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18 de junho de 2026

Israel, tudo errado numa doutrina de autodestruição - 1

 Israel estabeleceu uma doutrina dita de segurança e defesa, a partir da qual se permite atacar todos os que no seu entender lhe possam fazer frente. A expansão territorial está patente vendo a área que lhe foi concedida em 1948, a acordada na ONU em 1967 com estabelecimento de dois Estados: Israel e Palestina, a atual e a que é pretendida, nomeadamente através de "zonas tampão". Israel com aquele argumento ocupa zonas no Sinai, em Gaza, no Líbano, na Síria, na Cisjordânia.

Esta situação vive de guerras preventivas e da recusa em cumprir resoluções da ONU, inclusive do CS, acordos de cessar fogo, etc. É o fundamental das políticas sionistas, para além do que interpretam nos textos bíblicos, aos quais os outros povos têm obrigação de se sujeitar. Os EUA e a UE apoiam, justificam - os EUA financiam.

Tem tido êxito? Não. A criação das "zonas tampão" aumentou a insegurança e levou a maioria da população israelita à paranoia de se ver cercada de inimigos que tem forçosamente  derrotar, destruir.

Porém, se olharmos para o esboço de protocolo (que Israel recusa) entre os EUA e o seu arqui-inimigo Irão, tudo o que se lhe pede é que deixe de atacar o Líbano. Quanto a reconhecer os direitos dos palestinos é uma questão de direito internacional e cumprir a Carta e resoluções da ONU... apenas.

Este "apenas" esbarra até na UE, cujo colapso moral é absoluto, considerando terroristas todos os que exercem direito de defesa e resistência perante as ações de Israel. A História da região comprova-o com factos para quem quiser recordá-los e definir as causas.

Israel, entrou num processo de autodestruição. As fronteiras zonas-tampão são cada vez mais inseguras pelo aumento da capacidade de potências regionais como o Irão, a incapacidade israelita ao longo de décadas de eliminar as forças que lhe resistem e a crescente vulnerabilidade do seu território a drones e mísseis relativamente baratos.

Em vez de ganhar segurança as ações de Israel geraram responsabilidades militares, políticas e económicas acrescidas. O sionismo recusa-se a reconhecer isto, faz crescer a tensão militar, não cumpre acordos, reforçando a ideia de guerra permanente.

Com apoio dos EUA esta política tem sido conduzida impunemente (nem uma sanção...) atacando centros populacionais numa lógica - criminosa - de que se não são "terroristas" como não os denunciam ou atacam estão no mesmo plano. Contudo, os movimentos de resistência mostraram capacidade de se regenerarem mesmo sofrendo perdas nas lideranças.

Isto leva a intensificar a escalada militar, mas os custos económicos e políticos de ocupar e manter as zonas tampão superam o seu valor defensivo. Cada zona tampão cria uma nova fronteira para Israel. A fronteira muda, mas os problemas permanecem. Os adversários deslocam-se para além do novo perímetro e podem infiltrar-se na zona tampão ampliada. Novas ameaças aparecem. Argumentando ganho de segurança obteve Israel obtém mais instabilidade

Em Gaza e no sul do Líbano ditas operações de segurança têm sido feitas com demolições em grande escala, destruição de infraestrutura, deslocamento de população e negação de acesso a áreas disputadas. É "segurança" à custa de crimes de guerra e genocídio, baseando-se no apoio que os EUA estão dispostos a dar e os riscos (políticos, económicos, militares) a correr. Também aqui a opinião da Europa não conta.

O dilema das estratégias das ditas zona tampão de Israel é que exigem medidas cada vez mais drásticas para tentar obter segurança. No entanto, os custos políticos, diplomáticos e económicos excedem os objetivos de segurança que pretendem produzir e as capacidades israelitas. Drones e mísseis relativamente baratos forçam Israel a sistemas de interceção sofisticados e caros.

A questão para Israel é se existem condições para o sucesso das suas estratégias. Essas condições não existem.

Organizações de resistência persistem, Israel não conseguiu nem conseguirá elimina-las pela força. Regeneram-se além e dentro das fronteiras transformando as zonas tampão em pontos críticos de segurança, em vez de soluções permanentes. Cada quilómetro adicional de profundidade territorial agora oferece menos segurança do que antes.

Além disto, outros países da região veem as medidas destinadas a aumentar a segurança de Israel como invasão territorial, coerção e intenções agressivas, ajustando o seu planeamento militar, postura diplomática e relações estratégicas em resposta ao que veem como uma ameaça à sua segurança.

A expansão de Israel gera atritos crescentes não apenas com as organizações de resistência, mas também com potências regionais maiores, com populações muito mais numerosas, economias mais amplas, indústrias de defesa em expansão e capacidades militares crescentes. Não se trata apenas apenas do Irão, mas também da Turquia que sionistas como o antigo PM e líder da oposição, Naftali Bennett, consideram que Israel precisa adotar uma postura mais agressiva em relação à Turquia, o "novo Irão" .

Como se vê, os sionistas encaminham Israel numa via de autodestruição, arrastando os EUA.

Fonte: Comunidad Saker Latinoamérica

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