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4 de fevereiro de 2026

Mentirosos compulsivos, estupidez e racismo

 Segundo sondagens 33% dos eleitores propõem-se votar no que tem sido revelado como politicamente um mentiroso compulsivo. A promoção deste figurante de uma agenda pelo domínio absoluto dos interesses da oligarquia sem peias democráticas e constitucionais (mesmo expurgada do que mais progressista continha do espírito antimonopolista do 25 de ABRIL) tem sido feita por certa imprensa, TV, sites da extrema-direita organizados.

Como foi divulgado, em 5 meses no ano passado, o figurante teve 18 grandes entrevistas em TV sem contraditório (além de rádios). Os seus procedimentos foram caracterizados numa TV por alguém (nome não retido) como de "bully". Isto é, por norma agressivo, porém se realmente contestado ou desmascarado, vitimiza-se.

A sondagem revela o nível de despolitização a que a "democracia liberal" conduziu a população. O papel do PS neste processo não pode ser ignorado, até porque democraticamente é necessário para uma decisiva mudança de rumo. É dramático que parte importante da população tenha esquecido que todos os benefícios sociais que a direita vai reduzindo e contornando foram obtidos pelas iniciativas e lutas da esquerda, digamos, coerente.

Para satisfazer a oligarquia e o neoliberalismo da UE, o PS deixou o campo democrático enfraquecido, face às investidas da reação antidemocrática que se evidencia no neofascismo. Estes reacionários servem-se do descalabro económico e social e geopolítico das políticas de direita para empurrar o país para a extrema-direita.

A treta dos que dizem defender melhores salários

 Ontem numa acção de campanha eleitoral ,  Ventura visitou uma fábrica e ouviu do empresário : sabe , se não fossem os trabalhadores estrangeiros a fábrica fechava. Só temos um português que é o Engenheiro. Ventura embasbacou...

Numa outra reportagem em Leiria um popular queixava se : não temos mão
 de obra para arranjar os edifícios danificados 
Não há pedreiros...
Pois é .
Saiam da vossa zona de conforto e emigrem aconselhava Passos Coelho aos jovens...
A hemorragia da nossa juventude é directamente proporcional aos baixos salários , à precariedade e más condições de trabalho , à falta de habitação e de creches , à falta de perspectivas que os jovens enfrentam
No entanto em abstrato todos defendem o aumento de salários ou de uma forma mais eufemística dizem que não podemos ter uma economia assente em  baixos salários..
Mas quando se passa ao concreto o que vemos não é o reforço da contratação colectiva fundamental para os trabalhadores melhorarem as suas condições de vida.
Pelo contrário os governos do bloco central das negociatas enfraqueceram e enfraquecem a posição negocial dos trabalhadores e retiram  lhes direitos como se vê no  "pacote laboral".
Defendem o aumento dos salários em abstrato mas quando se trata de aumentar o salário mínimo  ,  quando se trata de aumentar os trabalhadores da função pública que estimula também  o aumento no sector privado, vemos como o governo e como certos partidos  se comportam no concreto. A prova dos nove...

2 de fevereiro de 2026

O mundo mudou, mas...

 O mundo mudou, dizem. Em termos dialéticos diríamos que está num processo de profundas mudanças. Um processo em que a guerra na Ucrânia representou o fim do princípio das mudanças em curso, com dois blocos: um o liderado pela China e pela Rússia que procura estabilizar o mundo multipolar, o outro liderado pelos EUA quer impedi-lo a todo o custo.

O objetivo de Trump em aumentar o orçamento militar para 1,5 milhões de milhões de dólares, mais 50% que o anterior, significa que para defender a sua hegemonia a possibilidade de guerra mundial tem de ser assumida.

Esta arrancada militarista é simplesmente uma forma de reagir aos avanços da multipolaridade, com a correspondente desdolarização e declínio de influência dos EUA. Os países preferem lidar com a China porque os EUA lançam o seu poder militar por todo o mundo, ameaçando toda a gente, envolvendo-se em guerras, e a China não o faz. Porém, à medida que o império americano enfraquece e sente ameaçado o seu poder, torna-se mais agressivo.

O dito ocidente, a "comunidade internacional" ou como comentadores referem como o "mundo", só existe na cabeça deles seguindo os gurus de Davos. Para o presidente do World Economic Forum, o fórum pretende estabelecer as "condições certas para guiar o mundo". Mas que espécie de democracia é esta que querem impor? Somos transformados em carneirada hipnotizada pelas TV? E a que mundo se refere?!

O silêncio cúmplice da UE

 Direitos do Homem , valores , princípios , direito internacional , tudo treta de geometria variável  

A duplicidade , a hipocrisia , o cinismo , desmascararam a Comissão Europeia , e a maioria dos Estados da UE e a Grã Bretanha . O silêncio sobre o golpe na Venezuela e as inqualificáveis pressões e ameaças sobre a Colômbia , México ..tudo é aceitável para a Úrsula , Kajas , Costa... Não fossem as ameaças de Trump ao Canadá e à Groenlândia e estaria tudo bem , mesmo em Gaza .

 A relatora especial das Nações Unidas para os direitos humanos na Palestina, Francesca Albanese, afirmou que o que está a acontecer em Gaza não constitui um cessar-fogo humanitário, salientando os contínuos assassinatos e bombardeamentos, a falta de necessidades básicas e a morte de mais de 450 palestinianos pelas forças israelitas desde o anúncio do cessar-fogo em outubro de 2025.

1 de fevereiro de 2026

A vassalagem em números


A Europa está sendo explorada até a última gota; está financiando as próprias armas que os americanos usam para escravizá-la, e isto com suas próprias economias.

As poupanças europeias estão sendo drenadas e saqueadas pelos Estados Unidos com a cumplicidade das elites e dos governos atlantistas do extremo centro.

31 de janeiro de 2026

 

A tese de Luke Gromen sobre as escolhas de Trump: virar a mesa.

A "teoria do animal acossado" postula que as ações agressivas e aceleradas do governo Trump em 2026, incluindo escaladas geopolíticas, ameaças de tarifas e pressão sobre os aliados para escolherem entre os EUA e a China, não são irracionais ou caóticas.

Pelo contrário, refletiriam uma reação desesperada de uma superpotência que enfrenta uma iminente escassez de recursos essenciais para sua defesa e economia.

30 de janeiro de 2026

Cuba sitiada

 Estima-se que as reservas de combustível de Cuba cubram apenas 15 a 20 dias aos níveis actuais de consumo e produção, depois de o seu último fornecedor restante, o México, ter aparentemente interrompido um carregamento e os EUA terem bloqueado as entregas de petróleo da Venezuela, informa o FT. 

 Se os fornecimentos não forem repostos, o país poderá enfrentar um racionamento severo, agravando os apagões quase diários que já afectam grande parte da população."