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7 de outubro de 2026

 

O euro sob pressão

No início de outubro de 2026, o euro caiu para o seu nível mais baixo em relação ao dólar em cerca de dezessete meses, em torno de US$ 1,116, antes de se recuperar parcialmente.

Essa fragilidade se explica, em grande parte, pelas preocupações dos investidores com a trajetória orçamentária da França, a segunda maior economia da zona do euro, em um contexto de impasse político na preparação para as eleições presidenciais de 2027.

As taxas de juros dos títulos do governo francês com vencimento em 10 anos (OATs) atingiram níveis próximos a 4,7% a 4,9% no final de setembro e início de outubro, entre os mais altos desde o final da década de 2000. São superiores às taxas de juros dos títulos gregos.

A diferença em relação aos títulos alemães com o mesmo prazo de vencimento (Bunds) aumentou para cerca de 130 a 140 pontos base, um nível não visto desde a crise da dívida soberana de 2011-2012.

5 de outubro de 2026

A programada guerra com a Rússia - 2

 A Europa acumulou erros nas suas políticas em relação à Rússia com o objetivo de a controlar e aos seus recursos. As lideranças assumiram que as suas "armas maravilha" e as sanções levariam a Rússia ao colapso. Falharam, entrando em histeria belicista, quando até na Casa Branca perceberam o absurdo destas "estratégias". Na Europa não entendem que em termos estratégicos a logística vale mais que as táticas, a política e as relações externas mais que as máscaras ideológicas.

Para pessoas sensatas a guerra é a última opção a considerar. Na Europa nem sequer são tentadas outras opções. Os países afundam-se em estagnação económica há décadas, endividamento, crise social, protestos e contestação às consequências das políticas praticadas, no entanto as lideranças só pensam em guerra. Bruxelas limita-se a exercer o poder burocrático instituído e inconsequência verbal. A Europa é efetivamente dirigida por Berlim, Paris, Londres, querendo que os países adotem uma economia de guerra, gastando até 5% do PIB, de acordo com os objetivos do Império.

A Europa está longe de ter um comando militar unificado, de dominar as novas formas de guerra, com drones e mísseis hipersónicos e sem capacidade para uma guerra de atrito diretamente com a Rússia. Não dispõe de matérias-primas, os circuitos logísticos ou já foram perdidos ou implicam um pesado esforço de guerra só para os manter. 

3 de outubro de 2026

A programada guerra com a Rússia

 A Europa vai entrar numa guerra diretamente com a Rússia. A decisão foi tomada. Tudo o que os belicistas fazem agora é mentalizar as pessoas pelo medo de serem atacados pelos russos e aceleradamente expandir o potencial militar. Esta guerra justifica-se? Do ponto de vista da globalização imperialista, sim. Tal como para a Alemanha nazi, não é aceitável ter nas suas fronteiras um Estado tão vasto e tão rico em matérias-primas que não controlam. Quanto aos argumentos, variam conforme as épocas históricas.

A guerra, é já política oficial da Europa. O SG NATO Rutte, fala sobre a ameaça de uma guerra "Somos o próximo alvo da Rússia. Temo que muitos se tenham tornado complacentes. Muitos não sentem a urgência da situação. O conflito está à nossa porta. A Rússia trouxe a guerra de volta à Europa. E devemos estar preparados". Para o Chefe do Estado-Maior RU: "A guerra na Ucrânia e o historial da Rússia (?) mostram a vontade de Putin de atacar estados vizinhos, incluindo as suas crianças e populações civis. A liderança russa deixou claro que pretende desafiar a NATO, restringi-la, dividi-la e, em última análise, destruir a aliança". A data já está marcada: 2030; a posição oficial da UE/NATO é que, até 2030, deve estar pronta para uma guerra com a Rússia.

 

CRISE DA DÍVIDA, O EURO INSUSTENTÁVEL 

RJ BROOKS

Uma crise da dívida  resolve se de duas maneiras. Ou um país faz os ajustes necessários e recupera a confiança dos investidores, ou perde o acesso aos mercados, caso em que a redução da dívida permite que a população seja socorrida por meio das perdas sofridas pelo sistema bancário e pelos fundos de pensões.

De uma forma ou de outra, o custo de políticas insustentáveis ​​recai sobre a população, o que já era esperado. O ideal é que isso seja feito por meio de mudanças políticas ordenadas, como aumentos de impostos ou cortes de gastos, mas a redução da dívida alcança o mesmo resultado na ausência de consenso político sobre o ajuste fiscal.

Dentro da zona do euro, existe uma terceira opção: apropriar-se do espaço fiscal alemão para aliviar a pressão do mercado sobre as suas finanças públicas. Foi isso que aconteceu na última década.

Quando Draghi afirmou em 2012 que o BCE faria "tudo o que fosse necessário" para preservar o euro, teria sido mais transparente dizer: "Mobilizaremos uma parcela significativa do espaço fiscal da Alemanha para evitar o incumprimento soberano na Itália e na Espanha."

Nunca foi necessário vincular a prevenção de incumprimentos soberanos à sobrevivência do euro. Aliás, seria preferível que os incumprimentos soberanos fossem a norma na zona euro, em vez de serem artificialmente contidos, como já disse ontem . Mas enquanto a Alemanha se deixar intimidar por países altamente endividados e pela ameaça de colapso do euro , outros continuarão a drenar o seu espaço orçamental. Estou, portanto, convencido de que o BCE irá intervir para limitar as taxas de juro nas próximas semanas. Este estrangulamento do espaço orçamental da Alemanha não é obviamente viável politicamente, razão pela qual está a ser ocultado . Mas a ascensão do AfD trará tudo isto à luz e provocará as mudanças necessárias.

30 de setembro de 2026

A Europa tem de .... - 2

 O "tem de" é preparar-nos para a guerra. Putin e Lavrov têm repetidamente afirmado que não querem a guerra com a Europa. Por que na Europa não pegam nestas palavras e se sentam a falar com ele? Então qual é o plano que a Europa tem para acabar com este conflito? Não esquecer que o apoio à Ucrânia é parte da queda dos níveis de vida. (Tiago André Lopes, CNN).

Em oposição ao bom senso, os propagandistas exibem pseudoanálises, baseadas em narrativas difundidas insistentemente à margem da ponderação dos factos. Esforçam-se por eliminar a reflexão e que as opiniões se formem ignorando contextos, como os descritos na primeira parte, nomeadamente, que a Ucrânia começou a bombardear o Donbass, muito antes da intervenção russa.

Ao assumirem posições baseadas nas narrativas e no maniqueísmo, tornam-se incapazes de ouvir os outros, pois os seus argumentos não têm sustentação real. E é a partir de construções de "realidade virtual" e pressão psicológica que somos levados a conceber como o mundo deve funcionar e a aceitar a guerra.

A "defesa dos valores europeus" pela Ucrânia é outra justificação para apoiar Kiev com dinheiro e armas. Após a "revolução colorida" de 2014, foram fechadas escolas russas, universidades, livrarias, teatros, bibliotecas, jardins de infância, igrejas. Proibido o Partido Socialista, o Partido Comunista, o Partido de Esquerda, 11 partidos e oito sindicatos, passando criminosos de guerra nazis ucranianos a serem glorificados.

29 de setembro de 2026

 

A campanha de ataques russos está novamente focada nas telecomunicações e nos centros de dados ucranianos – Simplicious

Na semana passada, o Estado-Maior russo voltou a desenvolver suas táticas de maneiras interessantes. Nos últimos meses, a Rússia parece ter alternado entre diferentes tipos de alvos, como um "tema mensal". Depois de atacar a infraestrutura energética ucraniana, recentemente atacou pontes e armazéns, incluindo a instalação postal em Nova Poshta, e, mais recentemente, locomotivas.

Agora, o foco do dia passou a ser a infraestrutura de telecomunicações, centros de dados e internet da Ucrânia.

Tudo começou na semana passada, quando a Rússia atacou a KyivStar, a maior operadora de telefonia móvel e internet da Ucrânia, que também foi alvo de novos ataques na noite passada.

Vale lembrar que o ex-diretor da CIA, Mike Pompeo, foi nomeado para chefiar a KyivStar por razões desconhecidas, presumivelmente porque isso permite que a CIA exerça controle direto sobre a internet e os dados móveis ucranianos, possibilitando o controle, a chantagem e o monitoramento de qualquer pessoa no país.

28 de setembro de 2026

 

"Uma grande tempestade está se formando no mercado de títulos." Um artigo a ler e reter

A visão de John Authers sobre a grande tempestade dos títulos na Bloomberg: quando a IA se financia contra a tendência do mercado.

Na última sexta-feira, John Authers, colunista de mercado da Bloomberg, publicou uma coluna cujo título em francês está circulando da seguinte forma: "O grande terremoto está acontecendo no mercado de títulos".