O alastrar da extrema-direita na UE, a versão Trump nos EUA, não representam uma revitalização do capitalismo monopolista e do imperialismo, pelo contrário, é um evidente sintoma mais que do seu declínio, da sua decadência.
Decadência visível na incompetência dos governantes, meros tecnocratas facciosamente ligados aos objetivos do extremismo neoliberal. As social-democracias alinhadas cada vez mais à direita, incapazes de raciocínio lógico e coerente, fixados em que "não há alternativa" à economia dominada pela oligarquia e ao belicismo contra os que contestam o domínio unipolar neocolonial e imperialista.
Mas não é só a incompetência das lideranças é a sua decadência moral, o sistemático recurso à mentira quer para o enquadramento geopolítico, quer nas promessas eleitorais. É a degradação moral das chamadas "elites" evidenciada nos casos Epstein. É o recurso a farsantes promovidos a líderes da social-democracia e da extrema-direita. É o beneplácito que um jornalismo que se demitiu da sua deontologia e permite que a propaganda da extrema-direita seja divulgada sem sequer se perguntar como seria concretizado o que prometem e ameaçam, nem a confrontar com as recorrentes mentiras ou com o que o seu programa expressa.