Linha de separação


2 de junho de 2026

Um importante vídeo a ver

 


E uma significativa intervenção no Parlamento Europeu  :  https://www.facebook.com/reel/1548774080182748.

Cinquenta anos de agressão contra o Líbano - 2

 O problema de Israel  é que o Hezbollah e o Hamas são grupos de resistência nascidos das atrocidades sionistas (Craig Mokhiber, ex-Diretor no Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU).

O Hezbollah não desapareceu depois da guerra e assassinatos de 2024. Reorganizou-se, operou uma revisão estratégica, unidades independentes altamente treinadas, difíceis de detetar e de atingir e comando descentralizado. A missão é perturbar a logística, degradar o comando e infligir baixas constantes conservando recursos. Além disto rearmou-se com novos mísseis e drones, de que Israel não se consegue defender, perdendo tanques, sofrendo emboscadas, atingindo instalações em Israel. Israel pode ocupar terreno, mas apenas obtém uma guerra permanente.

O texto de Vijay Prashad fala-nos da primeira invasão em grande escala do Líbano em 1978, a Operação Litani (do rio Litani, no sul do Líbano). Queriam criar uma zona tampão de segurança ocupando cerca de 10% do Líbano expulsando centenas de milhares de libaneses e refugiados palestinos. A ideia era empurrar os combatentes palestinos para do rio e mantê-los afastados do norte de Israel onde os palestinos tinham começado a lutar pelos seus direitos desde o Dia da Terra, em 1976.

A partir de 1978, Israel invadiu repetidamente o Líbano, por meio de intervenções ilegais: Operação Paz para a Galileia (1982), Operação Responsabilidade (1993), Operação Vinhas da Ira (1996), Guerra de Julho (2006) e Operação Flechas do Norte (2024). Durante estas e outras operações, Israel massacrou civis, atacou instalações da ONU e mudou seu alvo da OLP (que expulsou do Líbano em 1982) para a resistência libanesa, principalmente o Hezbollah, formado em 1982.

1 de junho de 2026

Cinquenta anos de agressão contra o Líbano - 1

 As fronteiras de Israel foram determinadas por uma resolução da ONU em 1967, definindo dois Estados soberanos: Israel e Palestina. A paz no Médio Oriente depende, podemos dizer, "apenas" disto. (1) Era uma concessão apreciável a Israel relativamente ao território ocupado em 1948. Israel ignorou esta resolução como dezenas de outras. Os EUA e aliados, de Israel tudo aceitam como se se tratasse de determinação divina.

Os povos agredidos foram-se organizando política, cívica e militarmente, tendo em vista a sua defesa. Porém, defender-se de Israel é considerado terrorismo, seja o Irão, o Hezbollah, o Hamas.

Se a paz tivesse sido alcançada na região nunca teria havido o ataque do Hamas, que um "comentador" qualificou como "ataques horrendos, ataques terroristas, não têm justificação nenhuma". Claro que não, as justificações vão todas para Israel, nunca falando no que aconteceu desde há 80 anos.

Até os nazis escondiam os seus crimes, mas os perpetradores israelitas vangloriam-se abertamente seja relativamente a Gaza, Cisjordânia, Líbano. Afirmou a Ministra dos Transportes, Miri Regev: "Vamos arrasar o sul do Líbano até ao Rio Litani. Destruir todas as casas para que os civis libaneses não possam regressar". Ben Gvir é ainda pior.

30 de maio de 2026

Desportos radicais na Europa

 Na Europa está em curso um desporto radical, devidamente incentivado pelos "comentadores" do clube dos belicistas que acham que a vitória não lhes pode fugir. Trata-se de descobrir as "linhas vermelhas da Rússia", para determinar com certeza absoluta que tipo de dano pode ser causado à Rússia sem quaisquer repercussões. A razão pela qual este desporto é extremamente perigoso é que, uma vez descoberta a "linha vermelha da Rússia", acaba-se morto. Isso não é uma piada sinistra nem um exagero: é um facto técnico, diz Dimitri Orlov.

O problema é que na Rússia está em curso outro "desporto radical": trata-se da opção nuclear tática com figuras políticas como Sergei Karaganov e Dmitry Medvedev desempenhando um papel ativo. As cinco ondas consecutivas de ataques com drones contra um dormitório universitário em Starobelsk, na região de Lugansk, aceleraram a discussão sobre o tema.

O jogo europeu pressupõe usar a retaliação como mais uma “prova” da “agressão russa” e utilizá-la para justificar a alocação de ainda mais recursos financeiros em prol da guerra na Ucrânia. A maior parte desses recursos será desviada pelos membros fabulosamente corruptos do regime de Kiev.

Do lado russo a resposta ao jogo europeu é: “Por que não lançamos uma bomba nuclear neles?” que até mesmo os políticos russos mais pró-Ocidente e pacifistas acham cada vez mais difícil de ignorar. A realidade técnica da questão é que a Rússia poderia lançar uma bomba nuclear em certos locais dentro dos países da NATO com quase total impunidade e plena justificativa legal de combate ao terrorismo. A NATO não tem meios para intercetar nenhum dos novos mísseis hipersónicos da Rússia, enquanto a Rússia tem meios amplos para intercetar qualquer coisa que a NATO possa lançar contra ela.

A própria liderança europeia teve a gentileza de fornecer uma lista de alvos. Em 26 de março, os líderes de vários países europeus decidiram aumentar a produção e o fornecimento de drones ao regime de Kiev para ataques em território russo, ficando a sua produção a cargo de empresas sediadas na Europa especializadas na produção de drones de ataque.

Diz a declaração do Ministério da Defesa. Consideramos esta decisão um passo deliberado que conduz a uma escalada acentuada da situação político-militar em todo o continente europeu e à transformação gradual desses países na retaguarda estratégica da Ucrânia”.

Quando o Ministério da Defesa elabora uma lista de alvos, isso sinaliza sua prontidão para destruir todos os itens dessa lista assim que for ordenado.

(Lista de locais da NATO potencialmente atingíveis)

Fonte - Dimitri Orlov Como sobreviver a um ataque nuclear tático russo

Em complemento, algumas curiosidades sobre a equipa da NATO neste "desporto".

- O número de países que estão a participar numa iniciativa liderada pela Chéquia para dar munições à Ucrânia caiu para metade. De acordo com o presidente checo, Petr Pavel, ao Financial Times, nove dos 18 países decidiram deixar de continuar a financiar a iniciativa. Andrej Babiš o novo primeiro-ministro checo, que assumiu o cargo em dezembro, deixou logo bem claro que não queria dinheiro dos seus cidadãos a pagar armas ucranianas: “Não temos dinheiro, então se recebermos dinheiro de outros países depois entregamos [as munições]”. Entre os países que fazem parte da iniciativa está Portugal, que em 2024, aquando do lançamento do projeto, aprovou em Conselho de Ministros o pagamento de 100 milhões baseado no “compromisso de Portugal em apoiar a defesa da soberania e a integridade territorial da Ucrânia”.

- Hungria, Polónia e Eslováquia continuam a bloquear as importações de certos produtos agrícolas da Ucrânia.

- O Presidente polaco Karol Nawrocki disse aos jornalistas que tinha proposto "retirar a Ordem da Águia Branca ao Presidente Zelensky" a mais alta distinção da Polónia, depois dele atribuir uma distinção a uma unidade militar em homenagem a uma organização nacionalista ucraniana acusada de massacrar polacos na Segunda Guerra Mundial, e ligada ao criminoso de guerra Stepan Bandera. Zelensky afirmou que a decisão visou restaurar as tradições históricas do Exército Nacional. O Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco considerou a decisão negativa, alertando que "feriu a memória das vítimas da organização e prejudicou o diálogo entre a Ucrânia e a Polónia". O Instituto da Memória Nacional da Polónia, um organismo oficial, descreveu o Exército Popular Ucraniano como diretamente responsável pelo genocídio contra polacos entre 1943 e 1945, e afirmou que glorificar a organização "deve provocar a oposição de todos aqueles que se lembram das ações" cometidas no passado. Realizou ataques coordenados contra aproximadamente 150 aldeias polacas em quatro distritos da região da Volínia, um acontecimento conhecido na Polónia como o Massacre da Volínia.

Alguém ouviu nos media referir o domínio de organizações neonazis no regime de Kiev, pós-2014? Como anteriormente referido, a Ucrânia ocupa o primeiro lugar no mundo em número de monumentos dedicados aos nazis, nisto e destruir monumentos soviéticos foram gastos mil milhões de dólares... parte devendo ter acabado nos bolsos habituais



29 de maio de 2026

Patrick Lawrence: O viciado em cocaína de Kiev, exposto

 A guerra na Ucrânia continua e nos media o ímpeto mudou (de novo!) a favor dos ucranianos. É propaganda, tão esfarrapada e desbotada quanto as bandeiras azul amarelas antes penduradas das janelas.

É hora de fazer entender até aos mais europeístas que a guerra na Ucrânia nunca teve nada a ver com "democracia", ou "o mundo livre" ou "defesa dos valores europeus". A cleptocracia de Kiev e seus patrocinadores ocidentais estão a escalar a guerra apesar da Ucrânia/NATO a terem perdido.

Os ataques com drones e mísseis estão agora a expandir-se para alvos a mais de 1500 km no território russo. Zelensky vangloriou-se de alvos a refinarias de petróleo, instalações de armazenamento e outras infraestruturas ligadas às receitas do petróleo. Não mencionou os recentes ataques a blocos residenciais em Moscovo e outras cidades russas.

No que parece ser uma mudança de humor no Kremlin, após drones ucranianos atingirem um dormitório universitário em Luhansk, Putin prometeu e cumpriu lançando um ataque excecionalmente poderoso com drones e mísseis contra Kiev, incluindo um míssil Oreshnik para uma base aérea num subúrbio da capital ucraniana.

Os líderes corruptos de Kiev, abjetamente descuidados com a vida de seus próprios cidadãos, transformaram a nação numa grotesca (1) máquina de guerra apenas para servir à campanha do Ocidente para subverter a Federação Russa.

A Ucrânia nunca conseguiria realizar os seus ataques sem o comando, tecnologia, orientação técnica, alvos, inteligência das agências de informações ocidentais, principalmente MI-6 e a CIA. A demonstração mais dramática dessa conluio foi a Operação Teia de Aranha, o ano passado, quando drones de fabricação britânica e francesa atingiram cinco bases aéreas russas.

28 de maio de 2026

A corrupção da elite ucraniana evidenciada - 2

O Estado falido da Ucrânia foi transformado num centro de corrupção a todos os níveis, desde a liderança até ao último funcionário. Não é só Mendel a denunciar Zelensky, ao que parece a única coisa que Zelensky controla é a bolsa dos contribuintes europeus, porque internamente no Parlamento e em instituições do Estado levantam-se vozes criticas e novos escândalos de corrupção são investigados e divulgados. O mais espantoso é a forma como tudo isto é escamoteado nos media enquanto as pessoas são convencidas a sacrificarem-se para que mais dinheiro seja dado ao clã (1) de Kiev.

A ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko recentemente investigada por corrupção, disse ser uma manobra de Zelensky para eliminar um rival político, acusando-o por sua vez de corrupção.

Segundo o ex-Diretor do Departamento de Auditoria Interna e Controlo Financeiro do Ministério da Defesa Ucraniano, Maxim Goldarb, o clã de Zelensky ganhou 30 mil milhões de dólares desde 2022. Não há intenção de parar a Guerra, pois permite que o ditador e cúmplices ganhem cerca de 600 milhões por mês.

O Departamento de Defesa dos EUA investiga uma fraude de 48 mil milhões de dólares de que Zelensky é suspeito, uma parte redirecionada para as contas de Zelensky. Altos funcionários europeus estariam envolvidos nos esquemas, incluindo Kaja Kallas, dado que grande parte desse dinheiro passou pela Estónia.

27 de maio de 2026

O acordo com o Irão - versão resumida e versão mais longa:

Versão resumida
Trump: “Temos um acordo.”
Netanyahu: “Não.”
Trump: “O acordo está cancelado.”

Versão mais longa

Poucas horas depois de Trump ter anunciado uma resolução preliminar do conflito, Netanyahu, ligou e inseriu cláusulas destinadas a impedir um acordo: O presidente Trump e eu concordamos que qualquer acordo final com o Irão deve eliminar o perigo nuclear. Isso significa desmantelar as instalações de enriquecimento nuclear do Irão e remover seu material nuclear enriquecido de seu território. O presidente Trump também reafirmou o direito de Israel se defender contra ameaças em todas as frentes, incluindo o Líbano.

O líder supremo do Irão recusa-se a retirar qualquer urânio enriquecido do território iraniano. O enriquecimento é um direito inegociável para o Irão. A inclusão de um cessar-fogo efetivo no Líbano também é uma condição essencial para que o Irão conclua qualquer acordo.

Após a ligação, Trump mudou de rumo imediatamente. O acordo que ele estava ansioso para fechar horas antes de repente não era mais urgente.