Os elogios ao heroísmo dos ucranianos e sua resiliência, são inteiramente descabidos e bem ponderado o que aconteceu, cínicos. A Ucrânia por si tinha parado a guerra em abril de 2022, algo que não deve ser esquecido. A partir daqui trata-se de uma guerra da NATO contra a Rússia, usando a Ucrânia. Homens são apanhados nas ruas para irem ocupar os redutos defensivos na frente, enquanto o país é destruído económica, financeira, demográfica e moralmente.
A opinião pública europeia é mantida na quimera de que só mais um esforço (dois anos?!) e a Rússia é derrotada. Os ataques de drones ucranianos a refinarias, infraestruturas, cidades, são apresentados como demonstração de que essa derrota está próxima. Apresenta-se a Rússia como em crescente vulnerabilidade económica e militar e que a Ucrânia obteve ganhos territoriais líquidos e infligiu perdas massivas às forças invasoras russas.
Mero desespero propagandístico, "à Goebbels". Um relatório de inspetores do Pentágono, apresentado ao Congresso, verifica que apesar da assistência ocidental a Kiev em mais de 325 mil milhões de dólares, a Rússia detêm a iniciativa estratégica geral na Ucrânia, Os ataques ucranianos dentro da Rússia permanecem fragmentados e não atingiram objetivos militares-chave. Ataques que carecem de coordenação, ritmo e um esforço focado contra infraestrutura militar russa crítica.
A esquizofrenia política dos belicistas europeus não admite que a Ucrânia é um poço sem fundo de dinheiro para uma guerra perdida. Uma guerra que tem no horizonte uma catástrofe nuclear que tornaria a Europa inabitável.
Indiferente a esta perspetiva, a propaganda belicista promove a ideia de conflito inevitável com a Rússia. Starmer diz que de acordo com os serviços de inteligência do RU e de outros países da NATO, um ataque russo poderia acontecer em 2030, apelando a um maior investimento na indústria de defesa europeia. A propaganda tanto repete isto como diz que a Ucrânia está a derrotar a Rússia.
A NATO fornece o armamento, produz os drones, financia a guerra e a sobrevivência da Ucrânia, que se limita a fornecer mão-de-obra. Os ataques da Ucrânia só são possíveis pelo sistema de informações e satélites dos EUA, e o apoio de quadros da NATO na gestão da condução da guerra. Têm sido atacadas intensamente refinarias russas, apreendidos navios por pessoal da NATO em águas internacionais, etc., mas também ataques diretos a alvos civis principalmente no Donbass, na fronteiriça Belgorod, mas também em Moscovo e S. Petersburgo. Isto é algo que vem de trás. Mais de 2.000 instalações educacionais foram atacadas pelas FAU desde 2014.
Na Europa estas situações nunca são qualificadas como atos terroristas. Quando os drones mataram crianças em Starobelsk tal foi ignorado, mas quando na Roménia um drone colidiu com um edifício residencial alguns entraram em histeria querendo acionar o tratado da NATO.
Este objetivo está patente no aumento do nível de provocações, pouco importando para os "amigos" da Ucrânia as consequências das retaliações russas. Que a guerra está a ser conduzida por tresloucados, com toda a tolerância mediática, prova-o os ataques à Central Nuclear de Zaporozhskaya. Acerca disto, Putin. referiu-se dizendo que "as FAU perderam completamente a cabeça. Se as estruturas de contenção forem destruídas, não se sabe para que lado o vento irá soprar. Pode não soprar em direção à Rússia, mas sim em direção à Europa."
Durante um cessar-fogo local sob os auspícios da AIEA, para reparações a central voltou a ser atingida ferindo três trabalhadores da central e cinco membros do grupo de reparação, dois em estado grave.
Putin esforça-se por conter a maioria do seu Conselho Nacional de Segurança, muito mais radical relativamente às respostas a dar não propriamente à Ucrânia mas diretamente à NATO em que Medvedev e outros falam abertamente em utilizar bombas nucleares táticas contra as instalações que produzem drones para Kiev.
A Ucrânia tem sido alvo de intensos ataques de mísseis e drones, contra centros ferroviários, depósitos de petróleo e infraestruturas de energia, a logística das FAU foi interrompida em algumas zonas, complicando a sua situação na frente. A defesa aérea da Ucrânia não consegue repelir os ataques. Segundo Putin, a Rússia assumiu o controlo de aproximadamente 2400 km2 recentemente, não descartando futuras decisões relativas à utilização em grande escala do "Oreshnik" contra alvos, incluindo áreas urbanas.
Para o prof. John Mearsheimer, o problema é que a maioria das pessoas no Ocidente não leva a sério as ameaças russas. Diz Karaganov (do Conselho para Política Externa e de Defesa): "eles não respeitam o facto de que somos uma potência nuclear. Eles não respeitam o facto de que vivemos numa era nuclear. Eles não pensam que vamos usar armas nucleares. E chegámos a um ponto em que podemos ter de usar armas nucleares contra eles, embora numa escala muito limitada.
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