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7 de julho de 2026

As empresas é que criam empregos?

Quantas pessoas, mesmo alunos de economia, responderiam: Falso? Então as empresas não criam empregos?! Claro que não, o que cria empregos é a procura. A procura é criada pelo que os salários podem comprar e o Estado investir quer em infraestruturas, melhorando - se houver um plano económico para isso - o desempenho económico do país, quer em prestações sociais - salário indireto.

Então as empresas não investem criando procura? Bem, primeiro é preciso avaliar quanto dessa procura, nas condições atuais, é nacional ou externa, segundo as empresas só investem se houver procura dos cidadãos - pelo que o salário pode comprar - ou do Estado pelos seus investimentos.

Mas o Estado para ter dinheiro não tem que aumentar os impostos? Não. O Estado pode ter rendimentos de empresas nacionalizadas - monopólios naturais e empresas estratégicas para o desenvolvimento económico - se organizadas e geridas de acordo com um plano económico e social.

Mas não é o Estado um mau gestor? Pode ser, e isso viu-se no processo de privatizações em que foram colocadas na gestão pessoas que objetivamente as queriam degradar para as entregar de mão beijada aos privados.

De qualquer forma, se a gestão privada fosse boa, não apenas para dar grandes lucros à custa do resto da economia e transferi-los para o estrangeiro, mas também socialmente, não provocava crises económicas que têm que ser resolvidas pelo Estado à custa dos cidadãos a favor do grade capital.

5 de julho de 2026

Como a Rússia vê a Europa

 Como Europa vê a Rússia sabemos. Embora esteja esquecido que era um posto de gasolina com armas nucleares - não reparando nas vantagens estratégicas que isto lhe dava ! - agora apesar de derrotada "pela Ucrânia" vai invadir a Europa.

Os belicistas europeus não temem contradições, protegidos pelos media e seus "comentadores", brincam com fogo correndo o risco de nos levar a uma grande conflagração.

Starmer, Merz e Macron, prometeram a Zelensky apoio inabalável e mais pressão sobre a Rússia, salientando "ampliar a produção de intercetores, capacidade de ataque em profundidade, desenvolvimento de mísseis antibalísticos e apoiar a sustentabilidade das FAU”.

Acerca da reunião no Alasca, Lavrov, descreveu-a como uma “manobra” americana destinada a ganhar tempo para que a Ucrânia se reconstruisse e se rearmasse, comparando-a aos Acordos de Minsk, montados como um engodo. O seu vice-ministro, Ryabkov, afirmou: Vemos a linha de Washington a aproximar-se das políticas anti russas mais radicais adotadas pelos europeus.

Isso representa uma enorme mudança estratégica. A Rússia já não procura um relacionamento com Washington, embora os contactos continuem. Sintomático é o discurso de Putin aos cadetes militares em 23 de junho (e a referência a 1941): o Ocidente fabrica uma ameaça russa e, em seguida, acusa a Rússia de criar essa mesma ameaça. Isto é um padrão que se repete historicamente desde 1941.

3 de julho de 2026

Medidas económicas e reformas

Discutem-se "medidas", propalam-se "reformas", mas nunca o sistema em que se aplicam e as leis que o regem. Reformas, foi o que a social-democracia propunha - combatendo o marxismo - como forma de alcançar o socialismo. Contudo, o que o proletariado conseguiu alcançar de direitos deveu-se à intensa luta dos trabalhadores não ao palavreado "reformista".

É um princípio da ciência que impossibilidades teóricas não são ultrapassadas por medidas técnicas. Por outras palavras, "medidas" que ignorem ou vão contra as leis fundamentais do sistema a que se aplicam ou são inúteis ou mesmo gravosas em relação aos objetivos que se diz pretender. As leis económicas não podem ser ignoradas, desrespeitadas, intencionalmente ou não. A violação das leis seja da natureza, sejam da economia política provoca o fracasso do procedimento.

Por esta razão as críticas e promessas de oposições que nada alteram na economia política do sistema são meras boas intenções ou demagogia - o dito populismo. A social-democracia assume lucro privado como eficiência, centra as suas políticas sociais em formas de redistribuição que não vão além do empobrecimento relativo.

Na realidade, centrava, hoje alinha nas teses neoliberais do empobrecimento absoluto, aceita capital fictício como "riqueza", nega a lei da mais-valia e aposta em "revoluções digitais e IA" em que a exploração do grande capital tende a agravar-se.

 O crescente autoritarismo de Bruxelas

A Lei dos Serviços Digitais permite sancionar indivíduos apenas porque pensam diferente. Seria difícil não considerar esta Lei um inaceitável instrumento de censura.

2 de julho de 2026

 


Douglas MacGregor: "Putin vai tomar posse de toda a Novorossiya, até Odessa."

Em 1º de julho de 2026, o coronel reformado Douglas MacGregor, ex-conselheiro do secretário de Defesa dos EUA, apresentou uma análise da evolução dos objetivos russos na Ucrânia durante uma entrevista com Glenn Diesen.

Nesta intervenção, MacGregor argumenta que Vladimir Putin tem agora um objetivo claro de assegurar o controle de toda a Novorossiya, ou seja, de todos os territórios historicamente de língua russa no sul e leste da Ucrânia, até o Mar Negro.

Isso inclui,  a captura de Kharkiv e, especialmente, de Odessa.

Essa mudança de objetivos é ditada pela segurança.

Segundo MacGregor, esta não é uma nova ambição imperial, mas uma resposta lógica ao conflito em evolução. Putin afirmou repetidamente que Kharkiv e Odessa são historicamente cidades de língua russa. Agora, o presidente russo acredita que, sem o controle desses territórios, a Rússia não terá segurança duradoura.

"Novorossiya, que eu acho que sempre esteve nos planos de todos, vai se tornar realidade. E eu certamente faria isso se estivesse no lugar dele."

1 de julho de 2026

A Alemanha e o preço da Vassalagem

 O crescimento recorde de falências na Alemanha

Em 2026, o número de falências na Alemanha bate todos os recordes. Segundo o Instituto de Pesquisa Económica de Leibniz (IWH), no primeiro trimestre de 2026, foram registadas 4,5 mil falências de sociedades e empresas - mais do que no auge da crise financeira mundial de 2008-2009. O IWH não prevê uma melhoria da situação nos próximos meses e anos.

Leyen: A Europa sustenta os valores do Talmude - 2

 Criticar as ações do governo de Israel passa por antissemitismo. Porém, os verdadeiros semitas são os palestinos, como mostrou Anna Shegers (1900-1983), de origens judaicas e comunista.

Apesar dos media terem por função encobrir e justificar as ações de Israel contra os palestinos - já qualificado como genocídio - e as agressões a Estados vizinhos, nos EUA, o apoio da população caiu drasticamente, sobretudo entre os jovens. Esta situação, evidenciada em sondagens, e o facto de em 2025, terem sido dados a Israel 12,5 mil milhões de dólares, levou a que 40 senadores democratas apoiem uma resolução para bloquear vendas de armas a Israel.

Não se pode confundir os israelitas com as ações e declarações de sociopatas como Ben-Gvir, Smotrich ou Netanyahu. Ehud Olmert, ex-PM de Israel afirma: "Existe Terrorismo Judeu nos territórios da Cisjordânia perpetrado por colonos israelitas e apoiado, infelizmente, pelas autoridades. Isto é limpeza étnica e crime contra a humanidade perpetrado, apoiado, financiado e coordenado pelo governo. A voz de muitos israelitas, que espero seja expressa da forma mais poderosa nas próximas eleições é a voz da oposição, a voz da compaixão, a voz da paz, a voz empenhada em lutar contra este terrível terrorismo perpetrado por judeus."