Segundo Dimitri Orlov a Ucrânia recebeu “trato injusto” tanto do leste quanto do oeste: do leste, a combinação do traidor Gorbachov com o presidente bêbado Yeltsin deixou a Ucrânia à deriva num mundo hostil e ignorou-a enquanto lutava contra a “máfia russa”. Vindo do oeste, havia intermináveis promessas de riqueza: “Juntem-se a nós! Entrem para a NATO! Entrem para a UE!"
Havia também um núcleo de oportunistas políticos que achavam que poderiam conquistar uma posição para si mesmos afastando-se da Rússia, colocando a Ucrânia refém do ocidente.
Em 1991, não incluindo a parte europeia da Rússia (quase 4 milhões de km2) a antiga Ucrânia era com 603 549 km2 o maior país europeu. Agora, sem a Crimeia, Donetsk, Lugansk, Zaporozhye e Kherson, tem apenas cerca de 450 000 km2, menos um quarto do seu território. Em termos de população, outro indicador do seu colapso, diminuiu de 52 milhões para 28 a 31 milhões, segundo dados oficiais que não registam com precisão os ucranianos no exterior, os soldados mortos, os que fugiram. Estimativas não oficiais apontam para 20 a 23 milhões. Uma perda populacional de 45%, maior que a Bulgária (menos 28%) e os Bálticos (menos 25%). Não incluindo as doações internacionais a produção económica real, ajustada pela inflação, caiu para metade desde 1991.