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16 de julho de 2022

Assim vai a loucura no ocidente

 A NATO repete o grito de Catão na Roma do século II AC, "delenda est Cartago": a Rússia tem de ser destruída.

É isto que sobressai de um texto de Jorge Vilches for the Saker Blog. plano A, visava primeiro esgotar a Rússia num conflito armado levando-a ao tempo de Yeltsin e ao seu desmembramento. O problema é que o plano A falhou miseravelmente em todas as frentes, não importa quantas centenas de especialistas EUA e RU manipulando a UE e a Ucrânia planearam isso, alguns dos quais ainda insistem que é apenas uma questão de pressionar ainda mais tempo. Outros dizem que não vamos perder esta guerra, vamos torna-la nuclear se necessário for. Outros de cabeça fria alertam que é melhor não tentar, pelo menos agora, uma guerra nuclear, pois a Rússia  com mísseis hipersónicos totalmente comprovados também venceria.

Além disso, as capitais europeias seriam alvos muito fáceis e o Sarmat (1) da Rússia tem poder para demolir meio continente, como o míssil mais poderoso de sua classe em termos de alcance e ogivas imparáveis para as defesas aéreas existentes. É também a imparável a última geração de drones UAV russos ou submarinos que também podem desencadear tsunamis inéditos nas costas ocidentais. (míssil subaquático nuclear Poseidon)

De qualquer forma, o plano A teve muitos anos de conceção e treino, provavelmente mais de 10, como orgulhosamente explicado pelo líder da NATO, Jens Stoltenberg. De acordo declarações públicas feitas pelo ex-conselheiro de segurança nacional da Casa Branca John Bolton, foi preciso muito trabalho, muitas agências dos EUA e do RU e centenas de especialistas, planos, mapas, imagens de satélite, pesquisa logística, desenvolvimento de telecomunicações e testes, entrevistas e questionamento de milhares de soldados ucranianos e mercenários estrangeiros, influência política e muitos, muitos milhares de milhões de dólares enviando toneladas de armas letais, modernas e sofisticadas. Mesmo assim o plano A falhou.

Com o plano A, a Alemanha quebrou a sua política de proibir a exportação de armamento pesado para zonas de conflito quando concordou entregar 1 000 lançadores de foguetes e 500 mísseis terra-ar Stinger para a Ucrânia. França, Bélgica, Holanda e muitos outros estados juntaram-se ao esforço, incluindo armas antitanque, antiaéreas, obuses, veículos blindados, defesas corporais, dispositivos de visão noturna, lançadores de granadas, etc., muitos, a maioria, dos quais completamente descontrolados e sem qualquer supervisão acabaram nas mãos de vários revendedores na “Internet escuraou foram destruídos pelos russos.

Os seis “pacotes” de sanções da UE – o nº 7 está em andamento – também não ajudaram o plano A e, na verdade, foram muito contraproducentes. O nível de envolvimento dos EUA foi cada vez maior à medida que o plano A continuava a falhar, incluindo preparação de sanções, informações, entrega de armas e toneladas de dinheiro, incluindo suborno. 

Acrescente-se o crescente desvario da retórica política: “Os Estados Unidos estão nisto para ganhar… não para um impasse”. Os EUA enviaram muitos jatos F35 para a Estónia, ainda mais para a Espanha e outros lugares... aumentaram sua presença militar com quartéis-generais e tropas permanentes dos EUA na Polónia, uma Força de resposta rápida que querem ampliar 10 vezes até 300 000... além de mais navios nas águas e aviões nos céus da Europa.

O RU ajuda à loucura, conforme a (ex)ministra das Relações Exteriores Liz Truss – agora candidata ao cargo de primeiro-ministro – pedindo para serem enviadas mais “armas pesadas, tanques e também aviões” para a Ucrânia o mais rápido possível “utilizando nossos estoques e aumentando a produção”. Segundo ela o Ocidente “deve garantir que, ao lado da Ucrânia, os Balcãs Ocidentais, Moldávia e Geórgia tenham a resiliência e as capacidades para manter a sua soberania e liberdade." (?!)

Mas a Ucrânia não é suficiente para Liz Truss: a China enfrentará o mesmo tratamento que a Rússia se não "jogar pelas regras". A guerra na Ucrânia é “nossa guerra” porque a vitória da Ucrânia é um “imperativo estratégico para todos nós”, mas além disto denuncia a “falsa escolha entre a segurança euro-atlântica e a segurança indo-pacífica. "No mundo moderno, precisamos de ambos. Precisamos de uma NATO globalA hora é de coragem, não de cautela" - disse Truss.

Assim vai a loucura no mundo em que vivemos. Mas alguém vota na loucura?

1 - Sarmat: míssil intercontinental capaz de transportar 10 a 15 misseis de reentrada (warheads); pode voar em trajetórias suborbitais arbitrárias (como sobre o Pólo Sul) e atingir qualquer lugar do planeta. Por não seguir uma trajetória balística previsível, é impossível intercetar. Os EUA não têm defesas no Sul do seu território.

1 comentário:

mensagensnanett disse...

O CRÁPULA OCIDENTAL deve ser obrigado a discutir condições de segurança no planeta:
1-> discutir a criação de condições para que os povos não interessados em vender as suas riquezas a multinacionais... possam viver em segurança no planeta.
2-> devolução de riquezas roubadas... isto é, empresas autóctones, e não multinacionais Ocidentais, a explorar as suas riquezas.
Sim:
- inúmeros focos de tensão (Iraque, Líbia, etc) fabricados pelo Ocidente XX-XXI... culminaram exactamente, inevitavelmente, fatalmente, no mesmo resultado: a exploração de riquezas passou a ficar na posse de multinacionais Ocidentais.
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NÃO É A RUSSIA QUE PRETENDE SAQUEAR AS RIQUEZAS DOS PAÍSES DA NATO... OS PAÍSES DA NATO É QUE PRETENDEM SAQUEAR AS RIQUEZAS DA RUSSIA.
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Mais um foco de tensão:
- a ameaça de, via Ucrânia, estrangular a economia russa, leia-se: cortar o acesso da Russia ao oceano Atlântico.
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PROVOCAÇÕES DA NATO A CAIR EM SACO ROTO:
- os 300 mil militares na fronteira da Russia, a adesão da Suécia e Filândia, o bloqueio de transportes de mercadorias para Kaliningrado... todavia, no entanto... sim, pois, mas... a Russia não vai dispersar a sua atenção:
-> não vai permitir que seja cortado o acesso da Russia ao Oceano Atlântico
-> não vai vender as suas riquezas a multinacionais.
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O plano/armadilha:
- gurus da NATO;
- mercenários de Zelensky (um governo boy-toy dos neoconservadores americanos).
Objectivos:
-> estrangular economicamente a Russia;
-> posicionar os mercenários de Zelensky como gestores da venda da Ucrânia, isto é, como gestores da venda das riquezas da Ucrânia a multinacionais.
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Depois da Russia ter decidido intervir... poucas semanas depois... gurus da NATO rejubilavam:
- «(as armas de alta tecnologia fornecidas por países da NATO) já foi destruído muito material militar russo»;
- «a Russia tem mais urgência num acordo de paz do que a Ucrânia».
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--->>> A Russia não podia ceder por motivos óbvios:
- estava em causa o estrangulamento económico da Russia.
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Adiante.
Toda a gente sabe cono é que vai ser:
-> os mercenários de Zelensky vão estar na gestão das vendas das riquezas da Ucrânia a multinacionais.
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Sim:
- o cidadão da NATO sonha com uma Russia ao nível do Iraque, Líbia, etc, isto é, sonha com uma Russia no caos... e... multinacionais Ocidentais a fazerem compras no caos.
Sim sim:
- a UE (e outros) está a investir no saque da Russia.
[mais: o Ocidente ambiciona fazer aos russos aquilo que foi feito a povos autóctones da América do Norte, do Sul, etc]