Planos para dominar o Irão veem de há muito. Em 1953, o PM Mossadegh foi derrubado, preso e instaurada a ditadura de Reza Palevi e a sua Savak. Depois da Revolução Islâmica de 1979, o Iraque sob Saddam serviu para uma guerra com centenas de milhar de mortes, que não venceu. Ao uso das máfias, Saddam foi depois assassinado à ordem dos seus chefes, os EUA.
Agora a estratégia de Trump tinha três objetivos: 1 - Mudança de regime: as estruturas de comando político e militar continuam a funcionar. 2 - Acabar com o programa nuclear do Irão - algo que nunca esteve em causa e tendo sido alcançado um acordo abrangente nas negociações em Genebra. 3 - Eliminar a ameaça de mísseis balísticos - o Irão continua a lançar mísseis apesar dos ataques em curso.
Nenhum objetivo foi alcançado. O Irão tinha um plano, devidamente estruturado concebido para manter a capacidade de retaliação mesmo sob ataque sustentado.
Dominar o Irão integra-se numa estratégia concebida pelos EUA há mais de 30 anos, incluído num conjunto de países considerados ameaças: Iraque, Síria, Líbano, Líbia, Somália, Sudão. A situação em que estes países se encontram (e Israel agora para lá caminha) justifica Pepe Escobar qualificando os EUA como o Império do Caos.
