Na
Europa está em curso um desporto radical, devidamente incentivado
pelos "comentadores" do clube dos belicistas que acham que
a vitória não lhes pode fugir. Trata-se de descobrir
as "linhas
vermelhas da Rússia",
para determinar com certeza absoluta que tipo de dano pode ser
causado à Rússia sem quaisquer repercussões. A razão pela qual
este
desporto é extremamente perigoso é que, uma vez descoberta
a "linha
vermelha da Rússia",
acaba-se
morto. Isso não é uma piada sinistra nem um exagero: é um facto
técnico,
diz
Dimitri Orlov.
O
problema é que na Rússia está em curso outro "desporto
radical": trata-se
da
opção nuclear
tática
com
figuras políticas como Sergei
Karaganov
e Dmitry
Medvedev
desempenhando um papel ativo. As
cinco ondas
consecutivas de ataques com drones contra um dormitório
universitário em Starobelsk, na região de Lugansk, aceleraram
a
discussão sobre o tema.
O
jogo europeu pressupõe usar a retaliação como mais uma “prova”
da “agressão russa” e utilizá-la para justificar a alocação
de ainda mais recursos financeiros em prol da guerra na Ucrânia. A
maior parte desses recursos será desviada pelos membros
fabulosamente corruptos do regime de Kiev.
Do
lado russo a resposta ao jogo europeu é: “Por que não lançamos
uma bomba nuclear neles?” que até mesmo os políticos russos mais
pró-Ocidente e pacifistas acham cada vez mais difícil de ignorar. A
realidade técnica da questão é que a Rússia poderia lançar uma
bomba nuclear em certos locais dentro dos países da NATO com quase
total impunidade e plena justificativa legal de combate ao
terrorismo. A NATO não tem meios para intercetar nenhum dos novos
mísseis hipersónicos da Rússia, enquanto a Rússia tem meios
amplos para intercetar qualquer coisa que a NATO possa lançar contra
ela.
A
própria liderança europeia teve a gentileza de fornecer uma lista
de alvos. Em 26 de março, os líderes de vários países europeus
decidiram aumentar a produção e o fornecimento de drones
ao
regime de Kiev para ataques em território russo,
ficando a
sua
produção
a cargo de empresas sediadas na Europa especializadas na produção
de drones de ataque.
Diz
a declaração do Ministério da Defesa. “Consideramos
esta decisão um passo deliberado que conduz a uma escalada acentuada
da situação político-militar em todo o continente europeu e à
transformação gradual desses países na retaguarda estratégica da
Ucrânia”.
Quando
o Ministério da Defesa elabora uma lista de alvos, isso sinaliza sua
prontidão para destruir todos os itens dessa lista assim que
for
ordenado.
(Lista
de locais da NATO potencialmente atingíveis)
Fonte
- Dimitri Orlov Como
sobreviver a um ataque nuclear tático russo
Em
complemento, algumas curiosidades sobre a equipa da NATO neste
"desporto".
-
O
número de países que estão a participar numa iniciativa liderada
pela Chéquia para dar munições à Ucrânia caiu para metade. De
acordo com o presidente checo, Petr Pavel, ao
Financial
Times,
nove dos 18 países decidiram deixar
de
continuar a financiar a
iniciativa.
Andrej
Babiš o
novo primeiro-ministro checo,
que assumiu o cargo em dezembro, deixou logo bem claro que não
queria dinheiro dos seus cidadãos a pagar armas ucranianas:
“Não
temos dinheiro, então se
recebermos
dinheiro de outros países depois entregamos [as munições]”.
Entre
os países que fazem parte da iniciativa está Portugal, que em 2024,
aquando do lançamento do projeto, aprovou em Conselho de Ministros
o pagamento de 100 milhões baseado
no “compromisso de
Portugal
em
apoiar a defesa da soberania e a integridade territorial da Ucrânia”.
- Hungria, Polónia e Eslováquia continuam a bloquear as importações
de certos produtos agrícolas da Ucrânia.
-
O Presidente polaco Karol Nawrocki disse aos jornalistas que tinha
proposto "retirar
a
Ordem da Águia Branca ao Presidente Zelensky" a
mais alta distinção da Polónia, depois dele atribuir uma distinção
a uma unidade militar em homenagem a uma organização nacionalista
ucraniana acusada de massacrar polacos na Segunda Guerra Mundial,
e
ligada ao criminoso de guerra Stepan
Bandera.
Zelensky
afirmou que a decisão visou restaurar as tradições históricas do
Exército Nacional.
O
Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco considerou
a decisão negativa, alertando que "feriu
a memória das vítimas da organização e prejudicou o diálogo
entre a Ucrânia e a Polónia".
O
Instituto
da Memória Nacional da Polónia,
um organismo oficial, descreveu o
Exército
Popular Ucraniano como diretamente responsável pelo genocídio
contra polacos entre 1943 e 1945, e afirmou que glorificar a
organização "deve provocar a oposição de todos aqueles que
se lembram das ações" cometidas no passado.
Realizou
ataques coordenados contra aproximadamente 150 aldeias polacas em
quatro distritos da região da Volínia, um acontecimento conhecido
na Polónia como o Massacre da Volínia.
Alguém ouviu nos media referir o domínio de organizações neonazis no regime de Kiev, pós-2014? Como
anteriormente referido, a Ucrânia ocupa o primeiro lugar no mundo em
número de monumentos dedicados aos nazis, nisto e destruir
monumentos soviéticos foram gastos mil milhões de dólares... parte
devendo ter acabado nos bolsos habituais