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25 de setembro de 2017

Excedente de 4 mil milhões de euros !

Nota sobre a execução orçamental de Janeiro a Agosto de 2017
  1. A execução orçamental da Administração Pública nos oito primeiros meses de 2017 hoje divulgada, confirmam o impacto favorável da evolução económica do país sobre as contas da Administração Pública e são um incentivo para que prossiga a política de reposição de rendimentos e direitos dos trabalhadores, reformados e pensionistas.
  2. Neste período de oito meses o défice das Administrações Públicas baixou para 2 034 milhões de euros, uma melhoria de 1 901 milhões de euros comparativamente com igual período de 2016, ao mesmo tempo que o saldo primário atingiu os 3 734 milhões de euros (uma melhoria de 2 087 milhões de euros). Ou seja, sem considerar o pagamento dos juros e encargos com a nossa dívida pública, as nossas contas públicas apresentam já um excedente que se aproxima dos 4 mil milhões de euros.
  3. Numa semana que termina com a realização das eleições autárquicas e quando alguns procuram transmitir a ideia de que as autarquias são um poço sem fundo de despesismo, vale a pena olhar para o comportamento do saldo das Administrações Públicas, neste mesmo período, desagregado por subsectores: Administração Central, Segurança Social, Administração Regional e Administração Local. O que se verifica é que para o défice registado na Administração Pública neste período, há dois subsectores que contribuem com saldos negativos: a Administração Central (- 3 918,7 milhões de euros) e a Administração Regional (- 151 milhões de euros) e dois subsectores que contribuem com saldos positivos: a Segurança Social (+ 1 433,8 milhões de euros) e a Administração Local (+ 602,2 milhões de euros).
  4. Os dados agora divulgados reflectem uma melhoria considerável da receita efectiva (+4,3%), enquanto a despesa efectiva cresceu a um ritmo muito inferior (+0,4%). Para a melhoria registada do lado das receitas o contributo fundamental resulta da evolução da receita fiscal que neste período cresceu 4,9% (+1 412,3 milhões de euros) e dos contributos das receitas da Segurança Social (+3,6%, + 472,2 milhões de euros). Dentro da receita fiscal é da assinalar a melhoria registada na cobrança do IRC (+24,7%, + 633,5 milhões de euros), do IRS (+2,4%, +179,1 milhões de euros) e do IVA (+4,3% +429,7 milhões de euros). Note-se que nos casos do IRS e do IVA a evolução é positiva nos últimos oito meses apesar do fim da sobretaxa do IRS e do volume de reembolsos do IRS e do IVA ser ainda superior a igual período ano anterior em 195,5 milhões de euros e 532,3 milhões de euros respectivamente. A evolução destas receitas fiscais é sem qualquer dúvida o melhor indicador da aceleração da actividade económica registada nos últimos oito meses e do impacto que a devolução dos rendimentos teve na evolução do consumo e do investimento.  
  5. Do lado da despesa é de assinalar que neste período as despesas com pessoal cresceram 0,4% (+55,3 milhões de euros), as aquisições de bens e serviços 3,7% (+ 257,9 milhões de euros) e as despesas com juros e outros encargos (+3,7% 186,7 milhões de euros), atingindo no final dos oito primeiros meses do ano 5 767,3 milhões de euros. O investimento público por sua vez cresceu neste período (+8,1%, +181 milhões de euros), valor que é ainda manifestamente insuficiente para as necessidades do país.
CAE, 25 de Setembro de 2017

José Alberto Lourenço  

A CIA com a boca na botija

https://francais.rt.com/international/43682-syrie-images-aeriennes-reveleraient-equipements
Le ministère russe de la Défense a publié une série d'images aériennes qui montreraient des équipements des forces spéciales américaines sur des zones contrôlées par Daesh près de Deir ez-Zor en Syrie. Aucune trace de combats n'aurait été constatée.
Le ministère russe de la Défense a publié sur Facebook le 24 septembre une série de photos aériennes, qui auraient été prises au nord de Deir ez-Zor, en Syrie, dans des zones contrôlées par Daesh. On y distinguerait des équipements des forces spéciales américaines. Selon le texte du communiqué russe qui accompagne la publication, ces images prouveraient que «les troupes américaines se sentent absolument en sécurité dans des régions contrôlées par les terroristes».

Quem provoca quem ?

Comentário ao discurso de Trump na ONU
 " Cão assustado late mais alto."

 "Gostaria de avisar Trump que exercite a prudência na escolha de palavras e preste atenção a quem se dirige, quando discursar diante do mundo.

O comportamento do presidente dos EUA, que fala como doido e abertamente manifesta na arena da ONU o desejo perverso e não ético de "destruir totalmente" um estado soberano, além do limite das ameaças e de mudança de regime ou de derrube do sistema social, leva todos que tenham controle normal sobre as próprias faculdades a refletir sobre a importância da compostura e da decência." Kim Jong-un 김정은 Ким Чен Ын 金正恩 


24 de setembro de 2017

Os EUA governados por uma junta militar

Trump só não é atacado e ridicularizado quando faz estúpidas ameaças a outros países, mas nem por isso menos perigosas. É a fase em que ao império enredado nas suas contradições e limitações nada mais resta senão o poder ser suportado pela sua “guarda pretoriana” e legiões. Já o era com Obama e mesmo pelo menos desde que Eisenhower denunciou o poder do complexo militar industrial.  Mas Trump é um mero fantoche que se senta na Casa Branca para receber ordens dos seus generais.
Os elementos desta “junta militar” são: John F. Kelly, Jim “Mad” Mattis, H.R. McMaster, generais com experiência de guerra, que são respetivamente chefe do pessoal da Casa Branca, Secretário da Defesa e consultor para a Segurança Nacional. Mais generais ocupam lugares de relevo, como o diretor da CIA, o Procurador-Geral da República, o Secretário do Interior, o secretário para a Energia, o presidente do gabinete de administração das prisões federais, o líder do National Security Council.
O império atingiu o limite talvez não das suas forças, mas certamente da sua sanidade. Roma conseguiu manter o império ao levar para as províncias algum progresso: a direito romano, a cidadania, indústrias, comércio e também paz. As guerras eram nas fronteiras e as perturbações na sucessão de imperadores resolvidas entre as legiões.
Os EUA apenas conseguem levar o caos às sociedades que querem controlar, impor o retrocesso civilizacional do neoliberalismo e a ditadura das transnacionais. Ameaçam e conspiram contra tudo e todos que não se submetem, da Venezuela à Síria, da Rússia à China, do Irão à Coreia do Norte.
O jornalismo acabou, existe apenas propaganda de guerra difundida a partir das centrais de desinformação internacionais. Tal é visível pelos conteúdos rigorosamente iguais do “pluralismo” mediático. Eles só dizem mentiras – escrevia, Paul C. Roberts.
Desde o fim da I Guerra Mundial, os EUA registam-se 108 intervenções militares diretas ou de comandos da CIA, e nelas não houve nem paz nem progresso, mas sim destruição, repressão aos patriotas, fascismos, imposição dos interesses das transnacionais.
A questão que se põe hoje a toda a humanidade é como e quando vai isto parar. Porém o objetivo da propaganda não é só mentir: é distrair do essencial. A defesa da paz foi arredada do grande público constantemente intoxicado com as “ameaças” de países que insistentemente reclamam negociações e tratados de paz.
A luta pela paz e pelo socialismo como a única saída para a sobrevivência e o progresso da Humanidade é assim cada vez mais uma evidência.

23 de setembro de 2017

Junker e o Cabo da Roca - Colares



Os cenários europeus e a influência de Freud

O discurso de Juncker sobre o Estado da União Europeia vai dar que falar. Compreende-se. Sabendo-se que o “estado” da mesma não é grande coisa o exercício oratório afigurava-se difícil. Tanto mais que quanto maior é o número de “cenários” sobre o futuro europeu, e já vão seis, menos auspicioso se vislumbra a salvação do empreendimento.

É verdade que a matéria de forma foi mais glosada do que o seu conteúdo. Este, sim, inquietante para a soberania e os interesses de cada um dos povos. Entre a indignação e o despeito abundam os comentários sobre a gafe mais explicável do que alguns julgam por, numa penada, ter varrido Portugal da UE. Reconheça-se que a eloquência ornamental que Juncker escolheu para adornar o discurso - «não se enganem, a Europa estende-se de Vigo a Varna. De Espanha à Bulgária» - tinha de dar no que deu.
Haverá quem, por benevolência, atribua a imprecisão à ignorância geográfica. Admita-se que sim.

Salários e inflação

L'inflation reste faible dans les pays industrialisés, malgré les politiques accommodantes des banques centrales, en particulier dans la zone euro. La progression insuffisante des salaires, comme la guerre des prix cassés, peut expliquer cette situation. En attendant, cette latence perturbe les stratégies des instituts d'émission, tiraillés entre poursuivre leur soutien à l'économie ou endiguer les risques de bulles sur les marchés.
C'est "une question à 1.000 milliards de dollars" pour Claudio Boriole chef du département monétaire et économique de la Banque des règlements internationaux (BRI) : "Pourquoi l'inflation reste-t-elle faible ?" Dans les pays industrialisés, la reprise économique arrive enfin, les taux de chômage sont faibles ou en baisse, mais malgré ces nouvelles encourageantes les hausses de prix ne suivent pas* et demeurent en-dessous de l'objectif de 2% sur un an souhaité par la plupart des banques centrales.

22 de setembro de 2017

CETA

L’entrée en vigueur du CETA: un scandale démocratique

Le traité de libre-échange avec le Canada, ce que l’on appelle le CETA, est donc entré en application le jeudi 21 septembre. Il montre de manière éloquente que les Etats se sont laissés dessaisir de leur souveraineté et qu’un nouveau droit, indépendant du droit de ces mêmes Etats et non soumis à un quelconque contrôle démocratique, est en train de s’imposer.