Só por humor alguém pode dizer a propósito do encontro com Trump, que Xi Jinping tem interesse em aparecer junto das grandes lideranças atuais (Jorge Tavares da Silva, CNN). Mas quais "grandes lideranças" ao pé da China?! Acaso se referem à Leyen e ao Costa, metidos num autocarro no aeroporto de Pequim, como meros turistas e recambiados no dia seguinte quando previam dois dias de reunião?!
Se há líderes junto dos quais Xi quer ser visto é ao lado de Putin, ou nas fotos das reuniões da OCX (Organização de Cooperação de Xangai) ou do BRICS. Devia-se explicar aqueles "especialistas" que não estamos em 1884, quando as potências colonialistas dividiam em Berlim o mundo entre si, nem em 1991, no "fim da História". A OCX é, a maior associação regional do mundo, com metade da população do planeta.
Segundo Pepe Escobar a OCX não é um mero fórum de discussões, mas as bases de um sistema económico que Washington não pode controlar. A Rússia, a China, o Irão e seus parceiros expandem o comércio nas suas próprias moedas (o comércio da Rússia com os países da OCX ultrapassou os 400 mil milhões de dólares, 98% realizado em moedas nacionais) ligando corredores de transporte e energia e construindo suas próprias instituições de desenvolvimento. Esses projetos transformam a OCX na base económica de uma Eurásia multipolar, cada vez mais distanciada das sanções dos EUA e da exclusão financeira.

