Discutem-se "medidas", propalam-se "reformas", mas nunca o sistema em que se aplicam e as leis que o regem. Reformas, foi o que a social-democracia propunha - combatendo o marxismo - como forma de alcançar o socialismo. Contudo, o que o proletariado conseguiu alcançar de direitos deveu-se à intensa luta dos trabalhadores não ao palavreado "reformista".
É um princípio da ciência que impossibilidades teóricas não são ultrapassadas por medidas técnicas. Por outras palavras, "medidas" que ignorem ou vão contra as leis fundamentais do sistema a que se aplicam ou são inúteis ou mesmo gravosas em relação aos objetivos que se diz pretender. As leis económicas não podem ser ignoradas, desrespeitadas, intencionalmente ou não. A violação das leis seja da natureza, sejam da economia política provoca o fracasso do procedimento.
Por esta razão as críticas e promessas de oposições que nada alteram na economia política do sistema são meras boas intenções ou demagogia - o dito populismo. A social-democracia assume lucro privado como eficiência, centra as suas políticas sociais em formas de redistribuição que não vão além do empobrecimento relativo.
Na realidade, centrava, hoje alinha nas teses neoliberais do empobrecimento absoluto, aceita capital fictício como "riqueza", nega a lei da mais-valia e aposta em "revoluções digitais e IA" em que a exploração do grande capital tende a agravar-se.
