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11 de junho de 2026

 O sistema Pax Americana é um sistema para drenar o excedente da produção global.

O artigo abaixo é interessante. Ele descreve incorretamente a Pax Americana como um PACTO.

Isso tem o mérito de mostrar que se trata de um sistema em que tudo está interligado, e é isso que torna este artigo interessante. Trump, por exemplo, não compreendeu esse aspecto de "sistema"; ele acredita que se pode mudar uma parte sem mudar o resto.

Mas a Pax Americana não é um pacto, é uma troca desigual entre parceiros desiguais; alguns dominam e exploram outros; certamente, entre os outros, uma parte da população  beneficia de compensações, essa parte é a elite e a burguesia compradora, mas isso não beneficia o país inteiro.

10 de junho de 2026

Acerca da guerra da NATO na Ucrânia - 2

 Os habituais propagandistas andam muito excitados. De repente, a guerra está "a virar" a favor da Ucrânia - segundo Zelensky, esclareça-se - a situação de Kiev é prometedora. (?!)

Que Zelensky o diga não admira dada a fama que Yulia Mendel lhe apõe, mas que o repitam é de quem não tem "muita mioleira" diria o poeta. Claro que apesar desta "derrota" estrondosa dizem que a Rússia prepara-se para invadir a Europa. A versão oficial é que "Moscovo é a principal ameaça da Europa!" portanto é preciso continuar a abastecer Kiev com armas e dinheiro. Contudo, bem ponderado a principal ameaça à Europa são as suas próprias lideranças. Milhares de milhões são alocados ao fornecimento de armamento - sobretudo drones - e em vez de investirem na melhoria de vida da população e economia, estão a desperdiçar dinheiro para a Ucrânia…

Isto tem que ver com o fornecimento maciço de drones a serem produzidos na Europa atacando S. Petersburgo durante o Fórum Internacional, Moscovo, Sebastopol, objetivos energéticos, estaleiros. Da Ucrânia são lançados cada vez mais ataques de longo alcance contra o país. Não é só o material que é fornecido, a coordenação da guerra é feita em Weisbaden (quartel-general da FA dos EUA ma Europa) e a condução política por Londres, Paris, Berlim. (gen. Agostinho Costa).

8 de junho de 2026

Acerca da guerra da NATO na Ucrânia - 1

Os elogios ao heroísmo dos ucranianos e sua resiliência, são inteiramente descabidos e bem ponderado o que aconteceu, cínicos. A Ucrânia por si tinha parado a guerra em abril de 2022, algo que não deve ser esquecido. A partir daqui trata-se de uma guerra da NATO contra a Rússia, usando a Ucrânia. Homens são apanhados nas ruas para irem ocupar os redutos defensivos na frente, enquanto o país é destruído económica, financeira, demográfica e moralmente.

A opinião pública europeia é mantida na quimera de que só mais um esforço (dois anos?!) e a Rússia é derrotada. Os ataques de drones ucranianos a refinarias, infraestruturas, cidades, são apresentados como demonstração de que essa derrota está próxima. Apresenta-se a Rússia como em crescente vulnerabilidade económica e militar e que a Ucrânia obteve ganhos territoriais líquidos e infligiu perdas massivas às forças invasoras russas.

Mero desespero propagandístico, "à Goebbels". Um relatório de inspetores do Pentágono, apresentado ao Congresso, verifica que apesar da assistência ocidental a Kiev em mais de 325 mil milhões de dólares, a Rússia detêm a iniciativa estratégica geral na Ucrânia, Os ataques ucranianos dentro da Rússia permanecem fragmentados e não atingiram objetivos militares-chave. Ataques que carecem de coordenação, ritmo e um esforço focado contra infraestrutura militar russa crítica.

Marx e Lenine tinham razão e não Keynes e os charlatões "von HayeK (s) deste mundo

 È por isso que uns tantos oligarcas sobem num foguete gastando milhões para se exibirem enquanto a maioria sofre as penas do calvário

Inteligência artificial e demissões no setor de tecnologia: rumo à "produção sem renda"? Quem manterá a máquina económica a funcionar? Keynes e a utopia da sociedade do lazer.

IA e demissões no setor de tecnologia: rumo à "produção sem renda"?

Enquanto as empresas de tecnologia anunciaram 38.242 demissões em maio de 2026 — mais de 38.000 das quais diretamente relacionadas à IA — estamos vendo os primeiros sinais de um fenómeno sem precedentes: o surgimento de uma “produção sem renda”.

A conclusão parece clara:


" Esta é a forma inicial de uma economia onde a produção continua, onde as margens melhoram... mas onde o contrato social do trabalho é destruído ."

Por outras palavras, a IA permitiria que as empresas mantivessem, ou até mesmo aumentassem, sua produção, reduzindo drasticamente as sua folhas de salários.

Os lucros estão aumentando, a máquina está funcionando, mas o poder de compra e o papel económico dos trabalhadores estão se a deteriorar. O trabalho morto, materializado em investimentos e capital imobilizado, está prevalecendo sobre o trabalho vivo, que está sendo descartado.

7 de junho de 2026

 

Análise de Jacques Baud: Ataques ucranianos em território russo: mais um efeito mediático do que militar.

Via General Alcazar (@JohnnyRamone91) , que destaca a análise de Jacques Baud sobre os recentes ataques ucranianos realizados em território russo.

 

"O mundo está à beira da maior bolha financeira desde o século XIX, alimentada pela crescente participação de mercado das empresas de tecnologia."

O mundo está à beira da maior bolha financeira desde o século XIX, alimentada pela crescente participação de mercado das empresas de tecnologia, afirmou Igor Sechin, CEO da gigante petrolífera russa Rosneft , no sábado .

Putin e a imprensa

 


 Sobre a carta de Zelenski

Moderadora Geeta Mohan: Prometi limitar-me às questões económicas, mas, como jornalista, tenho de
lhe fazer esta pergunta. O presidente ucraniano Vladimir Zelensky escreveu uma carta aberta e não se
 limitou a propor conversações directas na mesma carta, ameaçou-o directamente e referiu-se a isto como sendo a sua guerra.

5 de junho de 2026

Factos que devem ser lembrados

 


Há uma economia que se afunda e arrasta a Europa , mas não é a Russa

Não  é só a situação militar que se agrava na Ucrânia. A situação económica é um desastre . A produção industrial e agrícola caiu a pique . O endividamento externo é colossal  A factura paga pela UE só para o país flutuar é enorme e insustentável a prazo.

Ao contrário a Rússia supera as sanções e progride.
A política de sanções da Europa contra a Rússia falhou, afirmou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

"Quanto aos europeus, pelo que entendo, eles já estão no seu 20.º pacote de sanções, do qual estão muito orgulhosos. Mas, na minha opinião, isso significa que os 19 anteriores falharam",
 declarou Bessent perante o Congresso.
Ana Sousa

A empresa militar privada da NATO

Rutte, SG da NATO chegou a Kiev para inspecionar a empresa militar privada da NATO, ditas Forças Armadas Ucranianas (FAU). Irá elogiar Zelensky e o chefe dos "sistemas de drones" o sr. Brovdi, pelo ataque a crianças em Starobelsk e a um autocarro de passageiros na RP Donetsk - oito pessoas mortas e dez hospitalizadas.

Em 2014, o golpe em Kiev tinha como lema democracia, combater a corrupção, os oligarcas e entrar para a UE. Hoje, o regime de Kiev é dominado por grupos neonazis e oligarcas todo poderosos, é o pais mais corrupto que se conhece, não entrou para a UE nem tem perspetivas disso, apesar das palavras "faz de conta" da Leyen e do Costa.

Aconteceu o contrário: a UE/NATO entrou na Ucrânia. Resultado: aquando da dissolução da URSS, a economia ucraniana era tecnologicamente avançada, altamente diversificada e tão grande quanto a da Alemanha, com uma população de 52 milhões. Hoje, sua economia é menor que a da Moldávia, a sua população diminuiu para 22 a 25 milhões de pessoas. O descalabro não começou em 2014, desde sua independência, a Ucrânia tem sido governada por criminosos que a saquearam implacavelmente. (Dimitri Orlov) No referendo de Gorbatchov para acabar com a União Soviética, 70% votaram na Ucrânia a favor da permanência... mas "não era vinculativo"! Assim foi construída a "democracia".

2 de junho de 2026

Um importante vídeo a ver

 


E uma significativa intervenção no Parlamento Europeu  :  https://www.facebook.com/reel/1548774080182748.

Cinquenta anos de agressão contra o Líbano - 2

 O problema de Israel  é que o Hezbollah e o Hamas são grupos de resistência nascidos das atrocidades sionistas (Craig Mokhiber, ex-Diretor no Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU).

O Hezbollah não desapareceu depois da guerra e assassinatos de 2024. Reorganizou-se, operou uma revisão estratégica, unidades independentes altamente treinadas, difíceis de detetar e de atingir e comando descentralizado. A missão é perturbar a logística, degradar o comando e infligir baixas constantes conservando recursos. Além disto rearmou-se com novos mísseis e drones, de que Israel não se consegue defender, perdendo tanques, sofrendo emboscadas, atingindo instalações em Israel. Israel pode ocupar terreno, mas apenas obtém uma guerra permanente.

O texto de Vijay Prashad fala-nos da primeira invasão em grande escala do Líbano em 1978, a Operação Litani (do rio Litani, no sul do Líbano). Queriam criar uma zona tampão de segurança ocupando cerca de 10% do Líbano expulsando centenas de milhares de libaneses e refugiados palestinos. A ideia era empurrar os combatentes palestinos para do rio e mantê-los afastados do norte de Israel onde os palestinos tinham começado a lutar pelos seus direitos desde o Dia da Terra, em 1976.

A partir de 1978, Israel invadiu repetidamente o Líbano, por meio de intervenções ilegais: Operação Paz para a Galileia (1982), Operação Responsabilidade (1993), Operação Vinhas da Ira (1996), Guerra de Julho (2006) e Operação Flechas do Norte (2024). Durante estas e outras operações, Israel massacrou civis, atacou instalações da ONU e mudou seu alvo da OLP (que expulsou do Líbano em 1982) para a resistência libanesa, principalmente o Hezbollah, formado em 1982.

1 de junho de 2026

Cinquenta anos de agressão contra o Líbano - 1

 As fronteiras de Israel foram determinadas por uma resolução da ONU em 1967, definindo dois Estados soberanos: Israel e Palestina. A paz no Médio Oriente depende, podemos dizer, "apenas" disto. (1) Era uma concessão apreciável a Israel relativamente ao território ocupado em 1948. Israel ignorou esta resolução como dezenas de outras. Os EUA e aliados, de Israel tudo aceitam como se se tratasse de determinação divina.

Os povos agredidos foram-se organizando política, cívica e militarmente, tendo em vista a sua defesa. Porém, defender-se de Israel é considerado terrorismo, seja o Irão, o Hezbollah, o Hamas.

Se a paz tivesse sido alcançada na região nunca teria havido o ataque do Hamas, que um "comentador" qualificou como "ataques horrendos, ataques terroristas, não têm justificação nenhuma". Claro que não, as justificações vão todas para Israel, nunca falando no que aconteceu desde há 80 anos.

Até os nazis escondiam os seus crimes, mas os perpetradores israelitas vangloriam-se abertamente seja relativamente a Gaza, Cisjordânia, Líbano. Afirmou a Ministra dos Transportes, Miri Regev: "Vamos arrasar o sul do Líbano até ao Rio Litani. Destruir todas as casas para que os civis libaneses não possam regressar". Ben Gvir é ainda pior.

30 de maio de 2026

Desportos radicais na Europa

 Na Europa está em curso um desporto radical, devidamente incentivado pelos "comentadores" do clube dos belicistas que acham que a vitória não lhes pode fugir. Trata-se de descobrir as "linhas vermelhas da Rússia", para determinar com certeza absoluta que tipo de dano pode ser causado à Rússia sem quaisquer repercussões. A razão pela qual este desporto é extremamente perigoso é que, uma vez descoberta a "linha vermelha da Rússia", acaba-se morto. Isso não é uma piada sinistra nem um exagero: é um facto técnico, diz Dimitri Orlov.

O problema é que na Rússia está em curso outro "desporto radical": trata-se da opção nuclear tática com figuras políticas como Sergei Karaganov e Dmitry Medvedev desempenhando um papel ativo. As cinco ondas consecutivas de ataques com drones contra um dormitório universitário em Starobelsk, na região de Lugansk, aceleraram a discussão sobre o tema.

O jogo europeu pressupõe usar a retaliação como mais uma “prova” da “agressão russa” e utilizá-la para justificar a alocação de ainda mais recursos financeiros em prol da guerra na Ucrânia. A maior parte desses recursos será desviada pelos membros fabulosamente corruptos do regime de Kiev.

Do lado russo a resposta ao jogo europeu é: “Por que não lançamos uma bomba nuclear neles?” que até mesmo os políticos russos mais pró-Ocidente e pacifistas acham cada vez mais difícil de ignorar. A realidade técnica da questão é que a Rússia poderia lançar uma bomba nuclear em certos locais dentro dos países da NATO com quase total impunidade e plena justificativa legal de combate ao terrorismo. A NATO não tem meios para intercetar nenhum dos novos mísseis hipersónicos da Rússia, enquanto a Rússia tem meios amplos para intercetar qualquer coisa que a NATO possa lançar contra ela.

A própria liderança europeia teve a gentileza de fornecer uma lista de alvos. Em 26 de março, os líderes de vários países europeus decidiram aumentar a produção e o fornecimento de drones ao regime de Kiev para ataques em território russo, ficando a sua produção a cargo de empresas sediadas na Europa especializadas na produção de drones de ataque.

Diz a declaração do Ministério da Defesa. Consideramos esta decisão um passo deliberado que conduz a uma escalada acentuada da situação político-militar em todo o continente europeu e à transformação gradual desses países na retaguarda estratégica da Ucrânia”.

Quando o Ministério da Defesa elabora uma lista de alvos, isso sinaliza sua prontidão para destruir todos os itens dessa lista assim que for ordenado.

(Lista de locais da NATO potencialmente atingíveis)

Fonte - Dimitri Orlov Como sobreviver a um ataque nuclear tático russo

Em complemento, algumas curiosidades sobre a equipa da NATO neste "desporto".

- O número de países que estão a participar numa iniciativa liderada pela Chéquia para dar munições à Ucrânia caiu para metade. De acordo com o presidente checo, Petr Pavel, ao Financial Times, nove dos 18 países decidiram deixar de continuar a financiar a iniciativa. Andrej Babiš o novo primeiro-ministro checo, que assumiu o cargo em dezembro, deixou logo bem claro que não queria dinheiro dos seus cidadãos a pagar armas ucranianas: “Não temos dinheiro, então se recebermos dinheiro de outros países depois entregamos [as munições]”. Entre os países que fazem parte da iniciativa está Portugal, que em 2024, aquando do lançamento do projeto, aprovou em Conselho de Ministros o pagamento de 100 milhões baseado no “compromisso de Portugal em apoiar a defesa da soberania e a integridade territorial da Ucrânia”.

- Hungria, Polónia e Eslováquia continuam a bloquear as importações de certos produtos agrícolas da Ucrânia.

- O Presidente polaco Karol Nawrocki disse aos jornalistas que tinha proposto "retirar a Ordem da Águia Branca ao Presidente Zelensky" a mais alta distinção da Polónia, depois dele atribuir uma distinção a uma unidade militar em homenagem a uma organização nacionalista ucraniana acusada de massacrar polacos na Segunda Guerra Mundial, e ligada ao criminoso de guerra Stepan Bandera. Zelensky afirmou que a decisão visou restaurar as tradições históricas do Exército Nacional. O Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco considerou a decisão negativa, alertando que "feriu a memória das vítimas da organização e prejudicou o diálogo entre a Ucrânia e a Polónia". O Instituto da Memória Nacional da Polónia, um organismo oficial, descreveu o Exército Popular Ucraniano como diretamente responsável pelo genocídio contra polacos entre 1943 e 1945, e afirmou que glorificar a organização "deve provocar a oposição de todos aqueles que se lembram das ações" cometidas no passado. Realizou ataques coordenados contra aproximadamente 150 aldeias polacas em quatro distritos da região da Volínia, um acontecimento conhecido na Polónia como o Massacre da Volínia.

Alguém ouviu nos media referir o domínio de organizações neonazis no regime de Kiev, pós-2014? Como anteriormente referido, a Ucrânia ocupa o primeiro lugar no mundo em número de monumentos dedicados aos nazis, nisto e destruir monumentos soviéticos foram gastos mil milhões de dólares... parte devendo ter acabado nos bolsos habituais