É certo que a banca portuguesa tem um processo intenso de pagamento das suas dívidas- desalavancagem- com um grande aumento dos rácios de capital. Mas isto não explica tudo, nem os cortes abruptos nos empréstimos às empresas
Aproveitando os prejuízos resultantes da detenção da dívida pública grega - BCP e BPI-, das insuficientes provisões-imparidades-em relação ao crédito imobiliário e à transferência do fundo de pensões , a banca aumenta as taxas de juro , as comissões, os spreads e cancela contas caucionadas asfixiando as empresas e a economia
.A liquidez fornecida pelo BCE , tem sido utizada pela banca não para fomentar o crescimento económico mas para desenvolver actividades especulativas mais lucrativas.
As restrições crescentes ao nível da concessão de crédito aumentam perigosamente e as empresas portuguesas estão a pagar juros muito próximos do que as empresas gregas pagam para se financiarem .
A banca desculpa-se dizendo que tem havido muitos empréstimos ao sector público que absorvem parte do crédito. Mas a verdade é que a banca ganha e bem com esses financiamentos e no caso do financiamento do Estado esses títulos servem ainda como garantia - colaterais- para se financiar no BCE a 1% a três anos. E uma nova operação destas- operação de refinanciamento a longo prazo vai decorrer no fim deste mês
A banca privada olha para os interesses dos seus accionistas e não do país. O Chamado "credit crunch" está à vista.
1 comentário:
Que se f*da!Esta me*da tem que bater no fundo e arrastar-se,pode ser q então abram a pestana.
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