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1 de abril de 2021

Vacinas

 1- A jornalista Clara Barata  hoje no Público tem uma secção de perguntas e respostas sobre a Sputnik 5, em que repete argumentos falsos de forma preguiçosa  elaborados pelos lobbies dos laboratórios ocidentais sem se preocupar de os confirmar ou contrastar com outras informações. Repete que o nível de vacinação na Rússia é pouco elevado porque as pessoas não têm confiança na vacina russa quando o que se passa é precisamente o contrário. Em termos absolutos os milhões de vacinas já utilizados na Rússia é praticamente igual ao dos EUA e Inglaterra com uma diferença, a Rússia tem exportado milhares de vacinas e a situação ao longo de toda a pandemia e actualmente não tem comparação com os desastres sanitários e mortes nos EUA e Inglaterra Tanto a Rússia como a China sempre disseram que nenhum país estava em condições de produzir para o mundo e que por isso dariam prioridade á sub contratação e o licenciamento da fabricação noutros países o que tem acontecido entre outros com a Sérvia, Brasil, India, Hungria... Pena é que por egoísmo e busca do máximo lucro os laboratórios anglo americanos não o tenham feito Se o tivessem feito a UE não estaria na situação em que se encontra. 

2- Cuba está a trabalhar com a China para lançar o projeto Pan-Corona e conseguir outra vacina contra   novas mutações do vírus SARS-CoV-2 , que causam o covid-19, o objetivo é conseguir um  medicamento de amplo espectro  contra "diversos coronavírus."

A Ficção

 A ficção do Fundo de Resolução

Novo Banco

"O relatório da auditoria ao especial “explica com clareza” como funciona o mecanismo de capitalização contingente (CCA) e evidencia, com referência a 31 de dezembro de 2019, que os valores pagos pelo Fundo de Resolução foram inferiores em 640 milhões de euros às perdas registadas nos ativos abrangidos pelo Acordo de Capitalização Contingente." A Banca pagará em 2046 !!!


O Rato Ruge

 

Por Mauro Luis Iasi.

“Todo homem nasce original e morre plágio”
“Nunca tantos deveram tanto a tão porcos”
Millôr Fernandes



É inegável que o presidente miliciano sempre teve como intencionalidade a ruptura institucional, uma espécie de saudosismo do golpe de 1964 e da ditadura que se seguiu. Temos afirmado com certa insistência em nossas colunas que o bufão na presidência contava com certos recursos para, pelo menos, dar uma base aos seus arroubos, principalmente no suposto apoio de segmentos das forças armadas, sua base social apoiada nas milícias e nas organizações ditas religiosas, além da base eleitoral que lhe auferiu os mais de 57 milhões de votos.

No entanto, devemos lembrar que tais recursos de nada serviriam se não houvesse uma certa condescendência do grande capital monopolista para com as visíveis trapalhadas do miliciano, uma vez que sua única função no cargo era dar sequência às reformas e medidas exigidas pelo capital e o deus mercado. Uma vez que tais medidas encontravam seu caminho, o suposto presidente ia se equilibrando no cargo apesar de tudo. Nesta direção foi realizado um pacto entre os militares, STF e parlamento para evitar a instabilidade de um possível impedimento do presidente, seja por qualquer motivo entre os inúmeros à escolha (irregularidades eleitorais na chapa Jair/Mourão, atentar contra as instituições com atos antidemocráticos que o dito presidente conclamou e participou, imiscuir-se na Polícia Federal para proteger sua família e amigos criminosos, etc.).

No momento do pacto, o principal fator de instabilidade era a clara intenção que partia de um executivo doentio em acirrar os ânimos para justificar uma ruptura. No entanto, o desenvolvimento da pandemia mudou este cenário. O negacionista no maior cargo da República, ainda que tenha recuado em nome do pacto com o Parlamento e o Supremo, abençoado e tutelado pelos militares no governo, se demonstrou uma fábrica de instabilidade para dar respostas à sua base social e eleitoral ou por qualquer outro motivo. Relativizando a gravidade da doença, defendendo ilusórios e irracionais métodos de tratamento preventivo, recusando-se a um plano ordenado de isolamento social e medidas de proteção defendidas pela ciência, desdenhando a importância da vacina e de medidas logísticas adequadas para a imunização; acabou por jogar o país no caos pandêmico e suas dramáticas consequências sociais e econômicas.

A troca de ministros da Saúde e, principalmente, os motivos de tais alterações, somado à atitude do mandatário maior da República, desmascaram a face grotesca do negacionismo, do irracionalismo e do total desprezo pela vida humana. Mas, o capital e seu amigo imaginário, o mercado, não ligam para isso. Rodrigo Maia, fiel zelador do pacto, não viu nenhum motivo para impedimento. O Supremo e suas inalcançáveis razões e fundamentos jurídicos, contentou-se com a gaveta profunda para onde enviou os processos em andamento que serviram de munição para o suposto pacto que deveria manter o ensandecido presidente no cercadinho.

A intoxicação da opinião pública

 

 1-Para os governos ocidentais obviamente, há notícias falsas boas e más. O ex-analista da OTAN, especialista em inteligência e terrorismo, Jacques Baud escreveu um livro que explica como usam "infoxes" para governar. Governar com as falsas notícias.


2-Joe Biden anunciou abertamente que utilizaria a questão dos direitos do homem para

isolar a China e desacelerar seu desenvolvimento económico. Assim, não passa um dia sem que a média nos intoxique sobre Xinjiang. À medida que as acusações de genocídio  ​​proliferam, a crise humanitária  do Iémen continua com o silêncio dos média. 3,5 milhões de pessoas sofrem de fome, mais de um quarto das vítimas diretas do conflito são crianças. É o resultado da guerra travada pela Arábia Saudita com o apoio dos Estados Unidos. Apoio que revela toda a hipocrisia de Joe Biden. (IGA)

A fome invisível, uma arma de guerra

(...)O nível de insegurança alimentar no Iêmen foi avaliado pela última vez pela ONU em dezembro de 2020. A análise usa a classificação do IPC , que indica que bolsões de fome absoluta reapareceram. A chamada fase de emergência (fase 4), logo abaixo do nível de severidade da fome total, atinge atualmente 3,6 milhões de pessoas e provavelmente aumentará para 5 milhões durante o trimestre atual.   

A imprensa ocidental, que conta na formação da opinião pública, pouco dá a ver as imagens de crianças iemenitas passando fome. É verdade que os Houthis não contratam os serviços de uma agência de publicidade para retransmitir a miséria de milhões de crianças expostas a todo tipo de insegurança, a primeira das quais diz respeito à alimentação e à água potável.  

Isso foi feito pelo Secretariado de Propaganda de Biafra durante a Guerra Civil, que durou de julho de 1966 a janeiro de 1970. Ela inaugurou a era da exploração do espetáculo das vítimas para justificar guerras em benefício dos interesses ocidentais. Seguindo o conselho da França, a agência de relações públicas Markpress em Genebra produziu mais de quinhentos comunicados à imprensa e relatórios sobre crianças com corpos esqueléticos e barrigas salientes, uma marca registrada de desnutrição e falta de ingestão de proteínas. O governador militar da região oriental da Nigéria tinha um tesouro para pagar pela publicidade. Ele havia monopolizado os royalties das empresas petrolíferas BP e Shell que exploravam os campos de petróleo de excelente qualidade, luz bonita   , no Golfo de Biafra.

O povo do Iêmen, no entanto, enfrenta a pior crise humanitária, a mais rápida e a mais importante, desde 1949, de acordo com a OMS. Existem mais de 3,5 milhões de refugiados e mais de 20 milhões de iemenitas (de 27 da população total) precisam de ajuda humanitária. De acordo com a ONG Save the Children , 1,8 milhões de crianças sofrem de desnutrição moderada e 400.000 de desnutrição grave. Mais de um quarto das vítimas diretas do conflito armado, feridas ou mortas, são crianças. (...)

Le Yémen ne sera pas un protectorat saoudien

Ce déchaînement contre le Yémen fait suite à une succession d’évènements. La jeunesse avait manifesté continûment en 2011 dans le sillage de ce qui fut désigné par ‘printemps arabe’, réclamant le départ du Président Ali Abdallah Salah au pouvoir depuis 1978. Les foules déversées dans les rues après la prière chaque vendredi devenaient de plus en plus nombreuses. Les Saoudiens ont alors décidé d’exfiltrer Salah et de le remplacer par le vice-président Abd Rabbo Mansour Hadi chargé de conduire des réformes à la tête d’un gouvernement provisoire de deux ans. Les Houthis, les Frères Musulmans et le Mouvement du Sud furent écartés du gouvernement nommé fin 2014. Les Houthis ont alors mené des manifestations dans le Nord du pays.  Hadi démissionne, gagne le Sud, déclare qu’il a été victime d’un coup d’État et réclame l’intervention armée de ses protecteurs. Un peu plus tard, les Houthis proclament la création d’un Comité Révolutionnaire. Le Comité regroupe les principaux partis, gouverne et doit assurer l’organisation d’élections.

O governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente, nada mais é do que um 'fantoche nas mãos da casa de Ibn Saud'. Foi apenas recentemente, desde que o Conselho de Transição do Sul renunciou à autonomia em julho de 2020 e à secessão, que um novo executivo de coalizão foi formado em dezembro passado, descrito por alguns como um governo fictício. Ele não tem espaço de manobra para restaurar qualquer estabilidade. Isso está nas mãos de países estrangeiros, sem os quais não haveria guerra.    

Os Emirados Árabes Unidos admitiram seu fracasso no Iêmen há mais de um ano e confiaram ao Conselho de Transição Sul a delegação de seu incômodo.

Ao retirar os Houthis da lista de organizações terroristas, o governo Biden está pelo menos permitindo que as ONGs ajudem as populações devastadas. Ela, portanto, reconhece que o movimento é inevitável se um processo de apaziguamento foi buscado.

Os rebeldes, muitas vezes chamados de aliados do Irã, são partes da população obstinadamente ignoradas pelo poder central por décadas, determinadas a não desistir de sua representação no poder.

O secretário de Estado dos EUA, Blinken, acaba de declarar que os EUA apoiarão um resultado com um Iêmen estável, livre de interferências estrangeiras. O dirigente de Houthi comentou a posição, tweetando que a considerava positiva.  

O processo de somalização dos países árabes está em andamento. Os Saud ainda não descobriram, que o seu reino é sem dúvida um dos próximos alvos.

 

Benjelloun Bay

 


Noticias da pandemia

1 -O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) divulgou, às 18h desta quarta-feira (31), um levantamento apontando que o Brasil bateu mais um recorde de mortes provocadas pela pandemia: foram registrados 3.869 óbitos em apenas 24 horas. 

- Num tuíte surpreendente, o governador de São Paulo, João Doria, confrontou a Ordem do Dia do novo ministro da Defesa, general Braga Netto que defendeu a “celebração” do golpe militar de 1964 e afirmou que “o Brasil não tem razão nenhuma para comemorar o Golpe de 64. Tem sim, muitas razões para chorar a ditadura militar”.

Em meio à crise entre as lideranças militares e o Governo do Brasil, diversos líderes dos partidos de oposição vão apresentar um novo pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, nesta quinta - feira , por suposta ingerência nas Forças Armadas.  

O grupo de parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado acusa Bolsonaro de "crimes de responsabilidade" relacionados à saída esta semana do ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e de três comandantes das Forças Armadas. Eles consideram que Bolsonaro atacou as instituições democráticas ao querer usar os militares em uma tentativa de "abuso de poder". 

Uma das principais indústrias farmacêuticas brasileiras concluiu o primeiro lote produzido naquele país dos componentes ativos do Sputnik V, uma das vacinas russas contra o covid-19, que será enviada a Moscou para verificação e certificação.

Na terça-feira, o embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Labetskiy, visitou em Brasília as instalações da BTHEK Biotecnología, que pertence à farmacêutica Unión Química, associada ao Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) para o desenvolvimento do antígeno.

2-Os Ministérios da Saúde Federal e Estadual da Alemanha concordaram que a vacina contra o coronavírus da empresa farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e da Universidade Britânica de Oxford agora será usada apenas em pessoas com 60 anos ou mais, após novos casos de uma doença rara do sangue cerebral de acordo com um documento de acordo citado pela  Reuters .

Atrasos que se pagam caro

OMS : vacinação na Europa inaceitável 

Em comunicado de hoje a OMS  alerta  que o número de novos casos na Europa aumentou fortemente nas últimas cinco semanas. Mais vacinas e menos marketing ,político


"As vacinas são a nossa melhor saída para a pandemia. Não só funcionam, mas também são muito eficazes na limitação de infeções. No entanto, a aplicação dessas vacinas está a decorrer a uma lentidão inaceitável", disse o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, citado num comunicado de imprensa.

Anunciam que se vai agora acelerar ,anunciam milhares e milhares de vacinações por dia , para iludir o pagode, mas a questão não é operacional é da falta de vacinas que vai continuar, pelo sectarismo da UE e submissão aos interesses dos grandes laboratórios.

Muitos especialistas avisam que com o nível de vacinação que se vai chegar até ao segundo trimestre , muitos países europeus e regiões de féris e densamente povoadas arriscam se a ter de entrar  em novos confinamentos gerais ou parciais. Não são os anuncios tranquilizadores  de que se vai vacinar  milhares de cidadãosque dão resposta ao problema , mas sim a chegada a tempo e horas de vacinas e com as medidas tomadas pela UE isso não está garantido. Porque é que a Hungria tem um nível de vacinação que é o dobro do português ? Por que é que a Servia até já vacina cidadãos dos países vizinhos ? 


O que é que isto tem a ver com a escolha do aeroporto no Montijo ?

 Nada  e tudo... A Ana foi privatizada pelo PSD  José Luis Arnault  membro do PSD ,foi chefe de gabinete de Durão Barroso, "chairman" da ANA *

Noticias :

"A associação Transparência e Integridade (TI) alertou esta quarta-feira para um alegado conflito de interesses do advogado José Luís Arnaut em torno de um negócio aeroportuário na Sérvia, depois de vir a público uma investigação do consórcio internacional Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP).

Num artigo intitulado “Businessman nets 47 million for Belgrade airport land, then partners with lawyer whose firm advised on deal”, o OCCRP questiona a relação entre o empresário sérvio Stanko Subotić, ligado a uma venda de terrenos em Belgrado, ao ex-ministro português e presidente do conselho de administração da ANA.A história contada pelas jornalistas locais é a seguinte: depois de ganhar a concessão para expandir o aeroporto de Belgrado, a gigante francesa Vinci comprou a Stanko Subotić, por 47 milhões de euros, terrenos próximos do local e, no ano seguinte, Stanko Subotić tornou-se sócio de uma imobiliária recém-fundada com José Luís Arnaut, que faz parte da rede CMS, responsável pela assessoria um assessor do governo sérvio na due-diligence da transação do aeroporto (através da CMS Sérvia)." jornal Ec.

Lembrar a história recente da ANA : "O Governo aprovou, hoje, em Conselho de Ministros, "uma resolução que selecciona a Vinci Concessions SAS como a proposta vencedora para a aquisição de acções do capital social da ANA - Aeroportos de Portugal 27/12/2012."

"A Vinci entregou uma proposta de 3,08 mil milhões de euros, avançou Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro, um valor já noticiado pelo Negócios no dia 16 de Dezembro. A governante sublinhou não só o valor financeiro, como a qualidade da estratégia."


"Desde a privatização, em 2013, a ANA Aeroportos teve um lucro operacional mil milhões de euros acima do que indicara então como previsões ao Estado. E investiu menos 87 milhões do que o prometido"24/1/2020.


"A privatização da ANA - Aeroportos foi um negócio "ruinoso" para o Estado, considera o ministro das Infraestruturas e da Habitação. Pedro Nuno Santos não poupa palavras contra a venda pelo governo de Pedro Passos Coelho da empresa que gere os aeroportos nacionais, aos franceses da Vinci. "Foi um péssimo negócio para o Estado, foi a privatização mais danosa para o interesse público e não há forma doce de o dizer", afirma o governante em entrevista ao semanário Expresso.

Questionado sobre porque é que o negócio não foi revertido, como aconteceu com a TAP, o ministro sublinhou que o processo de privatização da TAP ainda não estava concluído, e que "o Estado não está impedido de recuperar o controlo de qualquer empresa, mas que "não foi essa a opção". Pedro Nuno Santos considera que a "privatização da ANA constituiu um dano muito significativo para o interesse nacional e para o país. Podemos estar a falar do negócio com a maior taxa de rentabilidade do país", afirma."Mas depois as conclusões que tira são as opções que a Vince quer e que servem os seus interesses. Se está de mãos e pes atadas que o diga . Pelo contrário toca música celestial para a Vince :

"O aeroporto do Montijo é para avançar: "Não temos o direito de voltar a ponderar localizações para um novo aeroporto na região de Lisboa depois de o país estar à espera de uma decisão há 50 anos", reiterou. O ministro acredita que "é a melhor solução, porque é a mais próxima de Lisboa, a mais fácil de executar e a mais barata". dinheiro vivo 18/1/2020 /1/2020.

*Aos 24 anos concluiu a licenciatura em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa.Realizou o estágio de advocacia no escritório Pena, Machete & Associados, de que eram sócios Rui Pena e Rui Machete, e foi admitido na Ordem dos Advogados Portugueses em 1991