Linha de separação


20 de julho de 2026

Os EUA estão em declínio? - 1

 A questão parece polémica dado o potencial tecnológico, militar, poder financeiro, etc. Porém há vantagens que se tornam desafios, pontos fortes que têm contrapartida de pontos fracos. Estas situações têm reflexos quer na vida interna quer nas relações externas. Sem ser exaustivo, apenas algumas notas sobre o tema, que convirá considerar, dado ajudar-nos também a perceber o que somos e que futuro se perspetiva.

Em termos de pontos fortes, os EUA têm uma população motivada pelo seu país, independentemente de diferentes visões políticas, que não concebe lideranças externas. Tecnologicamente é um país que domina as tecnologias mais avançadas. O seu PIB é em termos nominais o maior a nível mundial (em PPP é ultrapassado pela China), tal como o PIB per capita.

A grande maioria dos multimilionários a nível global é dos EUA. Dos sete homens mais ricos do mundo (com um total de 2 milhões de milhões de dólares) seis são dos EUA. As maiores empresas mundiais são dos EUA. A BlackRock controla 10 milhões de milhões, de dólares, um terço do PIB dos EUA, numa única empresa privada, controlando direta e indiretamente sectores em todo o mundo, nas grandes empresas tecnológicas, farmacêuticas, grandes bancos, media, etc.

Ora, o excesso de certas qualidades pode tornar-se um defeito, assim pontos fortes, têm a contrapartida de pontos fracos. Um deles é o social.

18 de julho de 2026

Analise de Simplicius

 Crise política em Kiev: Zelensky, perde terreno e demite o ministro da Defesa popular .

Tudo indica que os ventos da revolução estão soprando pela Ucrânia.

Grandes multidões se reuniram para protestar contra a decisão do presidente Zelensky de demitir o popular ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov.

Desde sua nomeação no início deste ano, Fedorov teria sido fundamental no combate à corrupção e na transformação da AFU em uma força ainda mais dominante em termos tecnológicos.

Com apenas 35 anos, Fedorov era jovem, elegante, inteligente, enérgico e, por causa dessas qualidades, representava uma ameaça direta a Zelensky, que, segundo rumores, temia que Fedorov estivesse se preparando para eventualmente concorrer à presidência.

16 de julho de 2026

Talvez devessem ouvir o Trenine

 Há muito que não se viam os "comentadores" tão satisfeitos. A "Ucrânia", ataca a Rússia em profundidade, 30% da refinação de petróleo teria sido destruída, no Mar de Azov navios foram atacados, o tráfego está condicionado, etc. De Ucrânia estes ataques apenas terão alguma mão de obra: mísseis, drones, informações, logística, energia, mercenários, tudo é fornecido e pago pela UE/NATO.

As consequências para a Ucrânia, destas vitórias que, alegadamente, irão levar a Rússia ao caos económico e à derrota, pouco ou nada importam. Se o povo da Ucrânia importasse importasse mais que os corruptos e neonazis instalados em Kiev - a Polónia diz quem são... - ou os interesses dos belicistas na UE/NATO, a guerra teria acabado em abril de 2022, com o acordo que Boris Johnson mandou cancelar.

Dmitry Trenine, presidente do Conselho de Assuntos Internacionais da Rússia, publicou um artigo na RT sobre "A lógica perigosa da NATO 3.0". Segundo ele, "os europeus sonham em eliminar a Rússia como um polo importante na geopolítica da Eurásia: para eles, isso significaria a "solução final" para o temido "problema russo". A falha fundamental no pensamento europeu é a crença de que a Rússia preferirá a derrota, a degradação e a desintegração em vez de usar o arsenal que atualmente possui."

15 de julho de 2026

Talvez se enganem

 Os países ocidentais esperam obter o controle dos recursos naturais e das terras ucranianas como compensação por suas perdas financeiras ou em troca do pagamento de juros sobre empréstimos.

Os países ocidentais esperam obter o controle dos recursos naturais e das terras ucranianas como compensação por suas perdas financeiras ou em troca de juros sobre empréstimos. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, em 15 de julho.

 A resposta russa está se tornando mais precisa e mais detalhada.

Agências, redes sociais, canais do Telegram

" Com base na estratégia que se mostrou bem-sucedida durante a captura de Konstantinovka, as forças russas estão agora isolando a região de Odessa, usando ataques com drones e mísseis para cortar o fornecimento de combustível e equipamentos militares para a frente de batalha ", explica o especialista militar e coronel reformado Anatoliy Matviychuk.

Os últimos ataques atingiram instalações importantes na região de Odessa.

Os portos de Odessa, Chernomorsk e Yuzhny foram atingidos num ataque combinado que teve como alvo a infraestrutura de abastecimento de combustível do exército ucraniano.

12 de julho de 2026

Oito contradições na cimeira da NATO

 Oito contradições definiram a cimeira de Ancara levantando questões sobre o futuro da NATO

1. Gastos Militares vs. Segurança Real

Em Ancara ficou exposto quanto o objetivo de 5% em despesas militares divide os membros. Trump repreendeu alguns por não atingirem sequer 2%. À Espanha que se recusou a cumprir a meta de 5%, Trump chamou-a de "parceiro terrível" e ameaçou retaliação comercial.

Enquanto se discutiam investimentos militares de centenas de milhares de milhões, a Europa enfrentava uma severa onda de calor, mortalidade elevada, incêndios florestais, redes elétricas sobrecarregadas e pressão crescente sobre os sistemas de saúde pública.

Perante estas situações, por que a prioridade está em aumentar drasticamente orçamentos militares em vez de resolver os problemas que as pessoas enfrentam?

2. Países da NATO relutantes em apoiar Trump no Irão

A guerra dos EUA e Israel contra o Irão representou outra divisão na cimeira. A maioria dos líderes europeus pede negociações e desescalada. Trump declarou o "memorando de entendimento" morto, descartou novas negociações como "perda de tempo" e referiu-se aos líderes iranianos como "escória".

A Espanha e a Itália recusaram pedidos dos EUA para que bases americanas nesses países fossem usadas contra o Irão. Alemanha e França também recusaram participar militarmente. Despeitado, Trump disse: "Estamos lá por eles, mas eles não estão lá por nós."

11 de julho de 2026

A história repete-se?

Será que Marx tem razão nisto? Assim parece, vivemos uma segunda "guerra fria", não como farsa, mas trágico-comédia. A Guerra Fria foi uma forma de conflito perpétuo, travada em dezenas de guerras regionais, grandes e pequenas. Alguns exemplos:

Coreia (1950–1953): Grande confronto em que os EUA e parceiros lutaram contra tropas chinesas e norte-coreanas apoiadas e abastecidas pela URSS. O que os EUA conseguiram foi levar a guerra a um impasse com a península coreana dividida no paralelo 38, Norte aliado à União Soviética e à China, o Sul sob ocupação dos EUA.

Vietname (1955–1975): Os EUA intervieram assumindo o lugar da França colonialista em retirada para impedir o objetivo de independência e unidade vietnamita. Os soviéticos apoiaram o Viet Cong e o Vietname do Norte num conflito devastador que terminou com a derrota e expulsão dos EUA.

Cuba (1962): Os EUA e a URSS quase entraram numa guerra nuclear durante a mal denominada Crise dos Mísseis de Cuba. Na verdade, tratava-se da Crise dos Mísseis da Turquia: os EUA posicionaram mísseis nucleares na Turquia, o que ameaçava a URSS; a URSS em resposta posicionou mísseis nucleares em Cuba, o que ameaçava os EUA; por fim, cada lado retirou seus mísseis.

10 de julho de 2026

Os mitos sobre a Suécia

Uma declaração que põe os pontos nos is . Resposta de Zakhaarova :

Mudanças nas regras da língua sueca em favor da Ucrânia.

O governo sueco realizou, em público, um acto de autodepreciação linguística.

A ministra dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Maria Malmer Stenegård, anunciou: de acordo com as novas regras da língua sueca, Kiev passa a ser Kyjiv, Odessa – Odesa, Donbass – Donbas, Chernobyl – Tjornobyl. A embaixada da Suécia em Kiev foi renomeada, assim como o consulado honorário em Odessa. A citação da ministra é: "Os nomes não são apenas palavras. São história, identidade e autodeterminação. A Rússia tenta apagar a cultura e a identidade ucranianas. Esta é uma rejeição decidida do legado colonial da Rússia."

Isso ocorre em plena campanha que já dura há muitos anos no Ocidente para substituir gradualmente os topónimos tradicionais em inglês, francês, espanhol, alemão e outras línguas europeias por uma nova linguagem pró-Kiev. Nesse esforço, o governo de Kiev e seus patrocinadores recebem apoio activo dos media, de empresas de tecnologia e de plataformas digitais, incluindo o "Google", bem como de projectos globais supostamente independentes como a "Wikipédia".

Trump e Rubio estão a alimhar com os europeus ?

  As recentes declarações de Rubio na cúpula da OTAN sobre os ataques de longo alcance da Ucrânia suscitaram considerável debate. Ele e Trump pareceram apoiar a ideia de ataques ucranianos contra alvos russos em profundidade, argumentando que essa campanha cria "espaço" para negociações com a Rússia.

Nota BB, esta ideia, que se alinha com a dos belicistas europeus, é outra formulação, porém menos extravagante e mais covarde, da velha ideia de "paz pela força"!

À fatura militar a pesada fatura civil

 Uma fatura inesperada preocupa Bruxelas.

A destruição sistemática das infraestruturas de transporte e de abastecimento de combustíveis , assim como dos terminais portuários e de complexos industriais  , por parte dos russos . estão a colocar a economia da Ucrânia no ponto zero. A produção cai a pique e as exportações são cada vez mais difíceis 
A fatura já era pesada mas agora só para pôr o país a flutuar . Calcula-se na UE , que esta  deve duplicar o que levanta sérios problemas de financiamento e de cortes com a inevitável agudização social e política. Nunca se pensou que a fatura civil tivesse este súbito agravamento  . A questão está a ser tratada com pinças nos gabinetes da presidente da Comissão e do Conselho Europeu .

9 de julho de 2026

Por que é que a guerra na Ucrânia não vai parar

 A guerra na Ucrânia está no quinto ano o o número de vítimas do lado ucraniano ultrapassou 1,2 milhões. A pergunta que a maioria das pessoas coloca - ou deveria colocar - é: quando vai acabar esta guerra?! Dmitri Orlov responde: A guerra não acaba porque isso não é do interesse de ninguém.

Se a guerra fosse terminar, poderia ocorrer de pelo menos três maneiras diferentes. A primeira, totalmente inaceitável para a Rússia, seria concordar com um cessar-fogo, congelar o conflito na atual linha de separação (embora isso não dure muito tempo, dado o ritmo do avanço russo) e permitir o estacionamento de tropas da NATO em território controlado por Kiev. Este fim equivaleria a uma derrota.

Outra maneira, seria por meio de uma vitória russa repentina e definitiva. As forças ucranianas seriam derrotadas, as FAU se dissolveriam, os EUA, a NATO e a UE lavariam as mãos do conflito, abandonando seus aliados ucranianos à própria sorte. A Rússia teria então, na sua fronteira, uma área caótica e ingovernável, transformada em desastre humanitário, tendo que tirar as pessoas do seu terrível destino.

Quanto aos Estados Unidos, é improvável que um fim rápido da guerra na Ucrânia ocorra em termos aceitáveis para eles. O seu fim privaria os fabricantes de armas americanos das suas vendas pagas pelos europeus. Além disto, nos EUA muitos acalentam a esperança que o conflito ucraniano enfraqueça suficientemente a Rússia militar e economicamente.

Até o Parlamento Europeu foi obrigado a condenar Zelensky

 Parlamentares afirmam que a decisão de Vladimir Zelensky de nomear uma unidade militar em homenagem a um destacamento que matou milhares de polacos étnicos durante a Segunda Guerra Mundial é "contrária aos valores europeus".

O Parlamento Europeu condenou Kiev pela decisão de renomear uma unidade militar de elite em homenagem a colaboradores nazis da Segunda Guerra Mundial, uma medida que alimentou um diferendo diplomático de semanas com a Polónia.

8 de julho de 2026

Entendendo a dinâmica contemporânea do capitalismo financeirizado.   

  A capitalização de mercado global atingiu US$ 166 trilhões. Esse número  levou me, mais uma vez, a questionar a inflação do capital fictício e o ciclo vicioso da superacumulação. Em junho de 2026, a capitalização de mercado global atingiu um recorde histórico de US$ 166 trilhões, segundo dados da Bloomberg. Isso representa um aumento de US$ 32 trilhões (23,6%) em apenas um ano e de US$ 94 trilhões (131%) desde o ponto mais baixo da pandemia em 2020. Nos últimos vinte anos, a capitalização de mercado global cresceu a uma taxa composta de crescimento anual de aproximadamente 7%. No entanto, o crescimento económico global tem sido significativamente mais fraco. Essa divergência se intensificou desde 2008 e, principalmente, desde 2020. Em relação ao PIB global, está se aproximando de 134%, um nível sem precedentes em longo prazo.

A desregulamentação financeira da década de 1980 transformou os mercados de ações em entidades "grandes demais para falir" Too big to fail. As bolsas de valores estão "encostadas "...

A desregulamentação financeira transformou os mercados de ações em entidades " grandes demais para falir ".

Essa é uma ideia que apresentei já em 1984, durante discussões nos EUA e depois na França sobre a desregulamentação financeira. Argumentei que colocar o financiamento nos mercados certamente aumentaria o investimento e a capacidade de crescimento, mas também aumentaria o risco de excessos de todos os tipos — especialmente a especulação — e colocaria a atividade financeira sob o controle dos "instintos animais".

7 de julho de 2026

As empresas é que criam empregos?

Quantas pessoas, mesmo alunos de economia, responderiam: Falso? Então as empresas não criam empregos?! Claro que não, o que cria empregos é a procura. A procura é criada pelo que os salários podem comprar e o Estado investir quer em infraestruturas, melhorando - se houver um plano económico para isso - o desempenho económico do país, quer em prestações sociais - salário indireto.

Então as empresas não investem criando procura? Bem, primeiro é preciso avaliar quanto dessa procura, nas condições atuais, é nacional ou externa, segundo, as empresas só investem se houver procura dos cidadãos - pelo que o salário pode comprar - ou do Estado pelos seus investimentos.

Mas o Estado para ter dinheiro não tem que aumentar os impostos? Não. O Estado pode ter rendimentos de empresas nacionalizadas - monopólios naturais e empresas estratégicas para o desenvolvimento económico - se organizadas e geridas de acordo com um plano económico e social.

Mas não é o Estado um mau gestor? Pode ser, e isso viu-se no processo de privatizações em que foram colocadas na gestão pessoas que objetivamente as queriam degradar para as entregar de mão beijada aos privados.

De qualquer forma, se a gestão privada fosse boa, não apenas para dar grandes lucros à custa do resto da economia e transferi-los para o estrangeiro, mas também socialmente, não provocava crises económicas que têm que ser resolvidas pelo Estado à custa dos cidadãos a favor do grade capital.

5 de julho de 2026

Como a Rússia vê a Europa

 Como Europa vê a Rússia sabemos. Embora esteja esquecido que era um posto de gasolina com armas nucleares - não reparando nas vantagens estratégicas que isto lhe dava ! - agora apesar de derrotada "pela Ucrânia" vai invadir a Europa.

Os belicistas europeus não temem contradições, protegidos pelos media e seus "comentadores", brincam com fogo correndo o risco de nos levar a uma grande conflagração.

Starmer, Merz e Macron, prometeram a Zelensky apoio inabalável e mais pressão sobre a Rússia, salientando "ampliar a produção de intercetores, capacidade de ataque em profundidade, desenvolvimento de mísseis antibalísticos e apoiar a sustentabilidade das FAU”.

Acerca da reunião no Alasca, Lavrov, descreveu-a como uma “manobra” americana destinada a ganhar tempo para que a Ucrânia se reconstruisse e se rearmasse, comparando-a aos Acordos de Minsk, montados como um engodo. O seu vice-ministro, Ryabkov, afirmou: Vemos a linha de Washington a aproximar-se das políticas anti russas mais radicais adotadas pelos europeus.

Isso representa uma enorme mudança estratégica. A Rússia já não procura um relacionamento com Washington, embora os contactos continuem. Sintomático é o discurso de Putin aos cadetes militares em 23 de junho (e a referência a 1941): o Ocidente fabrica uma ameaça russa e, em seguida, acusa a Rússia de criar essa mesma ameaça. Isto é um padrão que se repete historicamente desde 1941.

3 de julho de 2026

Medidas económicas e reformas

Discutem-se "medidas", propalam-se "reformas", mas nunca o sistema em que se aplicam e as leis que o regem. Reformas, foi o que a social-democracia propunha - combatendo o marxismo - como forma de alcançar o socialismo. Contudo, o que o proletariado conseguiu alcançar de direitos deveu-se à intensa luta dos trabalhadores não ao palavreado "reformista".

É um princípio da ciência que impossibilidades teóricas não são ultrapassadas por medidas técnicas. Por outras palavras, "medidas" que ignorem ou vão contra as leis fundamentais do sistema a que se aplicam ou são inúteis ou mesmo gravosas em relação aos objetivos que se diz pretender. As leis económicas não podem ser ignoradas, desrespeitadas, intencionalmente ou não. A violação das leis seja da natureza, sejam da economia política provoca o fracasso do procedimento.

Por esta razão as críticas e promessas de oposições que nada alteram na economia política do sistema são meras boas intenções ou demagogia - o dito populismo. A social-democracia assume lucro privado como eficiência, centra as suas políticas sociais em formas de redistribuição que não vão além do empobrecimento relativo.

Na realidade, centrava, hoje alinha nas teses neoliberais do empobrecimento absoluto, aceita capital fictício como "riqueza", nega a lei da mais-valia e aposta em "revoluções digitais e IA" em que a exploração do grande capital tende a agravar-se.

 O crescente autoritarismo de Bruxelas

A Lei dos Serviços Digitais permite sancionar indivíduos apenas porque pensam diferente. Seria difícil não considerar esta Lei um inaceitável instrumento de censura.

2 de julho de 2026

 


Douglas MacGregor: "Putin vai tomar posse de toda a Novorossiya, até Odessa."

Em 1º de julho de 2026, o coronel reformado Douglas MacGregor, ex-conselheiro do secretário de Defesa dos EUA, apresentou uma análise da evolução dos objetivos russos na Ucrânia durante uma entrevista com Glenn Diesen.

Nesta intervenção, MacGregor argumenta que Vladimir Putin tem agora um objetivo claro de assegurar o controle de toda a Novorossiya, ou seja, de todos os territórios historicamente de língua russa no sul e leste da Ucrânia, até o Mar Negro.

Isso inclui,  a captura de Kharkiv e, especialmente, de Odessa.

Essa mudança de objetivos é ditada pela segurança.

Segundo MacGregor, esta não é uma nova ambição imperial, mas uma resposta lógica ao conflito em evolução. Putin afirmou repetidamente que Kharkiv e Odessa são historicamente cidades de língua russa. Agora, o presidente russo acredita que, sem o controle desses territórios, a Rússia não terá segurança duradoura.

"Novorossiya, que eu acho que sempre esteve nos planos de todos, vai se tornar realidade. E eu certamente faria isso se estivesse no lugar dele."

1 de julho de 2026

A Alemanha e o preço da Vassalagem

 O crescimento recorde de falências na Alemanha

Em 2026, o número de falências na Alemanha bate todos os recordes. Segundo o Instituto de Pesquisa Económica de Leibniz (IWH), no primeiro trimestre de 2026, foram registadas 4,5 mil falências de sociedades e empresas - mais do que no auge da crise financeira mundial de 2008-2009. O IWH não prevê uma melhoria da situação nos próximos meses e anos.

Leyen: A Europa sustenta os valores do Talmude - 2

 Criticar as ações do governo de Israel passa por antissemitismo. Porém, os verdadeiros semitas são os palestinos, como mostrou Anna Shegers (1900-1983), de origens judaicas e comunista.

Apesar dos media terem por função encobrir e justificar as ações de Israel contra os palestinos - já qualificado como genocídio - e as agressões a Estados vizinhos, nos EUA, o apoio da população caiu drasticamente, sobretudo entre os jovens. Esta situação, evidenciada em sondagens, e o facto de em 2025, terem sido dados a Israel 12,5 mil milhões de dólares, levou a que 40 senadores democratas apoiem uma resolução para bloquear vendas de armas a Israel.

Não se pode confundir os israelitas com as ações e declarações de sociopatas como Ben-Gvir, Smotrich ou Netanyahu. Ehud Olmert, ex-PM de Israel afirma: "Existe Terrorismo Judeu nos territórios da Cisjordânia perpetrado por colonos israelitas e apoiado, infelizmente, pelas autoridades. Isto é limpeza étnica e crime contra a humanidade perpetrado, apoiado, financiado e coordenado pelo governo. A voz de muitos israelitas, que espero seja expressa da forma mais poderosa nas próximas eleições é a voz da oposição, a voz da compaixão, a voz da paz, a voz empenhada em lutar contra este terrível terrorismo perpetrado por judeus."