Jacques Sapir alerta para o aumento dos preços ligado ao conflito no Irão – “Estejam preparados”
Numa nova edição do programa Zone Rouge, transmitido pela Omerta Media, o economista Jacques Sapir analisa as consequências diretas do conflito no Irão
"A economia política e política económica a talhe de foice"
As sucessivas ameaças de Trump refletem uma maior desorientação tentando disfarçar o desacordo dos altos comandos militares nesta guerra. Acontece algo semelhante à cúpula nazi quando a derrota começava a tomar forma: demissões de generais e propaganda.
As ameaças de Trump têm graves problemas de concretização: o crescente endividamento do país, armamento extremamente caro a esgotar-se, sem capacidade de reposição ao ritmo a que é destruído. Além disto, enfrenta um Irão resiliente e determinado moral e materialmente.
O Irão dispõe de novos tipos de mísseis como ogivas múltiplas com que alvos israelitas têm sido atacados e mísseis hipersónicos. Em ambos os casos os EUA e Israel não possuem idênticos.
Ataques de mísseis iranianos em grande escala têm apenas um pequeno número de interseções, expondo os limites dos sistemas de defesa aérea israelitas apesar do seu elevado custo. Se algo está a ser levado para a "idade da pedra" são bases dos EUA que apesar de já inoperacionais continuam a ser atacadas até segundo parece serem totalmente destruídas. Locais de petróleo e gás em todo o Golfo são atingidos, agravando por anos a crise energética.
Os militares israelitas destruíram intencionalmente todas as câmaras de segurança do quartel-general das forças de manutenção da paz da ONU no Líbano.
Maj. Gen. Raul Luís Cunha A propósito de mais um aniversário.
O presidente iraniano Pezeshkian publica uma carta aberta.
Antes do discurso de Trump à nação, o presidente iraniano Pezeshkian publicou uma carta aberta ao povo americano, defendendo as ações de seu país, negando que representem uma ameaça e acusando os Estados Unidos de intensificar o conflito, ao mesmo tempo que alertava que a continuidade dos ataques só agravaria a instabilidade e o ressentimento.
"Atacar a infraestrutura vital do Irão, incluindo suas instalações energéticas e industriais, atinge diretamente o povo iraniano. Além de ser um crime de guerra, tais ações têm consequências que vão muito além das fronteiras do Irão."