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30 de julho de 2026

A "nova fase" na guerra na Ucrânia

 Os "comentadores" dizem que não há alterações no terreno e vão fantasiando sobre as baixas russas, fazendo por ignorar a incapacidade de defesa da UE/NATO e as destruições que em retaliação a Rússia causa na Ucrânia.

A Rússia foi designada como uma ameaça de longo prazo para a Europa, afirmou o Comissário da UE para Defesa, Andrius Kubilius, argumento qb para aumentar os gastos militares, cortando em prestações sociais, investimento produtivo e infraestruturas.

A campanha de ataques à Rússia prossegue tendo como objetivo a sua desestabilização económica e social. Em 25 de julho, drones atacaram 22 regiões da Rússia, em áreas de retaguarda russas. Observadores russos destacam que Rússia ainda não respondeu contra a retaguarda Ucraniana - a Europa - porém a Rússia está condenada a fazê-lo para forçar a Europa a render-se - consideram. Ou seja, independentemente das razões de cada qual, o belicismo ganha forças encaminhando-se para uma guerra global.

Lavrov, diz que o Ocidente com armamento de longo alcance promove esta fase como um "ponto de viragem" para "infligir uma derrota estratégica à Rússia" e "descolonizar a Rússia", o que implica abertamente o desmembramento do nosso país". Com 45% das ogivas nucleares existentes, Putin diz que tem os meios e a força para o que está em curso e o que vier.

28 de julho de 2026

Mudanças verificadas na guerra na Ucrânia

Segundo "comentadores" a Rússia está a entrar (tal como o Irão...) em colapso. Tanto num caso como noutro aqueles "regimes" não lhes fazem a vontade, consequentemente transformam-se em inimigos.

Há no entanto mudanças nesta guerra, que parecem centrar-se na perda de credibilidade de Washington no Kremlin. Lavrov afirmou que, nas negociações em Anchorage, Trump propôs a Putin que terminasse a guerra, sob a condição das FAU se retirarem do Donbass, o presidente russo concordou. Zelensky recusou-se a retirar as tropas e os EUA nada fizeram para forçar Kiev cumprir o tinham acordado. Isto é, os EUA não tomaram nenhuma medida necessária para a solução que eles próprios tinam proposto. Rubio terá dito a Lavrov que são necessárias novas ideias, pois as anteriores não foram aceitas pela Ucrânia. (!) Algo semelhante se passou com o Memorando de Entendimento entre os EUA e o Irão.

As "novas ideias" são o apoio de Trump aos ataques a refinarias de petróleo russas, áreas marítimas, etc., afirmando que é uma "escalada que leva ao fim da guerra". Os EUA iriam transferir uma licença para a Ucrânia produzir mísseis Patriot e adquirir drones ucranianos. Também elogiou Zelensky, afirmando que ele iria "construir um grande país" (?!) embora no contexto de um acordo com os EUA sobre minerais.

25 de julho de 2026

O grave problema da Europa - para "The Economist" - e a solução...

 A revista The Economist, do clã bancário Rothschild, tem promovido a guerra contra a Rússia. No entanto, a revista está preocupada, pois a população europeia parece não ter interesse em morrer por aqueles que lucram com tais conflitos. Várias sondagens revelaram que as pessoas não têm interesse em “defender o seu país”, quando essa “defesa” é para ser feita a leste do rio Dnieper.

Preocupados, os editores, convidaram a professora Nathalie Tocci, titular da cátedra James Anderson na Escola de Estudos Internacionais Avançados da Universidade John Hopkins na Europa, uma académica financiada pelos EUA, para apresentar ideias sobre como os europeus podem ser levados para a guerra.

"Os líderes europeus compreendem que o conflito está mais próximo do que nunca – daí o aumento acentuado nos orçamentos militares, conforme demonstrado na cimeira de Ancara". "Desde a invasão da Rússia em 2022, os líderes europeus têm frequentemente expressado admiração pela resiliência ucraniana." (1) Mas por trás daquela admiração, receiam deles próprios não demonstrarem a mesma determinação. "A questão é: pode-se invocar na Europa o espírito necessário para dissuadir a guerra sem de facto entrar numa?" Para a Sra. Tocci, decididamente não.

24 de julho de 2026

As negociatas de milhões

"Doze anos após a resolução do BES, o Tesouro e os contribuintes ainda não viram um cêntimo dos quase 6,4 mil milhões de euros injetados no Novo Banco. Para sobreaquecer o assunto, um ex-vice-governador do Banco de Portugal, João Costa Pinto, eleva a fatura para 15 mil milhões. Certo, mesmo, é o lucro “histórico” do fundo norte-americano Lone Star, que “voou” para a sua sede, em Dallas, com cinco mil milhões, preço pelo qual vendeu agora a sua posição ao francês BPCE, quintuplicando o investimento de mil milhões que fez em 2017. Sr. Spielberg, este filme interessa-lhe?". Visão 
Afinal o PC tinha razão - 
Sobre isto  o Chega não diz . nem dirá nada . tal como toda a direita e o PS...
Trata se da banca e das grandes negociatas 
Por isso ninguém ficará a  contas com a justiça , nem o Passos Coelho , nem o Carlos Costa , nem a Albuquerque em sinecura em Bruxelas , nem Sergio Monteiro e os gestores do Novo Banco ,,,
Continuem em votar neles      

23 de julho de 2026

Os EUA estão em declínio? - 2

 Com o fim da União Soviética os EUA adquiriram um poder geopolítico praticamente global. Um poder que lhes permitiu impor aos demais os seus critérios económicos, sociológicos e de políticas externas.

Os EUA dispõem de grandes vantagens sobre os outros povos. Do ponto de vista global, o seu poder financeiro alicerça-se no dólar como moeda internacional de reserva e troca, que o FMI e o BM gerem alavancando a posição de suserania dos EUA.

A existência de umas 800 bases militares disseminadas pelo mundo e sete esquadras navais com onze porta-aviões, garante aos EUA um poder não só militar, mas também político sobre os países que as acolhem e vizinhos.

ONG, Fundações, universidades, ligadas à CIA captam camadas sociais alinhadas com os EUA, promovem ativistas capazes de organizarem "mudanças de regime" e "revoluções coloridas". Os grandes media, na posse das oligarquias, têm a seu cargo a defesa e endoutrinação da ordem geopolítica definida pelos EUA, no sentido de congregar os interesses das oligarquias dos diversos países com as dos EUA, mantendo poder e influência.

Dispondo destas vantagens os EUA estabeleceram uma "ordem internacional baseada em regras", acima de leis internacionais já estabelecidas ou da Carta da ONU. Este poder, usando uma expressão clássica, é ainda dominante, mas não determinante.

20 de julho de 2026

Os EUA estão em declínio? - 1

 A questão parece polémica dado o potencial tecnológico, militar, poder financeiro, etc. Porém há vantagens que se tornam desafios, pontos fortes que têm contrapartida de pontos fracos. Estas situações têm reflexos quer na vida interna quer nas relações externas. Sem ser exaustivo, apenas algumas notas sobre o tema, que convirá considerar, dado ajudar-nos também a perceber o que somos e que futuro se perspetiva.

Em termos de pontos fortes, os EUA têm uma população motivada pelo seu país, independentemente de diferentes visões políticas, que não concebe lideranças externas. Tecnologicamente é um país que domina as tecnologias mais avançadas. O seu PIB é em termos nominais o maior a nível mundial (em PPP é ultrapassado pela China), tal como o PIB per capita.

A grande maioria dos multimilionários a nível global é dos EUA. Dos sete homens mais ricos do mundo (com um total de 2 milhões de milhões de dólares) seis são dos EUA. As maiores empresas mundiais são dos EUA. A BlackRock controla 10 milhões de milhões, de dólares, um terço do PIB dos EUA, numa única empresa privada, controlando direta e indiretamente sectores em todo o mundo, nas grandes empresas tecnológicas, farmacêuticas, grandes bancos, media, etc.

Ora, o excesso de certas qualidades pode tornar-se um defeito, assim pontos fortes, têm a contrapartida de pontos fracos. Um deles é o social.