O oportunismo das diversas social-democracias, levou-as a aderir liminarmente à "democracia liberal" e correspondente globalização. Passou a vigorar o mito tanto da paz social entregando a luta de classes à "concertação" submetida aos interesses das oligarquias, como a paz instituída através da submissão ao império unipolar comandado de Washington.
Este mito desligado das realidades em que a escandalosa riqueza das oligarquias e dos lucros monopolistas, contrasta com o empobrecimento e ausência de perspetivas da esmagadora maioria da população, levou ao pesadelo da guerra permanente para manter o império. Um após outro governos recalcitrantes foram sendo abatidos com os processos que o ex-agente John Perkins descreveu nas suas Confissões ou "bombardeamentos humanitários" e "democráticos"...
A Europa ia vivendo contente estes "êxitos" do imperialismo, quando aparecem países que decidem não ceder na sua soberania e quererem ser tratados de igual para igual, designadamente Rússia, China, RPDC, Irão. Ora, soberania significa uma ameaça às "regras" da ordem mundial estabelecida pelo império. Mas ameaça a quê? Ao direito do império e seus vassalos explorarem através das suas transnacionais o mundo inteiro a seu favor. O que se afasta do modelo é tratado como heresia a ser diabolizada e combatida com justificações ao nível das cruzadas medievais.




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