Linha de separação


10 de agosto de 2015

O “projeto europeu” e os números

Estagnação, recessão, endividamento, desemprego, pobreza

 
PIB (1)
variação em % em 7 anos  2008-2014
Dívida pública
variação %
2008-2014
Dívida pública
2014 em % do PIB
Variação emprego (milhares)
2008-2014
 
Pobreza
2013
UE 28
+0,2
+ 55,8
88,6
- 4 412,7
24,5
Zona Euro
- 1,4
+ 44,4
94,3
- 4 591,3
23,1
Alemanha
 +3,9
+ 30,2
74,7
+1 793
20,3
França
+ 2,0
+ 15
95,1
+11
18,1
Itália
- 8,0
+ 27,8
132,1
- 1 043,8
25,8
Espanha
- 6,0
+ 135,1
97,7
- 3 906,1
27,3
Irlanda
+ 0,4
+ 155,4
109,6
- 214,9
29,5
Grécia
- 25,5
+ 19,8
177,1
- 950,3
35,7
Portugal
- 7,5
+ 75,7
130,2
- 581,8
25,8
Segundo dados AMECO. Pobreza, dados Eurostat.
1 - PIB a preços constantes, base 2010
 
Entre 2008 e 2014 os juros da dívida pública tiveram um crescimento de 54,4%, atingindo um total de 48 759 milhões de euros, quase 30% do PIB (em termos reais) em 2014.
O endividamento constitui o aspeto central da política da UE. O montante da dívida externa e do serviço de dívida constituiem um índice do grau de exploração suportado pelos povos estabelecendo-se uma hierarquia na qual os países com dívidas insustentáveis perdem direitos de soberania e democráticos em benefício dos credores por via de processos imperialistas.
O impacto do endividamento leva à recessão e ao aumento das distorções e desequilíbrios existentes. Assim na UE e muito particularmente na zona euro as economias nacionais tomaram comportamentos divergentes.
A UE é um falhanço, como os números mostram, independentemente de algumas variações cíclicas que não atenuam o andamento geral.  Uma  recuperação consistente não é possível com os níveis atuais de endividamento e serviço de dívida que não permitem o investimento necessário nem os défices da BC que se produziriam com os critérios da UE (sem possibilidade de políticas públicas e de defesa da produção nacional).
Por muito que a propaganda  "europeísta" proclame não há saída para a crise sem a resolução dos constrangimentos e bloqueios fundamentais em que o país está envolvido: a questão do euro e dos tratados da UE.

1 comentário:

Francisco Manuel Gentil Apolónio disse...

É o resultado desta dita UE criada para servir o grande capital transnacional e das políticas dos governos para o efeito implementadas!