A Europa acumulou erros nas suas políticas em relação à Rússia com o objetivo de a controlar e aos seus recursos. As lideranças assumiram que as suas "armas maravilha" e as sanções levariam a Rússia ao colapso. Falharam, entrando em histeria belicista, quando até na Casa Branca perceberam o absurdo destas "estratégias". Na Europa não entendem que em termos estratégicos a logística vale mais que as táticas, a política e as relações externas mais que as máscaras ideológicas.
Para pessoas sensatas a guerra é a última opção a considerar. Na Europa nem sequer são tentadas outras opções. Os países afundam-se em estagnação económica há décadas, endividamento, crise social, protestos e contestação às consequências das políticas praticadas, no entanto as lideranças só pensam em guerra. Bruxelas limita-se a exercer o poder burocrático instituído e inconsequência verbal. A Europa é efetivamente dirigida por Berlim, Paris, Londres, querendo que os países adotem uma economia de guerra, gastando até 5% do PIB, de acordo com os objetivos do Império.
A Europa está longe de ter um comando militar unificado, de dominar as novas formas de guerra, com drones e mísseis hipersónicos e sem capacidade para uma guerra de atrito diretamente com a Rússia. Não dispõe de matérias-primas, os circuitos logísticos ou já foram perdidos ou implicam um pesado esforço de guerra só para os manter.