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29 de maio de 2020

Escoamento de produção espanhola

Esperemos que desta vez não apareça nenhum ministro na inauguração com loas ao investimento...
Uma boa notícia para a produção espanhola e má para o comércio local
O 12.º supermercado que a Mercadona vai abrir em Portugal fica em Santo Tirso, na Rua dos Trabalhadores do Arco, e já tem data de abertura: 25 de junho.

Será o segundo supermercado da retalhista espanhola a abrir este ano em Portugal - depois de ter comunicado que o de Aveiro abrirá a 16 de junho - dos 10 que pretende inaugurar em 2020 no nosso país.

Haircut


A Cabelte tem fábricas em Gaia e em Famalicão, emprega 521 pessoas e é a maior produtora portuguesa de cabos elétricos e telefónicos.


Afinal o corte na divida (haircut) não é assim tão abominável.
 E a "mão invisível " precisa de ajuda !!!


A banca perdoa 100 milhões de euros pra salvar a maior produtora de cabos


O Fundo de Reestruturação Empresarial (FRE),
que é gerido pela "private equity" OxyCapital e
para onde bancos como a CGD,
o Novo Banco
ou o BCP transferiram ativos problemáticos, em troca de unidades de
participação nesse fundo, é dono da
Cabelte e, de longe, o seu principal credor, detendo 138 milhões dos 194,5
 milhões de euros de dívida com que a maior produtora nacional
 de cabos elétricos e telefónicos entrou
 em Processo Especial de Revitalização (PER), no princípio deste ano.

Bons Padrinhos

Para uns a execução pura e simples que o digam as muitas familias que ficaram sem casa , para outros a ley off...mas para " reis" com bons padrinhos outro galo canta. O Novo Banco o tal que tem gestores de ouro...Eles perdoam , nós pagamos...

"Já está! Assinada a salvação do rei dos cogumelos com perdão de 54 milhões

A escritura de venda dos créditos das instituições bancárias no grupo Sousacamp à capital de risco Core Capital, que conta com a participação da produtora de tomate Sugal, foi finalmente assinada esta quinta-feira, 28 de maio.

Em causa estava a venda dos créditos do Novo Banco e do Crédito Agrícola, os maiores credores da Sousacamp, que inicialmente tinham concordado em perdoar cerca de 37 milhões de euros, mas que entretanto acordaram em fazer um "haircut" adicional de dois milhões de euros.
Depois de ter aceitado perdoar 24 milhões dos mais de 34 milhões de euros que tinha a haver no grupo, o Novo Banco aceitou perdoar mais 1,4 milhões, enquanto o grupo Caixa Agrícola Mútuo, que já tinha feito um desconto de 11 milhões dos 15,9 milhões que reclamava, acabou por perdoar mais 700 mil euros.
Contas feitas, a Core Capital e a sua parceira Sugal irão ficar com o maior produtor nacional de cogumelos 

O grupo Sugal, um dos maiores produtores mundiais de tomate concentrado, que é detido pela família Ortigão Costa, já é acionista da Core Capital e terá uma participação direta de 10% no grupo Sousacamp.

O Novo Banco e o Crédito Agrícola aceitaram, também, apoiar a tesouraria do grupo Sousacamp com linhas de créditos de dois milhões de euros.

Fundamental para o acordo final de recuperação do maior produtor nacional de cogumelos, para cumprir a tal condição precedente à homologação do plano, foi o papel do credor público IFAP (Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas), que aceitou suspender uma garantia bancária, de 5,2 milhões, por conta do financiamento de 17milhões de um projeto da Sousacamp que parou a meio."


28 de maio de 2020

Avivar memórias na informação

 O Observador
Dos meninos do dinheiro  & do J.Manuel Fernandes
"A publicação online é detida pela empresa Observador On Time,  tem no empresário português Luís Amaral o seu grande acionista. Através da Amaral e Hijas Holdings, o dono do grupo polaco Eurocash (uma das maiores empresas a atuar no país de leste  controla mais de 45,6% da dona do Observador que, de resto, conta com vários empresários portugueses no seu capital. É o caso de António Carrapatoso, ex-presidente da Vodafone Portugal, que através da Orientempo tem uma participação de 9,96%, e de António Alvim Champalimaud que controla 6,1% da Observador On Time (adquiridos pela Holdaco). A Ardma SGPS (de Pedro de Almeida, com 6,05%) e a Atrium Investimentos (de João Fonseca, com 5,44%) têm posições acima dos 5%. Entre os acionistas de referência da empresa destaque ainda para a Merino Investimentos (de Alexandre Relvas), a Lusofinança (de Filipe de Botton), António Viana Baptista, a Ribacapital (de João Talone) e Pedro Martinho." CM
 Luís Amaral, ex-quadro da Jerónimo Martins. 
 António Pinto Leite, destacado advogado da MLGTS e presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores 
 António Viana Batista, membro da administração da Jerónimo Martins 
 Pedro de Almeida, dono da Ardma, holding do mercado de contentores, 
 João Fonseca, ex-diretor do Deutsch Bank e acionista de referência da Atrium, sociedade gestora de grandes fortunas. 
 António Champalimaud (filho), dono da Holdaco....E nesta lista  imcompleta não podiam faltar  meninos que lançaram o Compromisso Portugal no Beato : Alexandre Relvas, Filipe de Botton, António Carrapatoso e Rui Ramos, quatro militantes do PSD .
A 10 de fevereiro de 2004 o Publico noticiava com fanfarras a reunião de centenas de empresários e gestores  no Beato que inclusivamente queriam debater a importancia de os centros de decisão de empresas estratégicas a privatizar ou privatizadas ficarem em mãos nacionais...
Num saboroso artigo de opinião no semanário Sol – «Compromisso Portugal»: o nome diz-lhe alguma coisa? – de 27 de Maio de 2017, Filipe Pinhal, número dois de Jardim Gonçalves e sucessor, durante escassos meses, de Paulo Teixeira Pinto no BCP, lembra-nos esse movimento – a nova geração de gestores – lançado a 10 de Fevereiro de 2004, no Beato, que prometia tirar Portugal da cauda da Europa nos «próximos dez anos».
Contrariando as promessas, dez anos depois, em 2014, diz Filipe Pinhal «Portugal não tinha saído da cauda da Europa. Infelizmente estava ainda mais atrasado e a braços com o desmoronamento do BES e da PT, duas tragédias com a impressão digital da gente do Beato, que tinha jurado que o seu grande desígnio era a defesa dos interesses de Portugal e das empresas portuguesas». Azar dos azares, logo a seguir ao termo dos trabalhos, um dos mais activos organizadores vendeu a Somague a capitais espanhóis... A transferência dos centros de decisão para o estrangeiro apenas começava. E iria acelerar por obra e graça dos «comprometidos». 
A verdade estava à vista: a «nova geração de ouro» que proclamava «somos os melhores, dêem-nos os lugares no governo e nas empresas e nós salvaremos a Pátria», afinal estava ali para tratar da vidinha. Portugal teria de esperar outros salvadores... e tinham tanta pressa, tanta que, com a sua imparável dinâmica ajudavam a colocar no pipe-line das privatizações as empresas públicas mais valiosas, que acabaram vendidas a estrangeiros. Caía a máscara aos «patriotas» 
Será de estranhar o anti comunismo visceral desta gente ? será de estranhar  os dislates de José Manuel Fernandes sobre o PCP por celebrar Lenine ? O JMF ex- UDP... O dinheiro , o ...manganão é tão bonito o Ladrão...



Empresas de portas Giratórias

Duas das empresas do regime do Bloco Central de interesses e que mais políticos e ex membros de governo têm nas suas fileiras , no sistema de portas  giratórias são noticia.
"No início deste mês, a Martifer anunciou ao mercado que a I'M SGPS, empresa dos irmãos Carlos e Jorge Martins, e a Mota-Engil não tinham concretizado o objetivo de realizar até 30 de abril prestações acessórias de capital no montante de até 40 milhões de euros, com quase metade deste montante a ser utilizado para cobrir os prejuízos acumulados de 19,2 milhões de euros da sociedade.

Objetivo falhado, quando o mesmo e o respectivo prazo de execução tinham sido aprovados em assembleia geral de accionistas em dezembro passado, a I’M SGPS e a Mota-Engil voltam à carga, disponibilizando-se agora para fazer uma operação semelhante em junho."
Entretanto, "quando se previa que 2020 seria o ano da consolidação" do novo ciclo do grupo, com a implementação do seu plano estratégico iniciado em 2018, "o mundo foi afetado pela pandemia covid-19", lamenta a Martifer.
                         O Tubarão que utilizou a Ley Off  e  quer ser dono daTVI
"Contudo, a força da estratégia que vinha a ser implementada desde 2018, permite olhar para este período com o discernimento necessário para poder tomar as decisões mais assertivas e, deste modo, poder sair desta crise ainda mais reforçados", avança a companhia que tem Pedro Duarte como CEO.

Nesse sentido, pretende este ano "reforçar o peso do segmento naval no volume de negócios do grupo em linha com a estratégia de diversificação".

"Aliás, a carteira de encomendas da Martifer é "a mais robusta dos últimos seis anos", com o segmento da indústria naval a representar 72% do total.

No negócio que tem como base os ex- estaleiros navais de Viana do Castelo, o grupo turístico de Mário Ferreira aparece como "a trave-mestra", como Carlos Martins, o chairman da Martifer, já reconheceu, em declarações ao Negócios.


Ainda em janeiro passado, o "tubarão" dos cruzeiros fluviais adjudicou à West Sea, participada da Martifer, a construção de mais quatro navios oceânicos, no valor de 286,7 milhões de euros."
Tudo Ligado.
A 14 deste mês o empresário Mário Ferreira fechou o acordo assinado a 24 de abril com a Prisa para comprar 30,22% da Media Capital, proprietária da TVI, TVI24, Rádio Comercial e a produtora Plural. As negociações entre Mário Ferreira e o grupo espanhol Prisa tinham um prazo de exclusividade até esta sexta-feira, 15 de maio. Por estes 30,22% o dono da empresa turística Douro Azul vai desembolsar 10,5 milhões de euros.

Exército USA retoma as grandes manobras na Europa

Manlio Dinucci
O Exército dos EUA na Europa, “após cuidadosa avaliação e planificação”, decidiu que efectuará na Polónia, de 5 a 19 de Junho, o exercício  Allied Spirit , no âmbito da grande manobra estratégica Defender-Europe 20 (Defensor da Europa 2020). Participarão 4.000 soldados americanos de unidades blindadas e de infantaria, apoiados por 2.000 polacos.
O exercício, que deveria ter acontecido em Maio, foi adiado porque, devido ao Covid-19, o Defender-Europe 20 foi parcialmente modificado. Mas, especifica o US Army Europe, quando em Março, foi suspenso o envio de forças dos Estados Unidos, “mais de 90% dos equipamentos destinados ao Defender-Europe 20 já estavam a bordo de aviões e navios com destino à Europa”.
No total, chegaram mais de 3.000 equipamentos, a começar por tanques, aos quais foram adicionados mais de 9.000 veículos blindados e outros veículos provenientes dos depósitos “pré-posicionados” que o Exército USA mantém na Alemanha. Dos Estados Unidos chegaram mais de 6.000 soldados, incorporados por milhares de outros estacionados na Europa.
Apesar do “ajuste devido ao Covid-19”, comunica o Exército o US Army, “muitos dos objectivos de prontidão estratégica foram ralizados”. Anuncia portanto, que, para compensar o tempo perdido, “o US Army Europe está a planear exercícios complementares nos próximos meses, baseados em muitos dos objectivos originais do Defender-Europe 20 para aumentar a prontidão e a interoperabilidade das forças USA e aliadas”.
O Allied Spirit   faz parte de uma série de exercícios nesse quadro estratégico de nítida função anti-russa. Não é por acaso que ocorre na Polónia. Segundo, o que se estabeleceu na Declaração Militar assinada pelo Presidente Trump e pelo Presidente Duda da Polónia, em Setembro passado – os Estados Unidos estão a aumentar fortemente a sua presença militar. O número de soldados que mantém em permanência, através de um sistema de rotação, foi acrescido de 4.500 para 5.500.
Em Poznan, o US Army instala um verdadeiro quartel general de divisões numa base avançada.
Em Drawsko Pomorskie, as forças armadas USA abrem um Centro de Treino de Combate.
Em Wrocław-Strachowice, a US Air Force constrói um grande aeroporto de desembarque.
Em Lask, a US Air Force transfere uma equipa de aviões pilotados remotamente, incluindo drones Reaper.
Em Powidz, uma brigada aérea de combate.
Tanto em Powidz como em Lubliniec, as Forças USA de Operações Especiais estabeleceram as suas bases.
Num localidade ainda a ser determinada, será destacada em permanência a equipa de combate de uma brigada blindada USA. Todo o equipamento já está armazenado em Bergen-Hohne, na Alemanha. O US Army Europe também comunica que a 173ª Brigada Aerotransportada, com sede em Vicenza, está a planear operações nos Balcãs e na região do Mar Negro, enquanto o 10º Comando de Defesa Aérea e de Mísseis participará em exercícios no Báltico.
A US Air Force comunica que os três tipos de bombardeiros estratégicos convencionais e nucleares de dupla capacidade USA – B-2 Spirit, B-1B Lancer e B-52H – realizaram em Maio, missões na Europa, a partir dos Estados Unidos. O que demonstrou que “a pandemia do Covid-19 não comprometeu a prontidão e o alcance dos bombardeiros estratégicos dos EUA”.
Estes factos, ignorados pelo principais meios de comunicação social que tinham anunciado o cancelamento do Defender-Europe 20 devido ao Covid-19, confirmam que os USA não cancelaram, mas remodelaram, apenas, a operação estratégica, prolongando-a.
Permanece o objectivo de Washington de aumentar a tensão com a Rússia, usando a Europa como primeira linha do confronto, o que permite aos Estados Unidos reforçar a sua liderança sobre os aliados europeus e orientar a política externa e militar da União Europeia, na qual 22 dos 27 membros pertencem à NATO, sob comando USA.

Anuncios e realidades


Como no poker

Em Bruxelas, não há clareza! Os 1.000 bilhões de euros em subsídios são apenas metade, além de 250 bilhões de empréstimos. Para pressionar, Ursula von der Leyen lembra o risco de fratura permanente da Europa.
A Grécia não é mais a única ovelha negra, agora é acompanhada pela Itália, Espanha e Portugal, sem mencionar o caso da França por decência ... E sua proposta chega no dia seguinte ao aviso de Christine Lagarde, que anuncia uma recessão duas vezes mais profunda do que na crise anterior de 2008.
No entanto, restam duas grandes áreas cinzentas a serem resolvidas. Em que condições e com que finalidades serão concedidas as subvenções, como a Comissão as reembolsará? Portanto, ainda há matéria para partir pedra, se os recalcitantes, agora chamados de "frugal", continuarem a opor se . As discussões serão difíceis de acordo com o ministro francês que, nesta fase, não quer ouvir falar de condicionalidades. Já está previsto que a próxima cimeira convocada em 18 de junho não seja concluída, sendo necessária unanimidade, que retornará em julho para saber o final da história…