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25 de julho de 2012

Uma solução para salvar o euro


LA ÚNICA MANERA QUE QUEDA PARA SALVAR EL EURO

24 JUILLET 2012 par PAUL J 
Merci à Juan Martín Alegria Ayerdi pour sa traduction de  LE SEUL MOYEN QUI RESTE ENCORE DE SAUVER L’EURO.
En las entradas que escribo en mi blog, tengo la costumbre de dirigirme a cualquiera que pueda leerme. Una vez no es costumbre, me gustaría dirigirme a mis compañeros los ingenieros financieros. En cuanto a la forma, una vez tampoco es costumbre, voy a provocar zafiamente pero, esperemos que eficazmente.
Al grano: una zona monetaria debe poder declararse “default” en su conjunto y reestructurar su deuda (a saber, declarar: “Sólo puedo devolverle X céntimos por euro que he pedido prestado”) y debe poder revaluar su divisa, devaluarla en particular.
La zona euro se ha privado de esas dos medicinas. No tiene nada de extraño que por ello hoy se encuentre moribunda.
Solución: Durante la noche del domingo que viene (antes de la apertura de Tokio), la totalidad de la deuda de los 17 países de la zona euro, se rebautiza Eurodeuda (OATs, Bunds, etc.) y al siguiente minuto la zona euro en su conjunto hace “default”.
El lunes por la mañana, la Eurodeuda es reestructurada (en bloque) y la paridad euro / otras divisas se situará donde pueda.
La zona euro habrá llevado a cabo su metamorfosis: puede por fin funcionar como una zona monetaria normal. Se salva.
P.S. : Posibles comentaristas que preconizan que no hay que salvar el euro, sed amables y escribir vuestros comentarios en otro lugar, no estoy hablando aquí de “a favor” o “en contra”

24 de julho de 2012

Os demagogos


Os demagogos encartados
DUAS NOTAS

Primeira Nota: Que se lixem as eleições! Que grande aldrabão!

Foi a pensar no país e nos cidadãos, mandando lixar as eleições, que Passos Coelho disse em campanha eleitoral que retirar o subsídio de Natal  era uma asneira!
Nunca o faria ! Foi o que se viu

Segunda Nota: Portas perguntou se queriamos um país na bancarrota ou solvente.

Ora o País, com os governos do chamado Bloco Central há muito que está com uma dívida externa insuportável e vai chegar a 2015 ainda mais endividado. O nacionalista Portas é um bom advogado dos colonizadores deste País.

PS, PSD e CDS, são os defensores do Pacto de Agressão e colonização. Portugal é de facto um país cada vez mais colonizado!

20 de julho de 2012

Os Predadores


Como eles ganham fortunas!
Os banqueiros

Eles ganham fortunas com as sucessivas trafulhices mas continuam a dizer que o povo vive acima das suas possibilidades!
Manipulam a taxa de referência “Libor” ganhando milhões e milhões.
Têm informação privilegiada e ganham milhões, especulam com as dívidas públicas e ganham milhões.
Quem paga a factura? Os povos. Os trabalhadores. Os pequenos e médios empresários.
Em Portugal, para além do BCP, BPN e BPP, têm decorrido várias operações da Judiciária em que há sempre uns “padrinhos”, uns respeitáveis banqueiros.
Lembram-se do caso Operação Furacão? O jornal “Negócios” fez um resumo significativo: A besta gananciosa «... A suspeita na  Operação Furacão era uma: bancos que forneciam serviços a empresas de “planeamento fiscal”, o que a Procuradoria qualifica como fuga aos impostos. Resultado: mais de duzentos arguidos, nenhum condenado, milhões de euros pagos em impostos. Praticamente todas as empresas pagaram o que lhes foi pedido sem tugir nem mugir, na esperança de comprar o bilhete de saída do processo.
No âmbito da Operação Furacão o DCIAP tropeçou em informação para novos processos. Assim nasceu a Operação Monte Branco, cuja suspeita é de branqueamento de capitais e fuga aos impostos através de uma rede através da Suíça dominada pelo ex-gestor de fortunas Michel Canals. O caso é, pois diferente: no Furacão, há empresas suspeitas de dissimulação de proveitos para não pagar impostos; no Monte Branco há suspeitas sobre pessoas individuais, riquinhos e ricalhaços que passarão os lucros pela sua própria “economia paralela”.
Nestas investigações, chegamos finalmente às privatizações. Conforme o Negócios revelou ontem, às suspeitas de tráfico de influências somou-se a manipulação de preço: teria havido troca de informação “privada” entre assessores de quem vendeu e comprou. Hoje, o Negócios acrescenta mais uma suspeita: a de que houve gente que soube dos preços propostos, o que constitui informação privilegiada, usou-a em seu proveito, o que é ilegal, e mandou comprar e vender acções da EDP e da REN através da rede de lavagem da Operação Monte Branco.
Os três casos são, pois, diferentes. Mas têm em comum esta doença do dinheiro que só dá a quem tem: querer enriquecer à margem da lei sem pagamento de impostos.».
Tudo gente muito séria e apoiantes esclarecidos do PS e do PSD

18 de julho de 2012

A EQUIDADE DOS COMENTADORES

Dois comentadores distinguem-se da generalidade dos sacerdotes da teologia neoliberal, que difundem contra todas as evidências o “creio porque é absurdo” ou ameaçam com pavores medievais se não se cumprirem os ditames da troika (quando as pessoas não tiverem que comer é que vão saber como é - dizia o sr. G. Lourenço). Subservientes jornalistas, fazem o papel de acólitos desta liturgia de obscurantismo.
Não há muitos pontos de contacto entre o sr.M. Rebelo de Sousa e o sr. que usa o pseudónimo de V. Polido Valente, ambos se rendem no entanto às intocáveis “inevitabilidades” neoliberais. O sr. RS, usa os seus hiperbólicos raciocínios para concluir que no essencial é assim que tem de ser, com uma técnica que segue a das partituras musicais: exposição do tema, variações, de novo o tema mas alterado e coda final ao estilo do voltairiano Pangloss, para quem apesar do terramoto em Lisboa, tudo ia pelo melhor dos mundos. O objetivo é as pessoas perderem-se nas variações para não perceberem o essencial do tema. Como dizia Lopes Graça de certos compositores: “notas a mais, para ideias a menos”.
Já o sr. PV é assertivo, porém mais que uma reflexão ideológica deveria fazer-se uma análise psicanalítica acerca das frustrações e do niilismo da classe média, que tal como a rã da fábula que queria ser boi, entregou a condução dos seus interesses à finança especuladora e ao grande capital predador e foi no conto do vigário de achar que a banca nacionalizada lhe ia ficar com as poupanças…Se as suas cabecinhas não estivessem cheias de preconceitos perceberiam o que Marx queria dizer com: expropriar os expropriadores.
O sr. PV é, pois, um exemplo da classe média que detesta a esquerda cujas verdades abalam as suas convicções e a confronta com as suas opções, despreza a social democracia do PS e se incompatibiliza com a direita que o proletariza. O seu negativismo é um recurso da sua raiva, da sua ausência de esperança e de crença no futuro, o refúgio onde curtem desenganos.
O sr. PV não parece entender as suas generalizações apressadas a partir de verdades parciais (ai a lógica, e o bom senso…) argumentando a mais das vezes com exceções, deslumbrado com os seus raciocínios, parecendo não se aperceber que não são sérios.
A propósito da recente decisão sobre a inconstitucionalidade do corte do 13º e 14º mês (Público – 08.julho) afirma que o Estado é irresponsável. Lugares comuns da ignorância são tomados como elevadas lucubrações. Deveria dizer que os governos com as suas políticas de direita têm-se mostrado irresponsáveis na defesa dos interesses nacionais, protegendo monopólios e especuladores, promovendo o capitalismo rentista e iníquos tratados da UE.
Dizer que nenhum particular “normalmente” se permite ser irresponsável, é brincar com palavras. Misturar o BNP, e outros, com o pequeno empresário ou o endividado cidadão que cedeu à chantagem neoliberal da sociedade de consumo a crédito, enquanto os lucros do desenvolvimento tecnológico e aumento da exploração eram arrecadados e postos fora do país pelos grandes capitalistas e especuladores, para intocáveis “off-shores”.
Acerca da equidade, é curioso considerar que um funcionário público e um trabalhador de “instituição privada” não são realidades comparáveis. Sem nos alongarmos a explicar em que consiste o conceito de proletariado e de exploração, algo que o neoliberalismo não reconhece – há apenas mercado onde o sr. Belmiro ou o sr. A. Santos, estão nas mesmas condições que os precários com ordenado mínimo. Em termos da globalização, também a família Wallton que dispõe 90 mil milhões de dólares está nesta teoria nas mesmas condições que os pequenos produtores ou seus empregados sujeitos à vigilância de equipas especializadas no combate ao sindicalismo. E é este o ideal que o capitalismo atual tem para oferecer às novas gerações.
Voltando aos 13º e 14º meses suprimidos. Argumenta-se quanto à falsa equidade entre público e privado, pois os trabalhadores do público têm privilégios que os demais não têm. Portanto, toca de nivelar por baixo. Privilégios só para banqueiros e administradores dedicados a bens “não transacionáveis”.
O funcionário público não pode ser despedido – falso. Há imensos precários, recorre-se por sistema à prestação de serviços externos e aos admitidos depois de 2009 aplica-se o (infame e prófascista) código laboral.
“As pessoas são promovidas independente do mérito” – seria bom que o demonstrasse. Será que todos os promovidos são incompetentes? É isso que afirma? Poderá provar ou é mera calúnia, tal como alguém dizer que todos os banqueiros e administradores são como alguns do BPP e do BPN?
“Têm sistema de saúde especial.” E depois? Corta-se no salário, para castigo?
“Acumulam vários empregos” Quem? Quantos? Cortam-se os subsídios a esses? E aos outros e aos reformados?
“Têm empregos por pressão pessoal e partidária.” Sem comentários. Além de ser um insulto para talvez 90 % ou mais dos casos, seria bom que olhasse para quem ocupa as administrações das grandes empresas desta terra. Pode consultar o livro do F. Louçã e outros “Quem são os donos de Portugal”.
É este o nível de argumentação das direitas que se consideram eruditas: a teatralidade do intriguismo político panglossiano do sr. MRS e o niilismo atrabiliário do sr VPV.
Em termos de profundidade o pensamento político-social da direita, tal como as medidas deste governo, resume-se numa palavra: mesquinhez.

14 de julho de 2012

O reverso das exportações

  Os últimos dados estatísticos publicados pelo Banco de Portugal continham um dado positivo :o aumento das exportações. A partir deste dado o governo e os seus comentadores de serviço repetiram e sublinharam este facto como a demonstração do acerto da política seguida. O ministro da economia convocou uma conferência de imprensa para nos dizer que o aumento das exportações já era o reflexo das mudanças estruturais da economia. Ao mesmo tempo comentava-se a afirmação do Banco de Portugal de que o país poderia chegar ao fim do ano com a sua balança comercial positiva. Tal facto foi sublinhado designadamente pelos apoiantes do governo como um facto histórico.
Será mesmo assim?
È positivo que Portugal tenha aumentado as suas exportações , mas já é abusivo afirmar que isto se deve a alterações estruturais da economia portuguesa.
Elas foram impulsionadas  pelos incentivos dados à exportação , pelo curso do euro menos valorizado nesse período , pelo crescimento que se está a verificar em Angola e em
Moçambique  com a descoberta do gás e pelo aumento do comércio com a China . O aumento do comércio com a China que também se  está a verificar com outros países deve-se ao facto de a China ter vindo a alargar o seu mercado interno  e  a procurar diminuir o peso do dólar nas suas  reservas.
Quanto ao facto histórico é preciso terem atenção que a redução do nosso défice comercial se deve sobretudo à queda drástica consumo e não porque tenha havido alterações estruturais no aparelho produtivo com reflexos na substituição de Importações.
A quebra substancial nas importações  deve-se de facto á quebra  abrupta do consumo este ,sim , um facto histórico
Depois temos ainda o reverso das exportações . As principais empresas exportadoras são estrangeiras ou com participações importantes de capital estrangeiro .. Petrogal , Continental Mabor, Somincor, Bosch, Repsol . Visteon Eletrónics...
São empresas que para além de serem grandes importadoras , colocam no estrangeiro o fundamental dos seus lucros e dividendos. desequilibrando a nossa balança externa. E para se ter uma ideia do  seu peso basta verificar que o que sai de lucros e dividendos já quase que iguala o somatório de todas as verbas provenientes da  União Europeia.
Asim não vamos lá !

13 de julho de 2012

O PROCESSO DE DESAGREGAÇÃO DA UE – SEGUNDO O “DER SPIEGEL”

Enquanto os propagandistas e os eurobacocos deitavam foguetes, o peão finlandês fazia o papel que a Alemanha lhe atribuía. Ainda não perceberam que a Alemanha não pode proceder de outra forma para manter a sua posição na chamada economia global e os seus desígnios imperialistas. Quanto ao sr. Hollande, verão que a “musette”parisiense se vai calar, pois sem que nada o justificasse em termos económicos já tem o mesmo nível de juros que a Alemanha, enquanto para a Espanha e Itália sobem para cerca de 7%.

O Der Spiegel (25.junho.2012) esclarece a questão. Segundo informa, peritos financeiros avisam acerca de um colapso da zona euro e suas consequências com a destruição de ativos de biliões de euros e desemprego recorde na própria Alemanha, se as crises da dívida na Espanha e na Itália se agravarem.
O facto de o presidente do BCE, Mário Draghi, já não excluir um retorno às moedas nacionais mostra quão grave a situação se tornou. O inconcebível tornou-se concebível, em todos os níveis políticos e económicos – escreve o Der Spiegel.
Peritos do Deursch Bank pensam que um colapso da moeda comum é “um cenário muito provável”. Empresas alemãs estão a preparar-se para a possibilidade dos seus contratos em Madrid ou Barcelona possam em breve ser pagos em pesetas novamente.
O artigo não esconde as graves consequências desta situação, que conduziria a Europa a uma grave recessão além de outras perturbações tais como a própria gestão de contratos comerciais existentes. Perante este cenário seria necessário procurar um consenso tão rapidamente quanto possível. Porém, ninguém fale de consensos hoje na Europa. Pelo contrário, à medida que a crise económica se agrava na Europa do sul as posições entre governos estão a tornar-se mais rígidas.
Espanhóis e italianos querem que a Alemanha emita garantias sólidas sobre as suas dívidas. Mas a Alemanha apenas o fará se os países da zona euro transferirem mais poder para Bruxelas.
Não importa que políticos prescrevam a medicina dos EUA, o doente não apresenta quaisquer melhoras. de facto, está cada vez pior. Quando Madrid decidiu requerer apoio de 100 mil milhões de euros, a divida do governo subiu para 80% do PIB e em consequência os juros subiram.
A experiência dos últimos dias mostra as dificuldades dos políticos europeus em salvar o euro.
A situação é extremamente grave dado que – segundo o artigo – não apenas o sistema bancário espanhol necessita de um resgate, mas o próprio país. Os fundos de resgate ficariam totalmente expostos a elevados juros (overtaxed) se a Itália necessitasse de ajuda. O BCE já esgotou largamente os seus recursos.
A procura dos líderes europeus para salvar o euro é uma corrida contra relógio. A questão é: ou a economia do sul da Europa recupera antes que as ferramentas de salvamento do euro estejam esgotadas ou se será demasiado tarde quando a recuperação chegar.
É uma questão de crescimento mas também se espanhóis e italianos vão aceitar a dureza das reformas e por outro lado se os países dadores do norte estão dispostos a proporcionarem assistência e fazer sacrifícios.
Em suma, o mundo está a imaginar o impensável: ou a saída de vários países da união monetária ou possivelmente o colapso geral da zona euro.
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Face ao anterior, não é difícil imaginar o que irá acontecer: justamente o que for mais favorável para a Alemanha…Entretanto, tudo isto é pressurosamente escamoteado pela comunicação social sob controlo.


6 de julho de 2012

QUANTO VALE UM ENFERMEIRO? QUANTO VALE UM TRABALHADOR?

A recente divulgação do salário de 3,96 € por hora – ilíquidos – em trabalho parcial, temporário, precário, não deveria causar espanto e indignação não chega.
Trata-se de um processo em curso há anos de destruição dos direitos conquistados com a Revolução do 25 de ABRIL, em que o PS agiu de mão dada – mesmo que por baixo da mesa - com gente para a qual o grande exemplo a seguir para as “mudanças estruturais” e a “consolidação das contas públicas” é o “mago das finanças” o ditador de Santa Comba do Dão.
Recuamos agora para algo como no o tempo dos mercados de escravos ou das famigeradas praças de jorna do salazarismo clerical fascista.
A escravatura e a servidão medieval também foram formas de redução de “custos laborais” – o grande objetivo do atual governo ativamente apoiado neste propósito pelo presidente da república e pelo presidente do banco de Portugal. Este último, que num “estudo” apoia a redução de salários é dos mais bem pagos da Europa.
Para os atuais fundamentalistas do mercado a competitividade, a concorrência, são álibis para a exploração e submissão dos trabalhadores, isolando-os do seu movimento sindical.
Quando o ministro que lança um concurso que origina aqueles resultados e diz que não tem responsabilidades, pois o governo apenas procede a uma adjudicação, mostra o nível de rasteira hipocrisia política de um governo onde predominam pessoas que se clamam do humanismo católico, do “personalismo”, da “sociedade aberta”, da “livre escolha”.
Uma adjudicação de pessoas?! Escravos? Servos? Eis as consequências da competitividade pelos custos; da flexibilidade laboral; de eliminar a contratação coletiva.
É afinal o padrão de sociedade que se pretende em que o Estado promove a degradação do nível social. Para que o máximo de riqueza nacional seja entregue á finança especuladora.
Mas não é só com os enfermeiros que se passa esta situação, em várias outras profissões está a ocorrer o mesmo, tanto na área da saúde como com advogados em processos de adjudicação de “serviços”, com cláusulas leoninas que obrigam à degradação  dos salários e condições de trabalho, para cumprir as exigências contratuais. Para as empresas é praticamente indiferente, pois têm a sua margem de lucro – ou antes, renda - garantida. A isto chamam “empreendorismo”.
Para compreender de que falamos quando falamos de salários, recordemos que o “salário de subsistência” consiste no salário necessário à reprodução da força de trabalho, tem um conteúdo histórico e social, não deve ser confundido com um salário de sobrevivência, de natureza fisiológica. De forma simplificada, podemos basicamente dizer que o salário de subsistência – isto é sem progresso individual ou social – de um casal de enfermeiros deveria corresponder ao necessário para criar e formar dois enfermeiros.
Abaixo disto, caminhamos para salários ao nível – ou nem isso – da sobrevivência, algo que teria que ver com o custo de um escravo, ou de um prisioneiro em campo de trabalhos forçados.
Numa sociedade que faz do desemprego não uma acidente mas uma forma de gestão – é ver as suas “reformas estruturais”- o desempregado e o precário não são pessoas livres, são prisioneiros da sua condição de sobrevivência, aos quais é dado de 4 em 4 anos a condição de liberdade, para de novo voltarem à prisão.
Resta-lhes a fuga – fomenta-se a emigração – ou a revolta. Porém só Revolução mudará este modelo de sociedade para a qual – como já foi dito – a austeridade é a forma de instaurar o fascismo pela via reformista. O que se passa na UE com os países mais frágeis prova-o.
Quanto vale um enfermeiro? Quanto vale um trabalhador? Cabe a cada um de nós encontrar a resposta para esta questão. Se deixarmos que sejam os “mercados” a responder por nós então o voto que se diz ser a arma do povo não passa de uma inutil arma sem munições.