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22 de novembro de 2017

Uma biografia


Chega aos leitores de língua portuguesa a monumental biografia intelectual de Vladímir Ilitch Uliánov, vulgo Lênin. Escrita pelo estudioso húngaro Tamás Krausz, a obra de mais de 600 páginas é resultado de quatro décadas de pesquisas e venceu o Deutscher Memorial Prize, um dos mais respeitáveis prêmios para a produção intelectual marxista na atualidade. Elogiada por estudiosos do calibre de István Mészáros e José Paulo Netto, a vem acrescida de uma extensa cronologia da Rússia revolucionária e uma rica seção com esboços biográficos, além de um belo caderno de imagens. Leia abaixo o texto de orelha do livro, escrito por Valério Arcary.
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O livro que a Boitempo  Brasil-nos presenteia já nasceu como uma referência para os estudos de Lênin. Em um estilo claro e direto, Reconstruindo Lênin apresenta de forma honesta e rigorosa uma elaboração intelectual revolucionária entre as mais complexas. A investigação de Tamás Krausz fascina, surpreende e, às vezes, perturba. Venceu o Deutscher Memorial Prize em 2015, prêmio literário atribuído todos os anos em Londres ao livro considerado pelo júri “o melhor e mais inovador sobre a tradição marxista”.
Uma biografia intelectual de Lênin era um desafio colossal, até mesmo demolidor. Biografias colocam o autor diante de dois riscos abismais: apequenar ou agigantar o personagem para além de si mesmo. Um marxista sério não poderia diminuir o significado da obra de Lênin. Mas o perigo hagiográfico era grande: celebrar virtudes heroicas inalcançáveis e semear cultos à personalidade. Quarenta anos de leituras de uma obra monumental protegeram Tamás Krausz de desequilíbrios.
A união de contextualizações inspiradas e explicações de polêmicas sempre vibrantes – não poucas vezes ásperas – captura a atenção do leitor. O livro responde ao problema central de uma biografia intelectual: qualitativamente, o pensamento de Lênin pode ser considerado um desenvolvimento original do marxismo? Em outras palavras, podemos dizer que o leninismo é mais do que uma corrente do marxismo russo?
O leitor descobrirá que Tamás Krausz nos introduz ao âmago do método de Lênin. Trata-se de uma interpretação vigorosa de um marxismo revolucionário aberto, não dogmático, porque é crítico sem ser doutrinário. A pesquisa sistemática do autor nos revela a grandeza da atualização do marxismo realizada por Lênin em sua vitalidade integral, unindo teoria e política. A teoria aparece indivisível do programa; o programa, inseparável da estratégia; e a estratégia, indissociável da tática. Tamás Krausz convida todos os leitores, pesquisadores ou ativistas, a revalorizar o legado leninista no século XXI.
Valério Arcary

A Absolescência Programada

Os que estão preocupados com a saude do Planeta nossa casa comum e que lutam contra as diversas formas de poluição por que não lutam contra a obsolescência programada ? Das capital.
Não raras vezes as empresas fazem acordos - cartel-  e, com os  profissionais de marketing , introduzem deliberadamente a obsolescência na sua estratégia de venda do produto, com o objetivo de gerar um volume de vendas duradouro reduzindo o tempo entre compras sucessivas. Um exemplo poderia ser o de uma máquina de lavar roupa, que é deliberadamente projetada para deixar de funcionar cinco anos após a compra, obrigando os consumidores a comprar outra máquina para os próximos cinco anos . O mesmo se passa com as lâmpadas  ,material informático ...É preciso vender , obter lucro ... Não se trata de satisfazer as necessidades das pessoas , mas de  obrigá-las a comprar , a poluir o planeta

Há 100 anos

Dedicado a todos os cretinos e cretinas anticomunistas .cIl y a cent ans, les Bolcheviks, Lénine à leur tête, prenaient le pouvoir en Russie.
Il y a cent ans, les Bolcheviks, Lénine à leur tête, prenaient le pouvoir en Russie. Cette révolution populaire allait changer le cours du pays, et du monde, pour les décennies à venir. Le premier pouvoir ouvrier au monde était né, et il entendait marquer les esprits dès le début. 
Les premiers décrets, approuvés par le Congrès des Soviets, ne tardaient pas à être promulgués. Le premier d’entre eux concernait la guerre qui faisait rage en Europe depuis 1914 ; par le décret sur la paix, la nouvelle Russie cessait les hostilités avec l’Allemagne. S’en suivaient les décrets distribuant la terre aux paysans, nationalisant les industries, et déclarant la « souveraineté des peuples de Russie ».
Il ne sera pas ici question de revenir sur toute l’Histoire de l’URSS, mais de se concentrer sur trois points, qui ont marqué l’histoire de l’URSS et qui sont trop souvent oubliés, à savoir que la révolution russe fut aussi une révolution féministe, que l’URSS a grandement contribué à la victoire sur le fascisme durant la seconde guerre mondiale, enfin qu’elle aura été d’une aide généreuse envers les mouvements de libération nationale et les pays progressistes.
  •  Une révolution féministe
Cette révolution ouvrière et socialiste fut aussi à tout égard une révolution féministe, à une époque où l’inégalité entre hommes et femmes était monnaie courante. Le 8 mars 1921 Lénine décrétait, en hommage aux ouvrières de Saint-Pétersbourg, la journée internationale de la femme, mondialement célébrée aujourd’hui.

Direita não comenta


PSD , CDS e Marques Mendes até agora evitam comentar...uma forma de desvalorizar

A dívida pública, na óptica de Maastricht, desceu em Setembro para 130,9% do produto interno bruto (PIB), revelam os dados divulgados esta quarta-feira, 22 de Novembro, pelo Banco de Portugal. A queda foi pronunciada, já que em Junho a dívida estava nos 132,1% do PIB.

A contribuir para esta evolução estiveram dois factores. A redução efectiva da dívida em termos nominais e o crescimento da economia.

21 de novembro de 2017

Prostíbulos do Capitalismo



Emir Sader
Los mal llamados paraísos fiscales funcionan como prostíbulos del capitalismo. Se hacen allí los negocios turbios, que no pueden ser confesados públicamente, pero que son indispensables para el funcionamiento del sistema. Como los prostíbulos en la sociedad tradicional.
Conforme se acumulan las denuncias y las listas de los personajes y empresas que tienen cuentas en esos lugares, nos damos cuenta del papel central y no apenas marginal que ellos tienen en la economía mundial. “No se trata de “islas” en el sentido económico, sino de una red sistémica de territorios que escapan a las jurisdicciones nacionales, permitiendo que el conjunto de los grandes flujos financieros mundiales rehuya de sus obligaciones fiscales, escondiendo los orígenes de los recursos o enmascarando su destino.” (La era del capital improductivo, Ladislau Dowbor, Ed. Autonomia Literaria, Sao Paulo, 2017, pag. 83).
Todos los grandes grupos financieros mundiales y los más grandes grupos económicos en general están tienen hoy filiales o incluso casas matrices en paraísos fiscales. Esa extraterritorialidad (offshore) constituye una dimensión de prácticamente todas las actividades económicas de los gigantes corporativos, constituyendo una amplia cámara mundial de compensaciones, donde los distintos flujos financieros ingresan a la zona del secreto , del impuesto cero o algo equivalente y de libertad con respecto a cualquier control efectivo.
En los paraísos fiscales los recursos son reconvertidos en usos diversos, traspasados a empresas con nombres y nacionalidades distintas, lavados y formalmente limpios. No es que todo se vuelva secreto, sino que con la fragmentación del flujo financiero, el conjunto del sistema lo vuelve opaco.
Hay iniciativas para controlar en parte a ese flujo monstruoso de recursos, pero el sistema financiero es global, mientras las leyes son nacionales y no hay un sistema de gobierno mundial. Asimismo, si se puede ganar más invirtiendo en productos financieros, y encima sin pagar impuestos, es un negocio redondo. 
“El sistema offshore creció con metástasis en todo el globo, y surgió un poderoso ejército de abogados, contadores y banqueros para hacer que el sistema funcione... En realidad, el sistema raramente agrega algún valor. Al contrario, está redistribuyendo la riqueza hacia arriba y los riesgos hacia abajo y generando una nueva estufa global para el crimen.” (Treasured Islands: Uncovering the Damage of Offshore Banking and Tax Havens, Shaxon, Nicholas. St. Martin’s Press, Nueva York, 2011). 
El tema de los impuestos es central. Las ganancias son offshore, donde escapan de los impuestos, pero los costos, el pago de los intereses, son onshore, donde son deducidos los impuestos .La mayor parte de las actividades es legal. No es ilegal tener una cuenta en las Islas Caimán. “La gran corrupción genera sus propia legalidad, que pasa por la apropiación de la política, proceso que Shaxson llama de `captura del Estado’”(Dowbor, pag. 86). 
Se trata de una corrupción sistémica. A corrupción involucra a especialistas que abusan del bien común, en secreto y con impunidad, minando a las reglas y los sistemas que promueven el interés publico, en secreto y con impunidad, y minando nuestra confianza en las reglas y sistemas existentes, intensificando la pobreza y la desigualdad. 
La base de la ley de las corporaciones e, de las sociedades anónimas, es que el anonimato  de la propiedad y el derecho a ser tratadas como personas jurídicas , pudiendo declarar su sede legal donde quieran e independiente del local efectivo de sus actividades, tendría como contrapeso la trasparencia de las cuentas.” (Dowbor, pag. 86) Las coimas contaminan y corrompen a los gobiernos, y los paraísos fiscales corrompen al sistema financiero global. Se ha creado un sistema que vuelve inviable cualquier control jurídico y penal de la criminalidad bancaria. Las corporaciones constituyen un Poder Judicial paralelo que les permite incluso procesar a los Estados, a partir de su propio aparato jurídico.
The Economist calcula que en los paraísos fiscales se encuentran 20 trillones de dólares, ubicando a las principales plazas financieras que dirigen estos recursos en el estado norteamericano de Delaware y en Londres. Las islas sirven así como localización legal y de protección en términos de jurisdicción y domicilio fiscal, pero la gestión es realizada por los grandes bancos. Se trata de un gigantesco drenaje que permite que los ciclos financieros queden resguardados de las informaciones. 

20 de novembro de 2017

O Ventríloco de Marcelo

As aldrabices do ventríloco, Marques Mendes :

"No início da semana, Centeno disse publicamente que é urgente começar a reduzir a dívida porque, mais dia, menos dia, a taxa de juro vai subir e isso nos vai penalizar. Afirmações certeiras.
"Mas acabou a semana a agravar o défice para 2018. De 1% para 1,1%. Ou seja, agravando o défice, aumenta a dívida. É mais dinheiro que o país tem de pedir emprestado. E são mais juros que Portugal tem de pagar."
"Se, em tempo de "vacas gordas" não fazemos um esforço para reduzir fortemente a dívida, quando é que a vamos baixar? E não se diga que o agravamento do défice é por uma boa causa (o apoio à reconstrução devido aos incêndios). Certamente que sim. Mas governar é fazer escolhas. E, para aumentar uma despesa, devia haver a coragem de reduzir outra noutro sector."
Ai sim ? Por que não defendeu o mesmo o Ventríloco com os bancos , com o caso do Banif ?
O PS fez agora uma proposta na especialidade de redução do IRC para a banca para resolver o crédito mal parado que vai agravar o défice. Será que Marques Mendes vai estar contra , será que o PSD vai votar contra ?
Procurando por trabalhadores contra trabalhadores a Voz do PSD e do Marcelo continua :

"O descongelamento das carreiras na função pública, depois das reposições de salários e de pensões, leva muita gente legitimamente a perguntar: mas acabou mesmo a austeridade? E a minha resposta é: acabou para alguns, os funcionários públicos e os que vivem dependentes do Estado; mas não acabou para todos os trabalhadores do sector privado."
Os portugueses ficam a saber o que lhes acontecia se a direita estivesse no governo : nem reposição de direitos e rendimentos para os trabalhadores da funçap pública , nem para os privados .
Na mesma lógica se pode dizer que para o crédito mal parado dsa banca vai haver redução do IRC mas para o crédito mal parado das outras empresas nada .

"Banca vai abater 5 mil milhões ao IRC nos próximos 19 anos 



Entre as mais de uma centena de propostas de alteração ao orçamento do Estado apresentadas pelo PS aparece uma para resolver um problema politicamente delicado que se arrastava há meses, relativamente ao tratamento fiscal das imparidades da banca " Negócios hoje

19 de novembro de 2017

A Venezuela e as empresas de rating


Enquanto a Standard & Poors baixou a classificação da dívida da Venezuela, a Rússia prestou ajuda ao país, que enfrenta graves dificuldades económicas aceitou reestruturar a sua dívida e concedeu novas linhas de financiamento.
"Isso acontece no meio da luta das grandes potências europeias e dos Estados Unidos pelo controle das reservas de petróleo venezuelanas. Não aceitam que na Venezuela haja um governo popular, socialista e nacionalista no que tange ao uso dos recursos naturais. Criaram uma estratégia para desinformar o mundo sobre o que se passa aqui", disse Fernando Travieso, membro da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, integrante da comissão da Economia e da subcomissão de Petróleo.