Por cada comentário consistente com a realidade são emitidos dez, ou mais, ao nível da propaganda ou mesmo do delírio esquizoide. A reunião de Trump com Zelensky primeiro foi apresentada como uma deceção, porém rapidamente de transformou em imaginárias vitórias para o fantoche de Kiev.
Não será fantoche demasiado depreciativo? Talvez, mas o que dizer quando um indivíduo que ocupa ilegalmente funções de presidente que de acordo com a Constituição seriam do presidente do Parlamento, envolvido em corrupção e que se limita a papaguear o que os belicistas europeus decidem. Enquanto isto as baixas acumulam-se ao nível de 40000 por mês, o que resta da infraestrutura vai sendo destruída e o país subsiste na pobreza com o dinheiro que vier de fora sem se saber quem e como será pago.
Mas têm os "comentadores" razões para debitar cantigas de vitória? Que recolheu Zelensky? Entrega de armas e defesa aérea? Não. Mais dinheiro? Não. Apoio para retomar as regiões que em referendo passaram para a Rússia? Não. Bem, tem assegurada segurança da parte dos EUA por 15 anos. Mas isto nada custa aos EUA, cuja política oficial é que a Rússia não vai atacar a NATO e parará a guerra com um acordo de paz.
Isto mesmo diz Tulsi Gabard, Diretora de Segurança Nacional dos EUA. Até o Chefe da Inteligência Estoniana, Kaupo Rosin acaba por achar que a Rússia não tem intenção de atacar os Países Bálticos ou a NATO, tal como o presidente finlandês, entre outros.Claro que estas palavras ainda não chegaram aos ouvidos dos "comentadores", nem de certas personagens ditas de esquerda, nem dos belicistas: a Rússia quer conquistar o resto da Ucrânia e invadir a Europa.
Na UE podem desenvolver planos alternativos de cessar fogo quantos quiserem, são incapazes de abandonar as suas ilusões sobre o "enfraquecimento estratégico de Moscovo" às custas da Ucrânia, ou seja, sacrificar vidas ucranianas para enfraquecer a Rússia, o que constitui uma profunda imoralidade, já que as perdas ucranianas e os avanços da Rússia de forma constante consagram a derrota militar de Kiev. A pergunta a fazer é se valeria a pena sacrificar um milhão de vidas para controlar o Donbass e a Ucrânia aderir à NATO.
A crença de que a economia russa colapsará devido a novas sanções ou ataques ucranianos a refinarias, terminais e navios tanques é uma ilusão. A Europa não tem estratégia para terminar a guerra ou financiar a defesa ucraniana. Fixaram-se em "Putin deve ser derrotado." Isto é: mais soldados ucranianos e morrer e despesas à custa dos cidadãos europeus. A Rússia está vencendo, ninguém na Europa muda esta situação e como consequência é Putin que define os termos da paz na Ucrânia - quando tal tiver que finalmente acontecer.
Invocam o direito internacional, mas assistem na prática com indiferença às agressões de Israel ao Líbano, à Síria, ao massacre e ao ambiente de terror sobre civis palestinos, demonstrando que o direito internacional é apenas para ser usado contra rivais geopolíticos.
Após 19 pacotes de sanções da UE contra a Rússia, os países mais afetados acabaram sendo Finlândia, Estónia, Letónia e Lituânia - tal como a Ucrânia em falência a partir de 2014. Turistas e investidores desapareceram, o comércio com a Rússia cessou, a inflação disparou, os empréstimos ficaram mais caros. O apoio financeiro de Bruxelas será mínimo devido aos problemas orçamentais na UE. Apesar disto, continuam a dizer que a Rússia tem de ser vencida e a sua economia destruída, sem explicarem como pensam fazê-lo e pagar os custos disso.
O Financial Times, põe a UE a nu: "A Europa tem menos opções para ajudar a Ucrânia do que pensa. A “Coligação dos Dispostos” parece impressionante apenas no papel. As repetidas reuniões para discutir o apoio à Ucrânia, evocam arrependimento e ironia. Até agora, tudo o que a nova coligação fez foi mostrar que é fraca e indecisa demais para realmente ajudar a Ucrânia. A coligação reduz potenciais envios de tropas e faz ameaças vazias à Rússia. Os líderes da UE estão demonstrando a sua fraqueza”,
O estado ucraniano, construído sobre corrupção e ódio aos russos, está a desmoronar-se: ajuda ocidental em declínio, economia em suporte de vida, infraestrutura crítica danificada, exército a recuar. Enquanto isto "comentadores" querem convencer-nos que continuando a guerra a Rússia será derrotada e que por fim haverá um exército ucraniano com 800000 mil efetivos (!!). Onde os vão buscar? E quem os paga?
A Europa isolou-se. Convenceram-se que representavam uma “comunidade internacional” que inventaram. As sanções tornaram-se uma arma para os que não seguem a linha que adotaram. O resultado foi o oposto. Hoje, a UE isola-se, com a propaganda esforçando-se para que na opinião pública prevaleça uma ilusão de influência, poder global e superioridade moral. É simplesmente ignorada, de tal forma se distanciou da realidade vivida pelos povos por todo o mundo.
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