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15 de junho de 2026

Mar negro e mar de Azov

 Por que será que a UE e o ocidente em geral silenciaram e não comentaram a noticia seguinte :

"A Rússia venceu a arbitragem internacional sobre os direitos dos estados costeiros no Mar Negro, no Mar de Azov e no Estreito de Kerch."
 
A Rússia venceu a arbitragem internacional sobre os direitos dos estados costeiros no Mar Negro, no Mar de Azov e no Estreito de Kerch, informou o Ministério das Relações Exteriores russo nesta segunda-feira.

“Hoje, o Tribunal Permanente de Arbitragem em Haia proferiu sua decisão final na arbitragem que dura há dez anos entre a Federação Russa e a Ucrânia sobre os direitos de um Estado costeiro no Estreito de Kerch, no Mar de Azov e nas águas do Mar Negro ao redor da Crimeia. Composto por cinco árbitros independentes, o Tribunal chegou a uma decisão unânime. Este caso, que possui importantes dimensões geopolíticas, jurídicas internacionais e históricas, resultou em uma vitória convincente para a Rússia”

Os esforços de Kiev para contestar a soberania da Rússia sobre a Crimeia  e as águas adjacentes fracassaram, afirmou o ministério. "As numerosas exigências da Ucrânia, acusando a Rússia de violar dezenas de artigos da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, foram rejeitadas... A arbitragem negou à Ucrânia a devolução do controle sobre os hidrocarbonetos, peixes e outros recursos nas águas da Crimeia e do Mar de Azov, bem como qualquer 'compensação' e 'reparação' da Rússia pelo seu uso e pelos alegados 'danos'", declarou o ministério. A Ucrânia e o Ocidente não conseguiram declarar o Estreito de Kerch "internacional", garantindo o direito de passagem para navios de todos os Estados, acrescentou o ministério.

"A exigência absurda e cínica da Ucrânia de desmantelar a Ponte da Crimeia foi rejeitada... As alegações do lado ucraniano sobre a suposta obstrução da Ponte da Crimeia por navios nessas águas foram consideradas infundadas", afirmou o ministério.

O tribunal de arbitragem de Haia rejeitou o pedido de Kiev para que a declaração de soberania da Rússia sobre todo  o Mar de Azov fosse reconhecida  como uma violação do direito internacional, afirmou o ministério.

    Ana Sousa

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