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13 de maio de 2015

9 de MAIO

UMA OPINIÃO


Fautes

9 mai 2015
Par 
En ce 9 mai 2015, nous commémorions le 70ème anniversaire de la victoire contre l’Allemagne nazie. Cette date restera dans les livres d’histoires comme celle ou ce que l’on appelle « l’occident », et qui n’est en réalité que le cercle des alliés européens des Etats-Unis à commis une faute politique majeure. Dans cette faute, la responsabilité du Président François Hollande est importante, et pourrait avoir des conséquences profondes.
2.5.1945 Berlin Reichstag Armbanduhren wegretuschiert.
2.5.1945 Berlin Reichstag
Armbanduhren wegretuschiert.

Poutine isolé ?

Sous les pressions des Etats-Unis, une majorité des pays européens ont renoncé à envoyer un Président ou un Premier ministre à Moscou pour la grande parade commémorant la Victoire. Mais, et ceci est extrêmement important, la Chine, l’Inde et de nombreux pays d’Amérique Latine ont fait le déplacement. Si l’on mesure démographiquement le poids de ces représentants, ils pèsent plus de 50% de la population terrestre. Si l’on mesure économiquement leur contribution, elle est élevée, autour de 40%. Parler dans ces conditions d’un « isolement » de Vladimir Poutine est une absurdité.
Mais, la symbolique politique est encore plus importante. Ont fait le déplacement à Moscou les chefs d’Etat ou les chefs de gouvernement des pays des « BRICS » et des pays de l’OSC, l’organisation de Sécurité et de Coopération. Plus encore, la présence des chinois et des indiens acquière une signification particulière. La population de la Chine a payé d’un prix humain extrêmement lourd un conflit qui, pour elle, a commencé non en 1939 mais en 1937. En fait, elle est – derrière l’URSS – le deuxième pays à avoir le plus souffert. Les atrocités commises par l’armée japonaise ont été abominables. Les troupes indiennes se sont battues, tant contre l’Allemagne et l’Italie que contre le Japon. La participation de contingents des armées chinoises et indiennes au défilé de Moscou a, à l’évidence, une portée qui dépasse la simple commémoration.
Il était donc clair que ce 9 mai allait revêtir une importance particulière. Du fait de l’attitude des Etats-Unis, mais aussi du fait de la couardise, pour ne pas utiliser de mots plus blessants, de dirigeants européens, ce 9 mai 2015 a entériné la coupure du monde en 2. Il a symbolisé l’opposition d’un « ancien monde », celui du bassin atlantique à ce nouveau monde en train d’émerger autour de l’Asie, et qui attire à lui sans cesse de nouveaux pays. On ne peut, à cet égard, que constater que les initiatives chinoises, ou Sino-Russes[1], de la Banque Asiatique d’Investissement dans les Infrastructures[2] (BAII/AIIB) jusqu’au projet d’union eurasienne ne cessent de prendre de l’ampleur. Ces initiatives auraient pu être conçues dans un cadre ouvert sur « l’ancien monde ». C’est la responsabilité des Etats-Unis, mais aussi de ceux qui par suivisme à courte vue ou par peur leur ont emboité le pas que d’avoir provoqué cette rupture symbolique entre ces deux mondes que l’on a vérifiée avec le défilé du 9 mai.

La responsabilité de François Hollande.

Traditionnellement, c’est la France qui cherche à rétablir le dialogue et qui se bat, parce qu’elle a une conception universaliste de certains principes, pour faire tomber les préventions et réduire les hostilités entre blocs. Le Général de Gaulle a prononcé de nombreux discours contre la « politique des blocs », dont celui de Phnom Penh, en 1966, est le plus fameux. En décidant, à la dernière minute, d’envoyer Laurent Fabius, notre Ministre des Affaires Etrangères, non seulement François Hollande a commis une faute lourde, mais il s’est discrédité durablement sur la scène internationale. L’envoi du Ministre des Affaires Etrangères représente clairement un indigne « entre deux ». Si l’on voulait être présent à Moscou, c’était au Président de se déplacer, voire à son Premier ministre (Manuel Valls) qui, rappelons le, dans la Constitution, « dirige la politique du pays ». Mais, François Hollande a préféré aller se mettre au chaud dans les Caraïbes, et Manuel Valls se complaire dans une polémique indigne contre Emmanuel Todd. L’Histoire retiendra cette désertion, à la fois physique et morale, des deux autorités les plus importantes de notre pays.
Mais, le plus grave, est que si, dans le futur, la France s’émeut – à juste titre – de cette résurgence de la « politique des blocs » elle n’aura plus aucune légitimité pour parler contre. François Mitterrand, qui avait un sens de l’Histoire, et de la formule, avait utilisé l’expression de « petit télégraphiste » pour dénoncer la visite de Valery Giscard d’Estaing à Moscou au début (1979) de la guerre d’Afghanistan. Mais aujourd’hui, au moment où il eut été important d’être à Moscou ne serait-ce que pour témoigner par sa présence de l’unité du monde et pour reprendre langue avec ces dirigeants du « nouveau monde », le Président français a préféré jouer les abonnés absents. Son absence est certainement une honte, mais elle est aussi – politiquement – une démission.

5 de maio de 2015

Ignorância + Maldade = Direita Neofascista

Paulo Portas – (jornal I (02/05) - Deixem de meter na economia a política e a ideologia
Joren Dijsselbloem (presidente do Eurogrupo) – (idem) – Referindo-se á “ameaça” (sic) do governo grego fazer um referendo caso as suas cedências não sejam aceites pelos credores: o país (Grécia) não tem tempo nem dinheiro para o fazer.
A frase do vice primeiro-ministro português revela ignorância e maldade.
Ignorância, visto que pretende reduzir a economia a contabilidade, segue aliás o que o sr. Medina Carreira (como outros comentadores e propagandistas do sistema) anda há anos a perorar. É a mentira do Estado ser gerido como uma "boa dona de casa" (tese também do salazarismo).
A contabilidade é uma técnica de cálculo e registo para ter contas monetárias certas, para isso só precisa de aritmética e regras adequadas. Como foi criado e a quem pertence cada número, cada entrada do mapa contabilístico não tem nada que ver com contabilidade.
Numa empresa é do foro da gestão, num Estado da economia política, isto é, da política e da ideologia. Ou seja, que escolhas políticas, económicas e sociais foram feitas. A direita pretende que “as escolhas passem por económicas na realidade são políticas e ideológicas” (Jacques Sapir).
Um vice primeiro-ministro que não sabe ou exibe ignorância sobre esta matéria, na realidade promove a ignorância dos cidadãos e oculta escolhas feitas em benefício dos inconfessáveis interesses de uma minoria. Seria estupidez os cidadãos mantê-lo no cargo.
A maldade revela-se em que perante as dificuldades, o sofrimento, os dramas individuais e coletivos,  se promove insistentemente a chantagem das inevitabilidades e das ameaças contra tudo o que pretenda combater a acrescida exploração dos povos por aquelas minorias. Em suma, é o neofascismo.
Quanto ao sr. Joren Dijsselbloem, não pode ser referida ignorância, apenas maldade. Desprezo, pelos interesses e sofrimento de um povo e de um país maravilhosos, tão traído na sua história moderna. Revela não apenas falta de respeito pela vontade popular, mas ódio à democracia.
Eis dois exemplos da “democracia liberal” da UE, que a direita e o PS dizem defender. Dois exemplos daquilo que se pode esperar desta UE, desta direita e das conivências de partidos como o PS.
O neofascismo não tem precisado de prisões políticas como as do passado. Têm bastado a chantagem, as ameaças, as medidas antiterroristas e as leis de exceção de “segurança nacional”. Neste sentido os EUA dão o (mau) exemplo. Como afirma Paul Craig Roberts, (entre outros) os "EUA são hoje um Estado policial”.

20 de abril de 2015

O Baile dos Hipócritas !

Todos chocados,todos muito tristes ,  todos pesarosos com as mortes no mediterrânio ....
Dizem que a maioria são fugitivos da guerra na Síria e do caos em que se encontra a Líbia...
A ser assim por que será que nenhuma dessas almas magoadas  , nem nenhum dos jornalistas que se encontra a fazer a cobertura dos trágicos acontecimentos levanta a questão  dos responsáveis  pelo caos e destruição da Líbia , bombardeada e invadida em nome da democracia e dos direitos humanos, nem  dos responsáveis que têm fomentado a guerra na Síria na base de iguais valores !
A Europa da hipocrisia não tem limites.

7 de abril de 2015

A globalização da guerra e os silêncios da “ciática” comunicação social controlada

O Médio Oriente está no caos. Quem se recordo de ouvir os comentadores do costume perorarem sobre a “democracia ” que iria ser instituída pelos EUA. Como “não há amor como o primeiro” os EUA e toda a reação europeia (em que os PS participam por omissão ou como parte ativa no caso do PSF…) voltam a aliar-se à Al-Qaeda ou sucedâneos. Criada para destruir o regime progressista do Afeganistão, ei-los aliados na Líbia, na Síria, no Iraque, agora no Iémen. Mais um “intervenção humanitária” com matanças que os SS nazis não desdenhariam.
Na Síria, no norte, a cidade sunita de Idlib está cercada pelas milícias ligadas ao Al-Qaeda. usam armas americanas, incluindo mísseis TOW contra o exército sírio e as forças populares que defendem a sua cidade e as suas terras. Um dos comandantes do Al-Qaeda em Idleb é Abdullah al Mouhaisni referido como xeque Saudita. No sul, a cidade de Bosra al Cham acabou de cair nas mãos de jihadistas da Al-Qaeda. O ocidente intensifica a entrega de armas à Al-Qaeda.
No Iêmen, a Arábia Saudita atacou com os seus bombardeiros a resistência contra o ditador Daesh. Daesh massacrou quase 200 xiitas num ataque a mesquitas sexta-feira passada, enquanto no terreno a Al-Qaeda massacra sem piedade a população e luta contra os rebeldes do Iêmen. (1)
Como escreve Andre Vltchek (2)  “No Oriente Médio a terra está cansada; chora de exaustão, marcada pelas guerras. Pontilhada com poços de petróleo e carcaças de veículos blindados. Há corpos por toda parte; enterrados, reduzidos a pó, mas ainda presentes nas mentes dos sobreviventes. Existem milhões de cadáveres, dezenas de milhões de vítimas, em sua maneira a gritar em silêncio, recusando-se a descansar em paz, apontando seus dedos acusadores.”
O imperialismo ocidental orquestrou golpes de estado, voltou irmãos contra irmãos, bombardeou civis, invadiu quando todos os outros meios para atingir as metas hegemônicas tinham falhado. O resultado é atroz: uma das mais avançadas civilizações da terra  no passado, foi convertida num espaço dos mais retrógrados.
Perante o terrorismo genuíno a ONU não é encontrada. De vez em quando, manifesta 'preocupação' e às vezes até mesmo "condena" os agressores. Mas nunca tem sanções ou embargos impostos contra Israel, os Estados Unidos ou mesmo a Arábia Saudita. Entende-se que o Ocidente e seus aliados estão "acima de leis". Até nos campos de refugiados os sírios são discriminados: somente aqueles que expressam seu ódio a Al - Assad foram autorizados a permanecer.(2)
Na Líbia os pobres é como se não existissem, ninguém fala deles. Os defensores da intervenção humanitária devem estar satisfeitos, agora que a Líbia completou sua “metamorfose democrática e humanitária” de um país que tinha o mais alto nível de vida da África, para um espaço sem fé nem lei de fanatismo religioso e confrontos sangrentos. Uma Líbia imersa no caos, guerra civil e diktats ocidentais; terreno fértil para o jihadismo. (3)
Ver mais em:

1 de abril de 2015

As eleições em França e a decadência da Europa

A França é um país central para a política da UE, de todo o continente e não só. Por razões históricas e culturais é muito importante para Portugal. Por isso as eleições francesas merecem uma reflecção.
Com quase 50% de abstenção, um reciclado Sarkozy que a comunicação controlada foi recuperar aos alfobres do descrédito teve 27,5% dos votos, o PSF caiu para 21,5%, a FN teve 25,2% a Frente de Esquerda (com o PCF) 9,4%. Os dados referem-se à primeira volta, já que na segunda há a deslocação do “voto útil”,  por exemplo o PM do PSF (Manuel Valls) a fazer descarada propaganda por Sarkozy em nome do “republicanismo”. Não admira, são ambos neoliberais e sem reservas em relação aos “neocons” dos EUA.
O PCF em tempos o segundo maior partido de França entre os 25 e 30% dos votos, quando a abstenção era mínima, recolhe os frutos do seu “europeísmo, com 48% de abstenção numa classe operária dizimada pelo neoliberalismo e a desindustrialização.
Em maio de 2012, o PSF tinha uma maioria de deputados, a maioria dos departamentos, milhares de municípios, incluindo Paris. O governo estava nas suas mãos. Para quê? Para prosseguir a política de Sarkozy. Que se preparara para o substituir e prosseguir as mesmas políticas.
Hollande apoia os neonazis de Kiev e preparava-se para intervir militarmente na Síria. Sarkozy com Berlusconi fez o jeito aos EUA para destruir a Líbia, massacrando dezenas de milhar de inocentes em raides aéreos.
“A Europa está numa ditadura de facto. Na Europa está a desmantelar-se a democracia e é lógico que isto esteja a ocorrer. É a única maneira que as autoridades têm de garantir que se possam continuar a aplicar políticas cujo fracasso é indisfarçável e assim beneficiar uma minoria muito poderosa que vive de um modelo social desigual e injusto.” (Juan Torres López http://resistir.info/europa/lopez_28fev13.html )
Estas eleições são um claro exemplo da tragédia económica, social, cultural da UE sob a hegemonia alemã e a tutela imperialista dos EUA. A pobreza aumenta, os direitos dos trabalhadores são eliminados, políticas repressivas são popstas em prática. A economia, como um corpo debilitado, não reage, apesar dos milhares de milhões despejados pelo BCE todos os meses.
E a FN de Marine Le Pen ?
Numa entrevista antes das eleições um entrevistador acusou-a de ter o programa do PCF dos anos 70, de ser de extrema-esquerda e querer “o socialismo num só país”. Ela responde que cita De Gaulle. Sarkozy acusou-a de ter um programa de “extrema-esquerda”. Isto só mostra a degradação do debate político na UE.
Todos os fascismos se reclamaram de sociais e nacionais tal como a FN. Mas há diferenças no discurso de MLP que mostram a sua orientação para um gaullismo, apoiando a Rússia e Bacshar-al-Assad, criticando às políticas dos EUA.
A FN tem nas suas hostes gente declaradamente neonazi e fascista. Alguns foram demitidos ou suspensos por declarações públicas nesse sentido. Mas De Gaulle também teve colaboradores próximos da extrema-direita (G. Bidault, J. Soustelle, por ex.) e foi levado ao poder com o apoio da colonial-fascista OAS – que mais tarde o quis matar.
Enfim, a ascensão da FN – como a de todos os fascismos no passado – não é senão um sintoma da decadência da UE, liderada por gente enfeudada aos interesses do grande capital. Gente sem princípios ideológicos, intelectualmente medíocre, politicamente degradada: os políticos da “construção europeia”, que está a destruir os países e a sacrificar os seus povos.

24 de março de 2015

Bidelberg ou como é fabricada a democracia atual

Dizia a antiga sabedoria – oriental – que um sintoma da decadência das sociedades é deixarem de chamar as coisas pelos seus nomes. Democracia, passou a ser o nome dado ao atual governo das oligarquias, a timocracia - a timokratia denunciada por Platão na sua República.
Há anos que se fala de Bidelberg, mas assim tão escarrapachado como no livro não. 
Vale a pena ver o vídeo. É bom saber os meandros de como o povo é enganado. O porquê já se sabe… 


 

 

20 de março de 2015

Uma conferência sobre a Grécia


La conférence organisée par l’hebdomadaire The Economist sur les relations entre la Grèce et ses créditeurs a permis un débat très franc sur la possibilité d’une sortie de la Grèce de l’Euro. Cette idée, si elle provoque toujours un sentiment de peur et d’incertitude dans une partie du public (et ce dernier représentait ce que l’on appelle communément les « élites économiques ») commence désormais à être beaucoup mieux acceptée. L’une des hypothèses qui a été ainsi discutée dans le cadre de cette conférence a été celle d’une « sortie de velours » (velvet exit). On notera la référence avec le processus de séparation de la République Tchèque et de la Slovaquie, qui avait en son temps était appelé la « scission de velours ». Le fait que cette hypothèse ait pu être discutée, et qu’elle soit envisagée par un nombre de participants, tant grecs qu’étrangers à cette conférence, est un signe indubitable de la progression de l’idée d’une sortie de l’Euro. Elle correspond à ce que l’ancien Président français, M. Valery Giscard d’Estaing a appelé, il y a quelques semaines, le « friendly GREXIT ».
Cette conférence réunissait, sous la présidence éclairée de Mme Joan Hoey, qui dirige les éditions locales de The Economist et qui est aussi une analyste confirmée de la situation locale, autour du vice-Ministre des Affaires Etrangères M. Euclid Tsakalatos et de Nikos Vettas, directeur de la Fondation pour les recherches économiques et industrielles et professeur d’économie à l’université d’Athènes, divers universitaires :
  1. Andreas Nölke, professeur d’économie, et de relations internationales, à l’université Goethe de Francfort.
  2. Henk Overbeek, professeur de relations internationales à l’université d’Amsterdam.
  3. Giovanni Dosi, professeur d’économie et directeur des études économiques à l’Université de Pise.
Ainsi que votre serviteur.
A - Agenda_Conference - copie 00002

La position officielle de SYRIZA

Cette position fut présentée par M. Tsakalatos. Il a d’emblée reconnu qu’il y avait une contradiction entre les principes de la démocratie et ceux de l’Union Economique et Monétaire (EMU, plus connu sous le nom de Zone Euro). L’architecture de l’EMU a été fautive dès le début (1999) et ne peut faire face, dans les conditions et les structures actuelles, aux problèmes qu’elle rencontre. Après avoir souligné la nature provisoire de l’accord conclu entre la Grèce et ses créanciers (l’Eurogroupe mais aussi le FMI) il a insisté sur les difficultés actuelles de la Grèce, qui fait face à une fuite des capitaux hors du système bancaire (12 milliards d’Euros pour le mois de février) ainsi qu’à une incertitude financière sur sa capacité à effectuer les remboursements de sa dette. M. Tsakalatos a aussi souligné le problème du chômage, qui touche aujourd’hui plus de 26% de la population active et de la fuite des cerveaux, qui présente le risque de vider la Grèce de ses éléments les plus brillants et les plus prometteurs. Dans ces conditions, l’Eurogroupe a pris la responsabilité d’exercer des pressions politiques et économiques de plus en plus fortes sur le gouvernement grec. Mais, il est clair pour tous en Grèce, et ceci a été confirmé par diverses réactions, qu’il est désormais impossible de revenir en arrière, au statu-quo ante tel qu’il était avant le 25 janvier.
Les autorités européennes commettent une grande erreur en décrivant SYRIZA comme un parti populiste. C’est un parti qui a un programme et qui l’appliquera. Les alliances politiques qu’il a passé avec le parti AN.EL. (les « Grecs Indépendants ») et qui mettent une partie de la gauche libérale européenne tant en fureur (tout comme Mme Merkel…) sont de ce point de vue parfaitement logiques. En réalité, le problème se pose pour les partis sociaux-démocrates dans le reste de l’Europe. En adoptant des politiques qui sont de plus en plus éloignées des soucis de leurs électorats, ce sont ces derniers partis qui font le lit des mouvements populistes, voire nationalistes, que ce soit en France, en Italie et même en Grande-Bretagne. Si l’élection d’un nouveau parlement n’impliquait pas des changements importants dans la politique d’un pays, cela signifierait que la démocratie n’existe plus. La question de la souveraineté nationale est donc cruciale.

La dette ou la compétitivité ?

L’une des questions qui fut immédiatement abordée fut celle de savoir si la principale question était celle de la dette ou si celle-ci ne faisait que traduire un problème bien plus important de productivité, pour la Grèce mais aussi pour nombre des pays de la zone Euro. Dans la présentation que j’ai faite (et à laquelle on peut se reporter sur ce blog ici) j’ai indiqué que la dette avait fortement augmenté à partir de 2008 non seulement en pourcentage du PIB (graphique 1) mais aussi en milliards d’euros. Cela traduisait à la fois la forte hausse des taux d’intérêts qui a commencé à pénaliser la Grèce mais aussi les effets délétères des politiques d’austérité.