O "tem de" é preparar-nos para a guerra. Putin e Lavrov têm repetidamente afirmado que não querem a guerra com a Europa. Por que na Europa não pegam nestas palavras e se sentam a falar com ele? Então qual é o plano que a Europa tem para acabar com este conflito? Não esquecer que o apoio à Ucrânia é parte da queda dos níveis de vida. (Tiago André Lopes, CNN).
Em oposição ao bom senso, os propagandistas exibem pseudoanálises, baseadas em narrativas difundidas insistentemente à margem da ponderação dos factos. Esforçam-se por eliminar a reflexão e que as opiniões se formem ignorando contextos, como os descritos na primeira parte, nomeadamente, que a Ucrânia começou a bombardear o Donbass, muito antes da intervenção russa.
Ao assumirem posições baseadas nas narrativas e no maniqueísmo, tornam-se incapazes de ouvir os outros, pois os seus argumentos não têm sustentação real. E é a partir de construções de "realidade virtual" e pressão psicológica que somos levados a conceber como o mundo deve funcionar e a aceitar a guerra.
A "defesa dos valores europeus" pela Ucrânia é outra justificação para apoiar Kiev com dinheiro e armas. Após a "revolução colorida" de 2014, foram fechadas escolas russas, universidades, livrarias, teatros, bibliotecas, jardins de infância, igrejas. Proibido o Partido Socialista, o Partido Comunista, o Partido de Esquerda, 11 partidos e oito sindicatos, passando criminosos de guerra nazis ucranianos a serem glorificados.