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3 de julho de 2026

Medidas económicas e reformas

Discutem-se "medidas", propalam-se "reformas", mas nunca o sistema em que se aplicam e as leis que o regem. Reformas, foi o que a social-democracia propunha - combatendo o marxismo - como forma de alcançar o socialismo. Contudo, o que o proletariado conseguiu alcançar de direitos deveu-se à intensa luta dos trabalhadores não ao palavreado "reformista".

É um princípio da ciência que impossibilidades teóricas não são ultrapassadas por medidas técnicas. Por outras palavras, "medidas" que ignorem ou vão contra as leis fundamentais do sistema a que se aplicam ou são inúteis ou mesmo gravosas em relação aos objetivos que se diz pretender. As leis económicas não podem ser ignoradas, desrespeitadas, intencionalmente ou não. A violação das leis seja da natureza, sejam da economia política provoca o fracasso do procedimento.

Por esta razão as críticas e promessas de oposições que nada alteram na economia política do sistema são meras boas intenções ou demagogia - o dito populismo. A social-democracia assume lucro privado como eficiência, centra as suas políticas sociais em formas de redistribuição que não vão além do empobrecimento relativo.

Na realidade, centrava, hoje alinha nas teses neoliberais do empobrecimento absoluto, aceita capital fictício como "riqueza", nega a lei da mais-valia e aposta em "revoluções digitais e IA" em que a exploração do grande capital tende a agravar-se.

 O crescente autoritarismo de Bruxelas

A Lei dos Serviços Digitais permite sancionar indivíduos apenas porque pensam diferente. Seria difícil não considerar esta Lei um inaceitável instrumento de censura.

2 de julho de 2026

 


Douglas MacGregor: "Putin vai tomar posse de toda a Novorossiya, até Odessa."

Em 1º de julho de 2026, o coronel reformado Douglas MacGregor, ex-conselheiro do secretário de Defesa dos EUA, apresentou uma análise da evolução dos objetivos russos na Ucrânia durante uma entrevista com Glenn Diesen.

Nesta intervenção, MacGregor argumenta que Vladimir Putin tem agora um objetivo claro de assegurar o controle de toda a Novorossiya, ou seja, de todos os territórios historicamente de língua russa no sul e leste da Ucrânia, até o Mar Negro.

Isso inclui,  a captura de Kharkiv e, especialmente, de Odessa.

Essa mudança de objetivos é ditada pela segurança.

Segundo MacGregor, esta não é uma nova ambição imperial, mas uma resposta lógica ao conflito em evolução. Putin afirmou repetidamente que Kharkiv e Odessa são historicamente cidades de língua russa. Agora, o presidente russo acredita que, sem o controle desses territórios, a Rússia não terá segurança duradoura.

"Novorossiya, que eu acho que sempre esteve nos planos de todos, vai se tornar realidade. E eu certamente faria isso se estivesse no lugar dele."

1 de julho de 2026

A Alemanha e o preço da Vassalagem

 O crescimento recorde de falências na Alemanha

Em 2026, o número de falências na Alemanha bate todos os recordes. Segundo o Instituto de Pesquisa Económica de Leibniz (IWH), no primeiro trimestre de 2026, foram registadas 4,5 mil falências de sociedades e empresas - mais do que no auge da crise financeira mundial de 2008-2009. O IWH não prevê uma melhoria da situação nos próximos meses e anos.

Leyen: A Europa sustenta os valores do Talmude - 2

 Criticar as ações do governo de Israel passa por antissemitismo. Porém, os verdadeiros semitas são os palestinos, como mostrou Anna Shegers (1900-1983), de origens judaicas e comunista.

Apesar dos media terem por função encobrir e justificar as ações de Israel contra os palestinos - já qualificado como genocídio - e as agressões a Estados vizinhos, nos EUA, o apoio da população caiu drasticamente, sobretudo entre os jovens. Esta situação, evidenciada em sondagens, e o facto de em 2025, terem sido dados a Israel 12,5 mil milhões de dólares, levou a que 40 senadores democratas apoiem uma resolução para bloquear vendas de armas a Israel.

Não se pode confundir os israelitas com as ações e declarações de sociopatas como Ben-Gvir, Smotrich ou Netanyahu. Ehud Olmert, ex-PM de Israel afirma: "Existe Terrorismo Judeu nos territórios da Cisjordânia perpetrado por colonos israelitas e apoiado, infelizmente, pelas autoridades. Isto é limpeza étnica e crime contra a humanidade perpetrado, apoiado, financiado e coordenado pelo governo. A voz de muitos israelitas, que espero seja expressa da forma mais poderosa nas próximas eleições é a voz da oposição, a voz da compaixão, a voz da paz, a voz empenhada em lutar contra este terrível terrorismo perpetrado por judeus."

29 de junho de 2026

A Venezuela precisa de solidariedade e não do miserável aproveitamento político

Facebook de Bruno Carvalho


À medida que passam os dias, a vergonha vai desaparecendo e o oportunismo mediático cresce de forma inversamente proporcional. O Público acaba de publicar uma reportagem assinada por duas jornalistas estrangeiras que diz que muitos dos edifícios que caíram em La Guaira pertenciam ao programa de realojamento do chavismo. Tenta-se agora politizar a tragédia atribuindo à revolução bolivariana a responsabilidade pelas mortes. 

A maioria dos edifícios que desmoronaram em Caracas e em La Guaira correspondia a complexos hoteleiros e prédios privados de habitação, o que mostra que perante um sismo desta dimensão nenhuma estrutura estava inteiramente capaz de resistir aos abalos. Por exemplo, em Caracas, as zonas mais afectadas foram em bairros de classe média alta. Dos 252 edifícios indicados como totalmente destruídos na página http://terremotovenezuela.com, apenas 11 (4.3%) eram da "Misión Vivienda", o programa chavista de entrega de casas à população.

Leyen: A Europa sustenta os valores do Talmude - 1

Segundo a sra. Leyen "a Europa sustenta os valores do Talmude (coletânea de livros sagrados judaicos sobre a lei, ética, costumes e história do judaísmo). Ignora-se em que resolução se baseia para o afirmar em nome da "Europa". Se ela quer dizer que apoia as ações de Israel, então não se percebe o que o Talmude tem que ver com valores e direitos defendidos por humanistas e democratas europeus, que aliás pouco têm que ver com o que é praticado atualmente na UE.

A Leyen, pretende simplesmente branquear as ações do governo de Israel, que não se podem confundir com princípios humanistas também contidos no judaísmo. Diz o pro. Jeffrey Sachs: Israel tem "rudimentos de democracia" apenas se for um judeu. Se é um árabe em Israel, absolutamente não. E se você é um palestiniano - é mais provável ser abatido do que ter direitos ou votar". Israel exibe um padrão completamente racista, em que o povo árabe não conta e como animais ou vermes pode ser exterminado".

Um relatório Conselho de Direitos Humanos da ONU, aponta que Israel ataca deliberadamente crianças palestinas e descreve os meios utilizados para aterrorizar. O ataque sistemático a crianças palestinas em Gaza serve como um elemento fundamental para estabelecer o que é conhecido como intenção genocida contra o povo palestino. 

28 de junho de 2026

Em Anchorage,  houve claramente um acordo de princípio, mesmo que não fosse "oficial", mas Trump descartou os seus compromissos — Korybko

 Rubio está se fazendo de inocente ao negar a existência de qualquer acordo.

 

Quando os títulos do Tesouro dos EUA são cada vez mais financiados por empréstimos de curto prazo da comunidade especulativa.

Exposição de fundos de hedge ao mercado de títulos do Tesouro dos EUA: lições de um relatório recente da Reserva Federal

27 de junho de 2026

O colapso da IA ​​e o fim das ilusões

Esta semana, os mercados revelaram mais uma vez a sua verdadeira natureza.

O índice sul-coreano KOSPI caiu 10% na terça-feira, recuperou 3,3% na quarta-feira e 5,4% na quinta-feira, antes de despencar 5,8% na sexta-feira (mínima intradia de -9,3%).

O índice Nikkei caiu 5,4%, o de Taiwan 4,6%, enquanto os índices da China e de Hong Kong também registraram queda.

As moedas de mercados emergentes sofreram forte desvalorização em relação ao dólar, atingindo o nível mais alto em um ano, e o ETF de mercados emergentes (EEM) teve sua pior semana em mais de três meses.

No centro da turbulência: o estouro da bolha da inteligência artificial.

 A Ucrânia não vence.

Atualmente, está em curso uma campanha de propaganda ucraniana para retratar o país como vencedor do conflito com a Rússia.

A campanha é acompanhada por ataques com drones contra alvos energéticos na Rússia. Embora os incêndios em tanques de combustível em diversas refinarias russas possam parecer dramáticos, suas consequências para a Rússia têm permanecido, até o momento, marginais. Os ataques com drones em curso na Crimeia causaram alguns transtornos aos moradores da ilha.

A campanha ucraniana é apoiada por europeus que tentam trazer os Estados Unidos de volta ao conflito. No entanto, os Estados Unidos nunca se retiraram. Após o encontro entre o presidente Trump e o presidente Putin em Anchorage, em agosto de 2025, houve rumores de um acordo entre os dois presidentes, mas nenhum anúncio concreto foi feito.

25 de junho de 2026

Por que será que o Ocidente silencia que a Polónia retirou a condecoração que tinha sido dada a zelensky

 Polónia: "Em vez de preparar o exército polaco para uma guerra mítica contra a Rússia, vamos prepará-lo para uma guerra muito provável contra a Ucrânia."

O semanário polaco Myśl Polska (um dos mais antigos títulos nacionalistas poloneses, herdeiro da tradição endecka de Roman Dmowski) publicou em 22 de junho de 2026 um artigo intitulado "Ukraina zbliża nas do Rosji" ("A Ucrânia nos aproxima da Rússia") assinado pelo historiador e ensaísta Przemysław Piasta.

Um importante documento

"Os verdadeiros objetivos e o papel do Ocidente", Moscovo, 23 de junho de 2026 Lavrov

Antes de abordar o ponto da nossa agenda de hoje, gostaria de expressar o nosso apoio ao Embaixador da Bielorrússia na Federação Russa, Yuri Seliverstov, e ao povo bielorrusso, na sequência do ataque terrorista perpetrado pelas forças armadas ucranianas na região de Bryansk e das ameaças feitas pela junta de Kiev contra Minsk. Refiro-me à declaração ultrajante de Vladimir Zelensky, que exigiu a restauração da ordem no território de um Estado soberano, sob pena de ele próprio a fazer, caso contrário.

Neste contexto, e dado que nos concentraremos em questões europeias, gostaria de citar Anitta Hipper (Alemanha), porta-voz da Comissão Europeia. Em 22 de junho de 2026, jornalistas perguntaram-lhe se a UE apoiava a recente exigência de Vladimir Zelensky para que a Bielorrússia desmantelasse as torres de telemóvel localizadas no seu território. A Sra. Hipper acusou imediatamente Minsk de apoiar a “agressão” russa na Ucrânia e de se envolver em alegadas provocações contra a UE e os seus Estados-Membros, incluindo violações do espaço aéreo e a utilização de migrantes como moeda de troca.

Ela misturou todos os argumentos possíveis, concluindo que foi por isso que a UE adotou sanções contra o "regime de Lukashenko", em suas palavras, e que continuará a agir e a tomar medidas contra ele até que as autoridades bielorrussas mudem seu comportamento. Ela afirmou que a Ucrânia tinha todo o direito de se defender. Essa alemã apoiou abertamente as ameaças de Zelensky contra um Estado soberano, prometendo usar a força se o ditador ucraniano assim o exigisse.

Acredito que essa tentativa cínica deva ser condenada. Ela visa claramente envolver a Bielorrússia no conflito e expandir a área de hostilidades, dificultando assim qualquer possível resolução do conflito por meios políticos e diplomáticos.

A este respeito, gostaria de lembrar àqueles em Kiev que se dedicam a essa propaganda e fazem tais ameaças, bem como àqueles no Ocidente que fazem o mesmo e também apoiam o regime nazista, que o Tratado entre a Rússia e a Bielorrússia sobre Garantias de Segurança no âmbito do Estado da União entrou em vigor em março de 2025. Se necessário, estamos prontos para tomar todas as medidas previstas neste tratado para garantir a segurança do nosso aliado e, naturalmente, a do Estado da União.

24 de junho de 2026

A BANCA LUCRA E AS FAMÍLIAS ENDIVIDAM-SE

 A actividade bancária alimenta-se hoje fundamentalmente da concessão de crédito às famílias, para aquisição de habitação ou para as diferentes modalidades de crédito ao consumo (crédito automóvel, crédito para aquisição de outros bens de consumo ou utilização de cartão de crédito - crédito renovável -).



Foram profundas as alterações registadas na actividade bancária desde o final dos anos setenta até aos nossos dias, em especial no peso do crédito concedido às famílias para a compra de habitação própria e para as suas necessidades de consumo, como mostra o gráfico anterior.

Se em Dezembro de 1979, o montante dos empréstimos concedidos pela banca às empresas superavam e muito, o montante dos empréstimos concedidos às famílias para a compra de habitação e para consumo – eram 8,7 vezes superior –, hoje a situação é completamente inversa, o crédito concedido às empresas é pouco mais de metade (56%) do concedido às famílias para habitação e para consumo.

Para esta alteração profunda na actividade bancária contribuiu a política prosseguida pelos sucessivos governos desde 1976, de abandono da promoção da construção de habitação pública e de estímulo à aquisição, por parte das famílias, de habitação própria com recurso ao crédito bancário.

Para tal, a partir dos anos setenta, mas em especial nos anos oitenta, noventa e até ao início da 1ª década do século actual, entregaram à banca, milhares de milhões de euros em bonificações de crédito concedidos às famílias, a que juntaram ainda benefícios fiscais. Procederam ainda à abertura do sector financeiro à actividade privada (revisão constitucional de 1982), à eliminação da exclusividade da concessão de crédito à habitação a um conjunto restrito de instituições (CGD, Montepio Geral e Crédito Predial Português), à adesão à CEE em 1986 e à consequente liberalização da circulação de capitais, à assinatura do tratado de Maastricht em 1993 e à adesão à União Económica e Monetária e ao euro a partir de 1999.

Desta forma e ao longo dos últimos quase 50 anos, os diferentes governos de direita, do PS aliado à direita ou do PS sozinho, promoveram as condições para que a actividade bancária fosse alterada profundamente e o crédito interno concedido pelo sistema financeiro que em 1979 se concentrava na concessão de crédito às empresas e à administração pública (cerca de 92% do total), enquanto às famílias era de apenas 8%, para uma situação em que hoje a actividade fundamental da banca é a concessão de crédito às famílias para a compra da sua habitação própria ou para financiar as suas necessidades de consumo (representa agora 64% do crédito interno).

O resultado de tudo isto aparece reflectido no gráfico que acompanha este texto, com a banca a alterar, ao longo dos últimos 50 anos, profundamente o objecto da sua actividade – de financiamento das empresas e do Estado, para o financiamento das famílias e das suas necessidades -, mas não só, o último inquérito à situação financeira das famílias em 2024, divulgado há poucas semanas diz-nos que esta profunda alteração, que corresponde à chamada financeirização da nossa economia, resultou num enorme endividamento das famílias portuguesas. Hoje cerca de 42% das famílias tem dívidas para com a banca e se em 1995, a dívida das famílias portuguesas representava cerca de 35% do seu rendimento disponível, neste último inquérito o endividamento mediano é de 102,6%, havendo 17,7% das famílias endividadas com um nível de endividamento superior a 300%.

Nas últimas décadas, desde o início da contra revolução, as famílias portuguesas ao mesmo tempo que sofreram quebras reais nos seus salários e pensões, foram forçadas a trocar salários dignos, por crédito fácil para satisfazer as suas necessidades de habitação ou simplesmente de bens de consumo essenciais e foram empurradas para um crescente endividamento bancário ou outro, que atinge níveis preocupantes em camadas crescentes da nossa população. No reverso da medalha se as famílias se endividam como nunca, a banca obtém lucros como nunca antes vistos, só em 2025 o sector bancário teve lucros líquidos de 6 365 milhões de euros.

José Alberto Lourenço

23 de junho de 2026

Até "comentadores" podem perceber que o Médio Oriente certamente mudou

O acordo de entendimento (M E) entre o Irão e os EUA foi assinado. Chegar a acordo é uma coisa, preservá-lo contra ações provocadoras ou distorções do texto é bem diferente. O M E constitui no entanto uma fase importante, embora apenas um passo, na longa jornada que o Irão tem pela frente.

O Irão conseguiu pressionar um Trump relutante a chegar a um acordo e pôr fim à escalada como objetivo estratégico. A expectativa de longa data era que uma pressão sustentada levaria a uma mudança de regime em Teerão. O acordo anunciado sugere uma nova realidade: a campanha que muitos esperavam que enfraquecesse ou até mesmo desestabilizasse a República Islâmica terminará, ao contrário, com o regime intacto, fortalecido e lidando formalmente com os EUA.

É o colapso da suposição que a pressão dos EUA e Israel criaria condições propícias a mudanças políticas fundamentais no Irão. Em vez disso, o resultado provável é o oposto, reforçando a confiança na elite governante do Irão, em vez de enfraquecê-la.

Isto representa uma grande conquista estratégica para o Irão: uma imagem heroica espalhando-se globalmente, enquanto o isolamento de Israel atingiu um pico e no plano interno a popularidade de Netanyahu caiu de forma catastrófica.

20 de junho de 2026

Israel, tudo errado numa doutrina de autodestruição - 2

Claro que não há nenhum cessar-fogo, o sul do Líbano está novamente sob ataques aéreos israelitas e o Irão anuncia o encerramento do Estreito de Ormuz, devido à campanha militar de Israel no Líbano. Uma campanha em que as FDI são colocadas sob fogo constante pelo Hezbollah, impedindo o seu avanço.

Não há que ter ilusões, todas as declarações de Israel vão no sentido da guerra. Conforme dizem psicólogos: para compreender os comportamentos futuros, há que olhar para os comportamentos no passado.

O Ministro da Defesa,Katz, afirma: "Israel reserva-se o direito de agir independentemente contra o programa nuclear do Irão" e não vai retirar-se do Líbano, Síria, Gaza e Cisjordânia ocupados. Para o Ministro da Segurança, Ben Gvir, "todo o Líbano deveria arder". O Ministro das Finanças, Smotrich, diz que as FDI deveriam "abrir as portas do inferno" no Líbano. E quanto ao Irão, mesmo sem o apoio dos EUA, "teremos de continuar a campanha para derrubar o regime sozinhos", tendo como objetivo o colapso total do Irão. Para os "comentadores" isto é quase garantido, pois "o Irão entrará em colapso até ao fim do mês" (de maio)...

18 de junho de 2026

Israel, tudo errado numa doutrina de autodestruição - 1

 Israel estabeleceu uma doutrina dita de segurança e defesa, a partir da qual se permite atacar todos os que no seu entender lhe possam fazer frente. A expansão territorial está patente vendo a área que lhe foi concedida em 1948, a acordada na ONU em 1967 com estabelecimento de dois Estados: Israel e Palestina, a atual e a que é pretendida, nomeadamente através de "zonas tampão". Israel com aquele argumento ocupa zonas no Sinai, em Gaza, no Líbano, na Síria, na Cisjordânia.

Esta situação vive de guerras preventivas e da recusa em cumprir resoluções da ONU, inclusive do CS, acordos de cessar fogo, etc. É o fundamental das políticas sionistas, para além do que interpretam nos textos bíblicos, aos quais os outros povos têm obrigação de se sujeitar. Os EUA e a UE apoiam, justificam - os EUA financiam.

Tem tido êxito? Não. A criação das "zonas tampão" aumentou a insegurança e levou a maioria da população israelita à paranoia de se ver cercada de inimigos que tem forçosamente  derrotar, destruir.

Porém, se olharmos para o esboço de protocolo (que Israel recusa) entre os EUA e o seu arqui-inimigo Irão, tudo o que se lhe pede é que deixe de atacar o Líbano. Quanto a reconhecer os direitos dos palestinos é uma questão de direito internacional e cumprir a Carta e resoluções da ONU... apenas.