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4 de agosto de 2014

TIM-TIM NO IRAQUE

Robert MacNamara (secretário da defesa dos EUA entre 1962 e 1968) disse que os “EUA se tornaram um Estado crápula”. Andrew Napolitano, antigo juiz do Supremo tribunal de New Jersey questiona-se: “E se a  nossa democracia fosse uma fraude? (1) Paul Criag Roberts (fez parte do governo de Reagan) diz que os EUA se tornaram “um Estado ganster (…) um tirania exploradora sem vergonha” (2)
Gaza mostra como o Nobel da Paz Obama, colabora com um genocídios de tipo nazi, e mostra não passar de um reles lacaio da oligarquia, ao nível – ou pior – de Bush. No PS caladinhos que nem ratos no Rato…
Não esqueçamos porém outros cenários que o imperialismo promove. A notícia: “Os EUA vão vender ao governo iraquiano misseis no valor de 700 milhões de dólares, para combater os rebeldes sunitas”, leva-nos a Tim-Tim. São rebeldes que os EUA e aliados apoiam e armam para a partilha do Iraque, também contra a Síria, que apoiaram no Afeganistão, na Líbia, etc.
Em 1945 Hergé escrevia “A Orelha Quebrada” uma história em que as manobras do imperialismo são exemplarmente desvendadas. Numa das cenas o sr. R. W. Chicklet agente da “General American Oil” descreve uma conversa com Tim-Tim, como ajudante de campo do PR de São Teodoros, general Alcazar, para interceder na concessão de terrenos ricos em petróleo. Acontecia porém que esta zona se distribuía pela vizinha republica de Novo Rico, pelo que seria necessário anexar esses território para o negócio se concretizar.
”Mas isso será a guerra, meu caro senhor” – diz Tim-Tim. “Infelizmente! Sim, que quer? Não se podem fazer omeletes sem partir ovos, não é verdade, coronel?” – responde o sr. WC (repare-se na ironia das iniciais!) prosseguido: “Portanto é este o objetivo da minha visisita, oferecemos-lhe 100 000 dólares se conseguir decidir o general Alcazar a desencadear essa guerra…de acordo?” Tim-Tim simplesmente expulsa-o do gabinete. “Faz mal, muito mal em não aceitar” diz RWC. E depois: “Tipo perigoso. É capaz de fazer fracassar os nossos planos. Tenho de falar nele a Rodriguez”. Rodriguez é um subserviente agente de WC (diríamos do imperialismo) que para eliminar Tim-Tim receberia 10 000 dólares. Será então contratado Pablo, um homem de mão do agente, que faria o serviço, matando-o, por 5 000 dólares…
Tim-Tim, como sempre, escapa ileso a vários atentados, mas é dado como espião numa falsificação de provas urdida por RWC e Rodriguez. O contrato é assinado pelo general que receberia pessoalmente 10% dos lucros sendo declarada guerra entre os dois países.
Entra então em cena Basil Bazaroff da Vickers Arms Co. (personagem que, com nome semelhante realmente desempenhou as mesmas funções) para vender armas aos dois países, ajudando também RWC na fraude das provas contra Tim-Tim.
Nesta história como noutras de Hergé (por exemplo “No País do Ouro Negro”) estão patentes as manobras que o imperialismo, as transnacionais e os seus agentes promovem por todo o mundo e que Portugal também conheceu em 1975 com pelo sr. Carlucci e seus agentes.
As mesmas mentiras difundidas como verdades absolutas, sem contraditório, fazem curso na comunicação social seja a propósito da Ucrânia, da Síria, do Iémen, de Cuba, da Venezuela ou do Irão.

1 comentário:

Guilherme Fonseca-Statter disse...

Boa... Já tenho aqui uma excelente sugestão para prendas de anos e de Natal para os meus netos... eh eh eh