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15 de junho de 2020

Que reajuste da economia



Fuentes: Observatorio de la crisis 
En una reciente reunión virtual el heredero de la monarquía británica, el Príncipe Carlos habló con la jefa del FMI, Kristalina Georgieva. La perorata de Carlos formó parte del lanzamiento de “El gran reajuste”, un proyecto en el que participan el FMI y la “Iniciativa de Mercados Sostenibles” del Príncipe de Gales.
Carlos hizo un llamamiento para un reajuste de la economía mundial para que esta sea más «sostenible» una vez que la pandemia de la COVID disminuya en el planeta.
Creo que es la primera vez que estoy de acuerdo en algo que dice un miembro de una «familia real». Tiene razón Carlos; necesitamos reajustar la economía mundial porque la pandemia ha puesto en evidencia la cruda realidad de un sistema depredador.
Por supuesto Carlos no tiene en mente reemplazar el modo de producción capitalista, sino simplemente quiere que el capitalismo funcione mejor con un «desarrollo sostenible».
Escrito por sus asesores el príncipe esbozó un «plan de cinco puntos».En primer lugar, dijo, que debemos reconocer «la interdependencia de todos los seres vivos». En otras palabras, reconoció la existencia de una ruptura del vínculo entre las seres humanos y la naturaleza. 
Con esta afirmación Carlos, sin saberlo,  estuvo de acuerdo con el análisis de Marx y Engels que hace más de 150 años explicaron cómo el desarrollo del modo de producción capitalista ha abierto una «brecha metabólica» entre los humanos y la naturaleza.
Hoy el afán de lucro del capitalismo ha extendido de manera incontrolada la industrialización y la urbanización mundial. Junto al aumento de la población mundial el crecimiento de la productividad no ha tenido en cuenta el medio ambiente y la naturaleza, se ha agredido a la vida silvestre, tanto la flora como la fauna. 

2020

Tal como 2008 foi o ano em que muitos descobriram que a banca e os banqueiros não eram as entidades sérias que nos impingiam , que autênticos gangsters estavam à frente do sistema financeiro , que tudo podia falir menos os grandes bancos, que os grandes banqueiros escapavam à prisão , que a factura da crise era paga pelos suspeitos do costume na velha prática  de socializar os prejuízos e privatizar os lucros e que boa parte dos partidos políticos  tinham sido financiados nas suas campanhas pelo sistema financeiro e eram seus representantes , também 2020 é o ano em que muitos já descobriram que sem um bom sistema nacional de saude teria havido uma mortandade , que entregues aos privados a  esmagadora maioria estava tramada .
 Descobriu ainda como entidades de saúde e revistas tidas por monumentos científicos são influenciadas e manipuladas pelo lucro , pelos  interesses da grande industria farmaceutica e que , no campo da saude,  há quem não olhe a meios para vender "gato por lebre" , e fazer fortuna...
Descobriu  também que o vírus pode atacar todos , mas que há , no plano social, uns que estão mais expostos do que outros , que há uns que para sobreviverem têm de pôr em risco a própria vida , têm de trabalhar "desconfinadamente", para terem de comer e dar de comer aos seus filhos ...
Que não estamos , nem nunca estivemos no mesmo barco .

14 de junho de 2020

Mini bombas atómicas

Os preocupados com o CO2 , com a saude do planeta , com o futuro do ser humano ,não têm nada a dizer ? Haverá alternativa C , visto que dizem que B não há ? Para os ambientalistas a corrida aos armamentos nada tem a ver com o Planeta ?
"O Pentágono confirmou nesta semana que, pela primeira vez, armou alguns de seus submarinos com mísseis nucleares de longo alcance, que possuem menor poder destrutivo em comparação com as ogivas existentes. Essas chamadas “mini-armas nucleares” representam - apesar do nome de som diminuto - um risco acrescido de guerra nuclear.
Ler original  em inglês :https://www.strategic-culture.org/news/2020/02/07/us-deploys-mini-nukes-in-deplorable-threat-to-world-peace/
ou tradução em Francês:
Le Pentagone a confirmé qu’il a, pour la première fois, armé certains de ses sous-marins avec des missiles nucléaires à longue portée qui ont un pouvoir de destruction plus faible par rapport aux ogives existantes. Ces « mini-nukes » représentent – malgré un nom évoquant une capacité de destruction moindre – un risque accru de guerre nucléaire 

O Euro é um fracasso



Dans un entretien au journal néerlandais « Trouw » (22/05/2020), le chrétien-démocrate Bert de Vries dresse un bilan très négatif de la monnaie unique européenne et préconise un retour du florin aux Pays-Bas. (Um Euro para o exterior e moedas nacionais em cada país)


Bert de Vries, professeur d’économie à l’Université Érasme de Rotterdam, a été président du parti-chrétien-démocrate (CDA) au début des années 1980, ministre des Affaires sociales et de l’Emploi entre 1989 et 1994, puis ministre de l’Agriculture et des Pêches.
Dans son livre Le capitalisme a déraillé, le responsable bien connu du CDA écrit que « l’euro continue d’accroître les inégalités entre les États membres de l’UE, nous devons retourner en partie au florin.« 
En tant que ministre des affaires sociales, Bert de Vries a été étroitement associé aux débats sur l’unification monétaire de l’Europe et l’introduction de l’euro au début des années 1990. Avec son collègue des affaires économiques et membre de parti Koos Andriessen, il avait quelques hésitations sur le projet : les choses n’allaient-elles pas trop vite avec la nouvelle monnaie unique ? L’Europe était-elle vraiment prête pour cela ? Mais les deux membres du CDA finirent par accepter l’euro.
Une trentaine d’années plus tard, De Vries, 82 ans, regrette son choix de l’époque : « Je regrette de ne pas avoir résisté et je m’en veux. Ce fut l’une des décisions les plus importantes que nous ayons prises au cours de ce mandat, avec des conséquences très importantes. Nous avons accepté cela trop facilement« .

Sistema bancário


Esses presentes que mantêm a amizade


Para não acrescentar mais e evitar o contágio, os atores das finanças são objeto de todas as atenções. Os bancos ainda são os queridos filhos, devido ao papel que lhes é atribuído no estímulo e na atividade econômica em geral. Começa com a indulgência, os reguladores que desviam o olhar e continua com as modificações e adiamentos das reformas prudenciais. Sem mencionar a taxa de doação dos bancos centrais, que os borrifa com liquidez abundante.

Seria pedir muito

Seria pedir muito que as empresas que apenas deixaram de ganhar tanto como ganharam em períodos anteriores ou períodos homólogos ou que os lucros que tiveram em períodos homólogos e anteriores cobrissem os prejuízos do confinamento ou que os prejuízos tivessem sido menores do que calcularam,  devolvessem o que receberam a mais  das ajudas publicas? A CIP , CCP e CAP...darão uma palavrinha...De Belém virá comentário favorável?
E seria exigir muito que as empresas que estão a pagar impostos na Holanda e em outros paraísos fiscais devolvessem as ajudas e ficassem excluídas das futuras verbas da UE se continuassem com as mesmas práticas ?
Pode ser um bom golpe publicitário É . Mas mostra  também como muitos vão ganhar com a pandemia tendo sacrificado milhares de trabalhadores e suas famílias

Ikea quer devolver apoios que recebeu de Portugal durante "período difícil"

A companhia sueca diz que o impacto da pandemia não está a ser tão forte como se temia, pelo que pretende negociar com os países que deram apoios a devolução dos fundos recebidos.

"Em Portugal será este pagamento do lay off simplificado que a Ikea pretende agora devolver. A companhia assinala que as negociações com os governos estão ainda numa fase inicial e está ainda a avaliar como poderá proceder à devolução dos fundos, até porque os esquemas de apoio diferem de país para país."
Repare se ,por exemplo, na Zara que diz que sofreu um prejuízo histórico. 
O grupo  Inditex que é proprietário das cadeias de lojas Zara , Massimo Duti , Bersnka e Oull &Bear teve entre Fevereiro e Abril perdas de 409 milhões de €..
Mas tiveram  de 734 milhões de€lucros no mesmo período. Os lucros que tiveram em igual período do ano passado foram superiores em 325 milhões aos prejuízos deste ano . Gabam se ainda de terem tido " um estrito controlo dos gastos operacionais " que desceram 21% e das vendas pela net terem disparado pelo que vai encerrar lojas ..
 A pergunta a fazer é esta : quanto é que descarregaram  de custos para cima dos trabalhadores , suas famílias e contribuintes e quanto irão distribuir de dividendos aos  seus accionistas e de prémios aos seus gestores.?.. A Zara é apenas um exemplo das muitas Zaras que dirão que estamos todos no mesmo barco .
Veja se o caso da Banca , que continuou na especulação e a alimentar -se das escandalosas comissões e mais comissões . O governo avançou com uma medida política , simbólica, sobretudo de propaganda  , uma "contribuição especial sobre o sector bancário que será consignada ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social. e que entala e silencia Rui Rio depois da sua tirada para a plateia na A. R . 
Pois bem , de imediato Faria de Oliveira ,o presidente da Associação dos bancos estrangeiros  e da Caixa , Montepio & banquetas veio reclamar que a Banca estava a ser "discriminada "  argumentando inclusivamente com a ficção do "Fundo de Resolução"  e o sapiente e "sempre do lado certo" Daniel Bessa veio  alertar-nos para o  sector que vai ter prejuízos óbvios . Pois . Mas os problemas da banca em Portugal, na UE e não só,  não existiam antes , num sistema bancário que não aprendeu nada com a crise de 2007 /2009 e que continuou com as mesmas praticas vivendo ligada à maquina dos Bancos Centrais ?
 E não deixaram de distribuir dividendos , nem os seus gestores de receberem "paupérrimos prémios", não é verdade  ...
 Diz o famoso Bessa que numa economia saudável a Banca está de saúde ... Qual banca ? A portuguesa está praticamente reduzida à Caixa...
 A banca cria moeda "bem publico " que por isso mesmo, não devia estar sob a gestão dos interesses individuais , privados, de grupo , dos seus caprichos ,vaidades e egoísmos , podendo arrastar para o precipício toda a economia ( o BES , BPN , BPP , BANIF.., não nos diz nada.), nem devia estar a ser regulada por governadores amanuenses do BCE , isto é pelos  Carlos Costas deste país...
Por isso não nos venham falar dos problemas da banca , nem das"Chorudas"privatizações . 
Se tivesse havido uma operação "mãos limpas" na altura , como houve em Itália , muito poucos certamente estariam cá fora.


13 de junho de 2020

Contratos magnificos

Publica se esta noticia para se chamar a atenção para este contrato e para os que existem nas PPP . Será por isso que o PSD defende as PPP muito especialmente na saude ? 

https://www.publico.pt/2020/06/12/sociedade/noticia/exministro-arlindo-carvalho-socio-pagam-22-milhoes-causa-divida-bpn-1920339?fbclid=IwAR0FBAhviuK9Y2TRW3dUUbrRRivlJB_TCJ36ZXFx0fkslFSKF0nj9Dp-Cb4

Arlindo de Carvalho, ministro da Saúde de Cavaco Silva, e o seu sócio, José Neto, pagaram ao Estado uma dívida de 22 milhões de euros para evitarem cumprir uma pena de prisão de seis anos.

O esquema usado tinha ainda outra componente que não passou despercebida às autoridades: no contrato de promessa compra e venda celebrado entre as empresas do grupo Pousa Flores e o BPN havia uma cláusula que previa que o banco se obrigava sempre a comprar os activos, em qualquer circunstância, pelo valor dos créditos, mais juros e comissões pagas aos dois sócios. Já a Pousa Flores não estava obrigada a vender os activos ao BPN se encontrasse outro negócio mais vantajoso. Ou seja, se o negócio corresse mal, Arlindo de Carvalho e José Neto entregavam os bens ao banco e ficavam livres de quaisquer encargos e ainda recebiam as comissões. Causaram ainda estranheza os acordos feitos entre os dois sócios da Pousa Flores e Ricardo Oliveira, que, segundo a acusação, compraram imóveis por preços dez vezes superiores aos de mercado.



O ex-governante e o sócio foram condenados por burla qualificada e fraude fiscal no âmbito do caso BPN.Mas nós continuamos a pagar o BPN