Criticar as ações do governo de Israel passa por antissemitismo. Porém, os verdadeiros semitas são os palestinos, como mostrou Anna Shegers (1900-1983), de origens judaicas e comunista.
Apesar dos media terem por função encobrir e justificar as ações de Israel contra os palestinos - já qualificado como genocídio - e as agressões a Estados vizinhos, nos EUA, o apoio da população caiu drasticamente, sobretudo entre os jovens. Esta situação, evidenciada em sondagens, e o facto de em 2025, terem sido dados a Israel 12,5 mil milhões de dólares, levou a que 40 senadores democratas apoiem uma resolução para bloquear vendas de armas a Israel.
Não se pode confundir os israelitas com as ações e declarações de sociopatas como Ben-Gvir, Smotrich ou Netanyahu. Ehud Olmert, ex-PM de Israel afirma: "Existe Terrorismo Judeu nos territórios da Cisjordânia perpetrado por colonos israelitas e apoiado, infelizmente, pelas autoridades. Isto é limpeza étnica e crime contra a humanidade perpetrado, apoiado, financiado e coordenado pelo governo. A voz de muitos israelitas, que espero seja expressa da forma mais poderosa nas próximas eleições é a voz da oposição, a voz da compaixão, a voz da paz, a voz empenhada em lutar contra este terrível terrorismo perpetrado por judeus."
Claro que os media escondem tudo isto e tratam de encontrar dúvidas, contextos e desculpas. O seu guião alinha com Telavive e Washington, os demais são antissemitas, agressores ou terroristas. Só Telavive tem direito de defesa.
O facto de cristãos não serem poupados não faz parte do guião a apresentar. A comunidade cristã de Gaza está também a ser aniquilada. Na Cisjordânia, a polícia israelita invade aldeias cristãs. Em Julho de 2025, a Igreja de São Jorge do século V foi incendiada. Sob pressão de Israel a vida para os cristãos tornou-se um inferno, na Palestina, Líbano, Síria, mesmo em Israel estão sob pressão. Radicais como Ben-Gvir e Smotrich, desprezam abertamente os cristãos e os peregrinos. O partido de Ben-Gvir defende os ataques aos peregrinos cristãos pelos ultra-ortodoxos. No Líbano, Israel destruiu uma aldeia cristã cujos residentes serviram no exército proxy de Israel.
A violência como foram tratados os ativistas da Flotilha Global Sumud para entregar ajuda humanitária aos palestinos, rapidamente foi posta de lado, apesar de sobreviventes da flotilha terem relatado tortura e agressão sexual durante o seu rapto por Israel, mostrando ferimentos graves após a chegada a Istambul. Testemunhos de atrocidades sexuais foram apresentados por uma ativista australiana: "Fui arrastada para um navio porta-contentores escuro num barco prisional. Fui agredida sexualmente. Fui espancada. E isso foi apenas o início de quatro dias de um inferno absoluto". Confirmado por outra ativista, Juliet Lamont.
A degradação ética de comentadores evidencia-se ao esconderem que Israel, como ocupante de territórios palestinos - de acordo com o estipulado na ONU - é obrigado a proporcionar à população civil ajuda humanitária - para maior escândalo bloqueia e aterroriza o que podia vir do exterior.
A tragédia prossegue, perante a indiferença, apesar dos perpetradores não o esconderem. Smotrich, diz que autoridade Palestina deve ser dissolvida: temos de assumir o controlo de todo o território." May Golan, Ministra da Igualdade Social, afirma estar orgulhosa das ruínas de Gaza. Ben Gvir, sugeriu quanto ao Líbano, "conquistar território e matar muitos terroristas, mas também deter as suas mulheres e jovens e levá-los para prisões terroristas". Sob proposta de Ben Gvir o Parlamento israelita aprovou uma lei que implica a pena de morte por enforcamento para palestinos e libaneses que tenham resistido nos seus próprios territórios invadidos.
O número de trabalhadores humanitários da ONU que Israel matou em Gaza, é de tal forma que permanece indeterminado, matança que nem no Líbano se detém.
Desde 7 de outubro de 2023, as FDI detiveram pelo menos 1800 crianças palestinas em Gaza, Cisjordânia, Jerusalém. Crianças estão detidas em condições difíceis como alegados "terroristas", indefinidamente sem acusação ou julgamento, alegando-se provas secretas.
Os "terroristas" palestinos são enterrados sem nomes ou notificação às famílias. A causa da sua morte varia de força excessiva durante a detenção a torturas. Israel não confirma se algum dos mortos eram menores, todos os dados são reservados. Ativistas de direitos humanos, médicos e até políticos israelitas confirmaram que os órgãos de prisioneiros palestinianos são frequentemente retirados. De acordo com o Centro Palestiniano para a Defesa dos Prisioneiros, Israel efetuou mais de 55 500 detenções de crianças desde 1967. O destino da maioria dessas crianças permanece desconhecido.
As condições prisionais em Israel, como centros de tortura chegaram mesmo ao New York Times, embora nada se tenha alterado: o silenciamento é a norma. Testemunhos angustiantes de sobreviventes documentados por ONG e jornalistas registaram 40 formas de tortura, conforme um relatório da ONG Euro-Med Monitor.
Cuidados médicos básicos são negados aos prisioneiros palestinianos. Foram denunciados casos de grávidas, algemadas e famintas no que é descrito como a guerra contra as mulheres palestinas.
A evidência de abuso sexual sistemático de prisioneiros em prisões israelitas, descartada como "difamação" é demasiado esmagadora para ignorar, afirma o ex-soldado israelita Shaiel Ben-Ephraim.
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