Steve
Witkoff, apresentou em Moscovo uma proposta dos EUA. Putin considerou
a proposta aceitável como base para negociações sobre o conflito
na Ucrânia. No Alasca Trump hesitou e disse que precisava consultar
Washington e seus aliados europeus antes de responder. Lavrov disse,
ironizando, que Moscovo “esperava uma resposta americana a uma
proposta americana”.
Trump
mudou a posição sobre haver um acordo de paz amplo, e não apenas
um cessar-fogo, ser necessário para acabar com o conflito, para
depois exigir um cessar-fogo completo. Ao mesmo tempo, aprovou
sanções económicas contra duas grandes empresas petrolíferas
russas, a Rosneft e a Lukoil, um ato hostil para Moscovo.
Esses
acontecimentos sinalizam uma desintegração institucional. Uma
superpotência mostra-se incapaz de definir agendas, executar
acordos e cambaleia de crise em crise por meio de intermediários sem
mandato. A política externa de Trump transformou-se em
fanfarronice, sanções e intimidação, desprovida de clareza
estratégica, continuidade ou respeito pela diplomacia como uma arte
disciplinada.
O
declínio é gritante. A abordagem de Trump
é
caracterizada por desordem, contradições e políticas conduzidas
por confidentes pessoais.
Witkoff,
é
um investidor imobiliário
sem experiência diplomática.
A
proposta
de Witkoff, era
uma
retirada ucraniana de Donetsk em troca do congelamento dos combates
ao longo das linhas atuais em Zaporizhzhia e Kherson, concreta o
suficiente para que Putin a aceitasse como base para negociações,
embora
não tenha havido confirmação oficial do lado russo sobre o que
Putin aceitou antes da reunião no Alasca.