Na Argentina, depois de sucessivos governos de direita e dos enormes fracassos do liberalismo de vigaristas políticos como Menem, a propaganda mediática entregou o poder a um perigoso farsante político de extrema-direita, Milei.
Milei teve desde 2014, grande destaque nos media argentinos. Frequentemente convidado na televisão e rádio para apresentar análises económicas alinhadas com o ultraliberalismo da Escola Austríaca, tornou-se o economista mais convidado na TV argentina. Em 2019, foi classificado entre as pessoas mais influentes da Argentina.
Nas aparições constantes nos media, Milei ganhou popularidade criticando os governos social-democratas e "liberais moderados" pelas "despesas desenfreadas" e a Argentina "ser um inferno fiscal". O populismo levou-o por fim à presidência em dezembro de 2023.
A sua solução "inegociável" para o país é neoliberalismo a todo custo: diminuir subsídios federais - aumentando a pobreza - privatizar empresas e serviços, congelar salários e pensões apesar da inflação, que a sua propaganda prometera anular.
Defende o que considera dinâmica empresarial e sucesso individual: as desigualdades sociais são naturais e o governo não deve procurar reduzi-las, a justiça social é um "conceito aberrante" e um "roubo". Quer também a total privatização da educação e da saúde. Quanto ao socialismo considera-o inveja e coerção.