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20 de setembro de 2026

Os Estados Unidos na África: Prevenindo a Emancipação, Mantendo a Dominação (1957-2026)

Quando a onda de movimentos de independência africanos começou no final da década de 1950, os Estados Unidos enfrentaram uma situação sem precedentes. Os impérios coloniais europeus que haviam dominado grande parte do continente desde o final do século XIX estavam se desintegrando rapidamente. Em menos de duas décadas, dezenas de novos estados conquistaram a soberania; no entanto, aos olhos de muitos líderes africanos, essa independência política era apenas um primeiro passo. Líderes como Kwame Nkrumah em Gana, Patrice Lumumba no Congo, Ahmed Ben Bella na Argélia, Julius Nyerere na Tanzânia, Modibo Keita no Mali e Sékou Touré na Guiné-Conacri defenderam a ideia de que a verdadeira emancipação também envolvia o controle dos recursos naturais, a industrialização, a cooperação entre os estados africanos e a redução da dependência das antigas potências coloniais. Mais tarde, Thomas Sankara, em Burkina Faso, acrescentou a questão do cancelamento da dívida a essa lista.

Larry Johnson escreve de Moscovo

Larry Johnson, antigo analista da CIA, escreve sobre a sua visita a Moscovo, relatando o que viu e ouviu. A sua primeira impressão é a distância entre a realidade e o descrito pelos media. Moscovo e São Petersburgo são prósperas, modernas e vibrantes. As ruas são limpas e seguras. Não estão como grandes cidades dos EUA cheias de sem abrigo ou mendigos.

No Ocidente diz-se que a Rússia está à beira da rutura, as cidades em crise. O que vejo é uma economia, apesar das sanções, indo melhor que as ocidentais: as prateleiras estão cheias, os restaurantes lotados. As pessoas trabalham, gastam, constroem.

A imprensa ocidental não se atreve a dizer isto. Há anos que prevê uma crise financeira russa que não acontece, como é visível na Avenida Nevsky em São Petersburgo ou na Rua Tverskaya em Moscou. Não há corrida bancária nem rublo em queda livre. As sanções deveriam destruir o país foram um fracasso. Compare-se o clima nessas ruas com Londres ou a decadência das grandes cidades americanas. Como e porquê se supôs que a Rússia não sobreviveria às sanções?

19 de setembro de 2026

 

Vai ser mesmo até ao último ucraniano?

A complexidade da resposta aumenta quando se insere na equação aquilo que na resolução de conflitos se designa por “momento maduro”, ou seja, o momento em que o conflito está pronto para ser negociado e em que a probabilidade de sucesso de um processo diplomático aumenta significativamente.

Mais de quatro anos passados e a guerra na Ucrânia continua sem fim à vista. Se os EUA não conseguiram atingir os seus desígnios estratégicos – o poder no Kremlin não claudicou, a economia russa não soçobrou, as elites não se mobilizaram para derrubar Putin e, pelo contrário, este reforçou o seu poder, – também as forças russas não foram capazes de infligir uma derrota estratégica a Kiev.

A Rússia interveio na Ucrânia, em 2022, inicialmente para impedir que a população russa do Donbass fosse vítima de um desfecho dramático que se encontrava iminente, tendo desse modo ficado gorado o seu objetivo de manter o Donbass na Ucrânia e conseguir assim garantir um número de votantes que permitisse eleger um “novo Yanukovych”. Putin esteve quase a consegui-lo em Istambul (abril de 2022). A Ucrânia teria mantido a sua integridade territorial, amputada da Crimeia, e o Donbass teria adquirido um estatuto de autodeterminação, no seio da Ucrânia; a guerra não teria passado de uma “escaramuça”.

18 de setembro de 2026

Arrastar a Europa para a Guerra



Uma declaração de que a burguesia europeia deve agir independentemente do governo Trump para afirmar seus interesses predatórios globalmente, inclusive travando uma guerra contra a Rússia na Ucrânia e uma guerra comercial contra a China.
Robert Stevens,

17 de setembro de 2026

Como funciona o sistema - 2

 Fase V: Bloqueio logístico. Se as sanções não surtirem efeito, tenta-se fechar vias de circulação de mercadorias privando o país da capacidade de exportar. São utilizadas forças navais da NATO, a CIA e o MI6, grupos de sabotagem, mesmo pessoas desesperadas ou simplesmente estúpidas dispostas a causar danos a troco de pagamento.

Gasodutos são sabotados, portos marítimos são atacados, centrais nucleares são alvo de ataques. É imposto um regime de inspeção a embarcações em águas internacionais, com apreensão e venda da carga, sob suspeita de contrabando ou violações de sanções.

As seguradoras ocidentais são proibidas de trabalhar com embarcações com destino ao país alvo. Sem seguro, as embarcações não podem entrar nos portos do país, o que complica a logística e torna o comércio menos lucrativo. É exercida pressão política e militar para fechar estreitos-chave, como o Bósforo, estreitos no Báltico e o Estreito de Ormuz.

Mas estes esforços podem resultar em contra-medidas não menos eficazes, se os portos continuarem funcionando, mesmo com capacidade temporariamente reduzida? A Rússia pode facilmente impedir a “frota-sombra” do RU e outros países da UE/NATO de navegarem por rotas que contornam o território russo. E se o Estreito de Ormuz e o Estreito Bab el Mandeb forem bloqueados prejudicando a logística ocidental?

16 de setembro de 2026

Luliia Mendel Spectator

 Para os americanos que acompanharam o conflito russo-ucraniano, os últimos meses devem ter parecido muito estranhos. Durante as duas primeiras semanas do verão, a narrativa vinda de Kiev – divulgada por muitos meios de comunicação ocidentais – afirmava que a Ucrânia estava vencendo.

Então, pouco depois da Cimeira da OTAN em julho, Kiev anunciou que não possuía os interceptores necessários para evitar uma catástrofe de inverno.

A Ursula das vacinas e da militarização da Europa

1  A Ursula sem vergonha dá mais uma cambalhota

A Ursula van Der Lein afirmou que  a Uniao Europeia está na primeira linha do apoio à Palestina.
A União Europeia com o seu silêncio e inação em relação ao genocídio na Palestina foi conivente e um aliado objectivo de Israel e só quando viu que a esmagadora maioria da opinião publica estava com a Palestina é que mudou o discurso tal como o governo português
Descaramento não lhes falta.
Francisca Napolitano

2 Na CNN um Alberto Cunha diz que a Rússia continua a testar os limites da União Europeia para justificar a aldrabice dos drones que têm caido na Europa
Não faz a pergunta, quem ganha e quem perde com estes casos dos drones? A quem aproveita?
A Rússia não se vê o que possa ganhar
Mas já os países que querem militarizar a Europa a farsa dos drones dá - he todo o jeito
Ana. Souza