O
que se vai passando no país e nesta UE do nosso descontentamento,
leva-nos a retomar algumas ideias já aqui expostas. O neoliberalismo
abriu caminho para um neofascismo. Forneceu à classe multimilionária
e às multinacionais a cobertura ideológica para empobrecer a classe
trabalhadora, impor austeridade, minar instituições democráticas,
corromper partidos políticos nos seus princípios e promessas.
O
neoliberalismo empurrou milhões de pessoas marginalizadas e
desesperadas para os braços da extrema direita, outras foram levadas
para processos auto destrutivos de dependência de drogas e jogos a
dinheiro, consequências da frustração pessoal, precariedade,
sentimento de inutilidade social e desilusão. Lamentavelmente as
próprias vítimas não
a associam ao neoliberalismo.
Os
media promovem a agenda da extrema-direita e as suas falsas
indignações de puritanismo político, não descansando enquanto do
já degradado edifício constitucional oriundo do 25 de ABRIL não
restar pedra sobre pedra. Para que tudo isto vingue a luta de classes
desencadeada pela oligarquia é dada como não existente, mesmo para
alguns que se dizem de esquerda.
A
classe multimilionária permanece intocável e todo poderosa. Os doze
mais ricos do mundo possuem
mais riqueza do que a metade mais pobre. O neoliberalismo foi
concebido para aumentar desigualdades e poder monopolista. O seu
recurso é alimentar o extremismo, fomentar divisões sociais e
culturais e minar instituições democráticas.