O
assassinato de líderes e negociadores por duas vezes pelos EUA,
enquanto decorriam negociações, aliás bastante favoráveis ao que
os EUA diziam pretender, ultrapassa tudo que mesmo historicamente se
verificou. Repare-se que nas infindáveis especulações do
"comentadores" isto é simplesmente dado como não
existente.
A
estupidez que lidera o império e vassalos revela-se ao assassinar
gente que ainda por cima eram os mais flexíveis nas negociações.
Agora dos atuais 13 membros do Conselho Supremo de Segurança
Nacional do Irão, apenas 2 são ditos “reformistas”.
Os
EUA tentam reiniciar negociações, mas a sua "estratégia"
tem-se baseado em: pressão máxima; prazos sucessivamente adiados;
ameaças vociferantes de destruir as infraestruturas do Irão -ou a
sua própria civilização. (!) Teerão mostrou frieza e foi muito claro
em não se intimidar, não há negociações sob um bloqueio naval.
Não há negociação enquanto seus navios estão sendo atacados - de
facto violações do cessar-fogo.
A
Grande Questão é
o
bloqueio naval.
O
Artigo 3(c) da Resolução 3314 da Assembleia Geral da ONU (Definição
de Agressão) vai direto ao ponto: “O bloqueio dos portos ou costas
de um Estado pelas forças armadas de outro Estado” qualifica-se
como
um ato de agressão. Isto aplica-se diretamente aos EUA, não ao Irão.