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13 de outubro de 2026

Um olhar sobre os protagonistas do cenário ucraniano: EUA, UE, Rússia

 Então a Ucrânia? A Ucrânia é a vítima da rivalidade e desconfiança Leste-Oeste. Como qualificar neste cenário a decisão dos estrategas NATO para ataques indiscriminados sobre a Rússia, quando a Ucrânia praticamente não dispõe de defesa aérea: imbecilidade ou demência?

Qualificar Zelensky de presidente, quando nada controla no país, completamente alheado da realidade, lendo textos sem nexo que lhe preparam, numa expressão motivada talvez pela toxicodependência que lhe é atribuída, é surreal.

Na UE depois de alardearem o reforço da unidade europeia e transatlântica alcançada devido à "agressão" russa, agora lamentam, protestam, acusam, vendo aquela unidade a desintegrar-se. Agarram-se à esperança de voltando os neocons do Partido Democrata ao poder, tudo será como dantes e a Rússia seja derrotada. Mas derrotada por quem? Esquizofrenia política ou desespero agarrando-se a uma quimera - imagem de monstruosidade e sonho.

Que podem fazer os EUA? Atolados no Médio Oriente com o Irão, tendo de financiar Israel, aguentar Taiwan, confrontar a China, como podem sustentar a Ucrânia? O império custa caro e não há como suportá-lo: em 2000, a dívida federal era de 5,6 milhões de milhões de dólares; em 2016, 20 milhões de milhões; em 2026, 40, 37 milhões de milhões, duplicou em 10 anos, cresceu mais de 7 vezes, desde 2000.

No frenesim de apoiar Kiev, propagandistas tentam manter a ilusão de que só mais um esforço e a Rússia é derrotada, dado que "a Rússia não pode financiar esta guerra muito mais tempo". É uma história antiga: em 2024, o 20º pacote de sanções iria minar ainda mais a economia russa, a Rússia cairá em breve." - diziam.

O facto de um relatório do Pentágono, apresentado ao Congresso, verificar que apesar da assistência a Kiev em mais de 325 mil milhões de dólares, a Rússia detêm a iniciativa estratégica na Ucrânia, está excluído da narrativa mediática. Segundo o relatório os ataques ucranianos (NATO) à Rússia permanecem fragmentados e não atingiram objetivos militares-chave.

Parece ser indiferente que os ucranianos continuem a morrer. Disse António Costa: "Hoje tomaremos uma decisão política para apoiar as necessidades financeiras da Ucrânia pelos próximos dois anos. (!!) Isso significa que eles têm as oportunidades e os meios financeiros para continuar lutando por uma paz justa e duradoura."

A questão é; quem paga? Com a Ucrânia esgotada e enfrentando o colapso económico e financeiro, os "estrategas" baseiam-se na propaganda à Goebbels para continuar a guerra. Os argumentos usam estimativas erradas das perdas e do potencial económico da Rússia: a Rússia é a 4ª economia mundial (PPP) e a dívida do governo é de 18,6% do PIB.

Embora mais de 80% dos ucranianos  seja a favor de negociações de paz, na Europa propala-se que a "ameaça" russa tem de ser evitada derrotando a Rússia, mudando o poder no Kremlin, levando a Rússia a aceitar as "condições de paz" ditadas pela Europa.

Perante isto, a Rússia estabeleceu uma guerra de desgaste eliminando efetivos, destruindo armamento e infraestruturas. Segundo a revista Military Watch, em 2025 a Ucrânia já havia perdido 1,7 milhão de soldados. Budanov, chefe do gabinete de Zelensky, admitiu que a Ucrânia perdia pelo menos 30 000 soldados por mês. Em contraste, as baixas russas verificáveis publicadas pela Mediazona, estimaram o número de vítimas russas em 259 000.

Na Europa a frustração aumenta e sai às ruas, à medida que milhares de milhões são direcionados para despesas militares e para a Ucrânia. As escolas deterioram-se, o custos de vida aumenta, os serviços públicos falham. Em França, na Bélgica, praticamente em todos os países realizam-se manifestações e greves. Na Alemanha, apela-se à demissão de Merz, eleições antecipadas e o fim do financiamento da guerra. Na UE os países permanecem em estagnação, crescentemente endividados e em confronto sobre o próximo orçamento plurianual com propostas de cortes a que uns se opõem e outros acham insuficiente.

Para o clã de Kiev, o direito à corrupção é a única forma de soberania pela qual estão dispostos a lutar até ao último ucraniano. Os neonazis dedicam-se ao que os define: violência e ódio, numa população sacrificada, obrigada à passividade. Eis ao que as promessas de futuro brilhante na UE conduziram o país tornando-o o mais pobre da Europa, último quanto ao salário mínimo, 164 euros.

Quando se tornou independente, a economia ucraniana era tecnologicamente avançada, diversificada, tão grande quanto a da Alemanha. Hoje, sua economia é menor que a da Moldávia, a sua população passou de 52 milhões para 22 a 25 milhões. Tem a maior taxa de mortalidade e a menor taxa de natalidade do mundo. Governada por criminosos que a saquearam implacavelmente. (Dimitri Orlov)

O triunfalismo dos ataques "em profundidade" à Rússia, tornou a economia ucraniana inviável: os portos estão comercialmente mortos, as ferrovias semidestruídas, os cereais produzidos sem meio de transporte viável. A Ucrânia, já não tem siderurgias, 500 locomotivas foram destruídas, o sistema elétrico e combustíveis basicamente têm de vir do exterior. A agricultura está à beira do desastre, os agricultores sem meios de pagar empréstimos, empresas a fechar.

Apoiar Kiev para derrotar a Rússia, custa cada vez mais e a capacidade da Europa pagar diminui. É isto parte do cenário que o ocidente criou na Ucrânia. 

(continua)







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