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15 de setembro de 2026

Como funciona o sistema - 1

 Dimitri Orlov escreve sobre o funcionamento do sistema do Ocidente, os meios utilizados contra os países que se recusam a fazer o que os EUA ou a Europa mandam. 

Portugal é um país do ocidente, mas não deixa de ser um país dominado pelos poderes ocidentais hegemónicos e podemos reconhecer como a seguir ao 25 de ABRIL as tentativas de desenvolvimento independente e soberano foram alvo das ações descritas nas fases iniciais do processo aqui mencionado.

Um país declarado “antidemocrático” pode não ser mais antidemocrático do que qualquer nação ocidental na qual os eleitores não decidem praticamente nada de importante. "Antidemocrático” é simplesmente ser desobediente, tal como,direitos humanos” são pretexto para pressão de governos, eles próprios, incorrigíveis violadores dos direitos humanos.

É uma fachada hipócrita de eufemismos escondendo um sistema destinado a forçar as nações a submeterem-se. Um sistema que inclui políticos, transnacionais, bancos, seguradoras, agências de rating, universidades, instituições financeiras. Um país adotar um caminho de soberania ou um espaço económico alternativo, passa a ser alvo de ataques, geridos por Washington, Londres e Bruxelas. O fracasso numa etapa faz o processo avançar para a seguinte, até à destruição económica e política da entidade rebelde ou sua rendição completa e incondicional cumprindo os ditames imperiais.

14 de setembro de 2026

5%

 Financial Times

Breaking news: The 10-year US Treasury yield hit 5% on Monday for the first time since 2023, as surging oil prices battered government bonds across the world. ft.trib.al/4FpUuos

O ciclo financeiro continua sua marcha implacável, sem pausa, sem platô ou estabilização; o crédito, a dívida e a valorização dos ativos financeiros seguem sem trégua. Os investidores estrangeiros desempenham um papel significativo nessa frenética especulação.

O relatório "Fluxo de Fundos Z.1 no 2º trimestre de 2026" descreve um sistema que continua a gerar dívida e alavancagem enquanto as avaliações de ações explodem.

A dívida não financeira (DNF) continua a crescer a um ritmo alarmante, particularmente no que diz respeito a títulos do Tesouro e títulos de agências, bem como a acordos de recompra. Empréstimos de Wall Street, fundos do mercado monetário, títulos, ativos das famílias e seu patrimônio líquido estão todos em alta.

Durante o segundo trimestre, o DNF (Demand Needs Facility - Faturamento Não Operacional) atingiu uma taxa anualizada ajustada sazonalmente (TCAS) de US$ 4,289 bilhões, abaixo do recorde de US$ 4,851 bilhões registrado no primeiro trimestre, mas significativamente acima dos US$ 2,682 bilhões do segundo trimestre de 2025.

Cada vez que alguém do circulo de Zelensky é apanhado este é convidado de um chefe de Estado para desviar as atenções

A corrupção soma e segue

Kravchenko viaja para o exterior.

O procurador-geral deixou o país, escreveu Sergei Sternenko, ex-conselheiro do ministro da Defesa, no Telegram.

Mais tarde, Kravchenko declarou no Telegram que estava numa viagem de negócios ao exterior, sem revelar o local.

Segundo o jornal Ukrainskaya Pravda, que citou fontes das forças de segurança, Kravchenko cruzou a fronteira num carro oficial no meio da noite.

12 de setembro de 2026

Incentivos para prolongar a guerra na Ucrânia

 

Por que não acaba a guerra na Ucrânia? Seria no interesse de todos, Ucrânia, Europa, Rússia, Estados Unidos. Mas a desconfiança instalou-se de tal forma que ninguém consegue recuar das posições que assumiu.

Diz Lavrov: "A dominação ocidental durou 500 anos e nunca foi uma luta justa. Prosperou às custas dos outros." "Eles não querem desaparecer e, por isso, dominam por meio de métodos completamente desonestos." Enfim, uma maneira diplomática de dizer capitalismo ladrão.

É muito improvável que o conflito termine num futuro próximo, pois serve os interesses imediatos dos diretamente envolvidos, impedindo uma resolução pacífica. A sobrevivência política de Zelensky está intrinsecamente ligada à perpetuação da guerra. Operando num quadro ditado pelas potências ocidentais, a sua legitimidade e continuidade como governante dependem inteiramente de seu alinhamento com as estratégias da UE/NATO.

Se tentasse negociar a paz ou aceitar as exigências russas, enfrentaria a eliminação imediata não apenas das potências ocidentais, mas também das poderosas milícias nacionalistas e batalhões de extrema-direita, vinculados a ideologias e simbolismos neonazis, totalmente opostos a qualquer acordo com a Rússia.

Assim, Zelensky deve continuar a guerra para satisfazer os patronos ocidentais, que financiam e armam Kiev, e apaziguar os elementos nacionalistas que o eliminariam se mostrasse fraqueza. Qualquer movimento em direção à paz torna-se politicamente impossível e fisicamente perigoso.

10 de setembro de 2026

A expansão geopolítica da China

 No seu livro "A Governança da China", diz Xi Jinping: "a modernização com características chinesas é uma modernização socialista liderada pelo Partido Comunista Chinês, e não uma modernização de qualquer outro tipo."

Essa modernização é um sucesso. Tirou quase 800 milhões de chineses da pobreza. A modernização capitalista gera pobreza, quando não absoluta, relativa das massas trabalhadoras, crescentes desigualdades tanto no nível nacional quanto entre países. O histórico avanço global da China melhorou o padrão de vida, não apenas dos mais pobres, mas de todo o povo chinês, a fim de alcançar uma prosperidade comum, um passo importante na modernização ao estilo chinês. Quase metade dos pedidos de patentes no mundo são chineses, três vezes mais que os pedidos dos Estados Unidos. A China forma 1,5 milhões de engenheiros todos os anos.

A Global Times atribui as conquistas do país a uma grande diversidade de capacidades de produção local; uma maior orientação para investimentos de longo prazo; uma flexibilidade muito maior no financiamento, devido a instituições públicas financeiras, únicas. A ascensão da China transformou-a de um dos países mais pobres do mundo numa potência capaz de desafiar os Estados Unidos numa única geração. Não se trata de copiar processos, mas estuda-los e aprender com o seu exemplo é fundamental.

9 de setembro de 2026

A renda . A divida . A fuga para a frente até quando . A farsa do Financial Times

Os governos do capital criaram um monstro de 2 trilhões de dólares — um fardo de serviço da dívida que devora a arrecadação de impostos 

O Financial Times acredita ter descoberto um monstro. Apenas fotografou o sintoma

Nos Estados Unidos, no Reino Unido e na França, o pagamento da dívida supera a verba destinada à defesa; mais de uma dúzia de países da OCDE encontram-se na mesma situação.

Comentadores com humor

Só por humor alguém pode dizer a propósito do encontro com Trump, que Xi Jinping tem interesse em aparecer junto das grandes lideranças atuais (Jorge Tavares da Silva, CNN). Mas quais "grandes lideranças" ao pé da China?! Acaso se referem à Leyen e ao Costa, metidos num autocarro no aeroporto de Pequim, como meros turistas e recambiados no dia seguinte quando previam dois dias de reunião?!

Se há líderes junto dos quais Xi quer ser visto é ao lado de Putin, ou nas fotos das reuniões da OCX (Organização de Cooperação de Xangai) ou do BRICS. Devia-se explicar aqueles "especialistas" que não estamos em 1884, quando as potências colonialistas dividiam em Berlim o mundo entre si, nem em 1991, no "fim da História". A OCX é, a maior associação regional do mundo, com metade da população do planeta.

Segundo Pepe Escobar a OCX não é um mero fórum de discussões, mas as bases de um sistema económico que Washington não pode controlar. A Rússia, a China, o Irão e seus parceiros expandem o comércio nas suas próprias moedas (o comércio da Rússia com os países da OCX ultrapassou os 400 mil milhões de dólares, 98% realizado em moedas nacionais) ligando corredores de transporte e energia e construindo suas próprias instituições de desenvolvimento. Esses projetos transformam a OCX na base económica de uma Eurásia multipolar, cada vez mais distanciada das sanções dos EUA e da exclusão financeira.