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18 de agosto de 2017

Ao contrário do que queria a direita , a CIP e a CAP

Notas sobre a evolução recente da nossa economia

O afastamento da direita do poder no seguimento das eleições de 4 de Outubro e a construção de uma solução governativa em que o PS em minoria, tem governado de forma estável ao longo dos últimos 20 meses, com base numa posição política conjunta com os partidos à sua esquerda, permitiu que a nossa economia, após um primeiro ano de 2016 em que foram já visíveis no 2º semestre do ano nítidas melhorias resultantes do início da reposição de direitos e rendimentos para muitos trabalhadores, registasse finalmente nos dois primeiros trimestres de 2017, um ritmo muito aceitável de crescimento de 2,8%, como não se verificava desde o início deste século.
Provou-se ao longo deste período que ao contrário do que a direita e os seus ideólogos defendiam e defendem, era possível pôr a economia a crescer a um ritmo muito aceitável com a reposição direitos e rendimentos, incentivando a procura interna, sem por isso pôr em causa a aposta nas exportações e não agravando os nossos défices estruturais.
Provou-se finalmente que era possível fazer-se tudo isto reduzindo o desemprego (menos 145 400 desempregados entre o 1º semestre de 2016 e o 1º semestre de 2017) não através do recurso à emigração mas através da criação de novos empregos (mais 151 mil empregos neste período).
Foi possível ao longo destes últimos 20 meses travar um longo período de ataques a direitos e conquistas dos trabalhadores, ataques este que atingiram com o último governo PSD/CDS e com a intervenção da troika níveis nunca antes vistos.
Valorizando muito positivamente a evolução económica e social verificada com o afastamento da direita do poder é importante não esquecer as muitas limitações que o crescimento económico recente não esconde:
Em primeiro lugar e como os dados recentemente divulgados pelo INE referentes ao inquérito ao emprego do 2º trimestre mostram, se é verdade que desde o 1º semestre do ano passado foram criados 151 mil empregos (mais 3,3%), também é verdade que grande parte desta criação de emprego se concentra no sector dos serviços, em particular no turismo e imobiliário e no sector da construção, mantendo-se praticamente inalterável o emprego nos sectores produtivos (agricultura e industria), como é verdade que grande parte deste emprego criado é precário e com baixos salários (cerca de 30% dos trabalhadores por conta de outrem auferem hoje salários líquidos mensais inferiores a 600 euros).
Estes mesmos dados divulgados pelo INE mostram que o desemprego que tem vindo a registar uma quebra considerável, atinge ainda em termos reais perto de 1 milhão de portugueses, considerando para além dos trabalhadores desempregados em sentido restrito, todos aqueles que estando disponíveis para trabalhar a tempo inteiro só conseguem empregos a tempo parcial ou desistiram de procurar emprego.   
Em segundo lugar os resultados económicos mais recentes mostram no 1º semestre do corrente ano um ritmo de crescimento das importações superior ao das exportações como resultado da aceleração do consumo, do investimento e das exportações e da incapacidade do nosso aparelho produtivo de responder às suas necessidades de produção.
A destruição do nosso aparelho produtivo a que conduziram as políticas de direita, prosseguidas pelos sucessivos governos nas últimas décadas, faz com que uma aceleração do ritmo de crescimento da nossa economia provoque de imediato um agravamento do saldo da nossa balança de mercadorias, senão forem implementadas medidas de política económica que contrariem o livro funcionamento do mercado, como defende o pensamento neoliberal.  
Dados divulgados na semana passada semana também pelo INE, referentes à balança de mercadorias no 1º semestre do ano, mostram isso mesmo, um agravamento no saldo desta balança a preços correntes de 26,3%. Enquanto no 1º semestre de 2016 o saldo a preços correntes da nossa balança de mercadorias era deficitário em 5 027 milhões de euros, no mesmo período do corrente ano esse défice subiu para 6 349 milhões de euros (um agravamento de 1 321 milhões de euros). Os bons resultados da nossa balança de serviços e em especial da balança de turismo têm permitido nos últimos anos cobrir parte deste défice crónico, mas há limites para tudo.
São cada vez mais claros os sinais de que a política económica tem que intervir activamente no reforço da capacidade do nosso aparelho produtivo, na implementação de medidas de incentivos à substituição de importações por produção nacional e na aposta na promoção de exportações com elevado valor acrescentado nacional.
Deixar nas mãos dos mercados a resolução destes cada vez maiores desequilíbrios externos da nossa economia, como defende a política de direita e como defende o pensamento neoliberal, teve os resultados recentes que conhecemos no nosso país, um longo período recessivo com destruição de centenas de milhares de empregos, mais de milhão e meio de desempregados, perto de 600 mil portugueses forçados a emigrar e cortes nos direitos, nos salários e nas pensões de milhões de portugueses. Esta não foi, nem será no futuro a solução que os trabalhadores e o povo português desejam para os problemas económicos do nosso país.
Agora que a nossa economia cresce a bom ritmo é a altura ideal de o governo intervir activamente na defesa da nossa produção nacional, das nossas empresas e dos nossos trabalhadores, tal como outros fazem por essa Europa fora e por esse Mundo.     
CAE, 16 de Agosto de 2017

José Alberto Lourenço

17 de agosto de 2017

Sinais pouco simpáticos

A moeda única acumula uma valorização de mais de 11% face ao dólar desde o início do ano.  E isso é mais um factor que pode dificultar a recuperação da inflação e criar dificuldades às exportações de muitos países da UE
Desde as eleições francesas, o euro apreciou 8% face a um cabaz de moedas e 10% em relação ao dólar e há riscos de subidas expressivas do euro como reconhece o próprio BCE
Convém não esquecer o caso do  Japão que ainda não venceu a deflação apesar de  estar já há vários trimestres  com  crescimento. 

As contradições no EUA




Donald Trump eliminou, esta quarta-feira, dois conselhos de assessoria de negócios da Casa Branca.
A medida do presidente dos Estados Unidos da América ocorre após sete dos conselheiros terem renunciado, esta semana, em protesto pela fraca reação de Trump aos episódios de violência que envolveram grupos racistas e neonazis, em Charlottesville, no estado da Virgínia.

Quem tem utilizado as armas quimicas

O vice-chanceler da Síria, Faisal al Mekdad denunciou que potências ocidentais e seus aliados na região têm fornecido substâncias tóxicas e outras armas a grupos terroristas que atuam no país, divulgou nesta quinta-feira (17) a imprensa em Damasco.
Mekdad insistiu em que tais ações violam a Lei de Proibição de Armas Químicas e pediu à direção da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) que investigue o fornecimento dessas substâncias a grupos extremistas em território sírio por parte dos Estados Unidos, Reino Unido e Turquia.
Denunciou que esses países, apoiados por uma forte campanha midiática e alegações de grupos terroristas imputam ao governo sírio o suposto uso de armas químicas, sem nenhuma prova.
Sustentou que, pelo contrário, depois da libertação de diversas zonas anteriormente ocupadas por terroristas, autoridades sírias apreenderam nesses lugares grandes quantidades de materiais especiais que contêm  substâncias químicas de fabricação turca.
“Segundo os especialistas, estes materiais são utilizados para a fabricação de armas químicas’, disse Mekdad.
O vice-chanceler da Síria, Faisal al Mekdad denunciou que potências ocidentais e seus aliados na região têm fornecido substâncias tóxicas e outras armas a grupos terroristas que atuam no país, divulgaram nesta quinta-feira (17) veículos de imprensa em Damasco.
Mekdad insistiu em que tais ações violam a Lei de Proibição de Armas Químicas e pediu à direção da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) que investigue o fornecimento dessas substâncias a grupos extremistas em território sírio por parte dos Estados Unidos, Reino Unido e Turquia.
Denunciou que esses países, apoiados por uma forte campanha mediática e alegações de grupos terroristas imputam ao governo sírio o suposto uso de armas químicas, sem nenhuma prova.
Sustentou que, pelo contrário, depois da libertação de diversas zonas anteriormente ocupadas por terroristas, autoridades sírias apreenderam nesses lugares grandes quantidades de materiais especiais que contêm  substâncias químicas de fabricação turca.
“Segundo os especialistas, estes materiais são utilizados para a fabricação de armas químicas’, disse Mekdad.
O vice-ministro também mostrou munições de origem  britânica e norte-americano que são empregadas por grupos terroristas.
Noutra parte de suas declarações Faisal negou mais uma vez a responsabilidade do governo sírio no suposto ataque químico em abril último em Khan Shaikhoun, ao sul da província de Idleb.
De acordo com o governo sírio, as forças deste país realizaram naquela ocasião um bombardeio contra um armazém de munições em que o grupo Frente para a Conquista do Levante, outrora Al Nusra, conservava produtos altamente tóxicos.
Em reiteradas ocasiões, o governo sírio pediu à OPAQ a realização de uma investigação séria e independente sobre o fato, mas os representantes desse organismo ainda não visitaram a zona do incidente sob o pretexto de insegurança na área.
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O Sionismo



Una delegación israelí será recibida esta semana en la Casa Blanca para abordar el tema de Siria.
Esta delegación se compone de 
- Yossi Cohen (ver foto), director del Mossad, el servicio israelí de inteligencia para el exterior; 
- el general Herzl Halevi, director de Aman, la inteligencia militar; 
- el coronel Zohar Palti, director de asuntos político-militares del ministerio de Defensa.
La delegación israelí se reunirá con 
- el general H. R. McMaster, consejero de seguridad nacional del presidente Donald Trump; 
- Dina Powell, consejera adjunta de seguridad nacional; 
- Jason Greenblatt, representante del presidente Trump para negociaciones internacionales.
Después de haber obtenido que se prohibiera la presencia de tropas iraníes o del Hezbollah libanés en el sur de Siria, Israel pretende ahora convencer a Washington de una supuesta necesidad de cerrar la llamada “Ruta de la seda”. Según Tel Aviv, esta vía comercial permitiría a Teherán abastecer en armas al Hezbollah.
Tanto los tres miembros de la delegación israelí como el representante del presidente Trump son judíos ortodoxos. Dina Powell está implicada en el asesinato del ex primer ministro libanés Rafic Hariri y en la planificación de las llamadas «primaveras árabes».


16 de agosto de 2017

Isto fica assim?


Segundo documentos internos da União Europeia divulgados pelo The Times, a Comissão Europeia criou, em Dezembro de 2016, um fundo especial para combater os partidos políticos favoráveis à saída da União.
Cerca de € 3 milhões de Euros foram já atribuídos a 84 projectos em todos os Estados-Membros, inclusive no Reino Unido que tinha votado, em Junho de 2016, pela saída da União.
Este programa de propaganda é financiado pelos Estados-Membros à revelia do conhecimento dos seus cidadãos.
EU’s €3m war chest to fund Brussels ‘propaganda’” («Fundo de guerra de 3 M de Euros da U.E para financiar a “propaganda” de Bruxelas»- ndT), Bruno Waterfield, The Times, August 14, 2017

Terrorista de Estado

 Congresso chileno declara Pinochet oficialmente como ditador e terrorista de Estado

A medida tem como principal implicação a proibição do uso ou exibição do nome ou da imagem do ditador dentro de organismos públicos.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana uma resolução que declara oficialmente a Augusto Pinochet como “ditador e artífice de um aparato terrorista do Estado”. O texto da resolução também descreve o líder do golpe de Estado de 1973 como “autor intelectual do premeditado e aleivoso assassinato do ex-chanceler Orlando Letelier”. 
A resolução é fruto de uma iniciativa de um grupo de parlamentares de centro-esquerda, baseada em antecedentes entregues pelo governo dos Estados Unidos, nos quais se estabelece a participação de Pinochet no atentado contra quem foi o chefe da diplomacia do governo de Salvador Allende.

Orlando Letelier faleceu devido à explosão de uma bomba instalada em seu carro pelo agente dos Estados Unidos  Michael Townley, que foi treinado pela CIA mas que trabalhava em colaboração direta com a DINA (sigla em espanhol do Departamento de Inteligência Nacional do Chile). O crime aconteceu em Washington, onde o diplomata vivia exilado, no dia 21 de setembro de 1976.

A resolução também declara como “vergonha nacional” a atuação do ex-presidente da Corte Suprema de Justiça do Chile, Israel Bórquez, que segundo documentos recentemente desclassificados da CIA (sigla em inglês da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), foi o principal operador a favor de Pinochet no Poder Judiciário, sendo o responsável pelo encobrimento das evidências que ligavam o ditador a este e outros casos.

A resolução foi aprovada com 69 votos a favor e 23 contra. Também houve seis abstenções. Entre suas implicações está o fato de que, a partir de sua publicação – na próxima semana –, estará proibido o uso ou a exibição do nome o de imagens do ditador em organismos públicos. Também passou a ser proibido realizar homenagens em seu nome.
Repercussão
Após a votação, um grupo de deputados do partido de centro-direita Renovação Nacional reclamaram que “o texto continha algumas trechos pouco claros e enganosos”. A situação gerou polémica, porque dentro desse grupo estavam Germán Becker e Jorge Rathgeb, dois históricos defensores do pinochetismo no Chile, que terminaram votando a favor da resolução. A controvérsia horas depois, com os parlamentares admitindo que votaram sem ler o texto.

Entretanto, setores mais extremos da direita reagiram com mais indignação. O deputado Ignacio Urrutia do partido ultraconservador UDI (União Democrata Independente), prometeu relançar um projeto criado por ele em 2015 pedindo que o nome e as imagens de Salvador Allende também sejam banidas dos organismos públicos – rejeitado na época.

Com a aprovação da resolução, o ministro de Defesa do Chile, José Antonio Gómez, afirmou que solicitará, na próxima semana, o retiro de todas as imagens do ditador nas dependências do Exército, e decretará a proibição de homenagens em sua honra dentro de edifícios do Estado. O mesmo acontecerá no caso de Israel Bórquez, cujas imagens suas dentro de edifícios do Poder Judiciário deverão ser retiradas, por iniciativa da ministra da Justiça, Javiera Blanco.