Regista-se uma onda de protestos na Europa, de Portugal à Albânia, passando pela França,Alemanha, Itália entre outros. Representam estas manifestações uma mudança qualitativa? Em termos marxistas, a prática sem teoria é cega, a teoria sem prática é inútil. Que teoria informa as atuais manifestações? Estamos perante uma transformação qualitativa na UE?
As pessoas revoltam-se contra as políticas seguidas, mas a oligarquia já estabeleceu medidas para que não ganhem programa ideológico. Como historicamente se regista, socorre-se da social-democracia dos PS e da extrema-direita, esta aproveitando-se das crises, mesmo do caos, a que as políticas - que na realidade apoiam - lançam os países. Em França a social-democracia PSF, foi chamada a dividir a esquerda unida em torno de Melanchon, facilitando a vida à Le Pen e a outra direita.
Na UE a brutalidade policial tornou-se recorrente: canhões de água, gás lacrimogéneo, cargas policiais e prisões em massa, à medida que os cidadãos europeus rejeitam o modelo da UE que financia a militarização, negligenciando escolas, saúde, habitação, bem-estar e padrões de vida.
Por cá a extrema-direita direita apoiou desde logo a violência policial, contra as "desordens" em descabeladas intervenções ao estilo nazifascista contra a esquerda - cujo mal teria sido não ter apanhado antes mais porrada da polícia.