Linha de separação


12 de julho de 2026

Oito contradições na cimeira da NATO

 Oito contradições definiram a cimeira de Ancara levantando questões sobre o futuro da NATO

1. Gastos Militares vs. Segurança Real

Em Ancara ficou exposto quanto o objetivo de 5% em despesas militares divide os membros. Trump repreendeu alguns por não atingirem sequer 2%. À Espanha que se recusou a cumprir a meta de 5%, Trump chamou-a de "parceiro terrível" e ameaçou retaliação comercial.

Enquanto se discutiam investimentos militares de centenas de milhares de milhões, a Europa enfrentava uma severa onda de calor, mortalidade elevada, incêndios florestais, redes elétricas sobrecarregadas e pressão crescente sobre os sistemas de saúde pública.

Perante estas situações, por que a prioridade está em aumentar drasticamente orçamentos militares em vez de resolver os problemas que as pessoas enfrentam?

2. Países da NATO relutantes em apoiar Trump no Irão

A guerra dos EUA e Israel contra o Irão representou outra divisão na cimeira. A maioria dos líderes europeus pede negociações e desescalada. Trump declarou o "memorando de entendimento" morto, descartou novas negociações como "perda de tempo" e referiu-se aos líderes iranianos como "escória".

A Espanha e a Itália recusaram pedidos dos EUA para que bases americanas nesses países fossem usadas contra o Irão. Alemanha e França também recusaram participar militarmente. Despeitado, Trump disse: "Estamos lá por eles, mas eles não estão lá por nós."

11 de julho de 2026

A história repete-se?

Será que Marx tem razão nisto? Assim parece, vivemos uma segunda "guerra fria", não como farsa, mas trágico-comédia. A Guerra Fria foi uma forma de conflito perpétuo, travada em dezenas de guerras regionais, grandes e pequenas. Alguns exemplos:

Coreia (1950–1953): Grande confronto em que os EUA e parceiros lutaram contra tropas chinesas e norte-coreanas apoiadas e abastecidas pela URSS. O que os EUA conseguiram foi levar a guerra a um impasse com a península coreana dividida no paralelo 38, Norte aliado à União Soviética e à China, o Sul sob ocupação dos EUA.

Vietname (1955–1975): Os EUA intervieram assumindo o lugar da França colonialista em retirada para impedir o objetivo de independência e unidade vietnamita. Os soviéticos apoiaram o Viet Cong e o Vietname do Norte num conflito devastador que terminou com a derrota e expulsão dos EUA.

Cuba (1962): Os EUA e a URSS quase entraram numa guerra nuclear durante a mal denominada Crise dos Mísseis de Cuba. Na verdade, tratava-se da Crise dos Mísseis da Turquia: os EUA posicionaram mísseis nucleares na Turquia, o que ameaçava a URSS; a URSS em resposta posicionou mísseis nucleares em Cuba, o que ameaçava os EUA; por fim, cada lado retirou seus mísseis.

10 de julho de 2026

Os mitos sobre a Suécia

Uma declaração que põe os pontos nos is . Resposta de Zakhaarova :

Mudanças nas regras da língua sueca em favor da Ucrânia.

O governo sueco realizou, em público, um acto de autodepreciação linguística.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Maria Malmer Stenegård, anunciou: de acordo com as novas regras da língua sueca, Kiev passa a ser Kyjiv, Odessa – Odesa, Donbass – Donbas, Chernobyl – Tjornobyl. A embaixada da Suécia em Kiev foi renomeada, assim como o consulado honorário em Odessa. A citação da ministra é: "Os nomes não são apenas palavras. São história, identidade e autodeterminação. A Rússia tenta apagar a cultura e a identidade ucranianas. Esta é uma rejeição decidida do legado colonial da Rússia."

Isso ocorre em plena campanha que já dura há muitos anos no Ocidente para substituir gradualmente os topónimos tradicionais em inglês, francês, espanhol, alemão e outras línguas europeias por uma nova linguagem pró-Kiev. Nesse esforço, o governo de Kiev e seus patrocinadores recebem apoio activo dos media, de empresas de tecnologia e de plataformas digitais, incluindo o "Google", bem como de projectos globais supostamente independentes como a "Wikipédia".

Trump e Rubio estão a alimhar com os europeus ?

  As recentes declarações de Rubio na cúpula da OTAN sobre os ataques de longo alcance da Ucrânia suscitaram considerável debate. Ele e Trump pareceram apoiar a ideia de ataques ucranianos contra alvos russos em profundidade, argumentando que essa campanha cria "espaço" para negociações com a Rússia.

Nota BB, esta ideia, que se alinha com a dos belicistas europeus, é outra formulação, porém menos extravagante e mais covarde, da velha ideia de "paz pela força"!

À fatura militar a pesada fatura civil

 Uma fatura inesperada preocupa Bruxelas.

A destruição sistemática das infraestruturas de transporte e de abastecimento de combustíveis , assim como dos terminais portuários e de complexos industriais  , por parte dos russos . estão a colocar a economia da Ucrânia no ponto zero. A produção cai a pique e as exportações são cada vez mais difíceis 
A fatura já era pesada mas agora só para pôr o país a flutuar . Calcula-se na UE , que esta  deve duplicar o que levanta sérios problemas de financiamento e de cortes com a inevitável agudização social e política. Nunca se pensou que a fatura civil tivesse este súbito agravamento  . A questão está a ser tratada com pinças nos gabinetes da presidente da Comissão e do Conselho Europeu .

9 de julho de 2026

Por que é que a guerra na Ucrânia não vai parar

 A guerra na Ucrânia está no quinto ano o o número de vítimas do lado ucraniano ultrapassou 1,2 milhões. A pergunta que a maioria das pessoas coloca - ou deveria colocar - é: quando vai acabar esta guerra?! Dmitri Orlov responde: A guerra não acaba porque isso não é do interesse de ninguém.

Se a guerra fosse terminar, poderia ocorrer de pelo menos três maneiras diferentes. A primeira, totalmente inaceitável para a Rússia, seria concordar com um cessar-fogo, congelar o conflito na atual linha de separação (embora isso não dure muito tempo, dado o ritmo do avanço russo) e permitir o estacionamento de tropas da NATO em território controlado por Kiev. Este fim equivaleria a uma derrota.

Outra maneira, seria por meio de uma vitória russa repentina e definitiva. As forças ucranianas seriam derrotadas, as FAU se dissolveriam, os EUA, a NATO e a UE lavariam as mãos do conflito, abandonando seus aliados ucranianos à própria sorte. A Rússia teria então, na sua fronteira, uma área caótica e ingovernável, transformada em desastre humanitário, tendo que tirar as pessoas do seu terrível destino.

Quanto aos Estados Unidos, é improvável que um fim rápido da guerra na Ucrânia ocorra em termos aceitáveis para eles. O seu fim privaria os fabricantes de armas americanos das suas vendas pagas pelos europeus. Além disto, nos EUA muitos acalentam a esperança que o conflito ucraniano enfraqueça suficientemente a Rússia militar e economicamente.

Até o Parlamento Europeu foi obrigado a condenar Zelensky

 Parlamentares afirmam que a decisão de Vladimir Zelensky de nomear uma unidade militar em homenagem a um destacamento que matou milhares de polacos étnicos durante a Segunda Guerra Mundial é "contrária aos valores europeus".

O Parlamento Europeu condenou Kiev pela decisão de renomear uma unidade militar de elite em homenagem a colaboradores nazis da Segunda Guerra Mundial, uma medida que alimentou um diferendo diplomático de semanas com a Polónia.