O caso Epstein é "um" caso que vai ter resolução culpando alguns "homens maus" deixando intacto o sistema de que eles são parte integrante como "elite" todo poderosa de eleitos e "CEO", enfim oligarcas e seus associados - embora para os media oligarcas só existem na Rússia.
Com o mar de podridão já patente, apesar da rasura a que os documentos são sujeitos, poderia dizer-se que a perversão do sistema seria posto a nu, mostrando como - só nos EUA - a dívida universitária leva cerca de 2,5 milhões de jovens a serviços sexuais, além das centenas de milhar de crianças muitas "compradas" pelas máfias no estrangeiro - não esqueçamos a Ucrânia - abastecem esse "mercado". Um sistema em que o poder do dinheiro decide praticamente tudo, quem o tem não domina apenas o Estado, porque tudo podem comprar: a moral publica, o humanismo, a informação. A liberdade que o seu liberalismo dá às pessoas nada vale sem dinheiro, por isso podem também ser compradas na ânsia do consumir ou simplesmente sobreviverem, e serem descartadas no silêncio para ainda poderem sobreviver.
Indícios de violação, tortura, possível assassinato e até canibalismo estão presentes na linguagem codificada dos e-mails de Epstein, envolvendo crianças pequenas. (1)
