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7 de julho de 2014

O BANCO Reestrutua Portugal não !

E quando R. Salgado dizia que" reestruturar  "era uma palavra feia !


/7/2014 GES avança com reestruturação de dívida | Económico
FILIPE ALVES filipe.alves@economico.pt 07/07/14 00:05
Espírito Santo Financial Group deixou de poder recorrer à linha de recapitalização da banca.
O Grupo Espírito Santo (GES) deverá anunciar nos próximos dias o seu plano de recuperação, que deverá passar pela venda de activos, pela conversão de dívida em capital e por uma reestruturação ordenada da dívida da Espírito Santo International (ESI), a ‘holding' de topo do grupo, que está em falência técnica. Esta reestruturação deverá penalizar o Espírito
Santo Financial Group (ESFG) e o BES, que detêm centenas de milhões de euros em dívida do grupo.
A admissão foi feita pelo banco suíço do GES, num comunicado citado pelo "Expresso". "O Banque Privée Espírito Santo informa que está a tomar todas as medidas que estão ao seu alcance, para salvaguardar os interesses dos seus clientes com exposição à Espírito Santo International", admitiu o banco num comunicado, depois de alguns clientes terem exigido o reembolso de papel comercial da ESI, no final da semana passada. O banco suíço da família Espírito Santo acrescentou, no mesmo comunicado, que o GES "desenvolveu um plano de reorganização que inclui a reestruturação da dívida da ESI, que se deverá iniciar brevemente".
A confirmar-se, a reestruturação da dívida da ESI deverá afectar todos os credores da holding, a começar pelos investidores que subscreveram dívida do grupo. Mas o BES e as subsidiárias
http://e c onomic o.sa po.pt/notic ia s/npr int/197051
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Rioforte e Espírito Santo Financial Group (ESFG) também serão afectadas, directa ou indirectamente, pela reestruturação da dívida do grupo. A ESFG é a maior accionista do BES, com 25%, mas desde sábado passado deixou de estar sob a alçada do Banco de Portugal (BdP), dado que a separação entre o banco e a família
ficou completa com a nomeação de Vítor Bento para o lugar até agora ocupado por Ricardo Salgado. Isto significa que o ESFG deixa de poder recorrer à linha pública de capitalização da banca, que doravante estará disponível apenas para o BES, se necessário.
O ESFG detém 25% do BES, sendo, por sua vez, controlada em 49% pela Rioforte. Já esta sociedade é detida a 100% pela ESI, a ‘holding' da família descendente do fundador do grupo. Na semana passada, o ESFG revelou que a exposição a dívida do GES ronda os 2,35 mil milhões de euros, mais 71% que no final do ano passado. Já o BES emprestou 980 milhões de euros à Rioforte e ao ESFG, que estão na sua maior parte garantidos por activos do grupo. Mas a exposição do BES a empresas do GES inclui ainda 651 milhões de euros em papel comercial da Rioforte e da ESI
subscrito por clientes de retalho do banco.
O reembolso da dívida da ESI está assegurado por uma provisão especial de 700 milhões de euros constituída no final de Março pelo ESFG, por pressão do BdP. Porém, se o ESFG não conseguir reembolsar os investidores, o BES terá de assumir essa responsabilidade. O grupo tem conseguido reembolsar os clientes, com os 651 milhões de euros em dívida a representarem menos de um terço dos 2,1 mil milhões registados no final de 2013. Já no segmento dos clientes institucionais, a exposição a dívida do grupo aumentou de 1,5 mil milhões para 1,9 milhões. Estes investidores não estão abrangidos pela referida provisão especial.
O grupo conseguiu um balão de oxigénio com uma aplicação, pela PT, de 900 milhões de euros em dívida de curto prazo, que vence no dia 15 de Julho. Mas a renegociação deste financiamento está nas mãos da brasileira Oi.
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O plano de recuperação do grupo deverá incluir a venda de activos em áreas como turismo e a conversão de dívida em capital. A Petróleos de Venezuela é credora do GES em várias centenas de milhões de euros e poderá passar a ser accionista do grupo.
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P.S. 
O governador do Banco de Portugal é apresentado como  o grande artífice da sucessão do BES...Mas a verdade é que só depois da zanga dos primos é que descobriu as pequenas trapalhadas para não lhe chamar outra coisa em que o banco e o grupo estavam metidos....O que já se sabia, o BP fazia de contas que ignorava. Agora dá o aval a uma solução em que os negócios privados ficam com toda a informação  da dívida da Republica e não  só ...
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1 comentário:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Vou partilhar no FB sob o meu texto "Habemus Bento"