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5 de julho de 2026

Como a Rússia vê a Europa

 Como Europa vê a Rússia sabemos. Embora esteja esquecido que era um posto de gasolina com armas nucleares - não reparando nas vantagens estratégicas que isto lhe dava ! - agora apesar de derrotada "pela Ucrânia" vai invadir a Europa.

Os belicistas europeus não temem contradições, protegidos pelos media e seus "comentadores", brincam com fogo correndo o risco de nos levar a uma grande conflagração.

Starmer, Merz e Macron, prometeram a Zelensky apoio inabalável e mais pressão sobre a Rússia, salientando "ampliar a produção de intercetores, capacidade de ataque em profundidade, desenvolvimento de mísseis antibalísticos e apoiar a sustentabilidade das FAU”.

Acerca da reunião no Alasca, Lavrov, descreveu-a como uma “manobra” americana destinada a ganhar tempo para que a Ucrânia se reconstruisse e se rearmasse, comparando-a aos Acordos de Minsk, montados como um engodo. O seu vice-ministro, Ryabkov, afirmou: Vemos a linha de Washington a aproximar-se das políticas anti russas mais radicais adotadas pelos europeus.

Isso representa uma enorme mudança estratégica. A Rússia já não procura um relacionamento com Washington, embora os contactos continuem. Sintomático é o discurso de Putin aos cadetes militares em 23 de junho (e a referência a 1941): o Ocidente fabrica uma ameaça russa e, em seguida, acusa a Rússia de criar essa mesma ameaça. Isto é um padrão que se repete historicamente desde 1941.

Para Putin um limite foi ultrapassado: os países da NATO tinham-se limitado a apoiar o regime de Kiev contra a Rússia, hoje o Ocidente fala abertamente em se preparar para uma guerra contra a Rússia e aumenta os orçamentos para ofensivas militares. A resposta da Rússia, está focada na modernização de sua tríade nuclear e do seu Exército, bem como no fortalecimento da capacidade de combate das Forças Aeroespaciais e da Marinha.

A menção à tríade nuclear no contexto dos preparativos ocidentais para a guerra contra a Rússia foi uma mensagem para Trump e os europeus. Face ao clamor belicista a Rússia tomou a decisão estratégica de se preparar para a guerra na Europa. (1)

Nicolai Patrushev, é assessor de Putin, presidente do Conselho Marítimo, ex-diretor do FSB (Serviço de Segurança Nacional) tendo sucedido a Putin. Foi ele que repôs na sede da instituição uma estátua de Dzerzhinsky, fundador dos serviços de segurança soviéticos.

A sua visão é que a Europa pretende retomar o programa nazi contra a Rússia, conforme expressou numa entrevista: "É necessário compreender que toda a Europa lutou conscientemente contra a URSS. Quase metade das divisões da SS era composta por representantes de outros países – Itália, Roménia, Hungria, Finlândia, Eslováquia, França, Croácia, Espanha, Dinamarca, Países Baixos e vários outros.
No bloqueio à minha cidade natal, Leninegrado, participaram 11 países. Agora, seus descendentes estão, hipocritamente, ajudando Kiev a atacar São Petersburgo com drones.

Os suecos forneceram aos alemães matérias-primas estratégicas e produtos industriais, os portugueses venderam tungsténio, nos bancos suíços estão barras de ouro provenientes de joias e coroas dentárias dos prisioneiros assassinados nos campos de concentração.

A URSS trouxe paz e estabilidade à Europa. Muitos países do bloco socialista viviam melhor do que a própria URSS, que os ajudou, entre outras coisas, a construir uma indústria moderna. A União Soviética recorreu à força apenas em resposta ao terror, como na Hungria (1956) onde uma multidão literalmente dilacerou seus próprios concidadãos. Quanto à Checoslováquia, em geral foi possível evitar baixas entre a população. Mas nunca ouvi palavras de gratidão do ocidente pelo facto da URSS ter permitido a unificação da Alemanha, sem derramamento de sangue e sem exigir qualquer compensação.

A Europa está novamente participando conscientemente no extermínio da população eslava, agora pelas mãos dos neonazis ucranianos. Os neonazis europeus estão envidando todos os esforços para transformar a UE numa espécie de Quarto Reich.

As agências de inteligência ocidentais têm se intrometido descaradamente em todas as esferas da vida russa. Financiaram organizações públicas, media, instigadores e traidores declarados, reescreveram a história, procuraram colocar povos irmãos uns contra os outros, para dividir e destruir não apenas o país, mas todo o mundo russo. Devo dizer que tivemos que envidar esforços verdadeiramente titânicos para preservar a Rússia. Não exagero dizendo que, nos anos 90, a Rússia estava realmente à beira da desintegração.

Naquela época, como hoje, quase toda a Europa abrigava terroristas que buscavam destruir a Rússia. Em 1999, nossa luta contra o terrorismo internacional no Cáucaso do Norte entrou numa fase ativa. Como diretor do FSB, recebi relatórios indicando a localização dos campos de treino de terroristas, seus canais de financiamento e os nomes de oficiais de inteligência de países europeus responsáveis por armar militantes e pela sua transferência para o sul do nosso país.

Em 23 de outubro de 2002, 42 guerrilheiros separatistas chechenos tomaram o teatro Dubrovka, em Moscovo, fazendo 850 reféns. Terroristas penetraram quase até o centro do país; estavam bem armados e receberam instruções dos seus supervisores ocidentais para realizar ataques terroristas no território da Rússia, a fim de desestabilizar a situação e, em seguida, dar um golpe de Estado.

A Ucrânia está, literalmente, à beira da sobrevivência. O país se transformou, num enorme quartel e num campo de concentração. A população caiu de 52 milhões para 22 milhões. A maioria dos ucranianos não quer lutar e não considera a Rússia um inimigo, mas não têm direito a voto. Os gangues neonazis patrocinados por Londres e Bruxelas mantêm a população no medo e controlam totalmente Zelensky.

Na verdade, na Ucrânia, estamos numa missão para resgatar nossos irmãos que caíram sob uma ocupação neonazi. É claro que os herdeiros de Goebbels distorcem tudo e espalham boatos de que Moscovo estaria supostamente liderando a conquista da Ucrânia.

Pelas informações que chegam, estão sendo elaborados cenários, incluindo ataques preventivos às nossas bases (marítimas). Precisamos nos posicionar bem debaixo do nariz de um adversário em potencial. Um bom exemplo é a escolta de navios mercantes pela nossa Marinha no Canal da Mancha. Nem um único navio britânico, nem um único avião sequer se moveu para intercetar nosso comboio.

Ou será encontrada gente prática e realista ou a Europa caminhará para uma catástrofe. Até agora, os acontecimentos estão se desenrolando de acordo com o segundo cenário.

1 - Fonte - A Rússia, ao ouvir o clamor europeu pela guerra, anuncia que está pronta

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