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3 de fevereiro de 2022

A Fabrica do Consentimento

 

Um especial do  The Listening Post  comemora 30 anos desde a publicação de  The Making of Consent  e sua relevância hoje. Matt Taibbi, Aman Sethi e Amira Hass também reagem a este importante trabalho de análise crítica de mídia.


Há aquele momento fascinante e frequentemente mencionado de uma entrevista entre o jornalista da BBC Andrew Marr e  Noam Chomsky  em que Marr pergunta: "Como você sabe que estou me autocensurando?" »

"Não estou dizendo que você se censure. Tenho certeza que você acredita em tudo que diz. Mas o que quero dizer é que, se você acreditasse em algo diferente, você não estaria sentado onde está sentado. »

Tão sarcástico como sempre, Chomsky expôs os preconceitos um tanto fantasiosos do establishment jornalístico – e não muito atrás, o conluio da indústria da mídia com o poder político.

Forte? Talvez. Verdadeiro ? Muito frequentemente.

Para muitos de nós que trabalhamos no  Listening Post ,  os insights de Chomsky sobre a mídia  em  The Making of  Consent: The Political Management of Mass Media nos forneceram um guia, cheio de contos de advertência e insights que ainda são controversos até hoje. ..


A Fábrica do Consentimento

 

Une émission spéciale de The Listening Post célèbre les 30 ans de la publication de La Fabrication du consentement et sa pertinence aujourd’hui. Matt Taibbi, Aman Sethi et Amira Hass réagissent également à cet ouvrage majeur dans l’analyse critique des médias.


Il y a ce moment fascinant et souvent mentionné d’une interview entre le journaliste de la BBC Andrew Marr et Noam Chomsky dans laquelle Marr demande : « Comment pouvez-vous savoir que je m’autocensure ? »

« Je ne dis pas que vous vous autocensurez. Je suis sûr que vous croyez tout ce que vous dites. Mais ce que je veux dire, c’est que si vous croyiez quelque chose de différent, vous ne seriez pas assis là où vous êtes assis. »

Toujours aussi narquois, Chomsky a exposé les préjugés quelques peu fantaisistes de l’establishment journalistique – et non loin derrière, les connivences de l’industrie médiatique avec le pouvoir politique.

Sévère? Peut-être. Vrai ? Bien trop souvent.

Pour beaucoup d’entre nous qui travaillons au Listening Post, les idées de Chomsky sur les médias dans La Fabrication du Consentement : La gestion politique des médias de masse, nous ont fourni un guide, plein de récits édifiants et d’idées qui sont encore controversés à ce jour....

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O vírus da extrema direita ataca. É urgente uma adequada vacina.

Portugal era de facto anómalo enquanto a extrema-direita proliferava em vários países europeus. Mas isso foi resolvido: pegaram numa figura com perfil para os media ou promovida a tal e andaram com ela. Não precisam pensar muito, a agenda está de antemão preparada e é servida em qualquer parte do mundo. Mas para que o vírus da extrema-direita alastre é preciso que o corpo social perca resistências, que as vítimas da exploração e marginalização percam a consciência de classe, objetivo central da extrema-direita.

A extrema-direita é mais uma consequência da persistente crise capitalista e do agudizar das suas contradições. É o resultado em termos ideológicos de anos de calúnias contra tudo o que mesmo com leves traços progressistas pusesse em causa privilégios do grande capital e de paranoia anticomunista.

A ignorância política, a promoção do individualismo afasta as pessoas do que socialmente lhes diz respeito, fomenta personalidades  antissociais,  propicia a adesão a teses da extrema-direita. O reformado ou o trabalhador desinformado, com algumas centenas de euros por mês, no limite da pobreza e exclusão social, acaba por se revoltar contra o que recebe, alinhando pela insídia a favor de partidos que lhe retirariam ainda mais direitos e rendimentos.

A extrema-direita diz ser contra o sistema, mas faz suas as reivindicações da oligarquia. É contra a progressividade dos impostos, quer um imposto único sobre o rendimento e toma como preferencial os impostos sobre o consumo, uma ideia perversa para os menores rendimentos, vantajosa apenas para os mais ricos.

Graças ás políticas de direita, Portugal é dos países de maior desigualdade na distribuição da riqueza: em 2017, 10% das famílias com maior riqueza liquida detinham 53,9% da riqueza total das famílias, as 50% mais pobres 8,1%. Em Portugal, segundo informação em 2016, os mais ricos entre os ricos não pagam os impostos devidos e o prejuízo para o Estado estimava-se na ordem dos 3 mil milhões de euros!

A extrema-direita é contra os apoios sociais do Estado, afirmando a boçalidade de que metade do país anda a trabalhar para a outra metade. Não, 99% do país anda a trabalhar para os 1% que fogem descaradamente aos impostos. Perante isto, o que perspetivam é o regresso à "caridadezinha" salazarista, com a "assistência aos carenciados" a ser feita pelas associações de beneficência, igrejas, empresas (!?), autarquias locais, competindo ao Estado o papel de auxílio supletivo. (?)

Os países onde a extrema-direita se instalou, foram cenários de crises e repressão extremas. Com as bandeiras anti-corrupção e eficiência económica, semearam misérias, perseguições, crimes políticos, economias destroçadas e totalmente endividadas, obscenas desigualdades, corrupção contra bens públicos.

Se não fosse a audiência que lhes é concedida direta ou indiretamente pelos media, as políticas da direita e extrema-direita não passariam de mera ignorância e obscuras lucubrações. Mas os “comentadores” nunca analisam as causas, escamoteiam-nas ou deturpam-nas, servem-se dos seus efeitos para criticar tudo o que tenha um aspeto progressista. Agitar a indignação na superfície das coisas é a forma de esconder o poder oligárquico e seus procedimentos.

Os enormes lucros e a extrema desigualdade resultante da exploração capitalista não foram nem são capazes de tirar o sistema da sua crise estrutural. As políticas de "ajustamento estrutural" não só se revelaram totalmente ineficazes para resolver desequilíbrios internos e externos como contribuíram mesmo para propagar as causas da crise. Mas é isso que as políticas de direita continuam a propor. Obedientemente, a extrema-direita não tem outras, além de querer impor mais "disciplina" sobre os trabalhadores restringindo a ação dos sindicatos, apresentados como "grupos de pressão".

Quando se afirma que o "Estado Social tem de ser associado às disponibilidades que o Estado tem", está-se a dizer que as prioridades são as da especulação e da agiotagem fomentada e protegida na UE pelo BCE. Porém, que "disponibilidades" existem ou se criam quando o Estado deixa fugir a riqueza criada no país para paraísos fiscais e entrega ao desbarato a grupos privados empresas públicas lucrativas?

Vale o postulado do liberalismo que "a melhoria das condições de vida da classe trabalhadora é sobretudo um problema de aumento da produção e de organização dos mercados e não um problema de redistribuição de riqueza".

Com isto procura-se que as pessoas fiquem disponíveis para aceitar como sem alternativa e sem reivindicações, as regras ditadas pelos monopólios e pela finança, deixando funcionar o "mercado" e a "livre empresa". É fácil odiar o vizinho sindicalista, o "preto", o cigano, o comunista, difícil é "comentadores" atribuírem o que está mal aos oligarcas com fortunas nos paraísos fiscais, escondidos pela "mão invisível" dos "mercados".

A extrema-direita aparece sempre mascarada de “democracia” (a oligárquica) e liberdade. Também o fascismo salazarista na sua Constituição tinha inscrito a "liberdade de reunião, associação e expressão", suprimida por leis de "segurança". Depois de 1945 foram instituídas "eleições livres" - sabemos (infelizmente) o que esta farsa representou para o povo português: mais repressão.

O avanço da extrema-direita é uma tragédia que tem que cessar. É cada vez mais urgente o esclarecimento militante.

VOX , Chega

 

1Vox intenta convertirse en un puente entre las ultraderechas de Europa y Latinoamérica

O "Passaporte Framboesa"

 

Exploração em Portugal de trabalhadores ao dia , imigrantes atraídos pelo sonho do “passaporte framboesa”

A infação

 Jacques Sapir

DE-EHESS

Membro Estrangeiro da Academia Russa de Ciências

(Este texto corresponde à tradução francesa de um artigo publicado no semanário russo Ekspert na segunda-feira, 23 de janeiro)  

L’inflation atteint aujourd’hui des niveaux inédits depuis ces dernières années, avec en particulier 7% aux États-Unis en décembre 2021 et 5,4% en Allemagne. La reprise économique, qui se fait à un rythme plus rapide que la reprise de l’offre pour des raisons essentiellement techniques, a alimenté cette accélération rapide de l’inflation.

Celle-ci, que ce soit dans les économies de marché avancées et dans les économies émergentes, apparaît aujourd’hui comme tirée par le raffermissement de la demande, les pénuries d’approvisionnement et la hausse rapide des prix des matières premières. Mais, des facteurs inflationnistes de plus long terme expliquent aussi cette hausse de l’inflation. La dégradation de la productivité du travail et la nécessité de mettre en œuvre des investissements importants dans le domaine des infrastructures comme dans celui de la transition énergétique, expliquent le basculement dans un contexte inflationniste.

Les causes immédiates

L’analyse met en lumière trois grands moteurs de l’augmentation de l’inflation globale actuelle. Il y a tout d’abord une reprise de l’activité économique qui est soutenue par des politiques budgétaires et monétaires accommodantes, ainsi que par la libération de la demande refoulée et de l’épargne accumulée durant la crise sanitaire.

Graphique 1

Source : FMI

Il y a ensuite la hausse rapide des prix des produits de base. Enfin, les pénuries d’intrants et la perturbation des chaînes d’approvisionnements contribuent aussi au pic inflationniste que l’on a connu en cette fin d’année 2021.

Graphique 2

Source : FMI

Certains ont suggéré que l’expansion budgétaire, sans précédent, en particulier dans les économies avancées aurait eu un rôle dans ce pic. L’argument est ici que ces politiques monétaires auraient fait baisser le chômage suffisamment pour provoquer une surchauffe. Mais, si des tensions sur le niveau des salaires existent incontestablement, elles sont plus la conséquence de la poussée inflationniste que sa véritable cause.

Graphique 3

Le FMI indique que l’inflation globale et les anticipations d’inflation à moyen terme devraient revenir aux niveaux d’avant la pandémie d’ici la mi-2022. Pourtant, de nombreuses incertitudes subsistent en ce qui concerne les évolutions de l’inflation. Si cette dernière devrait ralentir d’ici la fin du 1er semestre 2022, il est loin d’être établi que l’on reviendra à environ 2 % pour la fin de 2022. Les risques inflationnistes restent orientés à la hausse à moyen terme.

Les perspectives pour les marchés émergents et les économies en développement indiquent également une baisse de l’inflation globale à environ 4 % après un pic de 6,8 % dans le courant de 2022. Mais, là aussi, des risques de hausse à moyen terme sont présent. Le FMI estime donc que les économies avancées devraient faire face à des pressions inflationnistes modérées à court terme, l’impact s’atténuant avec le temps.

Pour les marchés émergents, les estimations de la relation entre le ralentissement de l’activité, la quantité de ressources dans une économie qui ne sont pas utilisées et l’inflation semblent plutôt être plus sensibles à l’inclusion de la période pandémique et des changements structurels qu’elle a apportée. Très clairement, les économistes du FMI n’accordent pas assez d’attention aux facteurs plus structurels de l’inflation. Ils risquent donc d’être désagréablement surpris par la réalité.

Facteurs de long terme

Pourquoi donc ces risques de moyen terme ? La raison en est que l’inflation actuelle a plusieurs composantes. Les causes citées plus haut sont incontestables. Elles devraient cependant s’atténuer et disparaître progressivement durant 2022.

Mais, la crise sanitaire a aussi entraîné dans un certain nombre d’économies, en particulier mais pas seulement en France, une baisse de la productivité du travail. Or, toute baisse de la productivité entraine une hausse des coûts. Cette dernière se répercute de proche en proche dans l’ensemble des activités.

Enfin, les grands plans d’investissement qui ont été décidés dans les principaux pays, aux Etats-Unis mais aussi dans différents pays européens, créent un contexte inflationniste, du moins dans un premier temps. On peut, certes, argumenter qu’à long terme cet effort d’investissement va améliorer l’efficacité générale de la production et devrait donc avoir tendance à faire baisser les prix. Mais, dans un premier temps, tant que ces investissements n’auront pas été réalisés, c’est l’inverse qui se produira.

D’un point de vue macroéconomique, une hausse soutenue de l’inflation dans les économies avancées entraînant un retrait accéléré des politiques d’assouplissement monétaire pourrait perturber les marchés financiers. Les pays émergents et les pays en développement pourraient alors être particulièrement touchés par les effets de contagion résultant des sorties de capitaux et les dépréciations du taux de change, comme on l’a vu lors de l’épisode de contraction monétaires de 2013.

La hausse de l’inflation se poursuivra probablement dans les mois à venir avant de se ralentir. Mais, un contexte inflationniste se maintiendra donc pour plusieurs années. C’est un changement de perspective important par rapport à la situation d’avant la crise sanitaire. La question qui se pose, et qui se posera donc pour les prochaines années, est de savoir comment tant les entreprises que les gouvernements et les autorités monétaires réagiront à ce nouveau contexte.

Conséquences potentielles

La question clé est donc de savoir quelle combinaison de conditions pourrait provoquer une flambée persistante de l’inflation, y compris la possibilité que les attentes ne soient plus ancrées et contribuent à déclencher une spirale ascendante auto-réalisatrice pour les prix.

Dans le passé, de tels épisodes ont été associés à de fortes dépréciations des taux de change sur les marchés émergents et ont souvent suivi la flambée des déficits budgétaire et courant. Les engagements de dépenses publiques à plus long terme et les chocs externes pourraient également contribuer au désancrage des attentes. De même, un dépassement prolongé de l’objectif d’inflation fixé par les autorités pourrait entraîner un désancrage des anticipations.

Le risque que l’inflation s’engage dans une spirale incontrôlée existe, même si il n’est pas aujourd’hui dominant.

La pandémie a, on l’a vu, déclenché d’importants mouvements de prix dans certains secteurs, notamment l’alimentation, les transports, l’habillement et les communications. Il est frappant de constater que la dispersion ou la variabilité des prix entre les secteurs est restée jusqu’à présent relativement modérée, en particulier par rapport à la crise financière mondiale.

Mas, essas projeções vêm com uma incerteza considerável e a inflação pode ser elevada por mais tempo. Os preços globais dos alimentos aumentaram cerca de 40% durante a pandemia, um desafio particularmente agudo para países de baixa renda, onde essas compras representam uma grande parte dos gastos do consumidor. Os preços podem aumentar muito mais rapidamente no caso de interrupções contínuas na cadeia de suprimentos, oscilações acentuadas nos preços das commodities e expectativas não ancoradas.

No entanto, quando as expectativas não estão ancoradas, a inflação pode decolar rapidamente e ser dispendiosa de controlar. Os formuladores de políticas devem, portanto, distinguir entre fatores cíclicos, que devem desaparecer gradualmente ao longo de 2022, e fatores mais estruturais. Eles terão que manter seu apoio à recuperação e estar prontos para agir rapidamente no caso de processos inflacionários descontrolados.

Os limites de ação devem incluir os primeiros sinais de desancoragem das expectativas de inflação. As autoridades devem estar atentas aos prenúncios de uma tempestade de preços, sinais que podem ser benignos individualmente, mas que, quando combinados, podem levar a aumentos muito mais rápidos do que o esperado nas previsões do FMI. O pragmatismo e não a ideologia deve ser a regra na política monetária.(tradução Google)

1 de fevereiro de 2022

Notas eleitorais

 1- Deram os parabéns ao PS , mas quem os merecia era a comunicação social e a sua fantástica manipulação de massas com relevo para a RTP

2-É  certo que as sondagens não  votam mas dão uma grande ajuda na campanha de manipulação de massas. Porque é  que não houve voto útil no Medina ,nem mobilização do PS?

Porque as sondagens davam a vitoria folgada a este e ..portanto como eram favas contadas..nem havia o perigo do Ventura...
As ditas sondagens e os ditos estudos  de opinião alimentando o taco a taco ,mostrando que o PSD podia ganhar com o Ventura permitiu a campanha  de que uma força  fascizante e um partido que nos retirou os subsidios de férias ,as pensões e até os feriados poderiam ganhar e mobilizou o medo e o voto dito útil no PS...As sondagens estiveram ,como no passado todas erradas ,serviram como sempre para campanhas de propaganda. As únicas que sempre estão mais perto dos resultados reais são as feitas à  boca da urna ,porque aí já  é  com uma amostra grande e efectiva .
E são  essas que as pessoas retêm  na sua memória dando depois no futuro , credibilidade às  sondagens em geral. Ora a verdade é  que  a maioria são uma verdadeira aldrabice e ou são  tecnicamente debéis ou são para formar opinião. Uma sondagem a sério  fica muito cara  pois a dimensão da amostra e a sua composição é  fundamental. Quem já  trabalhou nesta área  sabe bem como estas são feitas e utilizadas. 
Depois o medo da direita ainda foi facilitado por um governo do PS que tinha aprovado medidas positivas. É  certo a maioria destas foram propostas e arrancadas ao PS designadamente pelo PC mas isso só  facilitou a propaganda do PS de que este governo devia continuar  que o Orçamento devia ter  sido aprovado . Esta era a percepção de muitos e à  esquerda.
 Por exemplo a degradação efectiva do SNS , por deliberada falta de investimento(Centeno , Leão)  e por andar a alimentar os grandes grupos  de saúde  privados é  menos intuida pela população em geral devido ao papel positivo  que o SNS desempenhou na pandemia..
Todo este quadro permitiu ao PS ter uma posição  de total intransigencia  nas negociações do Orçamento nomeadamente na recusa de vir a anular os golpes na legislação  laboral de Passos Coelho e  no salário mínimo em que A Costa não  cedeu  nem um cêntimo em relação à  proposta inicial. 
Mas a generalidade da população não se deu conta dessa intransigência , nem da chantagem do PR e a percepção que havia em muito povo da esquerda é  que apesar de tudo o governo devia continuar... o que facilitou a propaganda fácil e falsa do PS do "Orçamento melhor de sempre "  "de que não havia razões para o  seu chumbo ", "de que não  fez sentido ter se  votado contra o  Orçamento na Generalidade sem sequer debater na especialidade..".
E esta questão chave das razões pelo qual se chumbou o Orçamento  não  teve no imediato  uma resposta  clara e sem margem para duvidas  da parte daqueles que sabiam bem de quem era a responsabilidade.
As primeiras respostas não foram preparadas devidamente , foram subestimadas e isso foi um erro crasso .
 Depois a comunicação social  nunca   deu mais  relevancia ao tema e começou a depender se a tese de que mais do que discutir o passado importava discutir o futuro , tese que o Bloco também  alimentou ..por já  ter chumbado duas vezes o dito.
Mas o PS fazendo de conta que sim ,  que o futuro é  que interessava  discutir nunca deixou cair a questão, responsabilizando nomeadamente  e injustamente o PC e menos o Bloco , pelas eleições antecipadas , como se viu no debate entre os líderes dos partidos...
Depois o preconceito anti comunista e o medo de o PSD ganhar com o Chega apagou o que verdadeiramente estava em causa desde o primeiro dia, a maioria absoluta do PS ou o verificar se uma maioria de esquerda na AR ... E como é  evidente o "quem vai ser o partido vencedor? ", "Quem vai ser o primeiro ministro ?" ...martelado todos os dias fez o resto... ... E como é  evidente também, a  tese  da estabilidade e o sonso de Belém  fecharam o círculo. 

3- Na noite das eleições o representante dos Liberais na RTP disse que preferia o PS com a maioria absoluta do que o PS dependente dos partidos à  sua esquerda..clarinho...Opinião também partilhada pela CIP e pelo grande patronato que já  pediu um encontro com Costa para lhe apresentar 10 medidas ...porque o país nao pode continuar ..." com um crescimento  anémico..".Não perdem tempo . Já têm a marmita estendida na mesa do Orçamento