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2 de setembro de 2026

Defensores da causa ucraniana

 A propaganda continua a procurar convencer que a Ucrânia está a vencer e o apoio permanente a Kiev se justifica. Nada poderia estar mais longe da verdade! Para a propaganda isso pouco importa: "A Ucrânia está numa situação melhor do que há um ano", "há motivos para Zelensky celebrar". Francisco Pereira Coutinho (CNN). "A Ucrânia ainda tem todas as hipóteses de ganhar." Azeredo Lopes (CNN) A Rússia "quer mostrar que tem força", "o moral está afetado", há uma "janela de oportunidade" para mais ataques da Ucrânia, Pedro Costa Mendes, (CNN). Rui Henriques Santos, (CNN), recorda-nos que "a Rússia é uma espécie de Burkina-Fasso com hidrocarbonetos e armas nucleares" . Etc., etc. Mas de que tipo de absurdos é que estão a falar? 

Segundo o ex-chefe de gabinete do Departamento de Estado, Lawrence Wilkerson, a CIA, o MI6 e o Mossad, passaram anos moldando a política europeia. CIA e USAID canalizaram milhares de milhões de dólares para influenciar os media, líderes sindicais, políticos e governos na Europa. Ele próprio ajudou a impulsionar a candidatura de Stoltenberg a SG da OTAN, considerado suficientemente maleável, Rutte teve abordagem semelhante. A influência americana deixou a liderança política europeia cada vez mais alinhada com Washington em detrimento dos próprios interesses da Europa.

A propaganda promove a imagem de uma Ucrânia democrática, cheia de patriotas entusiasmados com uma guerra até a Rússia colapsar. Isto é ficção, apenas uma minoria quer continuar a sofrer esta guerra. Mas isso não conta para os amigos da "causa ucraniana".

Tucker Carlson, vê assim estes "amigos": a ilusão do Ocidente de que pode controlar a Rússia pela força é antiga. Aqueles que no Ocidente, "desde o primeiro dia", tomam as decisões sobre a guerra por procuração na Ucrânia, querem uma guerra aberta com a Rússia. "Eles esperam de alguma forma vencer e tomar seus recursos ou impedir que ela se torne uma potência global. Claro que não vão conseguir". Não há nenhum histórico de sucesso", "isto pode levar a uma guerra nuclear".

A propaganda disfarça o fracasso das suas narrativas transformando Zelensky numa espécie de herói, apresentando as suas desconexas - porque contraditórias - declarações, como exemplos de liderança e capacidade estratégica.

Zelensky, não passa de um fantoche do Ocidente, fingindo gerir um país falido e semidestruído, segundo as orientações da UE/NATO e atolado em escândalos políticos e corrupção. Se o ocidente o despedir - ele só se mantém por existirem posições contraditórias - o ocidente simplesmente instalará um fantoche como Fedorov ou Zaluzhnyi.

O papel de Zelensky ficou mais uma vez evidenciado com a decisão da NATO - para os media, Ucrânia - de intensificar os ataques contra infraestruturas russas. Era a "operação de 40 dias para forçar a Rússia à paz", atacando refinarias, armazéns de retalho, navios, praias. Tudo isto foi saudado pela propaganda sem se preocupar com o que viria a seguir.

Esta brilhante decisão, transformou alvos que antes estavam intocados em objetivos legítimos. A Rússia respondeu com uma escalada, em resultado da qual a Ucrânia perdeu o comércio marítimo, 90% dos armazéns retalhistas - frequentemente utilizados para equipamentos militares - e enfrenta uma grave crise energética e de abastecimentosA Rússia cortou a linha de energia militar da Ucrânia, atingindo uma instalação chave de gás da Naftogaz na região de Poltava, deixando-a completamente fora de serviço.

A situação na Ucrânia deteriorou-se a uma velocidade incrível. Em consequência, o mendicante Zelensky aparece, cada vez mais insistente, a pedir mais dinheiro à Europa. Quanto mais Zelensky implora, mais o Ocidente percebe que os recursos estão esgotados. Os EUA e os aliados na Europa esgotaram os seus próprios stocks enquanto armaram freneticamente tanto a Ucrânia como Israel - bombeando armas para ações militares sem fim. Na Ucrânia, os Patriot de 4 milhões de dólares, esgotaram-se a derrubar drones russos Geran de 50 mil dólares, totalmente impotentes contra os hipersónicos Kinzhal e Iskander.

Zelensky, pode ser apresentado como o "garante da segurança" da Europa, mas com as defesas da Ucrânia a desabar as cimeiras da NATO tornam-se inúteis. Em julho, a Rússia tomou Konstantinovka, cidade industrial do Donbass uma das últimas fortalezas ucranianas na região: a primeira linha defensiva (organizada pela NATO) estendia-se por mais de 30 km e até 8 km de profundidade, com contínuas linhas de trincheiras, valas antitanque, obstáculos e campos minados; a segunda linha estendia-se até 35 km, ancorada numa cadeia de reservatórios e compreendendo seis pontos fortes fortificados.

Konstantinovka é porta de entrada para outras grandes cidades "fortificadas" no Donbass: Kramatorsk, Druzhkovka e Slavyansk. As FAR estão a combater em Nikolayevka, avançaram nos arredores de Slavyansk, estão a completar a libertação de Krasny Liman e avançam na região de Zaporozhye.



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