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3 de outubro de 2026

A programada guerra com a Rússia

 A Europa vai entrar numa guerra diretamente com a Rússia. A decisão foi tomada. Tudo o que os belicistas fazem agora é mentalizar as pessoas pelo medo de serem atacados pelos russos e aceleradamente expandir o potencial militar. Esta guerra justifica-se? Do ponto de vista da globalização imperialista, sim. Tal como para a Alemanha nazi, não é aceitável ter nas suas fronteiras um Estado tão vasto e tão rico em matérias-primas que não controlam. Quanto aos argumentos, variam conforme as épocas históricas.

A guerra, é já política oficial da Europa. O SG NATO Rutte, fala sobre a ameaça de uma guerra "Somos o próximo alvo da Rússia. Temo que muitos se tenham tornado complacentes. Muitos não sentem a urgência da situação. O conflito está à nossa porta. A Rússia trouxe a guerra de volta à Europa. E devemos estar preparados". Para o Chefe do Estado-Maior RU: "A guerra na Ucrânia e o historial da Rússia (?) mostram a vontade de Putin de atacar estados vizinhos, incluindo as suas crianças e populações civis. A liderança russa deixou claro que pretende desafiar a NATO, restringi-la, dividi-la e, em última análise, destruir a aliança". A data já está marcada: 2030; a posição oficial da UE/NATO é que, até 2030, deve estar pronta para uma guerra com a Rússia.

 

CRISE DA DÍVIDA, O EURO INSUSTENTÁVEL 

RJ BROOKS

Uma crise da dívida  resolve se de duas maneiras. Ou um país faz os ajustes necessários e recupera a confiança dos investidores, ou perde o acesso aos mercados, caso em que a redução da dívida permite que a população seja socorrida por meio das perdas sofridas pelo sistema bancário e pelos fundos de pensões.

De uma forma ou de outra, o custo de políticas insustentáveis ​​recai sobre a população, o que já era esperado. O ideal é que isso seja feito por meio de mudanças políticas ordenadas, como aumentos de impostos ou cortes de gastos, mas a redução da dívida alcança o mesmo resultado na ausência de consenso político sobre o ajuste fiscal.

Dentro da zona do euro, existe uma terceira opção: apropriar-se do espaço fiscal alemão para aliviar a pressão do mercado sobre as suas finanças públicas. Foi isso que aconteceu na última década.

Quando Draghi afirmou em 2012 que o BCE faria "tudo o que fosse necessário" para preservar o euro, teria sido mais transparente dizer: "Mobilizaremos uma parcela significativa do espaço fiscal da Alemanha para evitar o incumprimento soberano na Itália e na Espanha."

Nunca foi necessário vincular a prevenção de incumprimentos soberanos à sobrevivência do euro. Aliás, seria preferível que os incumprimentos soberanos fossem a norma na zona euro, em vez de serem artificialmente contidos, como já disse ontem . Mas enquanto a Alemanha se deixar intimidar por países altamente endividados e pela ameaça de colapso do euro , outros continuarão a drenar o seu espaço orçamental. Estou, portanto, convencido de que o BCE irá intervir para limitar as taxas de juro nas próximas semanas. Este estrangulamento do espaço orçamental da Alemanha não é obviamente viável politicamente, razão pela qual está a ser ocultado . Mas a ascensão do AfD trará tudo isto à luz e provocará as mudanças necessárias.

30 de setembro de 2026

A Europa tem de .... - 2

 O "tem de" é preparar-nos para a guerra. Putin e Lavrov têm repetidamente afirmado que não querem a guerra com a Europa. Por que na Europa não pegam nestas palavras e se sentam a falar com ele? Então qual é o plano que a Europa tem para acabar com este conflito? Não esquecer que o apoio à Ucrânia é parte da queda dos níveis de vida. (Tiago André Lopes, CNN).

Em oposição ao bom senso, os propagandistas exibem pseudoanálises, baseadas em narrativas difundidas insistentemente à margem da ponderação dos factos. Esforçam-se por eliminar a reflexão e que as opiniões se formem ignorando contextos, como os descritos na primeira parte, nomeadamente, que a Ucrânia começou a bombardear o Donbass, muito antes da intervenção russa.

Ao assumirem posições baseadas nas narrativas e no maniqueísmo, tornam-se incapazes de ouvir os outros, pois os seus argumentos não têm sustentação real. E é a partir de construções de "realidade virtual" e pressão psicológica que somos levados a conceber como o mundo deve funcionar e a aceitar a guerra.

A "defesa dos valores europeus" pela Ucrânia é outra justificação para apoiar Kiev com dinheiro e armas. Após a "revolução colorida" de 2014, foram fechadas escolas russas, universidades, livrarias, teatros, bibliotecas, jardins de infância, igrejas. Proibido o Partido Socialista, o Partido Comunista, o Partido de Esquerda, 11 partidos e oito sindicatos, passando criminosos de guerra nazis ucranianos a serem glorificados.

29 de setembro de 2026

 

A campanha de ataques russos está novamente focada nas telecomunicações e nos centros de dados ucranianos – Simplicious

Na semana passada, o Estado-Maior russo voltou a desenvolver suas táticas de maneiras interessantes. Nos últimos meses, a Rússia parece ter alternado entre diferentes tipos de alvos, como um "tema mensal". Depois de atacar a infraestrutura energética ucraniana, recentemente atacou pontes e armazéns, incluindo a instalação postal em Nova Poshta, e, mais recentemente, locomotivas.

Agora, o foco do dia passou a ser a infraestrutura de telecomunicações, centros de dados e internet da Ucrânia.

Tudo começou na semana passada, quando a Rússia atacou a KyivStar, a maior operadora de telefonia móvel e internet da Ucrânia, que também foi alvo de novos ataques na noite passada.

Vale lembrar que o ex-diretor da CIA, Mike Pompeo, foi nomeado para chefiar a KyivStar por razões desconhecidas, presumivelmente porque isso permite que a CIA exerça controle direto sobre a internet e os dados móveis ucranianos, possibilitando o controle, a chantagem e o monitoramento de qualquer pessoa no país.

28 de setembro de 2026

 

"Uma grande tempestade está se formando no mercado de títulos." Um artigo a ler e reter

A visão de John Authers sobre a grande tempestade dos títulos na Bloomberg: quando a IA se financia contra a tendência do mercado.

Na última sexta-feira, John Authers, colunista de mercado da Bloomberg, publicou uma coluna cujo título em francês está circulando da seguinte forma: "O grande terremoto está acontecendo no mercado de títulos".

 A perspectiva sobre a crise ucraniana que os média nunca lhe mostraram 

ALAIN JUILLET: "VOCÊS FORAM ENGANADOS" O ex-diretor da DGSE, Alain Juillet, oferece uma interpretação da crise ucraniana que os média estão a esconder do público

Moscovo havia traçado linhas vermelhas no seu espaço estratégico, enquanto o Ocidente gradualmente empurrava a Ucrânia para o oeste.

Ele cita o discurso de Putin em Munique, em 2007: Moscovo já denunciava a expansão da OTAN e alertava que a arquitetura de segurança europeia estava em risco.

Em seguida vieram a Revolução Laranja, o Maidan, as intervenções ocidentais e a batalha pela influência em torno de Kiev.

A guerra de 2022 não surgiu do nada: é o culminar de um confronto geopolítico que vem se intensificando há anos.

Isso não é "agressão não provocada".

Foi a quebra de um compromisso, seguida da tomada de poder. A linha vermelha havia sido traçada. Foi cruzada, e a Rússia reagiu.

As vossas Guerras os nossos apertos