sob um bloqueio naval. Não há negociação enquanto seus navios estão sendo atacados - de facto violações do cessar-fogo.

A Grande Questão é o bloqueio naval. O Artigo 3(c) da Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU (Definição de Agressão) vai direto ao ponto: “O bloqueio dos portos ou costas de um Estado pelas forças armadas de outro Estado” qualifica-se como um ato de agressão. Isto aplica-se diretamente aos EUA, não ao Irão.