É o que comentadores vão dizendo sem análise, sem argumentos. Uma autora, lily357, responde a estas suposições vazias quanto a factos
1 - A Rússia tomou a maior parte de Pokrovsk e Myrnohrad, no Donetsk, em 2025 e 2026, completando o cerco ao cinturão defensivo central do Donbass, a linha de defesa mais forte da Ucrânia. A frente desloca-se a favor da Rússia cerca de 250 a 500 km2 por mês, dependendo dos meses e da zona. O avanço russo é lento, mas consistente nos últimos dois anos, sem interrupção. A contraofensiva ucraniana de 2023 não conseguiu retomar nenhum território significativo, a de 2025 foi abandonada devido à falta de recursos.
A campanha de ataques profundos da Ucrânia contra refinarias de petróleo russas, reduziu a capacidade de refinação russa em cerca de 10 a 15%, no auge das interrupções. Um dano real, obrigando a redirecionar exportações de petróleo e arranjos alternativos de refinação. Estes ataques não produziram um efeito estratégico nem alteraram a trajetória militar.
Estimativas ocidentais de elevadas baixas russas não condizem com os dados demográficos e de recrutamento de ambos os lados. A mobilização forçada ucraniana - homens arrancados das ruas por gangues de recrutamento - representam a falta de efetivos militares. O recrutamento russo supera as perdas, dado o fluxo de voluntários, evitando uma mobilização extraordinária.