Não será a definição teórica mais rigorosa, mas era importante que jovens aprendessem a distinguir entre o que é negativo e o que é positivo. E negativo é o ódio, o racismo, o belicismo, as desigualdades como forma de discriminação, marginalização dos mais fracos e mais pobres. Positivo é o que une e eleva as pessoas espiritual e materialmente.
E aqui estamos de novo com a agenda da extrema-direita dominando o espaço mediático, com alardeados puritanos exigindo acabar com "50 anos de corrupção", conduzindo a consciência social contra as instituições democráticas.
O seu nacionalismo não é defesa da soberania, é liberdade para a oligarquia e submissão a Bruxelas e Washington, impulsionando ressentimentos rácicos, religiosos, xenófobos, ignorando ou manipulando as causas reais dos descontentamentos.
Claro que estes aspetos tomam formulações diferentes (que não vamos aqui analisar) em países que se consideravam "grandes potências", sentem ter perdido esse estatuto, como no caso da Alemanha ou da França, que a extrema-direita quer retomar.