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21 de setembro de 2017

Tão preocupados que eles estão com a carga fiscal sobre os trabalhadores!



As declarações de Mário Centeno no passado fim-de-semana, em entrevista à RTP, sobre o possível desagravamento fiscal de que os escalões de IRS poderão vir a beneficiar no próximo ano, não caíram bem junto do PSD e do CDS.
Eles que, agora na oposição, se assumem como os maiores defensores da redução da carga fiscal sobre as populações, acham pouco e enquanto Assunção Cristas do CDS, defende o desagravamento fiscal para todos os escalões de IRS, já Passos Coelho não reconhece nesse anúncio nenhuma novidade, acha aliás que estamos perante uma habilidadezinha de comunicação e que se trata apenas do cumprimento do compromisso de acabar com a sobretaxa.
Com a conivência da generalidade da comunicação social, que em nenhum momento perante este oportunismo, mostrou a contradição entre o actual discurso e o enorme aumento do impostos com que esta mesma direita sobrecarregou os trabalhadores e o povo entre 2011 e 2015, PSD e CDS procuram uma vez mais tomar-nos a todos por tolos e esquecidos.
Esta mesma direita que agora hipocritamente se parece bater pela redução da carga fiscal sobre os portugueses, enquanto no governo, baixou a carga fiscal sobre as grandes empresas, ao mesmo tempo que, em 2011 aumentou o IVA sobre a electricidade e gás consumidos pelas famílias de 6% para 23%, em 2012 aumentou o IVA da restauração de 13% para 23% e em 2013 procedeu a um enorme aumento do IRS, com a redução do nº de escalões de oito para cinco, com o agravamento das taxas de cada escalão e com a criação da sobretaxa de IRS. O efeito deste agravamento fiscal foi tal que só de 2012 para 2013 o IRS aumentou 34%, cerca de mais 3 329 milhões de euros. Nunca com a actual estrutura da carga fiscal, qualquer imposto sofreu em termos absolutos ou relativos um aumento tão elevado como este que se verificou em 2013 com o IRS.  
Esta mesma direita tão preocupada com o impacto que as notícias de uma próxima redução da carga fiscal possam ter sobre os resultados das próximas eleições autárquicas, já esqueceu o que fez em 2015 com a farsa do simulador da devolução da sobretaxa do IRS, colocado na página do portal das finanças de todos os contribuintes, a quatro meses das eleições legislativas de 4 de Outubro. 
Manipulando os dados da arrecadação das receitas de IRS e IVA nos meses de Junho, Julho e Agosto deste ano, o governo PSD/CDS foi alimentando junto dos portugueses a ilusão de que em 2016 se iria proceder a uma grande devolução da sobretaxa de IRS cobrada em 2015.
Pura mentira e clara manipulação dos dados da execução orçamental que poucas semanas depois das eleições de 4 de Outubro de 2015 foram desmascarados. Afinal os resultados que o simulador apresentava não eram verdadeiros e estavam empolados com uma excessiva retenção de reembolsos do IVA e do IRS, pelo que tudo não passou de uma farsa que visou enganar milhares de portugueses e que provam quanto a direita é capaz de fazer para se perpetuar no poder.
Lembrar tudo isto numa altura em que a pouco mais de uma semana das eleições autárquicas temos novamente o CDS/PP, com Assunção Cristas travestida de Paulo Portas, armado em partido dos contribuintes e o PSD com Passos Coelho qual virgem ofendida desvalorizar os outros pelo cumprimento das suas promessas, constitui um dever cívico ao qual não nos podemos escusar.
  


20 de setembro de 2017

O dólar


A partir desta semana fixa-se o preço médio do petróleo em yuan chinês", anunciou, em 15 de Setembro, o Ministério venezuelano do petróleo. Pela primeira vez, o preço de venda do petróleo venezuelano já não é estabelecido em dólares.
É a resposta de Caracas às sanções emitidas pela administração Trump em 25 de Agosto, mais duras do que as impostas pela administração Obama, em 2014: elas impediam a Venezuela de receber dólares das vendas de petróleo para os Estados Unidos, mais de um milhão de barris por dia, dólares utilizados até agora para importar bens de consumo, como alimentos e remédios. As sanções também impedem a comercialização de títulos emitidos pela PDVSA, a companhia petrolífera estatal venezuelana.
Washington tem um duplo objectivo: aumentar a escassez de bens de primeira necessidade na Venezuela e, portanto, o descontentamento popular, no qual se destaca a oposição interna (forjada e apoiada pelos EUA) para derrubar o governo Maduro; lançar o estado venezuelano em incumprimento, ou seja, na falência, impossibilitando-o de pagar a dívida externa, ou seja, para fazer falir o Estado que tem as maiores reservas de petróleo do mundo, quase dez vezes mais do que os Estados Unidos.
Caracas tenta escapar ao tormento sufocante das sanções, cotando o preço de venda do petróleo não em dólares americanos, mas em yuan chinês. O yuan entrou há um ano na cesta das moedas de reserva do Fundo Monetário Internacional (juntamente com o dólar, o euro, o iene e a libra esterlina) e Pequim está prestes a lançar contratos de comercialização do petróleo em yuanes convertíveis em ouro. "Se os novos contratos se consolidassem, mesmo que parcialmente, corroendo o poder dos petrodólares, seria um golpe impressionante para a economia dos EUA", comentou o Sole 24 Ore.
Ao ser questionado pela Rússia, pela China e por outros países não é só o poder excessivo do petrodólar (moeda de reserva gerada pela venda de petróleo), mas a própria hegemonia do dólar. O seu valor é determinado não pela capacidade económica real dos EUA, mas pelo facto de representar quase dois terços das reservas monetárias mundiais e é a moeda com a qual se determina o preço do petróleo, do ouro e das mercadorias. Isso permite à Reserva Federal, ao Banco Central (que é um banco privado) imprimir milhares de biliões de dólares com os quais a dívida pública colossal dos EUA é financiada - cerca de 23 triliões de dólares - através da compra de acções e de outros títulos emitidos pelo Tesouro. Neste contexto, a decisão venezuelana de dissociar o preço do petróleo do dólar provoca um choque sísmico que, do epicentro sul-americano, faz tremer o palácio imperial fundamentado no dólar.
Se o exemplo da Venezuela se espalhasse, se o dólar deixasse de ser a principal moeda do comércio e das divisas das reservas internacionais, uma grande quantidade de dólares inundaria o mercado, provocando o colapso do valor da moeda dos EUA.
Este é o verdadeiro motivo pelo qual, no Mandato executivo de 9 de Março de 2015, o Presidente Obama proclamou "a emergência nacional a respeito da ameaça inédita e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos estabelecida pela situação na Venezuela" [1].
É o mesmo motivo pelo qual o Presidente Trump anuncia uma possível "opção militar" contra a Venezuela. Ela está a ser preparada pelo U.S. Southern Command, cujo emblema é a Águia imperial a pairar sobre a América Central e do Sul, pronta a mergulhar as suas garras em quem se revolta contra o império do dólar.

19 de setembro de 2017

A comunicação social e a Autoeuropa

TERRORISMO MEDIÁTICO 
Que outra coisa se pode dizer do bombardeamento noticioso e comentarista da comunicação social dominante em torno da greve na Autoeuropa? Onde tem valido tudo, sobretudo atirar poeira para os olhos… A mentira despudorada, o anticomunismo bolorento, o anti-sindicalismo patronal fascistóide, a subserviência rastejante perante o grande capital. «Quem paga manda»! Tudo o que os trabalhadores conquistaram com duras e heróicas lutas no século XX, o que foi trazido pela Revolução de Abril e inscrito na Constituição, deve ser varrido para baixo do tapete, em nome do direito do capital. Do direito do mais forte. 
Abordam pelo menos o diferendo laboral? As razões pelas quais a generalidade dos trabalhadores decidiu e fez greve? Não! Aparentemente, para essa gente, a questão do horário de trabalho, e o seu registo civilizacional, escrito a sangue, («oito horas», dias de trabalho e descanso semanal, trabalho extraordinário) é coisa despicienda. «Os trabalhadores da Autoeuropa sempre defenderam os seus interesses e, em diversos processos de negociação verificados ao longo dos anos, sempre recorreram a tomadas de posição e formas de luta que travaram ou fizeram recuar medidas que sentiam atingir os seus direitos. (…) Na Autoeuropa o trabalho efectuado aos sábados, domingos e feriados foi sempre considerado como trabalho extraordinário e pago como tal. É, por isso, natural que os trabalhadores tomem posição sobre esta questão e defendam os seus direitos. É isto que está em causa e cabe aos trabalhadores e às suas organizações representativas definir as suas posições e formas de luta (…). Tal como os trabalhadores têm afirmado, é necessário encontrar soluções que permitam responder à defesa dos seus direitos e ao desenvolvimento da produção nesta empresa.» (Nota do GI do PCP, 30AGO17). 
Um exemplo, exemplar: a edição do Expresso de sábado, 2 de Setembro. Se não nos enganamos na contagem, só tem 14 abordagens! Duas por Nicolau Santos, no Caderno de Economia e na Revista, textos de Rosa Pedrosa Lima, João Duque, Daniel Bessa e M. Sousa Tavares, texto na entrevista de António Saraiva/CIP, nota da rubrica Gente, registos nas colunas de Henrique Monteiro e Luís Marques, duas cartas de leitores, 
texto no Editorial e claro… annos Altos e Baixos, o dirigente do SITESUL, em baixo. Ficamos à espera das sáurias lágrimas pela destruição das empresas e liquidação de postos de trabalho na PT e na CIMPOR (o rol podia ser alargado). Duas das maiores e mais importantes empresas, liquidadas pela voracidade accionista e total responsabilidade da política de direita de PS, PSD e CDS, e a cumplicidade activa da generalidade dos agentes mediáticos que agora tão compungidamente se manifestam. 
É notável a bipolaridade destes espíritos. Durante dois anos lamentaram e invectivaram o PCP e sindicatos. O que eles choraram! Não havia greves nem manifestações, quando muito umas paralisações e manifestaçõezitas folclóricas da função pública! O PCP castrava a luta para fazer o frete ao governo PS. Azar dos Távoras: uma greve, decidida pela maioria esmagadora dos trabalhadores, num plenário convocado pela Comissão de Trabalhadores, numa grande empresa industrial privada e de capital alemão! Aqui d'el rei, que querem dar cabo da economia nacional!

Loucos à solta



Donald Trump disse esta terça-feira que os Estados Unidos podem vir a ser obrigados a "destruir totalmente" a Coreia do Norte caso Pyongyang não aceite terminar o programa nuclear.

"Os Estados Unidos têm grande força e paciência, mas se formos obrigados a defendemo-nos ou aos nossos aliados, não teremos escolha senão destruir totalmente a Coreia do Norte", disse Trump na conferência das Nações Unidas, segundo a Reuters.

"O Rocket Man (homem foguete, em português) está numa missão suicida para si e para o seu regime", continuou o presidente dos Estados Unidos, referindo-se ao líder norte-coreano Kim Jong-Un

A Turquia compra misseis à Rússia e a Rússia equipa-se com novos misseis.

A Turquia assinou com a Rússia um contrato para fornecimento de misseis S-400 (designados na NATO como "Growler"), que preferiu aos sistemas antibalísticos da NATO. “Posso garantir que as decisões tomadas com este contrato estão estritamente de acordo com os nossos interesses estratégicos”, disse Vladimir Kozhin, representante presidencial para a cooperação técnica militar.
O sistema está a ser vendido também a países do Sudoeste Asiático e países da aliança militar apoiada pela Rússia, a Organização do Tratado de Segurança Coletiva.
O sistema permite detetar qualquer sistema de ataque aéreo (misseis, bombardeiros, caças, helicópteros) até uma distância num raio de cerca de 600 km.
A sua vantagem relativamente aos MM-104 dos EUA é não serem unidirecionais e estes terem um alcance de cerca de 180 km. Ambos os sistemas podem eliminar todos os modernos meios aéreos porém o S-400 pode fazê-lo a distâncias de 400 km.
O custo para equipar uma divisão (oito dispositivos de lançamento e equipamentos auxiliares) custa cerca de 500 milhões de dólares. Diz-se que foi isto que faltou à Líbia e ao Iraque…(1)
Em outubro vai ser lançado em fabrico na Rússia o míssil Sarmat, (designado no ocidente como “Satan-2”). Estes mísseis de 100 toneladas podem atingir alvos em qualquer parte do planeta e podem ser inseridos no míssil balístico 15 MIRV (em sistema “cacho”) separando-se ao reentrar na atmosfera seguindo uma rota programada.
Este míssil pode destruir alvos a 17 000 km, voando sobre o Polo Sul., dado que um potencial adversário da Rússia não esperará um ataque a partir do sul o que o vai obrigar a enormes despesas para construir uma nova linha de defesa que mesmo assim não será eficaz…
A Rússia designou este sistema como “guardião da paz”, considerando que pode servir durante 30 anos para prevenir qualquer ataque. Está previsto, logo que esteja operacional, ser instalado na Sibéria oriental garantido que não pode ser intercetado do mar e um lançamento seguro. Serão instalados 154 misseis Sarmat. (2)
Eis o resultado da histeria anti Rússia, das ameaças à China e à RDPC, uma corrida aos armamentos que não parece incomodar os comentadores e analistas de cá e de lá, entretidos em fazer humor sobre a crise institucional nos EUA e em ridículos insultos à Rússia e à RDPC.
Quem tiver miolos que se interrogue:  que ganhou o mundo com o fim da URRS? O que pensarão os que andaram a acender velas pela “liberdade” na Polónia, depois entregue a um alcoólico e corrupto agente dos EUA e hoje nas mãos de fascistas…que a UE dos “valores” (dos ultraricos) faz por ignorar.
2 - https://www.rbth.com/science-and-tech/326165-sarmat-russias-new-peacekeeper-can

18 de setembro de 2017

CETA

Hoje está a ser  debatida em Plenário da Assembleia da República a Proposta de Resolução n.º 49/XIII que aprova o Acordo Económico e Comercial Global (CETA) entre o Canadá e a União Europeia.  O PCP rejeita categoricamente tal propósito, na medida em que tal constitui mais um inaceitável desrespeito pela soberania dos Estados.
Neste sentido, o Grupo Parlamentar do PCP entregou na Assembleia da República o Projeto de Resolução -em anexo- que “Rejeita a aprovação para ratificação do Acordo Económico e Comercial Global (CETA) entre a União Europeia e o Canadá” e que será discutido em conjunto com a Proposta de Resolução agendada.
O PCP rejeita os tratados de “livre comércio e serviços ditados pelos interesses do capital internacional . O CETA tem como grande objetivo nivelar por baixo os direitos sociais, laborais, de segurança alimentar e de saúde pública, procurando impedir os Estados e os cidadãos de defender os seus interesses impondo um instrumento jurídico que se sobreponha às jurisdições e instituições soberanas dos Estados.
Os  acordos ditos “livre de comércio” são totalmente contrários aos acordos que têm na sua génese a cooperação mutuamente vantajosa, a salvaguarda da soberania nacional, a resposta às necessidades e interesses dos povos e a defesa e promoção dos direitos sociais, laborais e democráticos, sendo estes aqueles que o PCP defende  e exorta o Governo português a assumi-los.
Adiantamos ainda que aquando da discussão das propostas de resolução (nº 49/XIII/2ª e nº 50/XIII/2ª), a primeira relativa ao CETA e a segunda ao Acordo de Parceria entre a UE e o Canadá o PCP votou contra os relatórios elaborados pelo Grupo Parlamentar do PS e apresentou  declaração de voto 

O PCP sempre assumiu que votaria contra e será assim que iremos votar quando ocorrer a votação na Assembleia da República, no dia 20 de setembro.

17 de setembro de 2017

O plano da Rússia e da China para a Coreia do Norte

Os media controlados entretidos com atoardas e a propaganda da agressividade ignoraram questões de extrema importância que desarmam os desígnios imperialistas dos EUA e seus cada vez mais irrelevantes súbditos da NATO.
Os EUA pela sua representante ,Nikki Haley, afirmou que se a CN não cessar os ensaios de mísseis os EUA atuariam sozinhos.
Face a isto, os representantes da China e da Rússia, reiteraram o que designaram como os “quatro não”: não à mudança de regime, não ao colapso do regime, não a uma reunificação acelerada, não à expansão militar para norte do paralelo 38 na península.
Embora tenham, aprovado novas sanções (suavizadas) contra a PDPC, trata-se de um aviso severo aos EUA: não tentem derrubar o regime norte coreano. O porta-voz do Ministério dos negócios estrangeiros da China Geng Shuang afirmou num comunicado dia 12: "O lado chinês nunca permitirá um conflito ou guerra na península".
Por seu lado a Coreia do Norte afirmou que nunca desistiria das suas armas nucleares a menos que os EUA cessassem as suas políticas "hostis" contra o país. Muitos analistas pensam que a CN não irá cessar os seus ensaios até dominar completamente os seus sistema de misseis – crê-se que a reentrada na atmosfera não está ainda totalmente dominada. (http://www.informationclearinghouse.info/47799.htm)
No Fórum Econômico Oriental em Vladivostok, realizado no início de setembro: A Rússia e a China estabeleceram com clareza as suas políticas para a Coreia
1 - Conversações de 5 + 1 (Coreia do Norte, China, Rússia, Japão e Coreia do Sul, além dos Estados Unidos) em território neutro."
2 - Estabilidade" em Pyongyang; nenhuma mudança de regime; nenhuma alteração drástica do tabuleiro geopolítico; nenhuma crise maciça de refugiados.
3 -. “Nove pontes de cooperação” envolvendo a Rússia, a Coreia do Norte e Coreia do SUL : gás, caminhos de ferro, a estrada Norte-Sul, construção naval, criação  de grupos de trabalho, agricultura e outros tipos de cooperação. A Coreia do Sul considera estes acordos como base para futura cooperação trilateral.
Segundo Putin, há que integrar infraestruturas de energia, sistemas ferroviários, da Rússia, Coreia do Sul e Coreia do Norte. A implementação destas iniciativas será não apenas benéfica economicamente, mas ajudará à estabilidade na Península coreana.
Esta estratégia, tem o acordo da China e pretende integrar a RDPC na cooperação económica, através quer de via ferroviária quer do desenvolvimento de portos norte coreanos.
A delegação da RPDC pelo ministro para os assuntos económicos externos, Kim Yong Jae afirmou: "não somos contra a cooperação trilateral [com a Rússia e a Coreia do Sul], mas para que isso seja implementado a prioridade para a RPDC, são as negociações de 5 + 1.(http://www.informationclearinghouse.info/47816.htm)

Asfixiar a Palestina

Um novo relatório da ONU 
Teto em Inglês e francês
A new UN report has strongly condemned Israel for the "de-development" and "deteriorating humanitarian conditions" of the Palestinian territories of East Jerusalem, the West Bank and the Gaza Strip, brought about by Israel's 50-year occupation.
The report by the United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD), published on Tuesday, said the performance of the Palestinian economy is "far below potential", while unemployment has persisted at levels rarely seen worldwide since the Great Depression. 
"2017 marks the fiftieth anniversary of the Israeli occupation of the Gaza Strip and the West Bank, including East Jerusalem; the longest occupation in recent history. For the Palestinian people, these were five decades of de-development, suppressed human potential and denial of the basic human right to development, with no end in sight," the report states. 
Francês :Zena Tahhan  Un nouveau rapport examine les conséquences des 50 ans d’occupation israélienne des territoires palestiniens et de développement des colonies.
Un nouveau rapport de l’ONU a sévèrement condamné Israël pour le « dé-développement » et la « détérioration des conditions humanitaires » des territoires palestiniens de Jérusalem-Est, de Cisjordanie et de la bande de Gaza, provoqués par les 50 années d’occupation d’Israël.
Le rapport de la Conférence des Nations Unies sur le commerce et le développement (CNUCED), publié mardi, indique que la performance de l’économie palestinienne est « bien inférieure à ses potentialités », et que le chômage s’est maintenu à des niveaux rarement observés à l’échelle mondiale depuis la Grande dépression.(http://chroniquepalestine.com/lonu-accuse-israel-de-de-developper-palestine/

16 de setembro de 2017

O que Wall Street não quer

Ontem (15), o presidente venezuelano Nicolás Maduro confirmou que seu país começou recebendo pagamentos pelo petróleo em yuans, em vez de dólares, como medida de resposta às sanções de Trump. 


Ouvir o outro lado

Notícias que a comunicação social dos Belmiros silencia :
O Irão solicitou à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) a proibição de toda a cooperação e transferência de materiais e equipamentos nucleares com e para Israel, destaca  a HispanTV.
O representante iraniano da AIEA, Reza Nayafi, também condenou o duplo padrão com o qual o Ocidente se comporta perante a posse de armas nucleares pelo governo de Tel Aviv.
Segundo o diplomata, o programa atómico israelita afeta a segurança no Oriente Médio e a AIEA deve investigar e detê-lo porque trata-se de  uma das principais preocupações da região.
Nayafi lembrou que cientistas israelitas têm livre acesso a instalações nucleares de países que possuem armas atómicas, enquanto sicários ligados a Tel Aviv assassinam os cientistas dos países signatários do Tratado de Não Proliferação (TNP).
Na presença daqueles que participaram da junta trimestral do  Conselho de Governantes da AIEA, a delegação iraniana pediu a adesão incondicional de Israel ao TNP e a supervisão de suas instalações nucleares, que considera uma ameaça à região e ao mundo, acrescentou.
Um relatório publicado no Boletim de Cientistas Atómicos concluiu que Israel possui pelo menos 80 ogivas nucleares em operação, além de material suficiente para produzir outras 190.

China responde a Trump

“Menos de um mês antes de Kim Jong-un ter subido ao poder, assistimos ao assassinato brutal de Khadaffi na televisão. 
Eles conhecem o que se passou no Iraque, na Líbia e na Síria e por isso levam a sério as provocações de Trump e da Coreia do Sul e Japão.
Respondendo às acusações norte-americanas de falta de ação, uma alta funcionária governamental chinesa rejeitou quaisquer responsabilidades.

“A chave para a solução dos problemas na Península coreana não é a China. Quem ata o laço é quem o deve desatar. As partes diretamente envolvidas devem assumir a responsabilidade pela situação e cumprir os seus deveres. Quaisquer tentativas para evitar as suas responsabilidades não contribuem para resolver a questão”, disse a porta-voz do governo chinês.

Cuidem dele

Passos Coelho disse que a subida de rating da dívida pública portuguesa pela Standard and Poor's  (S&P)  é uma excelente notícia , mas que com ele teria sido mais rápido !!!

15 de setembro de 2017

Distrações


Distracções
Jorge Cordeiro

Juro que não proporei “observadores internacionais” nas próximas eleições locais e garanto que não estou a fazer figas com a mão sobrante da que está a dar vida ao texto que aqui se lerá. Ainda que se levássemos a sério o que para aí se ouviu sobre as eleições em Angola, veríamos, sem surpresa de maior, alguém a reclamar que tal aconteça.

Desvalorizemos aqueles estados de alma que, perante resultados que lhes cerceiam o que ambicionavam, lá vão adiantando que isso de eleições não quer dizer grande coisa: ou ganha quem eles acham que devia ganhar ou não servem. À falta dos resultados que, segundo alguns, os angolanos deveriam adoptar, lá se vão animando com os sinais de mudança que perscrutam na expectativa de que tudo o que é hoje pequeno pode um dia vir a ser maior. Reguem-se pois um pouco mais, por via de umas ingerências, as virtuosas alternativas e logo se verá se ficam pelo tamanho de uns rebentos ou da dimensão de talos de couve.

Há ainda os que, mesmo face ao que é testemunhado por observadores de  diversos cantos do mundo e quadrantes políticos quanto à transparência do acto eleitoral, se apressam a adiantar que “tá bem, tá bem” mas a “observação” foi limitada ao dia do acto eleitoral. Sim, tivessem os “observadores” chegado uns anos antes e outro galo cantaria. E aí os vemos a brandir a desigualdade no acesso aos órgãos de comunicação social, a desproporção dos meios de campanha, a alegada coacção social e económica sobre eleitores, as irregularidades numa ou noutra assembleia de voto. Olhando para os argumentos e para dentro de portas seria caso para nos pormos a gritar venham daí observadores. Sossegue o leitor que não o faremos. Promessa é promessa e somos gente de palavra.

Não será preciso fazer tantos quilómetros, atravessar mar e deserto, para encontrar desigualdade no tratamento ou parcialidade na comunicação social. Pode dizer-se, e é verdade, em contra-mão  com o que a legislação eleitoral exige. Mas desrespeitada a partir da invocação de critérios editoriais, interesse mediático ou disputa de audiências. Desrespeito facilitado pela alteração à lei que PS, PSD e CDS impuseram para subordinar os direitos das candidaturas e dos cidadãos a informar, e serem informados, à “liberdade” editorial e a retirar da Comissão Nacional de Eleições um poder de intervenção decisivo para assegurar a  igualdade de tratamento fixando-o na Entidade Reguladora para a Comunicação Social, com a sua inoperância e permissão de grosseiras violações de princípios eleitorais básicos.

Não seria preciso ir tão longe para desfiar  exemplos  de casos de coação e ameaça sobre candidatos. São incontáveis, em zonas dominadas pelo caciquismo local, candidatos aconselhados a não concorrer (porque aparecerem junto com comunistas não é bom para o seu futuro) ou a terem de desistir já depois de anunciados, porque a partir da certidão de eleitor na freguesia se soube que se atreveram a apresentar-se como candidatos. E não se atribua isso ao “défice democrático” da Madeira. Atravesse-se o Atlântico para Noroeste ou viaje-se até algumas das zonas do interior norte e centro do continente e logo se verá.  

Não será preciso ir a África para encontrar irregularidades diversas no funcionamento das assembleias de voto. Aliás não é preciso sair do País para se constatarem as manigâncias e ilegalidades no processo eleitoral: exclusão, na composição das mesas de voto, de membros indicados por outros que não os que dominam eleitoralmente; casos conhecidos de urnas de voto que se passeiam fora da assembleia; a correnteza de voto acompanhado, abusando de cidadãos colocados em situações de dependência e escolhendo por eles; apuramento de votos com os boletins  de um partido metido no molho de um outro, para o qual passam a contar, ou a anulação fraudulenta de votos com  um risco para os tornar inválidos; ou a viciação de actas, com a alteração de votos atribuídos, como sucedeu nas regionais da Madeira em prejuízo da CDU e propiciando a maioria absoluta ao PSD.

E as leis feitas à medida e a pedido? A que que há mais de duas décadas visou ad hominem a CDU ao estabelecer a proibição de uso de um símbolo próprio da coligação (na expectativa de que, à boleia do preconceito anticomunista, se poderia reduzir o voto e a disponibilidade para se ser candidato); ou as recentes alterações à legislação sobre listas de cidadãos eleitores. Para não falar na ensejada ambição  de esvaziar a CNE e os seus poderes de fazer cumprir a lei eleitoral.  

Reconheça-se que, em regra, o Tribunal Constitucional tem sido um factor de garantia de princípios básicos eleitorais. Mas em fim de linha e enquanto instância de recurso. O que aqui se escreveu não pretende pôr em causa resultados passados e futuros. Globalmente, os resultados corresponderão a um sentido geral de opções e escolhas manifestadas. Mas não deixarão de ser razão de reflexão para muitos que, com ligeireza ou forjada distracção, olham para a casa do vizinho sem atender à sua.

14 de setembro de 2017

Carter qualifica os EUA como oligarquia e insiste em tratado de paz com a CN

O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter disse numa conferência em Atlanta, que os EUA funcionam mais como uma "oligarquia do que como uma democracia" E insistiu para que os EUA assinassem um tratado de paz com a Coeria do Norte. Cesurou também a abordagem "sem esperança" por parte de Trump para resolver a questão Israel-Palestina e a crescente tensão com a Coreia do Norte.
Segundo Carter a intromissão do dinheiro na política, torna os EUA como uma oligarquia –  ao invés de uma democracia, Anteriormente já se tinha referido , ao "suborno político ilimitado" ao serem permitidos donativos ilimitados por empresas e pelos mais ricos, a candidatos políticos, “criando uma subversão completa do sistema político pelos donativos  de maiores contribuintes."
Relativamente à escalada de tensões entre os EUA e a Coreia do Norte, Carter disse que  "a primeira coisa será tratar os norte coreanos com todo o respeito." "Eu sei o que querem os norte coreanos. O que eles querem é um tratado firme garantindo à Coreia do Norte que os EUA não irão atacá-los ou prejudicá-los de qualquer forma, a menos que eles atacassem qualquer dos seus vizinhos" “mas os EUA recusam-se a fazer isso."
Carter disse que estaria disposto a ir ele próprio a Pyongyang imediatamente. O ex-presidente já visitou a Coreia do Norte três vezes entre 1994 e 2011. "Até estramos dispostos a falar com eles e tratá-los com respeito, como seres humanos, que são, não acho que vamos fazer algum progresso,"
Por seu lado Trump expressou as suas  dúvidas quanto ao impacto das novas sanções contra Pyongyang, apesar de "ter sido bom" serem aprovadas por unanimidade. Note-se que a resolução proposta pelos EUA, foi bastante suavizada para conciliar com as preocupações da Rússia e da China. "Achamos que foi um passo muito pequeno, não é grande coisa, mas essas sanções nada são comparado com o que em última análise, terá de acontecer," disse
Entretanto em conversações com ministro do comércio da RDPC a Rússia comprometeu-se a desenvolver os laços económicos, dentro dos limites traçados pela ONU.
(inclui vista do Complexo Científico-Técnico de Pyongyang © KCNA / Reuters)

13 de setembro de 2017

Macron na Grécia

Jacques Sapir
O sr. Emmanuel Macron, presidente da Republica, mais uma vez derrapa em público e insulta os franceses. Pelo menos, insulta os que não pensam como ele. Dessa vez, nos jardins da Escola Francesa em Atenas, na 6ª-feria, ele repetiu a necessidade de reforma, mas com palavras de violência jamais vista: « Serei de determinação absoluta, nada cederei, nem aos vagabundos, nem aos cínicos, nem aos extremistas « [1]. Que o presidente diga que não cederá, é direito dele. É um modo de governar, e sabe-se muito bem de que valem as promessas dele de « diálogo social ». Mesmo assim, é direito dele. Cabe à oposição extrair daí todas as consequências.
Mas que o presidente, para governar, tenha de apresentar os que não concordem com ele como « vagabundos(…) cínicos, (…) extremistas, parece-me evento sem precedentes. A violência verbal de que se vale o presidente em primeiro lugar comprova, em segundo antecipadamente justifica, outras violências. A tal ponto que nos perguntamos se ele realmente tem consciência do que disse.

A Russia e a China contra o império do dólar

Um vasto arco de tensões e conflitos se estende da Ásia oriental à central, do Oriente Médio à Europa, da África à América Latina.
Por Manlio Dinucci (*)
Os “pontos quentes” ao longo deste arco intercontinental – Península Coreana, Mar do Sul da China, Afeganistão, Síria, Iraque, Irã, Ucrânia, Líbia, Venezuela e outros – têm história e características geopolíticas diversas, mas são ao mesmo tempo ligados a um único fator: a estratégia com que o “império americano do Ocidente”, em declínio, tenta impedir a emergência de novos sujeitos estatais e sociais.
O que Washington teme se compreende com a Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), realizada de 3 a 5 de setembro em Xiamen, na China. Exprimindo “as preocupações dos Brics sobre a injusta arquitetura econômica e financeira global, que não tem em consideração o crescente peso das economias emergentes”, o presidente russo Putin sublinhou a necessidade de “superar o excessivo domínio do número limitado de moedas de reserva”.
Clara referência ao dólar dos EUA, que constitui quase dois terços das reservas monetárias mundiais e a moeda com que se determina o preço do petróleo, do ouro e de outras matérias primas estratégicas. Isto permite aos EUA manter um papel dominante, imprimindo dólares cujo valor se baseia não na real capacidade econômica estadunidense mas no fato de que são usados como moeda global.
Contudo, o yuan chinês entrou há um ano na cesta de moedas de reserva do Fundo Monetário Internacional (juntamente com o dólar, o euro, o yen e a libra esterlina) e Pequim está para lançar contratos de compra de petróleo em yuan, convertível em ouro.
Os Brics demandam também a revisão das cotas e portanto dos votos atribuídos a cada um no interior do Fundo Monetário: os EUA, sozinhos, detêm mais do dobro dos votos do conjunto dos 24 países da América Latina (incluindo o México) e o G7 detém o triplo dos votos do grupo dos Brics.
Washington vê com crescente preocupação a parceria russo-chinesa: o comércio entre os dois países, que em 2017 deverá somar 80 bilhões de dólares, está em forte crescimento; aumentam ao mesmo tempo os acordos de cooperação russo-chineses nos campos energético, agrícola, aeronáutico, espacial e no da infraestrutura.
A anunciada compra de 14% da empresa petrolífera russa Rosneft por parte de uma empresa chinesa e o fornecimento de gás russo à China na quantidade de 38 bilhões de metros cúbicos por ano através do novo gasoduto de Sila Sibiri, que entrará em funcionamento em 2019, abrem às exportações de energia russa a via para o Leste enquanto os EUA buscam bloquear a Oeste, para a Europa.
Perdendo terreno no plano econômico, os EUA lançam sobre um dos pratos da balança a espada da sua força militar e sua influência política. A pressão militar dos EUA no Mar do Sul da China e na Península Coreana, as guerras dos EUA/Otan no Afeganistão, Oiente Médio e África, o golpe dos EUA/Otan na Ucrânia e o consequente confronto com a Rússia, estão dentro da mesma estratégia de confronto global com a parceria russo-chinesa, que não é somente econômica, mas geopolítica.
Isto inclui também o plano de minar os Brics por dentro, instalando a direita no poder no Brasil e em toda a América Latina. Isto o confirma o comandante do Comando Sul dos EUA, Kurt Tidd, que está preparando contra a Venezuela a “opção militar” ameaçada por Trump: em uma audiência no Senado, acusa a Rússia e a China de exercitar uma “influência maligna” na América Latina, para fazer avançar também aqui “a sua visão de uma ordem internacional alternativa”.
(*)  publicado em Il Manifesto; tradução de José Reinaldo Carvalho 

Moedas

Enquanto o ex primeiro ministro de um paraíso fiscal agora na Comissão Europeia , Junquer , defende mais federalismo em torno do Euro , depois das eleições alemãs , o Nomura maior banco de investimentos do Japão acredita que o dólar está no primeiro ano de um novo ciclo de fraqueza, que se pode arrastar durante alguns anos. Argumenta que o principal motivo para esta queda é o cenário político em Washington, mas não é o único.

O Nomura lembra que Donald Trump tem até meados de Dezembro para negociar um aumento do tecto da dívida dos Estados Unidos e defende que este tema vai ser alvo de preocupação para os investidores até ao final do ano. Queda do dólar apreciação do Euro . Não são boas noticias para as exportações portuguesas
Entretanto o Tesouro conseguiu juros mais baixos no leilão a dez anos tendo,  a procura  duplicado a oferta.

O que a imprensa dos Belmiros não diz


La televisión cubana ha informado este lunes de que ha habido al menos diez víctimas mortales tras el paso del huracán Irma. Para Cuba, esta cifra es inusual. No por falta de huracanes (ellos los llaman ciclones). La media anual en la cuenca del Atlántico es de 12 tormentas tropicales y 6 huracanes de categorías entre 3 y 5. Aunque los cubanos están más cerca de la ruta del ciclón, en la isla caribeña casi nunca muere nadie.
La comparación con EEUU es notable: el año pasado, el huracán Matthew mató a 44 personas en EEUU y ninguna en Cuba. Lo mismo pasó con Katrina, que acabó con la vida de 1.836 estadounidenses. En lo que llevamos de siglo, Cuba ha sufrido el impacto de 29 ciclones tropicales de los cuales 10 han sido tormentas tropicales y 19 huracanes, nueve de gran intensidad. Hasta ayer, solo 54 personas perdieron la vida, en una isla de más de 11 millones de habitantes. 
¿Cómo consigue una isla pequeña y pobre salvar más vidas que el país más poderoso del mundo? El presidente Raúl Castro alababa este lunes el espíritu de resistencia y de victoria del pueblo cubano. La razón es un sistema de cooperación masiva llamado la Defensa Civil cubana, un programa nacional de prevención, evacuación, salvamento y recuperación ejemplar en el que se implica toda la población. 

Un ejército civil contra la catástrofe

Para empezar, el Instituto Nacional de Investigaciones Sismológicas cubano tiene 68 estaciones de vigilancia permanente, el sistema de alerta temprana que activa al cuerpo de Defensa Civil. Lo que sigue es un modelo extraordinario en el que la nación entera se arma contra un mal tiempo literalmente criminal.
"En Cuba el huracán es tratado como un enemigo imperialista -nos explica el comisario y ensayista cubano Iván de la Nuez. - Se lidia con él militarmente y Fidel Castro en persona se ponía al frente de la batalla". Hoy hay un un jefe del Estado Mayor Nacional de la Defensa Civil (el General de División Ramón Pardo Guerra) que gestiona la operación, pero la estructura está principalmente integrada por civiles. Hay responsables a nivel provincial, municipal y local, pero también en cada barrio, manzana y calle.

La comunidad como refugio: cooperación vecinal, prioridad del cuidado

Cuando se activa la Alerta Ciclónica, todo el mundo sabe cuál es su tarea, qué albergue le corresponde y con quién tiene que ir. Hasta los niños: tapar grietas en las ventanas, empaquetar comida, acumular mantas o ayudar a los más ancianos a proteger sus medicamentos. Unos cocinan, otros patrullan y otros cuidan de enfermos y mayores. 
Los enfermos, impedidos y ancianos son evacuados primero, con la asesoría y colaboración de la comunidad médica. Los turistas son trasladados de su hotel o resort a otro hotel que quede fuera del área de peligro. Todos los animales son llevados a lugares seguros, con agua y comida suficiente. Los vecinos con refugios subterráneos acogen a sus vecinos. Nadie puede quedarse desamparado, ni desprotegido, aunque quiera. Durante las crisis, todos los cubanos son familia, y la prioridad es salvar vidas, por encima de cualquier otra consideración.

O que a imprensa portuguesa dita de referência esconde.



(...)TONY MURPHY

Reação capitalista nos EUA vs. a preparação socialista em Cuba

A emissão de gases de efeito estufa – provocada pelo capitalismo – é quase completamente deixada fora da discussão. Também se ignora o crime pelo qual, diferente do 1% mais rico, a vasta maioria da sociedade fica entregue aos seus próprios e poucos recursos em todas as crises climáticas extremas causadas pelo sistema.

Isso se torna claramente visível se se comparam os preparativos massivos, amplos e abrangentes feitos pelo governo socialista cubano por seu próprio povo e para seu próprio povo, sempre que o país esteja na rota de furacões ("Cuba transporta golfinhos por avião, para áreas seguras", Fox News). Fácil compreender que o número de vítimas é muitíssimo menor que em países capitalistas.

Esse é um fato já universalmente admitido por agências de resgate e socorro humanitário como Cruz Vermelha, Crescente Vermelho, ONU, Oxfam, etc. A possibilidade de uma pessoa ser morta por furacão nos EUA é 15 vezes maior que em Cuba – como admitiu em 2013 o Centro de Política Internacional. Mas nem o CPI atribui ao sistema social cubano esses impressionantes resultados.

A primeira coisa que distingue Cuba e os partidos capitalistas é que a resposta aos furacões é construída desde muito antes de o furacão agredir o país. Todos os setores da sociedade estão envolvidos, e há treinamento anual que começa nas escolas, para crianças bem pequenas.

Com exercícios anuais de treinamento, estoques de itens de sobrevivência para emergências, alertas pelas mídias 24 horas por dia e preparativos para evacuação que começam 48 horas antes de o furacão tocar o solo, o modo predominante pelo qual Cuba lida com os furacões é preventivo. Nos regimes capitalistas o modo dominante de responder aos furacões é reativo.

Outro traço importante do modo como Cuba enfrenta as calamidades é chamado "mapeamento comunitário de riscos". Estudo de 2004 feito por Oxfam mostrava como trabalham os líderes comunitários para produzir esses mapas. Membro da Federação Cubana de Mulheres explicava: "Se vem algum furacão, eu já sei que dentro de uma dada unidade multifamiliar há uma idosa em cadeira de rodas que precisará de ajuda para sair. Tenho 11 mães solteiras em 2ºs, 3ºs andares de prédios de apartamentos, com criança com menos de dois anos que precisam de apoio para a evacuação e, depois, precisarão de atendimento especial nos abrigos. Tenho duas grávidas, uma aqui e outra lá, que precisarão de atenção especial."

Há quem diga que a frequência dos furacões obrigou Cuba a ter estrutura modelar para defesa contra furacões — não o sistema social.

Mas a abordagem que Cuba construiu para outras questões de saúde e bem estar públicos também é de qualidade superior. O caso do Zika vírus, por exemplo, é fenômeno que devastou populações no Haiti, Porto Rico, Brasil, Colômbia e outros países, e também no sul da Florida.

Claro, a resposta de Cuba ao Zika foi ajudada por anos de combate nacional contra o mosquito vetor das doenças dengue e chikungunya. Mas isso não explica por que a taxa de infecção e morte por infecção pelo Zika foi tão mais baixa em Cuba que nos países capitalistas do entorno – e também, como o sistema para furacões, universalmente elogiadas universalmente por especialistas em saúde.

Carlos Espinal Tejeda, especialista em doenças tropicais da Universidade de Miami, disse à STAT, publicação sobre saúde: "Em Miami e noutros locais na América Latina, esperaram até que os casos surgissem e só então se mobilizaram (...) Cuba faz o oposto. Quando viram que o vírus fatalmente chegaria, já se mobilizaram."

E, sim, Cuba fez tudo isso sob as duríssimas condições do bloqueio imposto pelos EUA, que impediam que médicos e planejadores comprassem no mercado mundial os suprimentos e itens necessários facilmente acessíveis aos países capitalistas.

Dia 1/9, o HuffPost publicou artigo intitulado "Houston, We Have a Problem." Referia-se às condições extremas de clima tanto na Costa do Golfo nos EUA como no Sul da Ásia, e lançava clara convocação para que toda a humanidade passasse a lidar com o problema da mudança climática.

"Se continuarmos a viver como sempre vivemos, explorando e usando petróleo e gás em níveis recordes, apesar dos avisos dos cientistas" – escreve o autor. "Não podemos vivem num paraíso de tolos, pensando que poderíamos manter o curso atual e tudo acabará bem."

É verdade. Mas um sistema social como o capitalismo foca-se sempre em fazer dinheiro já. Não tem capacidade, meios nem motivação para pensar à frente e prevenir as piores consequências dos problemas – exceto no caso em que os problemas afetem a capacidade de a burguesia acumular lucros.

Bill King, político texano, publicou dia 28/8, no New York Times intitulado "Prefeito de Houston acertou em não ordenar evacuação". E diz: "É logisticamente impossível evacuar milhões de pessoas de áreas baixas, antes de um grande furacão."

Compare-se com a seguinte notícia: "Em setembro de 2004, Cuba sofreu o furacão Ivan, o 5º maior que jamais atingiu o Caribe, com ventos constantes de 200km/h. Cuba evacuou quase 2 milhões de pessoas – mais de 15% da população total. 100 mil pessoas foram evacuadas nas primeiras três horas. Inacreditáveis 78% dos evacuados foram abrigados em casas de família previamente cadastradas. Crianças foram retiradas de creches. Animais e pássaros foram retirados. Não houve nenhuma morte." (Fred Goldstein, Workers World, 13/1/2005, "Mortes não são só evento natural – Organização e planejamento socialistas salvam vidas." O artigo é acessível online em workers.org, e oferece explicação detalhada sobre como Cuba está organizada em todos os níveis para lidar com seus problemas.)

O possível e verdadeiro depende de um sistema social

Sim, Houston, temos um problema. O problema é o capitalismo. O capitalismo é hostil às necessidades do povo. Por isso o capitalismo não cuida e jamais cuidará de preservar a capacidade, para nós, de nos mantermos, e aos nossos, vivos e saudáveis.

Tudo que causou tanto sofrimento na Costa do Golfo também causa demissões, desemprego, racismo, pobreza e guerra. Temos de derrubar o capitalismo e pôr, em lugar dele, o socialismo.


12 de setembro de 2017

Os comentadores portugueses estão tristes

Consternação no Ocidente : a Guerra na Síria parece estar a chegar ao fim e Assad é o vencedor.

The West might hardly believe it, but it now seems the Syrian war is ending – and Assad is the victor

While we’re all waiting for Trump to start World War Three, we’ve not spotted that the military map of the Middle East has substantially, bloodily changed. It will be years before Syria and Iraq (and Yemen) are rebuilt – and the Israelis may have to go to Putin to clear up the mess they’re now in

Juízo FINAL

Juízo final
  JORGE CORDEIRO
Não foi desta! A Moody's uma daquelas agências de notação que determinam o curso da história e o futuro das nações, não nos retirou do “lixo”. Desde as profecias do fim do mundo que não se tinha visto inquietude assim. Nem a inexorável marcha do “relógio do Juízo final” com a sua simbologia apocalíptica, nem a obra de  W. Strebaer  “O dia depois do amanhã” estão próximas do suspense que pendeu sobre o destino do País. A resposta a tamanha ansiedade tem novo episódio anunciado. Em meados deste mês, agora pela mão da Standard&Poor's.
Perante esta angustiante incerteza que atravessa lares e perturba a harmoniosa paz familiar aí vemos, repartidos entre o temor e esperança, os do costume. Uns, mais crédulos, a pedir que nos reconheçam o esforço, a nobreza com que aceitámos os sacrifícios, as provas de estoicismo perante o empobrecimento, (a exaltação velha de décadas da «casa portuguesa, pobrezinha, com certeza») a clamar que quem tantas provas deu de “bom aluno”, «merece melhor rating e juros mais baixos». Outros que, a meio caminho entre a iminência do Apocalipse e aquela secreta esperança que anima os optimistas, vão alimentando a expectativa de que o “milagre” pode acontecer. Percebe-se: se ganhámos o festival da canção e se fomos campeões europeus,  porque razão o rating não há-de melhorar. Sim. Porque se cá estão os que dobraram o Cabo das Tormentas não há-de ser uma Fitch, uma Standard & Poor's ou uma Moody's qualquer que nos vergará. Outros ainda que, afinados com a estratégia das agências e vendo nelas argumento para cá porem a pão e água a vida dos portugueses, por aí aconselham que o melhor é ficar quietinhos, fazer o que FMI e UE mandam,  não vão os “mercados” enervar-se, porque depois nem com tranquilizantes se aquietam.

Todos fingindo ignorar o óbvio. Que estas Agências são empresas privadas de notação financeira, com uma estrutura accionista dominada por fundos de investimento cujas avaliações, na hora de decidir das suas aplicações, têm relação directa de benefício com as operações dos mercados. Estas mesmas Agências a quem o capital transnacional deu o poder de avaliar da credibilidade de Estados num ciclo em que estes passam a  depender do interesse dos grandes fundos investidores. A sua credibilidade varia na relação inversa do poder a que se arrogam. Foi vê-los em 2007, perante o risco e a inevitabilidade da falência da Lehman Brothers, da Bear Stearns ou da Northern Rock, a atribuir a notação máxima (AAA) a centenas de milhões de dólares de títulos que hoje são integralmente lixo tóxico.  


Estas Agências integram o acervo de mecanismos que os centros do capital transnacional e as instituições postas ao seu serviço – chamem-se FMI, Banco Mundial ou União Europeia – recorrem para limitar a soberania. No caso, fazendo depender arbitrariamente  as condições de financiamento à exigência de imposição de políticas que visam amarrar os Estados a estratégias de dependência e agravamento das condições de vida dos povos. Estratégia tão mais eficaz e com possibilidades de êxito quanto a inexistência de instrumentos que em cada país assegurem uma política soberana no plano económico, orçamental ou monetário.

A chamada melhoria de perspectivas destas Agências, o denominado outlook sobre as economias, será sempre ditada por interesses que não os nacionais. Dir-nos-ão que elas existem, logo, não o podemos ignorar. Responder-se-á com outra perspectiva. Não a de sermos conduzidos, por aquela razão, a atribuir valor ao que as Agências de notação decidem – enquanto instrumentos de dominação e agravamento da exploração – credibilizando assim uma actividade discricionária, contrária aos interesses do País. Mas sim criando condições no País para recuperar instrumentos de soberania que minimizem a acção e objectivos destas entidades. É na afirmação do direito ao desenvolvimento económico e ao progresso social que as opções de política nacional devem ser assumidas.

É verdade que o sofrimento não acabará por aqui. Anunciadas estão de Setembro a Dezembro novas avaliações de umas quantas outras agências.  Aguardemos assim se o nosso destino será o de sucumbir congelados como na obra de Strebaer ou submersos numa qualquer lixeira. Vivamos para já com o conforto de outras inofensivas previsões, sejam mais ou menos científicas conforme se olhe para as meteorológicas ou as de cartomancia.  A veneração de alguns perante as Agências de rating, a sua natureza e objectivos, e sobretudo a antevisão apocalíptica e impotente com que encaram o seu papel chantageador sobre os Estados e as suas opções soberanas, traz-nos à memória o “Ensaio sobre a Cegueira” tal é a epidémica cegueira que parece ter tomado, não a sociedade no seu conjunto como na obra de José Saramago, mas os que por ilusão, temor ou conveniência se recusam a ver o que são e para que servem as Agências de notação.

11 de setembro de 2017

Homenagem a Allende

Meus amigos

Para que não se esqueçam as acções da Cia e do Imperialismo Norte Americano


https://www.youtube.com/watch?time_continue=9&v=xZeEfXjTNu4

Santiago do Chile, 11 de setembro de 1973, 9:10 da manhã em Radio Magallanes
Ultimo discurso

Meus amigos:

Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da Radio Portales e da Radio Corporación. Minhas palavras não têm amargura, mas sim decepção. Que sejam elas um castigo moral para aqueles que traíram seu juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da Armada, e o senhor Mendoza, general rasteiro... que ainda ontem manifestara sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que também se autodenominou diretor geral dos Carabineros.

Diante desses fatos só me cabe dizer aos trabalhadores: não vou renunciar! Situado em uma transição histórica, pagarei com minha vida a lealdade do povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. [Eles] têm a força, poderão nos avassalar, mas não se detém os processos sociais... nem com o crime... nem com a força. A história é nossa e a fazem os povos.

Trabalhadores de minha pátria: quero agradecer-lhes a lealdade que sempre tiveram, a confiança que depositaram em um homem que foi apenas intérprete de grandes anseios de justiça, que empenhou sua palavra em que respeitaria a Constituição e a lei, e assim o fez.

Neste momento, definitivo, o último em que poderei dirigir-me a vocês, quero que aproveitem a lição. O capital estrangeiro, o imperialismo, unido à Reação, criou o clima para que as Forças Armadas rompessem sua tradição, aquela que lhes ensinara o general Schneider e que reafirmara o comandante Araya, vítimas do mesmo setor social que hoje estará em casa, esperando, com mão alheia, reconquistar o poder, para seguir defendendo seus lucros e privilégios.

Dirijo-me, sobretudo, à mulher simples de nossa terra; à camponesa que acreditou em nós; à operária que trabalhou mais; à mãe que soube de nossa preocupação com as crianças. Dirijo-me aos profissionais da pátria, aos profissionais patriotas, àqueles que dias atrás estavam trabalhando contra a insubordinação patrocinada pelas associações profissionais, associações classistas que também defendem as vantagens que uma sociedade capitalista dá a uns poucos. Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram, que deram sua alegria e seu espírito de luta.

Dirijo-me ao homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos... porque em nosso país o fascismo já estava há tempos presente nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, frente ao silêncio daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos. A História os julgará.

Seguramente a Radio Magallanes será calada e o metal tranquilo de minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto a vocês. Pelo menos, minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à lealdade dos trabalhadores. O povo deve defender-se, mas não sacrificar-se. O povo não deve se deixar arrasar nem crivar-se de balas, mas tampouco pode humilhar-se.

Trabalhadores de minha pátria, tenho fé no Chile e seu destino. Outros homens superarão este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se. Saibam vocês que, muito antes do que se imagina, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.

Viva o Chile! Viva o povo! Viva os trabalhadores!

Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição. SALVADOR ALLENDE

                                                                   ****
Pablo Milanés
Yo pisaré las calles nuevamente (1974)
interpretado por su autor, el cantautor cubano, y en una versión del grupo punk chileno Los Miserables

A dívida pública Americana


TRUMP ET LA FUITE EN AVANT DE LA DETTE US, par François L.


Billet invité;
Le feuilleton du déplafonnement annuel du montant de la dette américaine est un grand classique qui revient tous les ans. Mais quelque chose a changé cette année, Donald Trump a proposé d’engager une discussion afin de se débarrasser une fois pour toutes de cet obstacle, prenant au passage ses alliés républicains à revers.
Aux mains du Congrès qui a instauré cette limite il y a maintenant cent ans, celle-ci représente traditionnellement une monnaie d’échange pour les élus à la recherche de contreparties. Jusqu’en 1995, sous l’administration Clinton, le vote était d’ailleurs automatique, mais il est depuis devenu un enjeu politique. L’émergence du mouvement Tea Party l’a illustré, qui a milité activement en faveur de la réduction du budget fédéral et la diminution des prérogatives de l’État.
Elle est également devenue une question financière en 2011, lorsque Standard & Poor’s décidait d’abaisser la note de solvabilité des États-Unis, la dégradant de AAA à AA+, une grande première. Un défaut sur la dette américaine était devenu possible aux yeux de l’Agence de notation devant le suspens grandissant représenté par des accords intervenant à la toute dernière minute. Et, depuis lors, ce rendez-vous est chaque année tendu, l’administration utilisant toutes les ficelles disponibles pour éloigner le moment fatidique afin qu’un accord de déplafonnement puisse intervenir à temps.