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2 de janeiro de 2026

Israel na defesa dos valores do ocidente

 Claro que faz uns erros, mas desculpáveis entre amigos. Faz parte da Europa, entra em festivais cançonetistas e nem pensar em sanções. Se comete erros é porque está rodeado de inimigos e terroristas, tem direito à defesa. É a política oficial da UE. Que aliás conta para nada.

Alguns países fizeram a farsa de reconhecer o Estado Palestino, será que isso deu calorias e vitaminas a Gaza? Nem uma. Pelo contrário, nem um único comentário condenatório da prisão de Greta Thumberg e companheiros quando transportavam ajuda humanitária para Gaza. Os "valores europeus" não chegam a tanto.

Em plena concordância com Israel, Greta também foi presa na Alemanha numa manifestação a favor da Palestina, com a acusação de apoiar o terrorismo! Na Alemanha, RU, Países Baixos, França, entre outros, apoiar a Palestina tem dado origem a prisões e repressão policial.

Os EUA reprimem o apoio à Palestina, mas começam a olhar para o Médio Oriente como uma armadilha de que não conseguem desembaraçar-se. As relações com os países árabes, designadamente a Arábia Saudita, só estarão normalizadas com a resolução da questão palestina. Na Europa não percebem isto, dada a "clarividência" dos seus políticos.

A nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA menciona Israel apenas seis vezes, e apenas duas vezes no contexto da segurança nacional dos EUA, o que colocou Israel em transe.

1 de janeiro de 2026

10 a 1, a favor dos "comentadores"

Por cada comentário consistente com a realidade são emitidos dez, ou mais, ao nível da propaganda ou mesmo do delírio esquizoide. A reunião de Trump com Zelensky primeiro foi apresentada como uma deceção, porém rapidamente se transformou em imaginárias vitórias para o fantoche de Kiev.

Não será fantoche demasiado depreciativo? Talvez, mas o que dizer quando um indivíduo que ocupa ilegalmente funções de presidente que de acordo com a Constituição seriam do presidente do Parlamento, envolvido em corrupção e que se limita a papaguear o que os belicistas europeus decidem. Enquanto isto as baixas acumulam-se ao nível de 40000 por mês, o que resta da infraestrutura vai sendo destruída e o país subsiste na pobreza com o dinheiro que vier de fora sem se saber quem e como será pago.

Mas têm os "comentadores" razões para debitar cantigas de vitória? Que recolheu Zelensky? Entrega de armas e defesa aérea? Não. Mais dinheiro? Não. Apoio para retomar as regiões que em referendo passaram para a Rússia? Não. Bem, tem assegurada segurança da parte dos EUA por 15 anos. Mas isto nada custa aos EUA, cuja política oficial é que a Rússia não vai atacar a NATO e parará a guerra com um acordo de paz.

30 de dezembro de 2025

A terceira guerra mundial não vai acontecer

 A terceira guerra mundial tão desejada pelos europeístas não vai acontecer. A atual doutrina de segurança dos EUA procura adaptar-se às realidades atuais. No essencial reconhece a existência do mundo multipolar, com três potências dominantes: os EUA, a China, a Rússia.

Pode perguntar-se: e a UE? A UE não existe em termos geopolíticos, por isso é inútil falar-se em PIB e população, o que existe são países que vão estabelecendo acordos em múltiplas reuniões, dentro das suas grandes fragilidades económicas, financeiras, sociais, militares.

Esta situação é consequência direta da guerra na Ucrânia, que continuam a alimentar, com os felizes propagandistas pondo a Rússia ao nível da bancarrota, com inflação descontrolada e a população opondo-se à guerra. Não vale a pena contrariá-los, o FMI trata disso ao considerar o rublo a moeda com melhor desempenho em 2025.

A UE como instituição é dominada por uma burocracia alojada na sua Comissão e por uma maioria irresponsável no PE. As burocracias caracterizam-se por ignorar a realidade, aterem-se aos formalismos que suportam o seu estatuto e respetivos privilégios, nada pequenos neste caso. Mas são irrelevantes, exceto para falar grosso com os países de segunda ordem, com políticos submissos, que querem ser bons alunos (de quê?!).

Espalhando entre a opinião pública o sentimento de russofobia e as ilusões de que a Rússia está a perder a guerra, com objetivos militares e refinarias a serem destruídos, os belicistas vivem no desejo de prolongar a guerra até Trump sair da Casa Branca e regressarem os neocons.

28 de dezembro de 2025

O maior inimigo de Israel é o próprio Israel

 O HTS, anteriormente Al Nusra, o grupo armado que invadiu a Síria em dezembro passado, é um projeto do estado profundo turco e britânico. Al Jolani, foi recrutado e treinado pela inteligência britânica desde 2011, quando o ataque à Síria começou, com o objetivo de recuperar o domínio colonial britânico sobre o país. O maior patrono político de Al Jolani foi, o ex-primeiro-ministro Tony Blair com o seu ex-chefe de gabinete Jonathan Powell.

Chegou a haver uma recompensa de 10 milhões de dólares pela captura de Al-Jolani como terrorista, mas as coisas mudaram... Entretanto, Tony Blair, foi afastado das negociações de paz de Gaza, Trump tirou o papel de liderança na Síria aos britânicos e em 15 de outubro Jolani, visitou Moscovo e depois esteve na Casa Branca. 

O embaixador dos EUA na Síria, Tom Barrack, em entrevista, disse que as tensões entre os EUA e Israel em relação à Síria atingiram um ponto de ebulição sem precedentes: "O presidente Trump disse a Netanyahu para recuar, senão..."

26 de dezembro de 2025

O que se vai sabendo em vários pontos

1 )A Ucrânia é um ninho de víboras — Hunter, filho de Biden.

Em 2014, entrei no conselho de administração da empresa de gás ucraniana Burisma Holdings, que, apesar da minha falta de experiência no sector, me pagava cerca de 1 milhão de dólares por ano. 

"Não é que fossemos invisíveis, mas o mundo escolheu não nos ver."

🇵🇸 A jornalista e escritora de Gaza, Saja Hamdan, fica emocionada  ao expor o colapso moral dos meios de comunicação e sistemas políticos globais em pleno genocídio em curso de Israel em Gaza.


Hamdan diz que, após dois anos de abate implacável, a hipervisibilidade não trouxe justiça ou protecção, mas, em vez disso, revelou a cumplicidade política e mediática deliberada, com os meios de comunicação a suavizar a linguagem, os governos a ignorar os protestos em massa e as chamadas democracias a silenciar a vontade dos seus povos.

A prenda de Natal de Pistorius

Diz o Ministro da Defesa Alemão, Boris Pistorius, em entrevista ao Die Zeit: "De acordo com as minhas estimativas, Putin não está a procurar uma guerra mundial em grande escala contra a NATO. Ele quer destruir a aliança a partir do interior, minando a sua unidade". Mas não é o único, o presidente finlandês também acha que a Rússia não está interessada em atacar os países da aliança. E Macron pede a Putin para ser recebido em Moscovo. Também neste período natalício, a Estónia concluiu que um drone que tinha caído no seu território, era ucraniano... Drone que servira antes para alertar a Europa para uma guerra iminente com a Rússia.

Isto acontece depois da famosa reunião dos 90 mil milhões, com Merz a querer a Alemanha com o maior exército da Europa - com que dinheiro?! - foi derrotado, com Macron a tirar-lhe o tapete debaixo dos pés. O discurso vai mudando, a impotência económica, militar, social, vai sendo reconhecida, a narrativa de que a Rússia vai mover uma guerra contra a NATO e invadir a Europa perde força, esbate-se, deixando Starmer mais sozinho, enquanto não for corrido de PM como a esmagadora maioria dos britânicos deseja.