Linha de separação


9 de setembro de 2026

Comentadores com humor

Só por humor alguém pode dizer a propósito do encontro com Trump, que Xi Jinping tem interesse em aparecer junto das grandes lideranças atuais (Jorge Tavares da Silva, CNN). Mas quais "grandes lideranças" ao pé da China?! Acaso se referem à Leyen e ao Costa, metidos num autocarro no aeroporto de Pequim, como meros turistas e recambiados no dia seguinte quando previam dois dias de reunião?!

Se há líderes junto dos quais Xi quer ser visto é ao lado de Putin, ou nas fotos das reuniões da OCX (Organização de Cooperação de Xangai) ou do BRICS. Devia-se explicar aqueles "especialistas" que não estamos em 1884, quando as potências colonialistas dividiam em Berlim o mundo entre si, nem em 1991, no "fim da História". A OCX é, a maior associação regional do mundo, com metade da população do planeta.

Segundo Pepe Escobar a OCX não é um mero fórum de discussões, mas as bases de um sistema económico que Washington não pode controlar. A Rússia, a China, o Irão e seus parceiros expandem o comércio nas suas próprias moedas (o comércio da Rússia com os países da OCX ultrapassou os 400 mil milhões de dólares, 98% realizado em moedas nacionais) ligando corredores de transporte e energia e construindo suas próprias instituições de desenvolvimento. Esses projetos transformam a OCX na base económica de uma Eurásia multipolar, cada vez mais distanciada das sanções dos EUA e da exclusão financeira.

8 de setembro de 2026

 A histeria russófoba ocidental, que fantasia sobre o desejo da Rússia de se expandir pela Europa, é simplesmente risível para um historiador.

O choque psicológico que aguarda os europeus será a constatação de que a OTAN foi criada não para nos proteger, mas para nos controlar.


Emmanuel Todd

“Nossa russofobia não tem nada a ver com a Rússia em si. É uma fantasia, uma patologia das sociedades ocidentais, uma necessidade interna de imaginar um monstro russo.”

Uma nova crise visto dos EUA

STEVE KEEN. O gatilho para a próxima crise será a oferta, e depois o serviço da dívida.

STEVE KEEN

Vi os números da dívida de 2008. A dívida privada dos EUA atingiu 150% do PIB em 2005. O crescimento do crédito atingiu o pico equivalente a 15% do PIB em 2006. Eu disse que esse ritmo não poderia ser sustentado.

Quando o nível da dívida privada parou de crescer, o crédito não apenas desacelerou, como se tornou negativo, caindo para -5% do PIB em 2009. Foi isso que desencadeou a recessão.

Desta vez, o gatilho é a oferta, e depois o serviço da dívida.

As famílias pagam suas hipotecas com seus salários. As empresas pagam suas dívidas corporativas com seus lucros. Até a guerra, isso era mais ou menos viável. Feche o Estreito de Ormuz e você não perde apenas petróleo. Você perde fertilizantes para as plantações americanas, hélio para máquinas de ressonância magnética e linhas de transmissão de alta tecnologia, e cerca de metade do ácido sulfúrico do mundo. O petróleo bruto ácido do Golfo Pérsico é a fonte desse enxofre.

Eleições na Alemanha

 Os alemães não comeram a infantilidade dos misseis em Leipzig  , operação dos serviços secretos alemães e ucranianos . O afundamento da Democracia Cristã e da Social Democracia

Está na hora de a Europa falar com Moscovo e acabar com esta guerra louca e com narrativas absurdas sobre a “ameaça russa”. " A verdadeira ameaça não vem de Moscovo , mas da política da União Europeia "

6 de setembro de 2026

Acerca da agenda da extrema - direita

 Em adolescente perguntei a um amigo (aliás pai de um amigo) ex-preso político como comunista, o que era o fascismo. Ele disse-me que fascismo era tudo o que é negativo para as pessoas e para o país.

Não será a definição teórica mais rigorosa, mas era importante que jovens aprendessem a distinguir entre o que é negativo e o que é positivo. E negativo é o ódio, o racismo, o belicismo, as desigualdades como forma de discriminação, marginalização dos mais fracos e mais pobres. Positivo é o que une e eleva as pessoas espiritual e materialmente.

E aqui estamos de novo com a agenda da extrema-direita dominando o espaço mediático, com alardeados puritanos exigindo acabar com "50 anos de corrupção", conduzindo a consciência social contra as instituições democráticas.

O seu nacionalismo não é defesa da soberania, é liberdade para a oligarquia e submissão a Bruxelas e Washington, impulsionando ressentimentos rácicos, religiosos, xenófobos, ignorando ou manipulando as causas reais dos descontentamentos.

Claro que estes aspetos tomam formulações diferentes (que não vamos aqui analisar) em países que se consideravam "grandes potências", sentem ter perdido esse estatuto, como no caso da Alemanha ou da França, que a extrema-direita quer retomar.

3 de setembro de 2026

Carta de Veteranos de inteligência dos EUA, sobre o desastre da guerra na Ucrânia

 "Comentadores" e "especialistas", aparentemente guiados por sites especializados que diariamente - ao longo dos anos - apresentam "factos" a conduzirem a Rússia à derrota, fariam bem em atentar no que diz quem tem sabe do que fala: profissionais dos serviços de informações (inteligência) inclusive militares.

Reportamos um Memorando, preparado para Trump, por Profissionais Veteranos de Inteligência para a Sanidade (VIPS). 
Assunto: Discurso Perigoso sobre a "derrota" de Putin na Ucrânia
Prezado Presidente Trump:

O New York Times relatou que as perspetivas para a Rússia na Ucrânia são "sombrias." O diretor da CIA, John Ratcliffe, teria explicado isso aos russos em Moscovo. Ele teria instado a que "fechassem um acordo antes que a sua situação militar e económica piorasse."

Acreditamos que é orquestrado pelo mesmo tipo de génios que disseram ao presidente Joe Biden para anunciar em 13 de julho de 2023, num importante discurso em Helsínquia, que os russos "já tinham perdido a guerra" na Ucrânia.

Sugerimos que "verifique os pneus" se tentarem vender-lhe essa mesma viatura. Nada poderia estar mais longe da verdade. Seu antecessor foi mal servido pela inteligência. Suspeitamos que esteja recebendo o mesmo tratamento tendencioso dos seus próprios conselheiros. De facto, muitos deles parecem inconcebivelmente descontraídos em arriscar uma guerra mais ampla com a Rússia por causa da Ucrânia.

2 de setembro de 2026

Leipzig apresenta todas as características de uma operação de falsa bandeira. - Korybko

Foi implementada para justificar a transformação da economia alemã  em uma economia de guerra, desviar a atenção dos problemas daí resultantes e legitimar uma futura escalada grave contra a Rússia.

A Alemanha acusou a Rússia de ser responsável pelo incidente do mês passado em Leipzig. Um drone carregado com explosivos foi descoberto na pista perto de aviões de carga ucranianos. Outro drone teria colidido com um avião de carga durante o pouso, mas não explodiu. Um terceiro drone foi encontrado posteriormente nas proximidades. Putin condenou as acusações, alegando que se tratava de uma operação de falsa bandeira e que as provas haviam sido fabricadas. Ele também sugeriu que  o governo estava tentando desviar a atenção de problemas internos semeando o medo.