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8 de setembro de 2025
7 de setembro de 2025
Notícias alarmantes sobre a situação em torno do Irão
Adensam-se as ameaças de guerra contra o Irão. Os remanescentes países ocidentais do acordo nuclear iraniano de 2015, JCPOA, Reino Unido, França e Alemanha, iniciaram um processo para reimpor todas as sanções da ONU contra o Irão, alegando que violou os termos do acordo.
Uma declaração conjunta notificou o CS da ONU de que Teerão estava "em incumprimento significativo de seus compromissos sob o JCPOA" e deu um aviso prévio de 30 dias "antes do possível restabelecimento das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas anteriormente rescindidas". A menos que o Conselho intervenha para bloquear o processo as sanções da ONU serão automaticamente restabelecidas em 27 de setembro.
A declaração é um ato de sofisma, uma vez que foram os EUA que abandonaram unilateralmente a JCOPA em 2018 e as três potências europeias ignoraram seus compromissos de suspender as sanções contra o Irão, o que levou Teerão a retomar a atividade de enriquecimento de urânio, embora o lado iraniano estivesse pronto para restabelecer a JCOPA desde dezembro de 2022.
Ignoraram também o procedimento prescrito, reduzindo os outros dois membros permanentes do CS a meros espectadores sem nenhum papel no assunto. A Rússia e a China opuseram-se a isso e a Rússia, com o apoio da China, pediu uma prorrogação do prazo por mais seis meses pelo CS como medida provisória para evitar um impasse com consequências perigosas e trágicas.
6 de setembro de 2025
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5 de setembro de 2025
Liberalismo, a religião do lucro privado
Mas não um lucro qualquer, o lucro monopolista que a própria concorrência ajuda a consolidar. Liberalismo, neoliberalismo, democracia liberal (atrás da qual se esconde o liberalismo social-democrata), economia neoclássica, são basicamente nomes que na atualidade se referem ao sistema económico e social vigente no ocidente.
Na economia clássica o grande capital assumia o controlo da finança colocando-a ao serviço do seu poder industrial e serviços. Na neoclássica, grande capital coloca a indústria e serviços ao serviço da finança, que continua a controlar.
A propaganda liberal domina o pensamento económico do ocidente, a literatura e os grandes media, sem sofrer contestação, apesar dos seus dogmas e postulados sobre a "concorrência perfeita" (com monopólios e oligopólios!) e o equilíbrio competitivo estarem na teoria e na prática mais que demonstrado estarem errados, ilusões baseadas em falácias.
A primeira é o crescimento. Mas as economias liberais foram muito menos bem-sucedidas do que as economias administradas coletivamente como a história e a atualidade comprovam. Se o crescimento fosse uma prioridade então a indústria, infraestruturas, sistema educacional, saúde, não podiam estar subordinadas ao lucro privado, mas sim às opções coletivamente assumidas, como as consagradas na Constituição. Com o neoliberalismo o crescimento produtivo - o que satisfaz as reais necessidades das pessoas - praticamente desapareceu substituído pela especulação financeira e imobiliária, satisfazendo a ordem financeira.

