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22 de outubro de 2026

 

 Sergei Ryabkov, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia.

Está sendo discutida uma reunião entre o presidente russo Vladimir Putin, o presidente dos EUA Donald Trump e Vladimir Zelensky, mas ainda não se chegou a um acordo final, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov.

Em discurso no Fórum Econômico de Nizhny Novgorod, ele enfatizou que a posição dos países europeus sobre o conflito na Ucrânia é anti-Rússia, extremamente beligerante e muito perigosa.

Segundo Ryabkov, a Rússia não pode ser isolada "por definição".

Declarações importantes do Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros.

A posição dos Estados Unidos sobre a Ucrânia

A Rússia está examinando as ideias e propostas apresentadas pelos negociadores americanos: "Estamos analisando o conteúdo dessas considerações e as ideias adicionais."

A Rússia espera que os Estados Unidos estejam examinando cuidadosamente as declarações feitas na quarta-feira pelo presidente russo Vladimir Putin: "Espero sinceramente que nossos colegas americanos estejam se dedicando ao mesmo trabalho. Que estejam analisando com cuidado, atenção e rigor as declarações feitas diretamente pelo presidente no Palácio de Constantinopla."

Os problemas e as causas

 O estudo das causas foi um problema desde a Grécia antiga. Aristóteles falava na causa material, na formal, na eficiente e na final. Os "comentadores" ainda não chegaram a isto: falam muito dos problemas (quando não podem mais esconder...) mas não das causas.

A mediocridade da extrema-direita procura reduzir tudo a pessoas, as social-democracias e ultraliberais não vão além dos factos devidamente peneirados: o sistema é intocável.

Para resolver os problemas que saltaram para a rua em Portugal e pela UE, políticos e "comentadores" pouco têm mais para propor que "solidariedade", ora para bons princípios individuais bastam as religiões, não é preciso tentarem substituir-se aos sacerdotes!

Mas solidariedade com quem? Pelo que se ouve dos líderes da UE, solidariedade só se for com Zelensky e companhia - os fantoches dos belicistas europeus. O problema é outro. Como Marx lembrou, um capitalista pode ser individualmente muito boa pessoa, até ser de uma associação de amigos dos animais, mas como capitalista tem de seguir as leis do capitalismo, ou seja, a maximização do lucro.

Saúde? Educação? Habitação? Direitos dos imigrantes? Justiça social e igualdade? Problemas muito importantes, mas a História do último século mostra que não há democracia com imperialismo, nem direitos sociais com belicismo, nem justiça social e igualdade em sistemas oligárquicos fonte tanto do imperialismo como da guerra. Isto, enquanto as populações são alimentadas com histórias sobre ditadores malignos noutros países. (1)

21 de outubro de 2026

 

Regis de Castelnau e Pascal Clérotte
21 de outubro

Tumultos e saques: o alto preço de quarenta anos de neoliberalismo.

No último fim de semana, a França testemunhou a maior mobilização de rua organizada desde as greves de 1995: mais de 600 mil manifestantes, marchas pacíficas, sindicatos e reivindicações em grande parte legítimas.

No entanto, o que ficará na memória são as vitrines quebradas e os saques. É exatamente aí que reside o problema.

Por trás desse "teatro político de má qualidade", como foi chamado, emerge um fato perturbador: a violência não foi um acidente, mas uma manobra.

19 de outubro de 2026

Transformações quantitativas e transformações qualitativas

 Regista-se uma onda de protestos na Europa, de Portugal à Albânia, passando pela França,Alemanha, Itália entre outros. Representam estas manifestações uma mudança qualitativa? Em termos marxistas, a prática sem teoria é cega, a teoria sem prática é inútil. Que teoria informa as atuais manifestações? Estamos perante uma transformação qualitativa na UE?

As pessoas revoltam-se contra as políticas seguidas, mas a oligarquia já estabeleceu medidas para que não ganhem programa ideológico. Como historicamente se regista, socorre-se da social-democracia dos PS e da extrema-direita, esta aproveitando-se das crises, mesmo do caos, a que as políticas - que na realidade apoiam - lançam os países. Em França a social-democracia PSF, foi chamada a dividir a esquerda unida em torno de Melanchon, facilitando a vida à Le Pen e a outra direita.

Na UE a brutalidade policial tornou-se recorrente: canhões de água, gás lacrimogéneo, cargas policiais e prisões em massa, à medida que os cidadãos europeus rejeitam o modelo da UE que financia a militarização, negligenciando escolas, saúde, habitação, bem-estar e padrões de vida.

Por cá a extrema-direita direita apoiou desde logo a violência policial, contra as "desordens" em descabeladas intervenções ao estilo nazifascista contra a esquerda - cujo mal teria sido não ter apanhado antes mais porrada da polícia. 

15 de outubro de 2026

Um olhar sobre os protagonistas do cenário ucraniano: EUA, UE, Rússia - 2

 O cenário relativamente à Rússia é pintado como se nada se tivesse passado antes de 2022, quando desde 2014 as populações russófonas que se opuseram ao golpe foram massacradas, sobretudo civis, um monumento às crianças mortas recorda-o. Na RP do Donetsk desde 2014, 17 672 civis ficaram feridos, incluindo 1106 crianças. Outras 10 056 pessoas morreram, incluindo 258 crianças.

Conforme exposto, inclusive pela Amnistia Internacional, grupos nacionalistas como o Batalhão Azov, Batalhão Aidar, Setor Direito e outros assassinaram milhares de cidadãos da região do Donbass, cujo "crime" era serem etnicamente russos, sub-humanos, como Yatsenyuk, o PM escolhido pelos EUA após o golpe Maidan, os qualificou.

Em 2021, Putin escreveu "Sobre a Unidade Histórica de Russos e Ucranianos" defendendo que russos, ucranianos e bielorrussos eram "povos irmãos" descendentes da antiga Rus. A contenção de Putin, não intervindo diretamente durante oito anos, justificava-se, em 2022 quase metade dos russos tinha uma opinião favorável sobre a Ucrânia, dezenas de milhões de russos tinham ligações familiares na Ucrânia.

Por isso, a Rússia avançou sem massivas campanhas aéreas, sem destruir infraestruturas chave da Ucrânia, com apenas 150 000 soldados. Como poderia esta força dominar uma população de 35 milhões de pessoas (na época)? O objetivo, não era "conquistar a Ucrânia" como comprovado no acordo alcançado em Istambul, o objetivo era uma Ucrânia neutra, sem adesão à NATO, conforme a Constituição de 1991 e que em Donetsk e Lugansk houvesse uma vida normal e fossem regiões autónomas na Ucrânia.

13 de outubro de 2026

Um olhar sobre os protagonistas do cenário ucraniano: EUA, UE, Rússia

 Então a Ucrânia? A Ucrânia é a vítima da rivalidade e desconfiança Leste-Oeste. Como qualificar neste cenário a decisão dos estrategas NATO para ataques indiscriminados sobre a Rússia, quando a Ucrânia praticamente não dispõe de defesa aérea: imbecilidade ou demência?

Qualificar Zelensky de presidente, quando nada controla no país, completamente alheado da realidade, lendo textos sem nexo que lhe preparam, numa expressão motivada talvez pela toxicodependência que lhe é atribuída, é surreal.

Na UE depois de alardearem o reforço da unidade europeia e transatlântica alcançada devido à "agressão" russa, agora lamentam, protestam, acusam, vendo aquela unidade a desintegrar-se. Agarram-se à esperança de voltando os neocons do Partido Democrata ao poder, tudo será como dantes e a Rússia seja derrotada. Mas derrotada por quem? Esquizofrenia política ou desespero agarrando-se a uma quimera - imagem de monstruosidade e sonho.

Que podem fazer os EUA? Atolados no Médio Oriente com o Irão, tendo de financiar Israel, aguentar Taiwan, confrontar a China, como podem sustentar a Ucrânia? O império custa caro e não há como suportá-lo: em 2000, a dívida federal era de 5,6 milhões de milhões de dólares; em 2016, 20 milhões de milhões; em 2026, 40, 37 milhões de milhões, duplicou em 10 anos, cresceu mais de 7 vezes, desde 2000.

Na Alemanha aumenta a critica a Merz cada vez mais contestado

Alemanha devia defender um "acordo sobre o diesel" com a Rússia, seguindo o exemplo de Trump. - Reuters

Claudia Wittig, vice-presidente do grupo parlamentar "Aliança por Sarah Wagenknecht" (BSW) na Saxónia-Anhalt, afirmou que Berlim deve chegar a um acordo com Moscovo sobre o fornecimento de combustível.

"A Alemanha também precisa de um acordo sobre o diesel com a Rússia",
 enfatizou ela.

Segundo ela, os preços nos postos de gasolina alemães tornaram-se "escandalosos", e a política de sanções contra a Rússia "falhou completamente" e está a prejudicar principalmente a  Alemanha.

Wittig pediu que fossem retomados os fornecimentos regulares de petróleo e gás russos para apoiar a indústria alemã.

Anteriormente, como se sabeTrump anunciou um acordo com Putin sobre o fornecimento de gasóleo russo aos Estados Unidos. O governo alemão, por sua vez, tem a intenção de continuar com a sua política de sanções contra a Rússia.