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1 de julho de 2022

A propaganda Ocidental e a realidade

https://www.blogger.com/blog/post/edit/6336206796491899872/8029283553111076695

Michael Hudson

 Is the proxy war in Ukraine turning out to be only a lead-up to something larger, involving world famine and a foreign-exchange crisis for food- and oil-deficit countries?

Many more people are likely to die of famine and economic disruption than on the Ukrainian battlefield. It thus is appropriate to ask whether what appeared to be the Ukraine proxy war is part of a larger strategy to lock in U.S. control over international trade and payments. We are seeing a financially weaponized power grab by the U.S. Dollar Area over the Global South as well as over Western Europe. Without dollar credit from the United States and its IMF subsidiary, how can countries stay afloat? How hard will the U.S. act to block them from de-dollarizing, opting out of the U.S. economic orbit?

29 de junho de 2022

A NATO defende a Ucrânia...até ao último ucraniano

 A reunião da NATO formalizou a instituição da guerra contra a Rússia, além de ameaçar a ChinaNa reunião, Biden afirmou que "a Rússia não pode vencer". Mas "não vencer" não é o mesmo que ser derrotado". De facto, para além do que a propaganda tente iludir os povos para que aceitem os sacrifícios a bem da manutenção do poder oligárquico, vozes mais racionais - por espantoso que seja - vêm dos EUA até de gente ligada à CIA e militares.

O New York Times revela que a CIA e forças especiais dos EUA apoiam as operações militares na Ucrânia e coordenam o envio e operação do armamento. Segundo Caitlin Johnstone este facto desmente Biden e representa a admissão de que a NATO está envolvida "numa guerra por procuração total com a Rússia", isto é, em operações contra uma superpotência nuclear com todos os seus perigos. Falcões como o congressista Seth Moulton dizem coisas como: "Não estamos em guerra apenas para apoiar os ucranianos. Estamos fundamentalmente em guerra, embora um pouco por meio de um proxy, com a Rússia, e é importante que vençamos.”

Larry C. Johnson ex-analista da CIA, dá-nos uma perspetiva realista desta guerra: Descrever a Rússia como uma força “vazia" é um absurdo sem fundamento. Os russos realizam complexas operações militares numa frente de 1 500 km que se estende de Kharkiv no norte, através do Donbas até Odessa. Além de fornecer munições, combustível, comida e assistência médica às forças terrestres, os russos também estão a alimentar centenas de milhares de civis sem abrigo por causa dos combates. Depois, há a coordenação de artilharia e mísseis de cruzeiro baseados no mar, juntamente com apoio aéreo de aeronaves de asa fixa e de asa rotativa. Ao contrário dos pronunciamentos triunfalistas de Washington, a Rússia está ganhando a guerra, a Ucrânia perdeu a guerra. Infelizmente para Washington, quase todas as suas expectativas sobre esta guerra mostram-se incorretas. E a maior parte do resto do mundo – América Latina, Índia, Oriente Médio e África – encontra poucos interesses nacionais nesta guerra fundamentalmente americana contra a Rússia.

Scott Ritter, ex-oficial dos marines e ex-inspetor de armamento, enumera o material que a Ucrânia dispunha no início do conflito, incluindo "540 canhões de artilharia autopropulsados de 122 mm, 200 obuses rebocados de 122 mm, 200 sistemas de lançamento de foguetes múltiplos de 122 mm, 53 canhões autopropulsados de 152 mm, 310 obuses rebocados de 152 mm e 96 autopropulsados de 203 mm." A Rússia alegou que havia destruído "521 instalações de múltiplos sistemas de foguetes de lançamento" e "armas, morteiros e artilharia de campo".
Perante a destruição deste equipamento e doutro entretanto entregue, "a Ucrânia solicita 1.000 peças de artilharia e 300 sistemas de foguetes de lançamento múltiplo, mais que o disponibilizado pelo exército e marines dos EUA, e 500 tanques de batalha principais – mais do que Alemanha e Reino Unido têm em conjunto. Deve-se ainda considerar as perdas sofridas pela Ucrânia e o facto da Rússia parecer capaz de sustentar o seu atual nível de atividade de combate indefinidamente. Mas há outra conclusão que esses números revelam: não importa o que os EUA e a NATO façam em termos de servir como arsenal da Ucrânia, a Rússia vencerá a guerra. A questão agora é quanto tempo o Ocidente pode dispor para a Ucrânia, e a que custo." "A feia verdade sobre a Ucrânia é que quanto mais a guerra continuar, mais ucranianos morrerão e mais fraca a NATO se tornará."
Diz ainda Scott Ritter: "As tentativas da Ucrânia em retardar o avanço russo, são feitas com sacrifício em grande escala dos soldados na frente, milhares de pessoas atiradas na batalha com pouca ou nenhuma preparação ou equipamento, trocando suas vidas por tempo para que os negociadores ucranianos possam tentar convencer os países da NATO" a hipotecar a sua viabilidade militar na falsa promessa de uma vitória militar ucraniana."

A TASS, informou que desde o início, as Forças Armadas da Ucrânia perderam pelo menos 50 000 soldados mortos sem contar os feridos e os que se renderam. ( Intel Slava Z – Telegram em 27/6) 

Na Fox News afirmou o tenente-coronel na reserva Daniel Davis: A Rússia tem uma vantagem "esmagadora" na guerra na Ucrânia, não apenas tomando território, mas destruindo a sua capacidade de defender o país em qualquer lugar. E mesmo todas as armas que prometemos fornecer dificilmente são um décimo do que seria o mínimo necessário. E se você olhar apenas para estas duas coisas, então não há caminho racional para a vitória para da Ucrânia." (Intel Slava Z – Telegram em 24/6)



26 de junho de 2022

Top10

 

AÇÕES COMERCIAIS CONTRA A RÚSSIA; O TOP 10

dos desaires( Tradução goole)

As sanções ocidentais contra a Rússia são uma questão de discussão. Funcionam ou não funcionam? Não há consenso sobre isso - com razão, como mostra os dez melhores da Telepolis

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse na sexta-feira que as sanções impostas à Rússia estão atingindo fortemente a economia do país, embora alguns dos efeitos não sejam sentidos por algum tempo. Até agora, o governo russo escondeu as consequências.

O diário  Die Welt  pintou um quadro interessante na quinta-feira dos efeitos que as sanções tiveram até agora na Rússia:

As prateleiras dos supermercados estão em grande parte cheias, restaurantes e cafés estão funcionando normalmente. E as ruas estão cheias de carros como nunca antes. Mas não apenas na vida cotidiana, o status quo prevalece. Os indicadores econômicos também são melhores do que há dois ou três meses e não dão mais a impressão de que o país está travando uma guerra contra a Ucrânia e foi atingido por sanções sem precedentes do Ocidente.

O mundo (23/06/2022)

A cadeia de fast food McDonald's é provavelmente apenas um exemplo de empresas ocidentais que deixaram a Rússia total ou parcialmente. O McDonald's vendeu seus 800 restaurantes na Rússia para um ex-parceiro de negócios. Agora eles operam sob um novo nome de marca – mas, por outro lado, não mudou muito, pois os ingredientes e componentes dos hambúrgueres são produzidos localmente.

Não surpreende, portanto, que também existam países que não queiram continuar a espiral de sanções. Hungria, por exemplo. Na quinta-feira, à margem de uma reunião de cúpula dos Chefes de Estado e de Governo da UE, um conselheiro sênior do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban colocou sucintamente:

Neste momento, descobrimos que quanto mais sanções aceitamos, pior nos sentimos. E os russos? Sim, isso os machuca também, pode

Russos? Sim, isso os machuca também, mas eles sobrevivem. E o que é ainda pior, eles operam na Ucrânia.

Reuters (23/06/2022)

No final, a União Européia estará do lado perdedor da guerra por causa de seus próprios problemas econômicos, temem os húngaros. É por isso que eles argumentam que a UE deve parar de impor sanções à Rússia e, em vez disso, pressionar por um cessar-fogo e negociações.

Top 10

 https://www.heise.de/tp/features/Sanktionen-gegen-Russland-Die-Top-Ten-des-Scheiterns-7153896.html?artikelseite=all&seite=all&#038

AÇÕES COMERCIAIS CONTRA A RÚSSIA; O TOP 10

dos desaires

As sanções ocidentais contra a Rússia são uma questão de discussão. Funcionam ou não funcionam? Não há consenso sobre isso - com razão, como mostra os dez melhores da Telepolis

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse na sexta-feira que as sanções impostas à Rússia estão atingindo fortemente a economia do país, embora alguns dos efeitos não sejam sentidos por algum tempo. Até agora, o governo russo escondeu as consequências.

O diário  Die Welt  pintou um quadro interessante na quinta-feira dos efeitos que as sanções tiveram até agora na Rússia:

Les rayons des supermarchés sont largement remplis, les restaurants et cafés fonctionnent normalement. Et les rues sont encombrées de voitures comme jamais. Mais pas seulement dans la vie de tous les jours, le statu quo prévaut. Les indicateurs économiques sont également meilleurs qu’il y a deux ou trois mois et ne donnent plus l’impression que le pays fait la guerre à l’Ukraine et a été frappé par des sanctions sans précédent de l’Occident.

Le monde (23/06/2022)

La chaîne de restauration rapide McDonald’s n’est probablement qu’un exemple des entreprises occidentales qui ont quitté la Russie en tout ou en partie. McDonald’s a vendu ses 800 restaurants en Russie à un ancien partenaire commercial. Maintenant, ils opèrent sous un nouveau nom de marque – mais sinon, peu de choses ont changé car les ingrédients et les composants des hamburgers sont produits localement.

Il n’est donc pas surprenant qu’il y ait aussi des pays qui ne veulent pas continuer la spirale des sanctions. Hongrie par exemple. Jeudi, en marge d’une réunion au sommet des chefs d’État et de gouvernement de l’UE, un haut conseiller du Premier ministre hongrois Viktor Orban l’a dit en quelques mots :

En ce moment, nous constatons que plus nous acceptons de sanctions, plus nous nous en portons mal. Et les Russes ? Oui, ça leur fait mal aussi, mai

les Russes ? Oui, ça leur fait mal aussi, mais ils survivent. Et ce qui est encore pire, ils agissent en Ukraine.

Reuters (23/06/2022)

En fin de compte, l’Union européenne sera du côté des perdants de la guerre en raison de ses propres problèmes économiques, craignent les Hongrois. C’est pourquoi ils soutiennent que l’UE devrait cesser d’imposer des sanctions à la Russie et plutôt faire pression pour un cessez-le-feu et des négociations.

Les sanctions ne fonctionnent pas comme prévu, en partie parce que certains pays n’ont tout simplement pas une vue d’ensemble des entreprises du pays qui sont détenues directement ou indirectement par des Russes ; que « l’Occident » est incohérent par intérêt personnel ; ou que vous avez mal calculé. La raison la plus importante, cependant, est probablement celle que les pays occidentaux hésitent à admettre : ils ne sont plus les seuls acteurs influents dans le monde.

TOP 1 : Commerce du charbon via la Suisse

Après le début de la guerre en Ukraine, la Suisse a imposé un embargo sur le charbon russe. Depuis le 27 avril, l’importation, la vente et la fourniture de services financiers liés au charbon russe sont interdites en Suisse. Les dispositions transitoires expirent fin août.

Cependant , les recherches de l’organisation suisse Public Eye suggèrent que les autorités du pays auront du mal à appliquer l’embargo. Car le Secrétariat d’Etat à l’économie (Seco) ne sait même pas quelles entreprises ont leur siège en Suisse et à qui elles appartiennent.

Cependant, Seco ne dispose pas d’un recensement officiel du nombre de sociétés commerciales russes basées en Suisse. Cependant, sur la base d’un rapport de l’Office fédéral de la statistique, il estime le nombre de ces entreprises « sous contrôle russe » à 14, comme l’a confirmé l’ONU.

Public Eye

24 de junho de 2022

A UE vista a partir de Moscovo

 A sobranceria de políticos e "comentadores" de há alguns tempos, dá lugar a uma espécie de caramunha, o refúgio em "valores", solidariedade europeia com a Ucrânia e o horror de uma guerra na Europa. Portanto, os horrores dos 76 dias de bombardeamentos sobre alvos civis na Jugoslávia não se passavam na Europa... Quanto à solidariedade aplica-se acima de tudo à finança, que o digam os povos sujeitos às troikas e subordinados às "regras" e sanções da UE. Sabemos o que na UE se pensa da Rússia, mas vale a pena atentar no que na Rússia se pensa da UE.

Diz Lavrov numa entrevista: "A UE é um projeto exclusivamente geopolítico, que já foi praticamente esmagado pelos EUA. Eles discutem há muito tempo uma possível componente militar que seria independente da NATO ou dos Estados Unidos. Mas a discussão acabou degenerando em interação com a NATO. As duas organizações elaboraram um plano segundo o qual os países da UE que não são membros da NATO concordam em disponibilizar seu território para o movimento de tropas e armas da NATO. É, de fato, uma das principais manifestações de uma aliança político-militar. Quanto à independência da Europa, Austin (Secretário de Defesa dos EUA) disse numa conferência recente que vão alargar a presença militar americana na Europa mas que ainda não tinham decidido se seria permanente ou transitória. Isto é, ainda não decidiram, mas quando o fizerem, a Europa receberá ordens."

Diz Putin no Fórum Económico de S. Petersburgo (1): "Os políticos europeus, já aplicaram duros golpes contra suas próprias economias. Vemos o agravamento dos problemas sociais e económicos na Europa e também nos EUA; aumentam os preços dos alimentos, da eletricidade e dos combustíveis, enquanto cai a qualidade de vida e as empresas perdem posições de mercado. De acordo com especialistas, as perdas diretas e calculáveis da UE geradas pela febre das sanções podem ultrapassar, esse ano, os 400 mil milhões de dólares. Este é o preço das decisões que se distanciam da realidade e contrariam o bom senso."

"Na UE, essas perdas recaem diretamente sobre pessoas e empresas. A taxa de inflação em alguns países da zona do euro ultrapassou 20%. (taxa de inflação homóloga segundo Eurostat: Estónia 20,1%, Lituânia 18,5%, Letónia 16,8%) A inflação nos EUA também é inaceitável – a mais alta dos últimos 40 anos. A inflação na Rússia também está hoje na casa dos dois dígitos(...) depois de atingir o pico de 17,8%, agora está em 16,7%. Mas corrigimos os benefícios sociais e as pensões para compensar a inflação e aumentamos os salários mínimos e de subsistência, protegendo assim os grupos mais vulneráveis da população."

"Esta é a nossa principal diferença em relação aos países da UE, onde o aumento da inflação reduz diretamente o rendimento real das pessoas e consume as poupanças pessoais, as atuais manifestações da crise afetam hoje, sobretudo, os grupos de baixo rendimento. Em resultado das ações dos políticos da UE este ano, a desigualdade aumentará nesses países, o que, por sua vez, dividirá ainda mais as sociedades europeias."

"Os procedimentos democráticos, as eleições na Europa e as forças que chegam ao poder parecem só fachada, porque partidos políticos quase idênticos vêm e vão, enquanto no fundo as coisas permanecem as mesmas. Os reais interesses das pessoas e das empresas nacionais estão sendo cada vez mais deslocados para a periferia. O resultado óbvio, será a perda de competitividade global e declínio, em todo o sistema, no ritmo de crescimento das economias europeias nos próximos anos. Tal desconexão entre a realidade e as exigências da sociedade levará inevitavelmente a um surto de populismo e de movimentos extremistas e radicais, a grandes mudanças socioeconómicos, à degradação e mudança de elites no curto prazo. Como se pode ver, partidos tradicionais são derrotados repetidas vezes. Novas entidades estão vindo à tona, mas têm poucas hipóteses de sobreviver, se não forem muito diferentes das existentes."

"As tentativas de manter as aparências e a conversa em nome de alguma pseudo unidade não podem esconder o principal: a UE perdeu a soberania política, e as suas elites burocráticas dançam hoje ao som de banda alheia, fazendo tudo o que as mandam fazer, prejudicando o próprio povo, economia e empresas."

"Nos últimos dois anos, a oferta de dinheiro nos EUA cresceu mais de 38%, 5,9 milhões de milhões de dólares. A massa monetária da UE também aumentou dramaticamente durante o mesmo período: cerca de 20%, ou 2,5 milhões de milhões de euros. A UE aumenta ainda mais rapidamente (que os EUA) as próprias importações. Obviamente, aumento tão acentuado da procura, não coberto pela oferta de bens, desencadeou uma onda de escassez e inflação global. Aí precisamente origina-se a inflação global."

"Quanto à política energética fracassada, apostando cegamente em energias renováveis e fornecimentos pontuais de gás natural, causaram aumentos de preços de energia desde o terceiro trimestre do ano passado, muito antes da operação no Donbass. Os preços dispararam por reação às ações do atual governo dos EUA e da burocracia europeia. Agora, aí estão, mais uma vez, procurando alguém para culpar."

"Os erros de cálculo do Ocidente não afetaram só o custo líquido de bens e serviços: também resultaram na diminuição da produção de fertilizantes, principalmente fertilizantes de nitratos feitos de gás natural. No geral, os preços globais de fertilizantes aumentaram mais de 70%, de meados de 2021 a fevereiro de 2022."

"É importante lembrar que os EUA impuseram sanções aos nossos fertilizantes; os europeus seguiram o exemplo. Os EUA cancelaram as sanções, porque viram a que poderiam levar. Mas os europeus não recuaram. A burocracia da UE é tão lenta como um moinho de farinha do século XVIII. Por outras palavras: sabem que cometeram uma estupidez, mas, por razões burocráticas, é-lhes demasiado difícil desfazer a estupidez cometida."

1 - Texto completo 25º Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (resistir.info)

21 de junho de 2022

Argumentos para uma manifestação pela paz... vindos dos EUA

 Donald Gross é advogado em Washington, DC, foi diretor dos assuntos legislativos no Conselho de Segurança Nacional dos EUA na Casa Branca, consultor sénior do Departamento de Estado dos EUA e conselheiro da Agência de Controle de Armas e Desarmamento dos EUA durante a Administração Clinton-Carter. É, portanto, alguém que fez carreira na Casa Branca. O que nos diz é o mínimo de razoabilidade sobre a guerra na Ucrânia para ser entendido por qualquer pessoa, à exceção dos psicóticos que insistentemente disparatam nas TV ou nas redes sociais sobre esta questão.

Donal Ross apela ao bom senso e às pessoas de boa vontade, precisamente o que não existiu nos finais de 2021 quando a Rússia propôs um tratado de segurança coletiva na Europa. Quem quiser recordar 1939 e as tentativas da - diabolizada - direção da URSS para um tratado junto da França e da Grã-Bretanha, pode encontrar semelhanças.

Eis o que Donald Gross nos apresenta como argumentos para a paz na Ucrânia. (1)

"A guerra Ucrânia-Rússia dura mais de cem dias. Agora é um momento crítico para refletir sobre os argumentos das pessoas de boa vontade para exortar os seus líderes a acabarem com a guerra. Os benefícios de fazê-lo são manifestos. Parar a guerra seria:
- Acabar com os ferimentos e mortes crescentes na Ucrânia de todos os combatentes, não combatentes, idosos, crianças e pessoas com deficiência.
- Acabar com a prática de crimes de guerra
- Permitir que milhões de refugiados voltem à Ucrânia
- Lançar as bases para o estabelecimento de paz, estabilidade e prosperidade a longo prazo
- Possibilitar todo o tratamento médico e reabilitação necessários para as vítimas da guerra
- Facilitar a assistência humanitária urgente e extensiva às pessoas necessitadas
- Prevenir a escalada previsível para um potencial conflito nuclear por meio do uso de armas nucleares táticas pela Rússia ou por meio de um confronto direto entre as forças da NATO e da Rússia
- Restabelecer eletricidade, água potável e aquecimento para pessoas necessitadas
- Permitir que os prisioneiros voltem para casa
- Mitigar sérias disputas internas da NATO e da UE que possam levar à divisão ou dissolução a longo prazo de tais órgãos
- Permitir a plena investigação e julgamento de crimes de guerra por agências internacionais
- Reduzir a desinformação veiculada pelos meios de comunicação para justificar a continuação da guerra
- Permitir que o comércio internacional retorne gradualmente aos níveis normais
- Preservar as artes culturais e os locais culturais da Ucrânia
- Prevenir a fome e enfrentar uma crise alimentar global aumentando rapidamente a disponibilidade de cereais e fertilizantes para os países necessitados
- Acabar com a inflação relacionada à guerra
- Reduzir os preços de combustíveis a um nível aceitável
- Prevenir o possível uso de armas químicas ou biológicas
- Evitar o risco e perigo de “armas nucleares soltas” recorrentes na região
- Aumentar a dependência dos mecanismos de resolução de disputas internacionais fornecidos pelas Nações Unidas, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio e Fundo Monetário Internacional em vez de recorrer ao uso da força
- Facilitar negociações urgentes de controle de armas nucleares e convencionais envolvendo EUA, Rússia, França, Reino Unido e China
- Reduzir as ameaças públicas para escalar a guerra feitas por governos e agentes internacionais
- Facilitar a reconstrução essencial na Ucrânia de infraestruturas e habitações que foram destruídas ou danificadas
- Prevenir e remediar a extensa devastação ambiental que está ocorrendo na região
- Acabar com as medidas autoritárias tomadas pela Rússia e Ucrânia para promover seus objetivos de guerra
- Antecipar um período de fraco crescimento económico e recessão em muitos países que é projetado pelo Banco Mundial, OCDE e outros como consequência da guerra

Após mais de cem dias de guerra, todos os líderes nacionais devem voltar a sua atenção para o fim do conflito Ucrânia-Rússia, para que a comunidade internacional possa envolver-se numa extensa reconstrução na Ucrânia para o bem de todas as pessoas e do planeta."

Os destaques a negrito são nossos. Não serão o que de mais importante é dito, mas parecem-nos merecer destaque pela oportunidade face ás políticas e propaganda vigente.

1 - The Case for Stopping the Ukraine-Russia War - CounterPunch.org